30 de abr. de 2011

AS NOVAS CLASSES C, B e A.


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Depois de postar o texto de Verissimo, aí abaixo, com a piada da destruição da pirâmide social brasileira, tradicional monumento do conservadorismo tupiniquim, faço uma reflexão sobre as possiveis consequências que a criação de uma classe média mais forte trará no campo da politica, através da economia.



Começo pela classe A. Apoiada no crescimento robusto do Brasil nos últimos anos e diante da possibilidade de continuar crescendo forte. É cedo, ainda, para defini-la como nova classe, pois a ela ascenderam jovens empreendedores que não herdaram empresas familiares, mas criaram e desenvolveram meios de acumular capital pelo próprio esforço. Juntaram-se às familias tradicionais que já eram integrantes do topo da pirâmide. Há que esperar para ver resultados.



Não me refiro aos novos ricos ou àqueles que, por um lance de felicidade ou por alguma habilidade qualquer, tornaram-se milionários da noite para o dia. Uma grande quantidade de pequenos empreendedores, de familias de classe B ou C, com estudo universitário e muita disposição – aliada à capacidade – ganharam dinheiro através do trabalho. São importadores, agentes do mercado financeiro, empresários do ramo de diversões e turismo; consultores, comerciantes, construtores, enfim, uma série de indivíduos que enxergaram as portas se abrindo e, com competência, as atravessaram. Viram o risco diminuir com o crescimento do Brasil, e fizeram as apostas certas.



A classe B, a intermediária que se equilibra na onda positiva da economia e que viu alguns de seus sonhos realizados, igualmente inflou. Cidadãos que optaram por carreiras acadêmicas tradicionais – direito, engenharia, medicina, etc – muito provavelmente pelo esforço de seus familiares; funcionários públicos, profissionais autônomos e liberais, pequenos empresários, etc. Estudaram em escolas privadas de nivel médio e não passaram pelas mesmas dificuldades que seus pais para ingressar no mercado de trabalho. Um contingente imenso de pessoas que retirou do crescimento econômico sua sobrevivência, seu carro zero quilômetro de luxo, sua primeira viagem ao exterior.



Finalmente, a tão alardeada classe C, a massa de filhos de operários sem qualificação que ingressou no mercado consumidor. Não deve ser preciso defini-la , pois é o tema que mais se discute no Brasil pós-Lula; um dos resultados concretos mais positivos do projeto do Partido dos Trabalhadores: distruibuição de renda e emprego.



É evidente que o movimento inter-social, para cima, torna-se mais vigoroso quando as oportunidades são expostas. O crescimento econômico dos últimos anos foi capaz de levar renda a lugares antes esquecidos; nota-se claramente que as regiões Norte e Nordeste acabam sendo as mais favorecidas, visto que sempre foram relegadas ao esquecimento proposital dos governos anteriores; é onde havia maior necessidade de retirar da pobreza milhões de pessoas. Claro, ainda há muito a fazer para trazer à civilidade parcela da população. O ritmo deverá ser cada vez mais acelerado, pois a cada dia surgem novos empreendimentos e empresas que buscam mão de obra. É o que se chama, em economia, de círculo virtuoso.





Do ponto de vista meramente econômico, é preciso que o Brasil – e nossos parceiros comerciais – siga crescendo acima da média do resto do mundo capitalista. É o que se avizinha que dirá o quanto é forte nossa economia; ao mirar o mercado interno para crescer, o Brasil acertou, da mesma forma que, ao reduzir a dependência do capital externo (assim como fez a China, a India e a África do Sul. A Russia ainda é uma incógnita, mas demonstra vontade). Hoje, o Ministro da Economia impõe restrições à entrada de moeda estrangeira, sobretaxando aquilo que implorávamos, ajoelhados, num passado recente.



As altas reservas em moeda estrangeira nos coloca numa posição mais que confortável. Nossa politica desenvolvimentista nos dá credibilidade, junto à estabilidade politica, para dizer claramente quem queremos como parceiro. Em pouco mais de cem dias de governo, a Presidenta Dilma Rousseff visitou a Argentina e a China num claro sinal do que acabo de dizer.



