30 de set de 2010

Aparelhamento do STF.

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A noticia é grave e coloca a democracia em risco.

Não é o PT que denuncia. É a Folha de S.Paulo, jornal editado pela direita, através dos jornalistas Moacyr Lopes Jr e Catia Seabra.

Sob o título Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar - clique aqui para ler a matéria - o jornal denuncia uma fraude. Afirma que o Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT depois de receber uma ligação do candidato José Serra, do PSDB.


A matéria não diz "após receber uma suposta ligação", como de praxe. A afirmação é categórica!


O fato é que Gilmar Mendes pediu vistas de um processo cujo placar era, até o momento de seu voto, 7 X 0 à favor do recurso do PT, ou seja, sete Ministros do STF entendiam que não deveria ser obrigatória a apresentação do título de eleitor no momento do voto, mas apenas um documento com foto. Placar suficiente para a decisão. O gesto de Mendes interrompeu a votação e, consequentemente, o resultado, que pode ser decretado só após o pleito. Como quer o candidato Serra.

Tucanos em geral costumam acusar o Partido dos Trabalhadores de aparelhar o Estado brasileiro com companheiros. Serra cansou de repetir isso nos debates e na propaganda de TV. Este ato, ligar para o celular de um Ministro do STF, em plena sessão, e pedir para interromper uma votação ultrapassa o aparelhamento. É interferência direta no Poder Judiciário. E, pior, ao que tudo indica, Serra foi atendido.

A troco de quê? Qual a razão para Mendes atender a ordem de Serra? Qual o limite da subserviência do Poder Judiciário Brasileiro perante o PSDB?

Estas perguntas devem ser respondidas com urgência pelos demais Ministros do STF, pelo menos aqueles que já proferiram seus votos no processo: desde a relatora Ministra Ellen Gracie e seus colegas, Ministros José Antonio Dias Toffoli, Carmen Lucia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Brito e Marco Aurélio Melo.

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Tanto Mendes quanto Serra, negam a troca de telefonemas. A reportagem afirma que ouviu José Serra pronunciar a frase "meu presidente" quando Gilmar Mendes atendeu a ligação.

A foto ao lado, colhida do site Folha.com, de autoria de Moacyr Lopes Jr, da Folhapress, afirma, na legenda, que foi tirada enquanto Serra falava ao celular de seu assessor, que disse que era Mendes que estava na linha.

Por quais cargas d'água esta história parece verdadeira? Qual razão me leva a acreditar ser possível que Serra tenha pedido este favor a Mendes e este o ter atendido? Ainda mais tendo partido da Folha, notadamente à favor de Serra nestas eleições?

O STF precisa, urgentemente, excluir este Ministro do cargo e processá-lo. No mínimo, quebrar seu sigilo telefônico, sob risco de cair na vala dos desmoralizados.

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29 de set de 2010

Direita no Brasil: fim melancólico.

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Seja no 1º ou no 2º turno, está se desenhando a sucessão de Lula de uma forma absolutamente clara: a preferência da população pelo projeto social do Partido dos Trabalhadores.

Não fosse assim, Dilma Rousseff nunca teria tamanha vantagem sobre seus concorrentes à vaga do Planalto. Inclua-se, aí, todos candidatos e a imensa maioria da imprensa corporativa e seus articulistas metidos a formadores de opinião.

Está nitida a opção da imensa maioria dos brasileiros por um projeto de desenvolvimento com distribuição de renda, notadamente diverso das politicas concentradoras de renda em prática até 2002.

Não apenas Dilma Rousseff terá margem expressiva de votos sobre seus adversários, como está se compondo uma bancada de apoio no Congresso Nacional - Câmara e, sobretudo, Senado – solidamente de esquerda, através dos partidos aliados ao PT.

Hoje, ainda resistem alguns expoentes da direita conservadora no cenário nacional. José Serra, o candidato prestes a ser derrotado, está liquidado politicamente. Não só por não ter mais idade para concorrer em 2014, como por ter perdido a noção moderna de fazer politica. Temperamental, desagregador e autoritário, seu jeito de atuar não o levará a lugares mais longe que o estado de São Paulo.

