31 de mai de 2009

O desaforo.

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Pesquisa Datafolha publicada hoje mostra crescimento da candidatura da Ministra Dilma Rousseff para a eleição presidencial de 2010. Clique aqui para ler a matéria (só para assinantes da Folha/UOL)

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A cada dia que passa, o povo brasileiro está ficando mais desaforado.
Explico.
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Lançou-se a idéia de um terceiro mandato para o presidente Luis Inácio. A mídia mais comprometida do planeta fez um estardalhaço; gostam de falar em democracia, em alternância de poder.
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Hoje, segundo pesquisas, 47% dos brasileiros são à favor de, no mínimo, mais quatro anos para Lula.
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O que se compreende destes dados é que, como Lula não pretende competir - nem o Congresso aprovaria a re-reeleição - o povo está decidido a eleger Dilma presidenta.
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Fica óbvia a intenção do eleitorado ao exprimir seu desejo de que continuem as políticas implantadas pelo Partido dos Trabalhadores, sob comando da Ministra da Casa Civil.
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Desaforo!
Se eu não posso fazer que Lula fique, voto em quem ele indicar!
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Do lado tucano, o Coroné Zé Serra começa a despencar.
Seu jeito paulista de ser o está levando à segunda derrota para o PT. Não tenho nada contra paulistas - sou nascido no Hospital Matarazzo, em plena Avenida Paulista - mas acreditar que é o dono da bola só por ser governador do estado mais rico do país, é ingênuo e imaturo politicamente.
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A campanha prá valer anda nem começou.
A diferença de Dilma (16%) para Coroné Serra (38%) vem caindo. Já esteve acima dos 30 pontos percentuais.
Como disse o ex-ministro Zé Dirceu, até o São João (24 de junho), Dilma empata.
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Que desaforo!

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26 de mai de 2009

"RELAÇÕES PROMISCUAS"

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A Folha (tu)canalha de São Paulo e a jornalista(zinha) Renata Lo Prete foram condenados a pagar a importância de R$ 139.500,00 ao ex-presidente da ANAC, Milton Zuanazzi, por danos morais.
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A sentença foi proferida pela Juíza Dra. Maria Lúcia Boutros Buchain Zoch Rodrigues, da Vara Civil do Fórum de Porto Alegre. Ainda cabe apelação.
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A Juíza cita em seu despacho a postura “irresponsável”, “leviana” e “sensacionalista” do jornal.
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Em 20 de Julho de 2007, Lo Prete publicou notas afirmando que a ANAC, então presidida por Zuanazzi, mantinha "relações promíscuas" com companhias aéreas, e que estas relações teriam produzido a liberação da pista de Congonhas quando da tragédia do vôo TAM que matou 199 pessoas.
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Milton Zuanazzi defendeu-se provando que a liberação foi feita pela INFRAERO, e ajuizou ação contra jornal e jornalista argumentando que as acusações da Folha buscavam apenas eleger um culpado pelo acidente, mas nada conseguiu ser provado. Venceu em primeira instância.
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Abaixo, partes da sentença:
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"... Relatados, decido.
A ação é procedente. Afinal, embora em algumas passagens a matéria publicada pelo Jornal Folha de São Paulo, na Coluna Painel do dia 20 de julho de 2007, sob o título “A voz dos donos”, seja um tanto evasiva, a afirmação de que a CPI do Apagão Aéreo concluíra pela existência de uma “relação promíscua” entre a ANAC e algumas companhias aéreas brasileiras - que por conta disso estariam recebendo vantagens, inclusive na liberação da pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, local onde ocorreu o maior acidente aéreo brasileiro em número de vítimas – foi inequívoca."
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"...É de ressaltar-se o fato de que o texto foi publicado apenas três dias após a ocorrência daquele acidente, como parte do conjunto de manifestações que a imprensa nacional produziu na ocasião. E que de alguma forma ele vincula o desastre à atuação da ANAC e a uma suposta ligação escusa, de seus dirigentes com duas empresas aéreas: a GOL e a TAM. "
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"...E a irresponsabilidade de uma notícia assim veiculada torna-se ainda mais grave quando dirigida a um leitor tomado pela comoção que aquela tragédia sem precedentes na história da aviação brasileira causou.
Foi como colocar gasolina na fogueira em que se constituía o sentimento dos brasileiros naquela ocasião, especialmente os parentes e amigos das vítimas, já tão destroçados pelo acontecimento. "
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Colocar gasolina.
Esta foi a intenção, nítida, das notas da Folha.
Tanto, que na sentença a Juíza menciona o fato do autor, Milton Zuanazzi, ter fixado em seu pedido de indenização apenas a quantia equivalente a 300 salários mínimos, e lamenta:
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"...Diante disso, embora a meu juízo a conduta das rés devesse comportar arbitramento maior, não tenho como procedê-lo."
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A decisão judicial foi proferida em 15 de abril de 2009 e, até hoje, nenhuma linha foi escrita na Folha. Fui ao site Folha OnLine pesquisar e nada encontrei.
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IRRESPONSÁVEL.
LEVIANA.
SENSACIONALISTA.
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22 de mai de 2009