Mas, se sob a ótica econômica estamos no rumo certo, e do ponto de vista politico, o que é que se pode prever?



Volto à classe C.



Sem dúvida, está se tornando o fator mais importante politicamente. Estabilizada e consumindo, essa fatia da população já é a maioria e é nela que devem se concentrar os agentes politicos daqui em diante.



Em recente entrevista, o ex-Presidente FHC, o nefasto, lembrou que as oposições devem adaptar seus discursos para esta nova classe, que serão eles os responsáveis pela eleição deste ou aquele candidato. Ele tem razão.



A inclusão no mercado consumidor já ocorreu. Agora, a classe C está à beira de começar a exigir mais. Com a prerrogativa que lhes compete, por representar o Brasil do presente, começam a dizer o que esperam de seus governantes.



O fenômeno das comunicações, sobretudo a internet, será o grande formador de opinião. Já está sendo. Se não, como explicar que a Presidenta Dilma Rousseff alcançou os niveis de aprovação mais altos da história recente, se, há pouco mais de cinco meses 44 milhões de pessoas votaram no candidato da oposição? 


Parece nitido que, apesar de votarem pela descontinuidade, estes eleitores que preferiram José Serra aderem ao governo do PT de forma a dar crédito ao projeto do Partido dos Trabalhadores. Era, neste raciocínio, um voto sem qualquer viés politico, mas apenas reflexo de um momento; a influência ostensiva da midia durante a campanha de 2.010 deve ter servido para isso. Foi o máximo que a direita conseguiu.



Tenho a certeza que o brasileiro é conservador por natureza. Apesar de termos uma imagem de povo festeiro, sem pontualidade ou compromisso com as coisas sérias; que só pensa em carnaval e futebol, somos atrasados do ponto de vista da liberdade individual. Poucos conhecem seus direitos – muitos nem lembram em quem votaram – e não dão o devido valor a sua voz. A seu voto. No momento da escolha solitária na cabina de votação, o que conta é o conservadorismo. As escolhas nem sempre são pensadas; quase nunca o bem comum é o alvo de seu voto.



Imagino como será o comportamento da classe média brasileira nos próximos 8 ou 12 anos, nas urnas. É muito provável que o discurso da direita, hoje esfacelada e quase sem representantes ativos ou merecedores de crédito, passe a fazer sentido. Uma vez erradicada a miséria, a segunda geração da nova classe C certamente terá diante de si o dilema da manutenção do status quo. Legítimo, mas aquém de seus direitos.



O discurso da exclusão, bandeira da direita conservadora, passará a fazer sentido? Garantir as conquistas será mais importante que ampliá-las? Acumular individualmente será melhor que repartir? O coletivo, terá sentido?


E o comportamento da midia – escrita e falada -, maior geradora de factóides, mentiras e boatos, que sempre esteve do lado das poucas vozes do topo da pirâmide social, será ela capaz de adaptar seus editoriais à nova realidade brasileira para satisfazer seus novos clientes da estável classe C?


Ao que tudo indica, muito em breve a pirâmide social não terá mais cara de pirâmide. Isso é fundamental.E terá valido a pena.


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29 de abr. de 2011

DIÁLOGO URBANO.

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DISTRIBUIÇÃO DE RENDA IRRESPONSÁVEL;
LULA DESTRUIU O QUE TINHAMOS DE MAIS SÓLIDO!

Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.

- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Esse caos. Todo o mundo com o carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá andar de avião. Até para o exterior - tudo lotado. Um inferno. Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria essa confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como se fosse manga na feira! É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delirio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda! É por isso que eu sou contra Lula, contra o que ele e o PT fizeram com esse país. Viver no Brasil ficou insuportável!

- A nova classe média nos descaracterizou?

- Exatamente. Nós não éramos assim, Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida e estruturada...

- Buuu para o Lula, então?

- Buuu para o Lula!