Uma nova geração de politicos conservadores está tentando ocupar um espaço cada vez mais reduzido. Nomes como Aécio Neves e Rodrigo Maia, PSDB e DEM, respectivamente, pretendem angariar os votos de menos da metade de um terço dos brasileiros, os que votam na direita. Precisarão adaptar seus discursos a uma nova linha politica, mais atual, com maior caráter desenvolvimentista e social; terão que incorporar a seus discursos a presença mais ativa do Estado na vida do cidadão. Afinal, é assim que Dilma Rousseff será eleita.

Velhos caciques, até pouco tempo bem cotados em eleições, como FHC, o nefasto, estão condenados ao esquecimento. Jorge Borhausen, Tasso Jereissati, Cesar Maia, Jarbas Vasconcelos, Joaquim Roriz, entre outros, estão no ocaso da vida politica. Muito próximos do fim.

Um fim melancólico, porque, desprezados por seus eleitores, não lhes resta alternativa senão agarrar-se com força aos velhos conceitos neoliberais. A exceção é Geraldo Alckmin, cuja liderança se restringe aos limites do estado de São Paulo. Um nome que não resistiria às urnas de qualquer outro estado do Brasil.

Espero, para o bem da democracia, que esta nova direita seja capaz de promover debates inteligentes no Congresso Nacional. Caso contrário, restará o papel de oposição às seis ou sete familias que controlam os meios de comunicação, os grandes grupos midiáticos, o que é, também, danoso para a evolução da democracia, pois estes visam, tão somente, beneficios para si próprios.

A alternativa é a midia independente, blogs e sites incluidos. Não como provedores de noticias, mas como difusores de opinião. Quanto mais diversidade de pontos de vista houver, mais estaremos próximos da verdade e da capacidade de formação de opinião.

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28 de set de 2010

A Raposa.

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Aquela que parecia uma pessoa cândida e pura; verde como a natureza, está mostrando a verdadeira face.
Marina Silva, ex-seringueira, ex-PT, ex-Ministra do Meio Ambiente, agora é candidata presidencial.

Com apenas 14% dos votos, segundo pesquisas recentes, Marina sabe que não tem qualquer chance. Nem de vitória, nem de ir ao segundo turno.

Mas seu empenho – e seus ataques -  demonstram algo que parecia não existir na candidata: profissionalismo politico. Uma raposa velha, como se chama o politico de carreira.

Seu comportamento no último debate, da TV Record, deixa clara sua intenção de levar José Serra ao segundo turno. Pelo menos, é o esforço que o PV faz nesta última semana de campanha.

Marina sabe que seu apoio valerá alguma coisa na semana que vem. Marina tem consciência de que será procurada pelos dois candidatos que disputarão a vaga presidencial, e está jogando todas as suas fichas nesta disputa. Afinal, seu apoio valerá 14%. Nada mal.

É de fazer crer que há algum tipo de acordo entre Marina e Serra, pois o comportamento de Marina Silva é nitidamente pró tucano.

Para quem foi companheira de Chico Mendes, o figurino de raposa não cai bem.

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25 de set de 2010

Voto 13 por você, minha filha.

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Domingo, dia 03 de Outubro próximo, ao digitar na urna eletrônica meu voto, estarei pensando em você, Gabriela. Porisso, escolherei Dilma Rousseff do Partido dos Tralhadores. Número 13.

Sabe por quê? Pelo teu futuro e pelo futuro de centenas de milhares de outras crianças brasileiras; para que vocês cresçam num pais mais justo – apesar das desigualdades que ainda existem – e mais desenvolvido.
E quem será o condutor do crescimento com distribuição de renda, que é o que proverá justiça e desenvolvimento, é o PT e seus aliados. Tenho absoluta convicção disto, principalmente pelo que  já foi demonstrado nestes últimos anos.

Gabriela, quando eu tinha tua idade, 6 anos, viviamos num regime de opressão comandado pelos militares da extrema direita que dirigiam o país como um quartel. Não havia a liberdade que temos hoje; era um Brasil controlado pela elite branca e rica que não enxergava além do próprio umbigo. Cresci ouvindo e lendo noticias fabricadas pela imprensa que apoiava os ditadores militares assassinos. Tive amigos e professores que desaparaceram. Fui preso duas vezes por pensar diferente do governo, e por querer manifestar meus pensamentos e ideais.