EFEITOS PREVISÍVEIS

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O jornalista Nelson de Sá, da Folha (tu)canalha de São Paulo, escreveu um box muito interessante em sua coluna de hoje. O título é Pré-campanha.

Clique na reprodução abaixo para ampliar.


São poucas palavras. Mas todas esclarecedoras.
Faz um alerta à oposição à respeito da CPI da Petrobrás.
Duas frases são muito significativas:
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...ao forçar a criação da CPI não previu aquela tendência de efeitos imprevisíveis.
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Sobretudo não lhe falta a maioria dos meios de comunicação ...
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Forçar a criação da CPI denota, claramente, o interesse político da oposição nos holofotes.
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Dizer que tem a maioria dos meios de comunicação é, praticamente, uma confissão, assumindo o caráter partidário da mídia.
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Esta imprensa, a mais comprometida do planeta, está empenhada em eleger o Coroné José Serra ao cargo de Presidente da República em 2010.
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Mas, como a própria coluna diz, o governo tem a seu lado os "sistemas de manifestação pública".
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Ou seja, o povo!
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No entender deste blog, se houver democracia neste país e se os cidadãos tiverem livre acesso à informação, direito básico constitucional, a farsa da mídia será desmascarada pelos eleitores através das urnas, em 2.010.
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Num estado de pleno direito, o efeito previsível das manobras demo-tucanas será a derrota!
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19 de mai de 2009

Quadrilha de irresponsáveis.

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atualizado em 20.05.2009

imagem retirada do site Viomundo - Luiz Carlos Azenha

O tucanato está desesperado.

Criou uma CPI para investigar a Petrobras, maior empresa brasileira, nona do setor no mundo.
Não levaram em conta que uma companhia como esta, com ações na Bolsa - considerada blue chip - poderia ser investigada pelo Ministério Público ou Tribunal de Contas.
Se é que há algo a ser investigado.

Na verdade, o que a quadrilha de tucanos deseja é forçar a privatização da Petrobras. Tentaram até mudar seu nome, no infeliz mandato de FHC. Leia aqui. O objetivo era dar uma aparência de empresa privada. Não deu certo.

O jogo político está claramente contrário à eleição de candidato tucano. O Coroné José Serra sabe disso. Até tentou espalhar a notícia de que Aécinho Neves seria seu vice, numa chapa puro sangue ... o governador de Minas logo tratou de desmentir.

A irresponsabilidade da cúpula do PSDB é tão grande, que, para tentar manchar a imagem do governo do PT, jogam o nome de uma empresa importante na vala comum das CPIs. Todos sabem o circo que se forma em volta dos holofotes. Mesmo assim, insistem.

Talvez fosse mais interessante aos tucanos investigarem seus próprios membros. Por exemplo, o ex-governador do Espírito Santo, José Ignácio Ferreira, à época do PSDB, foi condenado a nove anos de prisão por desvio de verbas. Governou o estado capixaba de 1999 a 2002.