- E buuu para o Fernando Henrique?

- Buuu para o ... Como "buuu para o Fernando Henrique"?

- Não é o que estão dizendo? Que tudo o que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?

- Sim. Não. Quer dizer ...

- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.

- Claro que não! Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.

- Por que?

- Porque um é um e o outro é o outro, e eu prefiro o outro.

- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?

- Acho, mas ... Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.

Luis Fernando Verissimo.
Extraído do Jornal A Tarde.

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6 de jan. de 2011

A DÉCADA DA AMÉRICA LATINA.

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Pesquisa recente, entre empresários do mundo inteiro, proprietários e dirigentes de médias e grandes empresas, acaba de apontar para um dado bastante curioso e significativo.

O índice de OTIMISMO, em relação à economia, aponta que TRÊS EM CADA QUATRO lideres de empresa acredita nos países da América Latina.

O setor privado coloca o Brasil em 5º lugar na pesquisa realizada pela Grant Thornton. 79% dos empresários brasileiros dizem estar confiantes nos rumos da economia brasileira. No ano passado, eram 71%.

Em todo o mundo, os empresários mais otimistas são os chilenos (95%) e os executivos da India (93%). Em terceiro e quarto lugares vêm Filipinas (87%) e Suiça (85%). Veja quadro abaixo.


Segundo Jobelino Locateli, executivo da Grand Thornton, as economias emergentes estão atraindo a atenção do mundo empresarial. "O sucesso e o desenvolvimento alcançados pelo Brasil tem tido um grande impacto nos países vizinhos. O crescimento econômico sustentado do país está impulsionando a região", disse.

Não podemos esquecer que o Brasil passou historicamente por diversos ciclos de crescimento . Tivemos o ciclo do açúcar entre o século XVI e XVII; o ciclo do ouro e dos diamantes no século XVIII; o da borracha no século XIX e, no inicio do século XX, o ciclo do café. Todos foram períodos de grande crescimento econômico mas a população em geral não progrediu na mesma velocidade. A concentração de renda dava o tom do período.

Neste principio de século XXI, entretanto, temos pela frente o que poderá ser conhecido como ciclo do Petróleo. A exploração do Pré-Sal pode ser a definitiva porta de saída do subdesenvolvimento brasileiro, uma vez que as bases para a distribuição de renda foram lançadas pelo governo Lula.

Investimentos pesados em educação e saúde; melhoria da segurança pública e da malha viária; manutenção da estabilidade politica e crescimento econômico, metas deste novo governo, são as ações que podem nos levar ao almejado status de país desenvolvido. Não apenas a mesma meia dúzia de sempre, mas toda a a população deverá ter acesso ao crescimento e às riquezas geradas da exploração do Petróleo.

A erradicação da miséria e o fim da pobreza são os grandes desafios do governo de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Pela análise da pesquisa mencionada acima, as empresas acreditam que é possivel. Resta continuarmos com o projeto de Lula e seguir em frente com o mesmo propósito.

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5 de jan. de 2011

O estilo DILMA.


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A afirmação politica da Presidenta Dilma Vana Rousseff não passa, necessariamente, pelo bom desempenho diante das câmeras de TV e holofotes da midia; sua condição "técnica" e experiência ministerial lhe dão todas as ferramentas para levar àdiante o projeto iniciado por Lula – este, sim, um mestre das comunicações.



Tudo o que Dilma precisa fazer é manter o crescimento econômico ancorado na performance doméstica, com geração e distribuição de renda e emprego.



Ainda que a velha imprensa se esforce em tentar comparar estilos, Dilma tem sua própria personalidade, diferente da de Lula mas, nem por isso, menos decidida. Ou titubeante. O jeito Lula de fazer politica foi a marca de um governo que precisou se defender, ao longo de seu mandato, das armadilhas que (uma pequena) parte da sociedade armou; Lula usou os ataques que sofreu contra quem o atacou, criando uma identificação ainda maior com a massa da população brasileira.