Esta mesma gente, que tanto prejudicou o Brasil, continua ativa na vida politica, e esteve no poder até bem pouco tempo. As mesmas familias, sete ou oito, que controlavam a imprensa na época, são as mesmas que hoje editam seus jornais e revistas. Quando você nasceu, Luis Inácio Lula da Silva já era Presidente da República e o Brasil começou a mudar. Em todos os sentidos. E essa mesma gente, a parcela mais podre da sociedade, não se conforma com as conquistas sociais que o Partido dos Trablhadores trouxe com muita luta e muito trabalho. E democracia. Fazem de tudo para voltar ao poder; abusam das mentiras e da falta de caráter para não ceder ao desejo da população.

Minha filha, você nasceu de uma familia de classe média que nunca precisou dos benefícios de qualquer governo. Estudamos e evoluimos; sempre trabalhamos, sua mãe e eu, procurando driblar os problemas que a vida nos impõe. Mas, você sabe, que uma imensa parcela da população não tem o minimo necessário para sobreviver. Já vi teus olhinhos emocionados quando somos abordados, na rua, por uma criança pobre e suja, que pede um trocado. Já te ouvi sussurrar para que dê uma moeda àquela criança como você. A tristeza que sentimos diante de um ser desprotegido nos faz sentir uma dor que se origina da culpa. A culpa de não termos podido impedir as injustiças.

É nisso que penso quando te digo que vou votar 13. Para que o Brasil siga na rota do crescimento e que, sobretudo, promova a ascensão social das classes menos privilegiadas, sempre mal tratadas pelos governos de direita que dominaram este país por séculos. Tenho absoluta certeza que, erradicada a miséria, cada brasileiro tendo a oportunidade de trabalho e renda, teu futuro como  ser humano será melhor, mais igual e mais justo. E que nunca mais será necessário ver lágrimas contidas em teus olhos por causa de uma criança pobre na rua.

Me emociono ao imaginar como este país pode se transformar, e sei que você fará parte de uma sociedade mais honesta e sadia, uma vez que as diferenças sociais e econômicas tem o poder de transformação pela via do desenvolvimento social, econômico e intelectual.

Você, Gabriela, e centenas de milhares de outras crianças, terão pela frente um caminho mais suave, não menos dificil, mas com muito mais instrumentos nas mãos para elevar nossa condição de cidadania ao patamar de equilibrio. E isto passa, necessariamente, pela inclusão social.

Você irá comigo, domingo, dia 03 de outubro, até a cabine de votação, e, com tua própria mãozinha, digitará a tecla “confirma” ao aparecer a imagem de Dilma Rousseff. Terá sido esta tua contribuição para que o Brasil seja um país mais humano.

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24 de set de 2010

FALHA DE S. PAULO

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O Sandálias não costuma colar videos no blog por achar que tornam a pagina mais lenta.

Mas este é exceção. Vale a pena.

Está no site da FALHA DE S.PAULO.

Mostra como se pode montar uma verdade contando só mentiras.

Bom divertimento!




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22 de set de 2010

A CHANTAGEM DE SERRA.

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A candidatura da direita está usando um artificio perigoso em sua campanha: a chantagem.

Ao prometer salário minimo de 600 reais e 13º salário do Bolsa-Familia, está cometendo um ato deplorável, numa eleição praticamente perdida.

Torna-se, com tais argumentos, um franco atirador sem qualquer compromisso com a realidade do país que pretende governar.

Logo Serra, que se diz economista, defensor do ajuste fiscal e da ordem nas contas públicas, logo aquele que se diz preparado para ser Presidente da República do Brasil, faz promessas que não pode cumprir.

Pior, promete na reta final da campanha o que poderia ter prometido desde o inicio!

Este comportamento, que cheira a desespero, só atrapalha a democracia na medida que coloca na cabeça do eleitor a ilusão do aumento de renda. Aquele que recebe salário minimo, e sabe das dificuldades, pode acreditar que é possivel um salário 20% superior.

A ilusão é pior que a mentira!

Na infeliz – e improvável – hipótese de Serra vencer as eleições, terá de cumprir suas promessas. A dúvida, que sua campanha não esclarece, é de onde sairá o dinheiro para bancar este aumento de despesas; o Governo Federal terá que socorrer milhares de prefeituras Brasil àfora para que possam quitar suas folhas de pagamento.