A sentença foi dada pelo juiz Willian Silva, da 6ª Vara Criminal de Vitória, por formação de quadrilha, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

Condenado por formação de quadrilha. Hoje, está sem partido.

É essa gente que assume um ar de moralista diante de uma câmera de TV para aparecer no Jornal Nacional.

Querer desmoralizar, agora, a Petrobras para privatizá-la no futuro é bem a cara do PSDB/DEM.


Quadrilheiro que é quadrilheiro, joga para a imprensa.

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16 de mai de 2009

A NOVA POUPANÇA

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A pedido de meus amigos do Blog BRASIL MOBILIZADO, postei lá sobre o assunto caderneta de Poupança.

Trechos:

Alcançamos uma situação econômica que nos coloca numa posição sólida e estável; inflação sob controle, crescimento positivo e constante (apesar da crise internacional, manteremos o PIB ascendente, devido às políticas da equipe econômica do governo Lula), juros em queda e distribuição de renda como nunca se fez na história recente do Brasil.
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A tradicional Caderneta de Poupança, tema desta postagem, é parte fundamental da nova ordem econômica que atingimos. Criada com a finalidade de financiar a “casa própria” da classe trabalhadora, sempre serviu ao pequeno poupador – assalariado, pequeno empresário, aposentados – como instrumento de reserva de capital com garantia total de liquidez.
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(...)diante da redução das taxas de remuneração, os investidores passaram a enxergar a boa e velha Caderneta de Poupança como fonte de investimento de maior retorno.

Estou falando dos 6% ao ano da poupança frente a uma SELIC de 9%.
Isso provoca uma distorção.

Se os investidores migrarem para a poupança, os bancos perderão recursos para empréstimo e financiamento.

Quem quiser ler o post integral, clique aqui.

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14 de mai de 2009

O VÍCIO DA MENTIRA

*** Porquinho: símbolo da Caderneta de Poupança

O Ministro da Fazenda e o Presidente do Banco Central em entrevista, ontem, anunciaram as mudanças propostas para a Caderneta de Poupança à partir de 2.010. O fizeram de forma corriqueira e transparente; apresentaram os pontos importantes e responderam aos questionamentos dos jornalistas presentes.

Tudo na normalidade de um governo democrático, visto a nova condição econômica alcançada pelo país e diante da queda da taxa real de juros e da impossibilidade de manutenção das práticas de remuneração deste investimento.

Bem diferente dos últimos dois governos eleitos.

Fernando Collor e Zélia Cardoso tungaram descaradamente os poupadores através do confisco;
Fernando Henrique e Pedro Malan tungaram descaradamente os rendimentos maquiando os índices de inflação.

À saída do evento, a imprensa mais comprometida do planeta começou a repercutir o fato. As salas de redação de jornais conservadores preparam a notícia de forma a assustar o poupador, o pequeno investidor, para quem as novas regras não alteram em absolutamente nada o rendimento.

Manchetes dos jornais de hoje:

ESTADÃO – Governo taxa classe média e isenta pequeno poupador;
FOLHA
Governo propõe taxar poupança;
O GLOBO
Governo vai taxar poupança e incentivar aplicação em fundos;
CORREIO BRAZILIENSE – Lula taxa poupança; entenda as mudanças.

O vício da mentira não permite que motivos e explicações se exponham com clareza à população. É a forma de tapeação que a imprensa acredita dar resultado.

Parece muito difícil a mídia brasileira compreender seu papel. Tratam de dar ênfase mentirosa nas chamadas de matéria com a única finalidade de provocar desconfianças; há sempre a deformação enganadora, a incompletude deliberada e subterfúgios no atacado!

A boca torta da elite conservadora e reacionária brasileira, a imprensa comprometida até o pescoço, acredita ter o poder de enganar as pessoas.

É um vício.
Uma doença.

Talvez os editores chefes o façam sem saber suas consequências, ou, ainda pior, sabem e se travestem de libertários guardiões da verdade. Seus patrões, entretanto, apoiadores da recente ditadura militar, se regozijam com a doença de seus empregados, viciados em mentir, e apontam seus dedos imundos condenando o rumo para progresso e para a distribuição de renda. Querem a volta dos tungadores!