Dilma, ao contrário, é mais reservada e menos explosiva que Lula. Nem melhor, nem pior. Diferente. Demonstrou em seu discurso de posse que assume o comando do país pensando no país, anunciando que estenderá a mão à totalidade da população. Este gesto, ainda que simbólico, demonstra um estilo próprio de atuação politica e a coloca na posição confortável de liderança a ser respeitada.



Lula, muitas vezes, deixou-se ofender. Muitos de nós, blogueiros sujos, exprimimos revolta ao ver capas de Vejas, editoriais de Estadões e Folhas; matérias de Globos e comentaristas mal intencionados agredindo sem medida o Presidente Lula. A estratégia não funcionou. A cada ataque, a cada tapa, Lula se fortalecia mais e mais e terminou seu mandato com mais de 85% de aprovação popular.



Com a Presidenta haverá de ser diferente. Ela não parece ser o tipo de pessoa que aceitará calada às mentiras e calúnias que a máfia midiática está acostumada a plantar. Os cafajestes, funcionários dos conglomerados da midia tupiniquim, terão que pesar melhor suas críticas. Não existe censura nem existirá sob este governo, mas respeito é bom e todos gostam.



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É engraçado ler e ouvir comentaristas politicos quando se referem a Dilma Rousseff. Na era Lula, acusavam-no de improvisar seus longos e enfadonhos discursos; insistiam em desqualificar sua aura de "povão" . Um semi-analfabeto operário elevado ao cargo máximo da República.



Agora, Dilma já foi criticada por ter em mãos o discurso que pronunciou no parlatório, no dia da posse. Não soube improvisar, disse um apresentador medíocre. Ela não demonstrou firmeza no discurso, emendou outro.



Em menos de uma semana de novo governo, a imprensa golpista já falou da roupa da Presidenta, do penteado e do cabelereiro que a atende; da esposa do Vice-Presidente Michel Temer, da saia levantada pela filha de uma Ministra no momento dos cumprimentos ... enfim, falta muito o que fazer para uma grande quantidade de jornalistas brasileiros!

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4 de jan. de 2011

BATTISTI: um refugiado politico europeu no Brasil.

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Um dos últimos atos do governo Lula foi negar a extradição do escritor Cesare Battisti, baseado em parecer da Advocacia Geral da União - AGU - respaldado no acôrdo assinado entre Brasil e Itália que prevê recusa de extradição a um indivíduo que corre risco de perseguição politica.

O chanceler italiano, Franco Frattini, pediu a Dilma Rousseff que reveja a decisão de Lula e ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal do Brasil e, até, a Corte Internacional de Haia.

Demagogias e mentiras à parte, jogo que a imprensa mais gosta de fazer, a chancelaria italiana está babando. Não pela não extradição, mas pelo que chamaram de "acordo prévio" costurado pelo embaixador brasileiro em Roma e o governo Berlusconi, de não questionar as decisões das Instituições italianas.

A AGU, entretanto, ao sugerir que Battisti poderia "ser submetido a agravamento da sua situação" em seu pais, correndo, inclusive, risco de morte por ter sido jurado por um sindicato de carcereiros, não interfere na soberania do País da Bota.

O fato de Cesare Battisti ter sido condenado à prisão por ter supostamente cometido 4 assassinatos; de ser chamado de terrorista pela imprensa brasileira e italiana; de ter permanecido na França por longos 10 anos com documento de refugiado politico, aponta claramente para a dúvida dele não ser um criminoso comum. E não é.

Nas condenações da Justiça italiana, Cesare Battisti é acusado te cometer "subversão contra o Estado". Não há menção a qualquer ato terrorista. Das inicialmente quatro mortes que lhe atribuem, pateticamente modificadas para 3 de "autoria direta" e uma de "autoria intelectual", estes atos criminosos foram forjados em depoimentos de Pietro Mutti através de delação premiada. Ou seja, Mutti acusou Battisti dos assassinatos para escapar de uma pena maior. Vale lembrar que Mutti estava preso e Battisti, foragido.