José Serra e a direita brasileira são um engodo.

Daí a enorme vantagem de Dilma Rousseff.

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17 de set de 2010

Informação de caráter duvidoso.


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Fartamente divulgado pela midia corporativa, o affair Erenice Guerra, ex-Ministra da Casa Civil, está passando dos limites do jornalismo. Sob pretexto de produzir conteúdo para rechear suas matérias, veículos se afundam em seus próprios delirios persecutórios.


Prender seus rabos a informações de caráter duvidoso só leva a um final: a falência total da credibilidade.

A queda da Ministra Erenice, tratada como braço direito da candidata Dilma Rousseff, tomou contornos de novela mexicana. Usam qualquer subterfúgio para associar o nome de Dilma a um escândalo, nem que para isso sirvam-se da voz de um criminoso recém saído da prisão.


Veja abaixo a reprodução da condenação de Rubnei Quicoli, denunciador do "esquema" da Casa Civil, tratado como galã pelos telejornais, acusando Erenice Guerra e sua familia e envolvendo o nome de Dilma Rousseff, para regozijo da canalha midiática.


Diz a juíza, Dra Carla dos Santos Fullin Gomes, na sentença:

... o réu coagiu testemunha ... incompatibilidade de sua personalidade com regime prisional mais brando ... pena de 02 (dois) anos de reclusão...



Entre seus crimes, está o flagrante de roubo de um BMW e o porte de sete notas falsas de R$ 50. Também foi condenado por receptação de carga roubada e coação de testemunha. Gente boa, hein?




Imagem retirada do blog Tijolaço.com.


O aspecto fascista da cobertura eleitoral, produzido pelos grandes veiculos de comunicação, beira a irresponsabilidade. A falta de honestidade em assumir suas preferências, aliada à perda da noção de ética, gera distorções desastrosas para a Democracia.


Em troca do desejo de criar instabilidade politica, cujo único objetivo é levar a eleição presidencial ao segundo turno, abusam de mentiras e calúnias. Acusam, sistematicamente, qualquer pessoa ligada ao Partido dos Trabalhadores; a Lula e Dilma Rousseff. Enfiam, sempre que possivel, com um tom de culpabilidade, o ex-Ministro José Dirceu, cassado pelo Congresso Nacional mas ainda não julgado, nas reportagens que tratam do PT. Até os blogs de apoio a Dilma foram taxados de sujos.


Chegam ao cúmulo de escrever editoriais, como este recorte ao lado, retirado do jornal Folha de São Paulo de hoje, exigindo que parem as ações de um grupo politico, o Partido dos Trabalhadores, cuja candidata representa a vontade popular expressa pelo voto, conforme atestam as pesquisas de opinião. Como se fossem os donos da verdade, imputam a si próprios o dever de resguardar os interesses do Brasil, relegando a população à condição de estúpidos e incapazes.


Se não for mais possivel aceitar o resultado das urnas; se o voto popular não puder mais representar o desejo da sociedade, que se mude o regime. Mas, enquanto vivermos num Estado democrático, os desejos de cada cidadão, de cada eleitor, devem ser respeitados. Nem que estes desejos sejam diferentes daqueles que a midia escolheu como certos.


Nem que tenhamos que colocar a midia comprometida com interesses obscuros em seu lugar, junto a sua credibilidade. Ao nivel do chão, onde ela se arrasta esbravejando um poder que não tem mais.


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16 de set de 2010

As fichas na mesa.

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A Democracia não existe para satisfazer o interesse privado, nem este ou aquele jornalista.

Democracia pressupõe liberdade, em sua mais ampla forma, e inclui o respeito às leis e à Constituição.

Entretanto, alguns pretendem usufruir da Democracia como um bem, um produto de suas vontades, em benefício próprio à despeito da coletividade.

O projeto Ficha Limpa está no Superior Tribunal Federal e pretende impedir que candidatos acusados de crimes sejam eleitos. A imprensa noticia que a unamidade da população quer a lei aprovada já nestas eleições.

É um imenso paradoxo afirmar que o povo quer uma lei que impeça alguém de ser eleito. Afinal, sendo o voto um exercício de cidadania com total liberdade, como é o caso do Brasil, não há razão de se promulgar uma lei que diga quem pode e quem não pode ser votado. Não faz sentido algum este raciocínio. Basta não eleger o candidato e pronto!