Este texto foi inspirado na matéria chamada “O vício” escrita pelo jornalista(zinho) Josias de Souza na Folha de hoje. (link só para assinantes)

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12 de mai de 2009

Rio Grande: o desmanche II

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Confesso que não estava entendendo as razões que levaram a revista Veja a publicar as denúncias contra a Governadora Yeda Crusius.
Ingenuidade, a minha.

Hoje leio no UOL que o partido da governadora pretende "rifar" Yeda para apoiar o peemedebista José Fogaça.
O portal diz:

"O eventual apoio ao prefeito teria o apoio do grupo ligado ao governador de São Paulo, José Serra, e atenderia ainda a outro objetivo do PSDB, que é o de formar alianças regionais com o PMDB para fortalecer seu candidato à Presidência nos Estados e diminuir o palanque governista, mesmo na hipótese de uma aliança formal nacional entre PT e PMDB. "

Pronto.
Já entendi.

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11 de mai de 2009

Rio Grande: o desmanche I

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atualizado dia 12 de Maio de 2009 às 07h00.
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Referências a irregularidades na campanha de Yeda Crusius ao governo do RS estão levando ao afastamento da Governadora. É muito provável que, diante de fatos, seja inevitável retirá-la do poder. As denúncias foram feitas pelas revistas Carta Capital (foto) de Mino Carta, e pela Veja, dos Civita.

Depois do escândalo do DETRAN, comentado aqui no ano passado, agora as provas remetem ao CAIXA 2 da campanha da então candidata do PSDB ao governo gaúcho.

Há o registro de uma conversa entre Lair Ferst, um dos coordenadores de campanha, e Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda, morto em Brasilia, em fevereiro (teria, supostamente, cometido suicídio), onde Cavalcante admite ter recebido R$ 200 mil para a campanha, de empresas de fumo do estado do Rio Grande do Sul. Estes valores nunca foram declarados.

O dinheiro, em espécie, teria sido entregue ao marido de Yeda, Carlos Crusius. Rumores apontam que o dinheiro teria sido utilizado para a compra da casa onde Yeda vive.

Lair Ferst, empresário, é quem teria feito as gravações e entregue ao Ministério Público. Ele é acusado de chefiar a quadrilha que desviou milhões do DETRAN do RS.

Tanto Yeda, quanto as empresas de fumo (Alliance One e CTA Continental) negam tudo. É óbvio.

Mas aqueles que vivem mais de perto a realidade do Rio Grande já dão como certa a queda da Governadora do PSDB. O Senador Pedro Simon do PMDB, por exemplo, que inicialmente apoiava a governadora, já se coloca numa posição independente.

O desmanche do Rio Grande do Sul começou. Infelizmente para o bravo povo gaúcho, que pagará caro o desperdício de tempo e dinheiro que a governadora provocou. Uma CPI já comeca a ser articulada no RS para apontar os fatos da decadência do governo tucano em Porto Alegre.

Resta esperar que a queda seja rápida, para que os efeitos possam ser corrigidos sem muita dor.

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8 de mai de 2009

O ataque contra a reforma política.


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atualizado dia 12 de maio de 2009 às 07h00

A Folha (tu)canalha de São Paulo, em seu editorial de ontem – A lei dos descarados (só para assinantes), atacou o projeto apresentado ao Congresso pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro, do PT, cujo conteúdo, entre outros temas, trata do FINANCIAMENTO PÚBLICO de campanhas eleitorais e de voto em LISTAS FECHADAS de candidatos.

Não é de se estranhar a oposição à reforma que a FSP faz.

Os Frias, assim como os Mesquita, os Marinho e os Civita, apostam na continuidade do subdesenvolvimento do Brasil como arma para manter seu poder intacto. A desinformação que estes órgãos de imprensa produzem é proporcional ao atraso secular a que fomos submetidos desde o Descobrimento. Felizmente, estão perdendo credibilidade.