A Promotoria Italiana acatou a confissão de Pietro Mutti sem nem ao menos se dar ao trabalho de conferir datas e locais dos crimes. Alberto Torregiani conta, através da midia, ter sido obrigado a assistir, ainda criança, seu pai ser morto por Battisti, embora ele mesmo, Torregiani, tenha dito à agência ANSA que não fora Battisti o executor de seu pai. Constam nos autos do processo italiano que Battisti estaria "matando um açougueiro" numa cidade bem distante dali, ao mesmo tempo.

O que importa, de verdade, para o Brasil, depois que o STF jogou no colo de Lula a decisão sobre o futuro de Cesare Battisti, e da decisão do Ex-Presidente de mantê-lo como refugiado - com a concordância da então Presidenta-Eleita Dilma Rousseff - é que esta  atitude o mostra claramente o posicionamento politico brasileiro. Não é por tratar-se de uma Nação européia que vamos nos curvar. De nada adiantam as manifestações golpistas de jornais e TVs exigindo a extradição do "terrorista". Nossas decisões são baseadas na lei e, nela, gestamos nossa soberania.

Como o jurista italiano Norberto Bobbio disse, à respeito dos anos de chumbo na Itália:

A magistratura italiana foi então dotada de todo um arsenal de poderes de polícia e de leis de exceção: a invenção de novos delitos como a ‘associação criminal terrorista e de subversão da ordem constitucional’ (...) veio se somar e redobrar as numerosas infrações já existentes – ‘associação subversiva’, ‘quadrilha armada’, ‘insurreição armada contra os poderes do Estado’ etc. Ora, esta dilatação da qualificação penal dos fatos garantia toda uma estratégia de ‘arrastão judiciário’ a permitir o encarceramento com base em simples hipóteses, e isto para detenções preventivas, permitidas (...) por uma duração máxima de dez anos e oito meses"

Tanto aqui como lá, a supressão das liberdades individuais foi fartamente utilizada contra os que se opuseram ao regime de plantão. Os julgamentos, daqui e de lá, nesta época, foram meras peças de ação política contra aqueles que eram suspeitos de se opor aos regimes. Agora, pelo menos, parte da justiça histórica está sendo refeita.
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Citações e imagem retiradas do blog de Celso Lungaretti.
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3 de jan. de 2011

RECOMEÇOU (CEDO) A CRETINICE.

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Nem o Ano Novo deu uma folga aos cretinos da Folha de São Paulo.
A capa da edição de hoje é um exemplo da falta de caráter do editor chefe do jornaleco mafioso da Barão de Limeira.

Fico imaginando o momento da decisão da escolha da foto de primeira página; o gozo que o editor deve ter tido ao colocar, lado a lado, um sujeito insatisfeito com o trânsito caótico do retorno à capital paulista, e a imagem do Ex-Presidente Lula acenando de sua varanda, em São Bernardo do Campo.

O que terá passado pela cabecinha vazia do funcionário do Frias para tal escolha?
Que a capa do jornal exposto nas bancas é mais vista que o conteúdo do próprio jornal e, portanto, a imagem do polegar negativo, à esquerda, levaria a idéia de reprovação a Lula.

Quanta falta do quê fazer!


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1 de jan. de 2011

UMA MULHERZONA NO PODER.

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Nem a chuva conseguiu estragar a festa de posse de DILMA ROUSSEFF, hoje, em Brasilia.

Centenas de milhares de brasileiros foram ao Distrito Federal presenciar a chegada ao poder de uma mulherzona, uma pessoa lutadora e cheia de ideais, pronta para assumir o comando político deste país.

Dá orgulho ver a maturidade do brasileiro que, ao eleger uma mulher, aponta para um futuro de esperança e fé. Hoje, o brasileiro vê realizar um sonho iniciado em 2010, quando o então Presidente Lula sugeriu sua sucessão.

DILMA ROUSSEFF é a mulher que vai conduzir o Brasil rumo ao desenvolvimento com distribuição de renda e geração de emprego; que dará continuidade ao projeto do Partido dos Trabalhadores de inclusão social.