Se, como quer a midia, a lei Ficha Limpa é uma realidade repugnante e necessária, esta deve seguir o conceito básico da Constituição Brasileira que é o direito amplo à defesa e a presunção de inocência. Mas parece que parte da elite intelectual brasileira prefere que se tape os olhos da justiça para o mais básico dos direitos civis do cidadão. E, até onde se pode notar, é a elite do sul e sudeste do Brasil querendo "determinar" como devem votar os brasileiros em geral.

Impedir um candidato, qualquer um, de qualquer partido, de participar do pleito e ser empossado antes do trânsito em julgado do processo a que está submetido, é uma afronta à Constituição. O STF não é capaz de sustentar a viabilidade do Ficha Limpa sob pena de estar rasgando a Carta a que está proposto a defender. A função do STF é fazer cumprir a lei, e não ajustá-la ou modificá-la a seu bel prazer.

Este blogueiro não apóia – nem concorda – com a eleição de candidatos envolvidos em qualquer tipo de crime, seja ele comum ou eleitoral. Mas não posso aceitar que meus direitos de escolha sejam prejudicados por desejo de uma pequena parcela da sociedade. Nem que estes desejos sejam confirmados pelo Supremo Tribunal Federal.

Se a maioria da população quer eleger um candidato suspeito de crime, ainda não julgado em última instância, deve ter todo o direito de exercer sua liberdade fundamental, que é o voto.

Que se danem os que querem o Ficha Limpa já.

Se permitirmos que o STF interprete a Constiuição a gosto do freguês, corremos o risco de abrir a cova onde seremos soterrados por interesses inconfessáveis.


 

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15 de set de 2010

Males a extirpar.


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Dilma Rousseff é um fenômeno eleitoral que incomoda algumas pessoas. Poucas, mas barulhentas.

Editoriais da Folha de São Paulo e do Estadão revelam o verdadeiro compromisso desses veículos de comunicação com o que há de mais reacionário e atrasado na vida politica brasileira; atacam a candidata Dilma e o Partido dos Trabalhadores com frases de efeito que, imaginam, podem mudar o rumo da eleição de 03 de Outubro.

 Não mudarão nada. Absolutamente nada. Pela simples razão de que a grande midia já não é levada a sério – a não ser por aqueles que ela trata de apoiar: a direita caduca tupiniquim.
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Alguns blogueiros progressistas analisam a atual corrida eleitoral, recheada de denúncias e acusações contra a candidata lider nas pesquisas, Dilma Rousseff, como um sinal de alerta à campanha do Partido dos Trabalhadores.

Este blog não vê a menor sombra de risco para a vitória. Pelo contrário, a reação desmedidamente agressiva da midia – e de seu candidato preferido – denuncia que Dilma será eleita em primeiro turno.

Tentar, a qualquer custo, colar uma imagem de guerrilheira, assassina, autoritária, ou qualquer outra, em Dilma Rousseff é a demonstração cabal do desespero que acomete a direita. Diante da curva ascendente nas pesquisas, não resta outra possibilidade à oposição que não seja atirar para todos os lados, com ou sem responsabilidade, na esperança de provocar alguma reação no eleitorado.
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Li, também, sobre a tal bala de prata. Como última tentativa, como uma carta na manga, a direita lançaria, via web, calúnias terriveis sobre a vida privada de Dilma Rousseff.

Balela.
O marketing eleitoral da oposição é uma peça decorativa da campanha. Desde a escolha do candidato, de seu vice, das locações do programa de TV, dos textos lidos no teleprompter à postura do candidato nos debates, tudo é decidido pelo próprio candidato. Até a inserção da imagem do Presidente Lula em seu programa gratuito na TV.

Falar em bala de prata no Brasil, a esta altura do campeonato, é ingenuidade ou excesso de cautela. O eleitor não é aquele que em 1.989 votou em Collor, nem o que elegeu FHC, o nefasto, duas vezes. O eleitor de Dilma Rousseff é a parcela da sociedade que ascendeu, que progrediu, que teve a carteira assinada, que comprou uma geladeira à prazo, um carro financiado, uma casa.