O financiamento público de campanhas eleitorais já existe, em parte, desde a ditadura miltar. O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que não são gratuitos, mostram bem as intenções da mídia mais comprometida do planeta. A FSP não se opõe a ele, pelo menos, não o menciona no editorial. As empresas que veiculam a propaganda eleitoral obrigatória descontam do Imposto de Renda, na sua totalidade, o tempo dispendido para a difusão das imagens e/ou gravações. A preços de tabela, sem descontos. Portanto, quem paga a conta é o contribuinte!

A proposta do Ministro Genro prevê a quantia de 900 milhões de Reais, para o primeiro turno, e 260 milhões de Reais para eventual segunto turno. Dinheiro do contribuinte, sim senhor, que é quem vai sustentar o governante durante o tempo de exercício do mandato do Prefeito, Senador, Governador e Presidente da República.

Em países da Europa isso já existe. O objetivo é impedir as doações de particulares a candidatos, fomentando o caixa 2, um dos maiores males da política tupiniquim. Ao não ser financiado por um grupo ou empresa, o eleito não deve nada a ninguém, portanto, pode legislar em benefício de quem o elegeu, ou seja, o povo.

E, em caso de recebimento de dinheiro “por fora”, desde que comprovado, o eleito estaria submetido às sanções legais previstas, inclusive, com a perda do mandato.

Mas FSP insiste. Diz:

A PROVOCAÇÃO é de tal ordem que se chega a suspeitar de algum surto de insanidade coletiva.”

Insano é quem escreveu o editorial, que não seria capaz de manter sua argumentação com qualquer pessoa bem intencionada.

E, à respeito das listas de candidatos, voltam os ataques da FSP:

(...)depois do descalabro ético em que se envolveram tantos parlamentares, dos mais diversos partidos, do que um dispositivo que lhes permita esconder o próprio rosto no momento da eleição. É a lei dos descarados -e uma das piores afrontas às instituições democráticas do país desde que se encerrou o regime militar. – talvez devessem dizer o brando regime militar ...

As listas fechadas, de deputados federais, estaduais e vereadores, ao serem preparadas pelos partidos, com indicações de seus nomes de preferência, são submetidas aos eleitores que as aceitam, ou não. Ao votar na legenda estará se votando no projeto determinado pelos membros do partido, que poderá ser o projeto para sua cidade, seu estado e seu país. Esta é a forma encontrada para eliminar, definitivamente, os acordos que o Executivo se vê obrigado a fazer com o Legislativo em troca de aprovação de matérias.

É assim que se faz democracia. Pelo menos, nos países sérios.

Aqui, pelo visto, quando a midia mais comprometida do planeta decidir implodir as propostas de reforma política, usarão todos os argumentos mentirosos e desonestos que estão acostumados a usar.

O editorial da FSP é uma afronta à inteligência das pessoas. Pretender, através de argumentos imaginários, destruir a tentativa de ordenamento político no Brasil; é um crime, e será cobrado no futuro próximo.

Este blog, assim como outros, estará atento a estas tentativas de manipulação da opinião pública. As mentiras serão desmascaradas. Os interesses destes grupelhos midiáticos serão revelados, um a um, pelas centenas de blogs independentes do Brasil.

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7 de mai de 2009

Dez mil velas

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A noite de Brasilia foi iluminada, ontem, por velas.

O Movimento "Fora Gilmar" reuniu milhares de pessoas que, através de cada vela acesa, pediam a saída do Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o blog de Leandro Fortes, os carros que passavam buzinaram e pessoas desciam dos ônibus para prestar solidariedade.

Uma manifestação digna, feita por pessoas comuns, dirigida a um magistrado que provou não ter capacidade de presidir a Corte Suprema do Brasil.

Seus próprios pares já entendem que o Ministro Gilmar Mendes não está apto a exercer o cargo. Ao ser acusado pelo colega, Dr. Joaquim Barbosa, de estar destruindo o Judiciário, a posição de Gilmar Mendes passou a ser insustentável.

A luz refletida pelas 10.000 velas são o símbolo de sua queda inevitável.