Ao assumir o maior cargo da República, tendo diante de si o desafio de seguir transformando o Brasil, DILMA estará diante da oportunidade única de elevar a condição deste pais ao status de Nação livre, independente e desenvolvida; a herança deixada pelo Presidente Lula, de crescimento e estabilidade, é a ferramenta básica para alcançar os objetivos tão necessários para retirar da miséria e da pobreza a parcela mais esquecida do povo brasileiro.

A história está sendo construída de forma tranquila e sem sustos, como sempre desejamos. Apesar dos descontentes, da pequena camada social que sempre criticou o Partido dos Trabalhadores, e de parte da imprensa corporativa, estamos seguindo em frente.

E continuaremos avançando nas conquistas, econômicas e, sobretudo, sociais.

Estes próximos 4 anos serão decisivos. A exploração do petróleo do Pré-Sal, nos moldes determinados por Lula e seu time, visando benefícios sociais desta riqueza, será determinante para colocar o Brasil no patamar de Nação desenvolvida, reduzindo drasticamente as diferenças através da educação.


Uma grande mulher entra para a história, ao subir a rampa do Planalto e substituir Lula, o Presidente mais popular que este país jamais teve, com a missão de trazer conforto à imensa Nação brasileira.

Desde já, agradeço ao imenso esforço que DILMA terá de agora em diante. Por seu tempo, seu trabalho, sua saúde, sua falta de privacidade, seus poucos momentos de folga, pelo seu compromisso assumido ao aceitar dirigir o Brasil e os brasileiros.

Sua recompensa, DILMA, está no rosto e no sorriso de cada um que acredita em você.

Uma mulherzona que me enche de orgulho e satisfação.

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31 de dez. de 2010

2.010 - MISSÃO CUMPRIDA

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Após uma parada estratégica por razões profissionais, o SANDÁLIAS DO PIRATA vem desejar a todos seus seguidores e leitores que 2011 seja tão bom - ou melhor - quanto este ano que se encerra.

2010 foi um ano marcado, no campo político, por uma estrondosa vitória das forças progressistas deste país, sob liderança de Luis Inácio Lula da Silva, que conduziu sua sucessão de maneira espetacular, evitando o retrocesso ao recomendar a eleição de nossa presidenta, Dilma Rousseff.

Nos últimos 8 anos, Lula, seu partido e sua equipe, foram capazes de transformar o Brasil. Nos inserimos no patamar de Nação respeitada mundo afora, nossas aspirações de justiça social começaram a tomar o rumo que a esquerda esperava. Não a esquerda festiva e raivosa, às vezes usando os mesmos métodos da direita conservadora, mas a parcela da sociedade que elegeu o Partido dos Trabalhadores sob o lema da "ESPERANÇA VENCEU O MEDO".

Ainda há muito a ser feito. São séculos de exploração dos mais pobres pelos mais ricos, mas o que se anuncia é a continuidade do progresso com distribuição de renda. Objetivo principal de Lula ao assumir a Presidência da República em 2002.

Este blog, junto a algumas centenas de outros, trabalhou sob as mais diversas condições para apoiar as ações de Lula durante seu mandato. Trabalho voluntário e gratuito, diga-se, apesar de alguns meios de comunicação terem tentado convencer a sociedade que fomos remunerados para falar bem do PT. Mentira.

Em agosto deste ano, tive o imenso prazer de participar do I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, sob coordenação do Centro de Estudos da Midia Alternativa Barão de Itararé, entidade civil que congrega forças progressistas de difusão de idéias e informação. Conheci muitos outros colegas blogueiros com os mesmos ideais do SANDÁLIAS DO PIRATA, pudemos trocar informações valiosas além de conhecer gente interessante e inteligente. Foi uma excelente oportunidade de reunir gente de todo o país que trabalha, arduamente, na construção de um país melhor.