Quem vota em Dilma Rousseff espera a continuidade do que está sendo feito hoje, por Lula e pelo PT; não quer arriscar eleger um conhecido que já esteve lá e pouco fez. É fácil constatar essa realidade. Basta sair às ruas e conversar com as pessoas.

É exatamente a falta de conversa com o povo que acomete a campanha da oposição de um mal irreversivel: a soberba! Eles acreditam que ainda podem tutelar o povão. Engano crasso.
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O discurso de ontem do Presidente Lula em Florianópolis, quando se pronunciou para uma multidão que o aguardava ansiosamente, foi um golpe no fígado da direita.

A frase de Lula "... DEM, que nós precisamos extirpar da politica brasileira." provocou reações de todos os veículos de comunicação comprometidos com a candidatura tucana*.

Foi uma espécie de vingança de Lula contra os Bornhausen, coronéis de Santa Catarina. Em 2005, o então presidente do PFL, hoje DEM, Jorge Bornhausen, declarou : "... vamos nos ver livres desta raça (PT) durante pelo menos 30 anos".

Tivessem tido capacidade, teriam se livrado desta raça com certeza.
Não tiveram.
Tudo indica que Dilma Rousseff terá.
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* Cláudio Lembo, ex-governador de São Paulo, em entrevista a Bob Fernandes, do Terra Magazine, declarou que: "a midia se engajou na campanha, a midia tem candidato: José Serra." Clique aqui para ler a entrevista.
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14 de set de 2010

EDIÇÃO DO DEBATE NA GLOBO: Dr Roberto gostou!


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José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, todo poderoso manda-chuva da Rede Globo, deu entrevista no Roda Viva da TV Cultura ontem, segunda-feira.


O homem que anda em seu próprio helicóptero de 14 lugares, tem casa em Nova York e oferece vinho de 5 Mil Reais a garrafa, se disse infeliz. Ou pouco feliz. Foi assim sua confissão à apresentadora do programa, Marilia Gabriela: a vida é maravilhosa, mas não vale a pena!



Classificou os reality-shows de programas imbecis, que não retratam a realidade, apesar do nome; diz que a TV não elege candidato mas que pode influir. Seu sonho é dirigir uma TV voltada apenas ao jornalismo.


Foi perguntado sobre a famosa edição global do último debate presidencial de 1989 entre Lula e Collor e, sem qualquer pudor, disse como tudo aconteceu.


Boni e seu colega, Armando Nogueira, estariam em Angra dos Reis, porisso, não participaram da edição. Segundo Nogueira teria dito, o debate foi vencido por Collor pelo placar de 3 X 2.


A edição que teria ido ao ar no dia seguinte ao debate, no Jornal Hoje, apresentado ao meio-dia, segundo lhe disseram, foi 0 X 0. Roberto Marinho, dono da Globo, não gostou e foi feita nova edição do mesmo debate para o Jornal Nacional, da noite. Era a véspera da primeira eleição de um Presidente da República civil depois de mais de duas décadas de ditadura militar.


Boni assumiu, no Roda Viva, que a edição do Jornal Nacional foi 3 X 0 para Collor, e que Dr Roberto (Marinho) gostou.


A edição que foi ao ar em 1989 no maior jornal da época, com audiência superior a 60%, foi uma farsa, uma mentira montada pela Globo para desqualificar o candidato Lula.


Segundo o mais poderoso diretor da emissora, a TV tem influência, mas não manipula.
Se não manipula, o que é então que foi feito? Diversão?


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12 de set de 2010

CLASSE “C” VOTA DILMA-PT.




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Poucos analistas se deram conta da nova "cara" do Brasil e suas consequências politicas.

Resultado dos últimos 8 anos de governo de Lula, uma imensa quantidade de pessoas, antes marginalizada, entrou no mercado consumidor pela porta da frente. Até pouco tempo desprezados pelas politicas sociais dos governos neoliberais, alcançaram o status de classe média através do emprego e divisão de renda. Os três últimos anos foram decisivos para, pelo menos, 30 milhões de brasileiros.