O Ministro estava em seu gabinete, ontem à noite, enquanto a manifestação acontecia na Praça dos Três Poderes.

Mandou cercar a àrea do STF para evitar a aproximação do povo. Usou a desculpa de proteção a um evento que acontecia no Supremo.

O Ministro viu a manfestação.

Viu as velas e suas luzes.

Viu as pessoas carregando faixas e gritando palavras de ordem.

Ouviu tudo, acreditando estar protegido. Permaneceu encastelado.

Gilmar Mendes não saiu à rua.

Joaquim Barbosa tinha razão.

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4 de mai de 2009

As mentiras do Coroné.

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O Governador do estado mais rico do país, Coroné José Serra, vem espalhando uma mentira.
Gaba-se, utilizando imprensa mais comprometida do planeta, de ter reduzido a violência no estado de São Paulo.
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É um cara-de-pau.
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Dados da Secretaria de Segurança Pública de SP mostram o aumento assustador dos números da violência contra a pessoa, como se pode verificar no gráfico abaixo.
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Comparando os dados do primeiro trimestre de 2008 com os do primeiro trimestre de 2009, percebe-se claramente um aumento considerável em alguns crimes, como por exemplo, estupro e roubo de veículos, com crescimento de mais de 33%.

É verdade que a comparação com dados do último trimestre de 2008 revelam decréscimo em homicídios e em vítimas fatais deste tipo de crime. Mas parece ser apenas uma diminuição sazonal, já que todos os outros tipos de crime aumentaram.

O Coroné gosta de dizer que sua marca administrativa é a diminuição dos índices de violência. Agora, diante do inegável, prefere dizer que a culpa é da crise e do aumento do desemprego. Mas como, Coroné, se você sempre disse que sua polícia era eficiente?

Vou reproduzir, abaixo, uma frase de Gilberto Dimenstein, de sua pensata de 01/05/2009, publicado na Folha Online, para não dizerem que fico pegando no pé do Coroné:

"Se não mudar rapidamente esses números, Serra deixará o governo, arranhando uma das maiores conquistas sociais não só de São Paulo, mas também do Brasil --a redução da violência. E será não por uma questão econômica, mas de gestão."
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2 de mai de 2009

A GRIPE E A CRISE

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Crianças mexicanas usam máscaras para se prevenir da gripe

Dois dos maiores laboratórios mundiais, os suiços Roche e Novartis, esperam que a gripe suina se espalhe pelo mundo todo. E quanto mais rápido, melhor.

Atingidos pela crise financeira que assola todos os setores da economia mundial, os laboratórios farmacêuticos passam por dificuldades. Entretanto, a gripe pode ser a salvação instantânea.

A esperança é alavancar o volume de negócios através do fornecimento de medicamentos antigripais, como o Tamiflu, contra o virus A/H1N1, com produção anual de 4 bilhões de comprimidos, segundo informa a France Press. Este mesmo remédio foi produzido pelos suiços para combater a gripe aviária.


Tamiflu, antigripal da Roche


"A nova crise sanitária pode trazer impulsos únicos sobre o volume de negócios e se traduzir por uma leve alta dos lucros", comentou Andrew Weiss, analista de um banco privado.

Assim é o capitalismo.

A oportunidade de ganhar dinheiro pode vir de qualquer lugar, nem que vidas humanas sejam a fonte do lucro.

Laboratórios farmacêuticos são os maiores responsáveis pela ineficiente medicina nos países não-desenvolvidos. Enquanto subornam governos, políticos, juízes e médicos, milhões de pessoas afetadas por males os mais diversos morrem nos hospitais públicos por falta de medicamentos que os governos não podem pagar.

O altíssimo preço dos remédios é a armadilha criada pelos países ricos contra populações inteiras que dependem da saúde pública. As patentes são as armas mais eficazes para produzir balanços gordos de lucros.

E quando um remédio, por exemplo, contra agripe suina, se torna imprescindível, milhares de cifrões saltam aos olhos dos acionistas dos laboratórios que, felizes, comemoram mais uma epidemia.

É um caso de polícia!

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