Apesar da imprensa corporativa e corrupta brasileira, o Brasil está melhor. Em todos os aspectos, em todas as camadas sociais. Mas, principalmente, nas regiões mais afastadas deste país onde vivem os mais necessitados. Finalmente, um governo voltou-se para os mais pobres, fazendo distribuir a riqueza concentrada, até pouco tempo, nas mãos de meia dúzia. Estes mesmos que criticam o operário Presidente, aquele que mais trabalhou pelo presente do Brasil.

Agora, diante da expectativa das ações de Dilma Rousseff, a população está confiante. A altíssima popularidade de Lula - 83% de ótimo e bom - transfere imensa responsabilidade a Dilma na condução das politicas econômicas e sociais, tão bem executadas pelo time de Lula, do PT e dos partidos aliados. A missão será dificil e Dilma tem perfeita noção das dificuldades que encontrará mas, com certeza, terá em suas mãos um país muito melhor, mais desenvolvido e menos desigual e, com sua competência aliada à de seus Ministros e conselheiros, poderá levar àdiante o projeto do PT: erradicar a miséria e a fome do Brasil.

Por tudo isso, o SANDÁLIAS DO PIRATA não vai parar. Pelo contrário, continuarei a dizer o que penso, a criticar as forças conservadoras e concentradoras de renda; a imprensa reacionária e saudosista, a direita em geral que, ao que parece, perdeu muito espaço no espectro politico nacional. Hoje, depois de 8 anos de administração federal petista, é possivel comparar e tirar lições dos erros cometidos no passado; é possivel perceber o engano de termos mantido as mesmas correntes politicas no poder durante tantos séculos, o que nos levou à dependência dos anseios dos paises mais ricos. Hoje, pós Lula, alcançamos maturidade suficiente para dizer, com clareza e sem rodeios, que, finalmente, entramos no rumo certo. Desenvolvimento com distribuição de renda.

Até breve, caro leitor amigo. 2011 será tão duro quanto este ano que termina, pois aqueles que perderam espaço politico não se calarão. Seus métodos conhecidos de usar a mentira sistemática continuará sendo a arma desta gente atrasada e perigosa. Não podemos, os blogs progressistas, nos calar nem dar espaço de manobra; nossa força foi comprovada na descontrução das armações mafiosas nas eleições de outubro.

No que depender do SANDÁLIAS DO PIRATA, as bolinhas de papel continuarão sendo jogadas nas latas de lixo.

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3 de nov. de 2010

Duas indelicadezas contra DILMA ROUSSEFF. Cartão amarelo!

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31 de Outubro, mais de três horas depois de apurada a vitória da candidata do Partido dos Trabalhadores, a Presidenta-eleita foi ao encontro da imprensa para um pronunciamento.

TVs entram ao vivo e DILMA é acolhida por correligionários; apanha o microfone e começa o discurso.

A certa altura, seu coordenador de campanha, Antonio Palocci, passa às mãos de DILMA um pedaço de papel; sem interromper a fala, ela o lê e devolve, continuando seu pronunciamento.

Um fato simples como este não mereceria um comentário no blog, a não ser por duas razões.

A primeira, pior das duas, foram comentários de jornalistas presentes no evento, que viram o papel e, mesmo não conhecendo seu teor, dispararam contra a Presidenta que tratava-se de um assunto que deveria ser abordado no discurso. Como se não tivesse sido ela quem preparou sua fala, como se fosse preciso um assessor a lhe dizer o que deve e o que não deve ser dito.

Pura maldade ou, ainda pior, puro preconceito. Fosse um homem seu lugar, diriam a mesma coisa?

A segunda - esta com jeitão de menino mimado que quer atrapalhar por pirraça - é o conteúdo do bilhete deixado para DILMA tomar conhecimento de que alguém estava ao celular para falar com ela.

Segundo pessoa próxima, que estava ao lado da Presidenta-eleita, um assessor de DILMA atendeu telefonema do candidato derrotado, José Serra, que pretendia cumprimentá-la pela vitória.