Parece óbvio, mas admitir que o país melhorou não é tarefa simples para a direita. Via imprensa, as queixas são muitas, principalmente das viúvas tucanas e pefelistas, isoladas politicamente da população em geral. Jornalões e revistas comprometidas com a direita acusam, sistematicamente, o Partido dos Trabalhadores de não ter resolvido todos os problemas do Brasil. Como se governos passados os tivessem resolvido.

As mazelas no Brasil são muitas e antigas. É verdade que nossos problemas crônicos ainda estão longe de uma solução satisfatória, mas os primeiros passos foram dados. O caminho foi mostrado por Lula e, obrigatoriamente, passa pela presença do Estado na economia.

O peso das Instituições Públicas se mostrou necessário na crise de 2008/2009 e isto incomodou os 4% de descontentes (segundo todos os institutos de pesquisas). Mas este peso foi capaz de reduzir a pobreza e incluir, ao invés de marginalizar, milhões de brasileiros. Assim se criou a nova classe "C", esta que está elegendo Dilma Rousseff como a primeira Presidenta da República do Brasil.

Esta nova classe deveria ser alvo de estudos por parte da direita. Diante de uma derrota iminente, ainda maior do que as das últimas duas eleições, os candidatos oposicionistas deveriam se debruçar com mais atenção no exame deste fenômeno. Apesar dos graves problemas, a nova classe média ultrapassou a barreira do simples consumo; o que antes era a compra de produtos e bens básicos evoluiu para a compra de supérfluos e serviços e, hoje, está próxima de se tornar a camada mais exigente da sociedade. Seu poder de compra é um fato e já faz parte do planejamento estratégico de grandes empresas e conglomerados financeiros. Em breve, terá mais poder para determinar o que deve ser produzido, ditando o ritmo do crescimento do PIB.

A três semanas das eleições presidenciais, nota-se a presença da classe "C" nas pesquisas de opinião. Exemplo típico é, segundo Ibope, José Serra perder em seu maior reduto eleitoral. São Paulo, estado e capital, votam Dilma com uma margem bastante confortável à petista.

Mais exemplos?

O prefeito paulistano G. Kassab, sombra de Serra e único representante do DEM no cenário politico nacional, está de malas prontas para se filiar no PMDB; César Maia perdeu a liderança na corrida pelo Senado Federal no Rio de Janeiro para Lindberg Faria; matéria da Veja acusando a ainda Ministra Dilma Rousseff de corrupção foi desmentida pelo empresário citado na revista como suposto denunciante. E muito mais!

Se, diante deste fatos apontados por centenas de Blogs Sujos como este, mesmo assim as oposições continuarem com a postura de apenas criticar sem oferecer um programa de governo consistente, que possa fazer frente ao PT e aliados, que sirva de alternativa ao atual modelo de desenvolvimento econômico-social, estarão condenados ao desaparecimento, à extinção. E, junto, levarão a midia comprometida até o pescoço com o projeto neoliberal de concentração de renda.

A falta de neurônios da oposição é gritante e é divertido ver uma mulher como Dilma Rousseff estraçalhar a direita pela via do voto.


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10 de set de 2010

Sim, há sujeira na web!

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Diante do fracasso eleitoral que a oposição está prestes a conseguir, mais uma vez o candidato José Serra acusou os blogs de "sujos".

Na sabatina para o jornal carioca "O Globo" o tucano voltou a se referir à blogsfera como "um negócio horroroso; vocês não imaginam a sujeira que é isso".

Sim, a web é suja. Acertou, candidato Serra!

Pelo que sei, pelo menos entre os participantes do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, não há financiamento público para aqueles que escrevem à favor de Dilma Rousseff. Há, sim, idealismo e inconformismo com o comprometimento da midia corporativa tupiniquim.

A sujeira que Serra reclama escorre pelas mãos de pseudo jornalistas que escrevem a mando de seus patrões; recebem salário para acusar, mentir, ofender, caluniar e ameaçar Lula e o Partido dos Trabalhadores, e todos aqueles que desejam que o Brasil siga crescendo e distribuindo renda e emprego.

Ou quer me convencer que Serra nunca leu a Veja, a Folha, o Globo, o Estadão, etcétera, e seus colunistas podres. José Serra nunca viu uma capa da Veja, uma charge da Folha ou uma coluna do Estadão. Nem assistiu ao Jornal Nacional.

José Serra é cego!

E mentiroso, porque acusa blogs de serem financiados pelo Governo Federal. E mais. Acusa o PT de quebra do sigilo de sua filha Verônica. Mas não é capaz de mostrar uma só prova do que diz.

A desfaçatez acusatória da direita é estratégia para maquiar seus próprios erros.

Está cada vez mais evidente que a campanha PSDB-DEM está submergindo rapidamente e corre o risco de sofrer a maior derrota eleitoral da história recente do Brasil.

Porque Serra não tem discurso nem bandeira; usa a imagem de Lula mas esconde a de FHC, o nefasto; ataca e depois elogia os programas sociais deste governo; compra livros da editora Abril - que sustenta mainardis e reinaldos - para as escolas paulistas mas não aceita críticas dos blogs progressistas.

Que fique claro, candidato Serra, que democracia é assim: enquanto os jornalões e TVs tratam de mostrá-lo como capaz, a web, de maneira livre e espontânea, oferece a contra-informação. Cabe ao leitor e eleitor decidir o que lhe é mais verossimel.

Pelo visto, diante do resultado das pesquisas de opinião, somos nós!

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Li matéria no UOL hoje que insinua que Dilma teria assimilado o golpe da denúncia do vazamento de dados da Receita Federal. O argumento esdrúxulo diz que, pelo fato de Lula ter ido ao programa eleitoral defender sua candidata, estaria sofrendo baixa nas pesquisas.

Não é verdade. O tracking Vox/Band/Ig mostra que Dilma oscilou dentro da margem de erro, desceu e hoje subiu, apesar da insistência da midia em querer colar o fato da Receita Federal ao Partido dos Trabalhadores.

Outra matéria no mesmo UOL lamenta a falta de debate sobre politica externa.

Entendam, senhores analistas de meia tigela, que o eleitor brasileiro pensa diferente do europeu! Aqui, vazamento de dados ou affair Irã não produz interesse na população em geral. Emprego e salário, sim.

Pior, é que deve ter gente indignada com os não-comentários sobre a Venezuela!

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1 de set de 2010

Um candidato hilário.


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A direita, definitivamente, é hilária.

Seu candidato a presidência da República, José Serra, vem a público assumindo o papel de "dono da verdade" e acusa sua opositora – e lider isolada nas pesquisas, Dilma Rousseff - de complô.

Primeiro, apontou o dedo para os "blogs sujos" que estariam recebendo dinheiro do governo para falar mal dele. Não teve coragem que dar os nomes dos blogs; ficou na retórica.

Depois, com o caso da violação de sigilo fiscal, quando uma pessoa teria, supostamente, acessado a declaração de renda de Verônica Allende Serra, filha do candidato, através de uma procuração que a filha jura ser falsificada.

Serra insiste na hipótese de manipulação da Receita Federal pelo PT sob argumento de querer incriminá-lo de alguma coisa com fins eleitorais. Acusa sem provas.

Ontem, no Jornal da Globo, em entrevista, voltou ao assunto com uma insistência desproporcional. É preciso que alguém lhe diga que o comando de campanha de Dilma não precisa deste expediente para vencer. A candidata, quando aparece na TV ao lado de Lula, recebe espontaneamente os votos do eleitorado beneficiado pelo governo. Ou seja, uma legião enorme de pessoas reconhece em Dilma a continuidade de Lula. É tudo o que ela precisa fazer.

Os tucanos provocam risadas fartas quando abrem o bico.

Na mesma entrevista da Globo, ao ser perguntado sobre o mensalão do DEM de Brasilia, Serra saiu-se com uma pérola incrivel. Disse que era um mensalão pequeno, menor que o do PT, como se o tamanho fosse relevante. Ele esqueceu de dizer que o operador do sistema de corrupção de Brasilia, o ex-governador José Roberto Arruda, Zé como ele, ficou em cana e, porisso, não foi incorporado na chapa PSDB-DEM como seu vice-Presidente.

Candidatos palhaços existem aos montes. Alguns, assumidos. Como Tiririca, por exemplo. Outros, traiçoeiramente mascarados, tentam fazer seus eleitores de bobos.

José Serra se acha o "dono da verdade" só porque parte da midia o repercute.

É um candidato sem noção do que está fazendo, sem argumento e sem escrupulos.

José Serra é um candidato sem votos.
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