Que é isso, Zé, bem na hora que ela está ao vivo para dizer a Nação seus agradecimentos?
Onde estava o candidato derrotado não tinha uma TV? Teve 3 horas para ligar e, cordialmente, reconhecer sua derrota, como alguém que tenha um minimo de educação, e esperou o momento dela entrar ao vivo? Foi só para perturbar?

Cartão amarelo para José Serra e para os jornalistas que comentaram o bilhete sem saber o que estava escrito nele.
Que coisa mais feia ...

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1 de nov. de 2010

DILMA ESTENDE A MÃO. EU, NÃO!

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O 3º turno começou hoje. Desde o anúncio da vitória de DILMA ROUSSEFF, do PT, a midia se apressou em mostrar os dentes.

Não apenas o candidato José Serra foi derrotado neste domingo histórico, mas a grande imprensa também. Tanto, que os rostos dos âncoras não conseguiam esconder o ar de desânimo que tomou conta das redações.

"Dilma não agradeceu a Deus pela vitória", apressou-se um jornalista a dizer. Uma critica de quem não tem mais nada a comentar, por ter sido derrotado pela maioria acachapante da população brasileira.

"Os votos do nordeste a elegeram", disse outro cientista politico na TV paga da Globo, como se o Nordeste não fizesse parte do Brasil, ou como se o voto do cidadão do Sul/Sudeste valesse mais.

A Presidenta eleita do Brasil, Sra. DILMA ROUSSEFF, tão logo soube da vitória, discursou para uma platéia composta de correligionários. Agradeceu os apoios e a militância e, generosamente, estendeu a mão para a oposição, prometendo governar para todo o país.

Mas é preciso estarmos atentos, nós, militantes invisíveis deste processo sujo a que fomos submetidos.
Não podemos esquecer das ofensas que recebemos, nós blogueiros, das ameaças rasteiras e das calúnias plantadas pela oposição pela via da imprensa corrupta e comprometida com que há de pior.

Não devemos baixar a guarda por achar que vencemos, pois a batalha começa hoje!

Quem venceu as eleições terá um duro caminho pela frente e nosso esforço deve continuar para dar equilibrio às forças contrárias ao projeto do Presidente Lula.

Engana-se aquele que pensa que a midia agirá com decência à partir de agora. Pelo contrário. Serão ainda mais implacáveis pois seus objetivos não foram alcançados.

Precisamos manter os olhos bem abertos, pois nenhum blogueiro sujo é tão generoso a ponto de estender a mão àquele que o agrediu de forma tão baixa. Eu, pelo menos, não!

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31 de out. de 2010

ELEIÇÕES 2010: EU JÁ SABIA.

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E LULA TAMBÉM!
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Uma bolinha de papel ...

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Talvez este seja o simbolo da campanha da oposição: uma farsa!

Tanto as vitórias quanto as derrotas devem servir de lição; ganhar ou perder deve estar sempre acompanhado de respeito, e parece que isso faltou à direita conservadora brasileira. Hoje, dia da eleição, já demonstram resignação com a vitória iminente da primeira mulher a governar o Brasil, antes mesmo do inicio da contagem dos votos.

Lembrei neste blog, em post anterior, que um Encontro Nacional de Blogueiros realizado em São Paulo foi uma reunião para discussão de assuntos importantes; liberdade de expressão e direitos individuais foram os temas mais comuns. Enquanto a oposição preparava a mais baixa campanha já feita neste país, com mentiras, calúnias, terrorismo, fomos chamados de blogueiros sujos!

A guerra prometida pelo presidente do PSDB, no inicio do ano, foi além. Usaram golpes baixos, abusaram de métodos fascistas para intimidar o eleitor; aborto, religião e factóides espalhados pela web para atingir o inconsciente coletivo pela via da mentira.

Parece não ter funcionado. Ou melhor, voltou-se contra o feiticeiro!

A ironia é que, diante do armamento pesado usado pela oposição - replicado pela midia corrupta e comprometida - uma bolinha de papel atingiu em cheio a cabeça da oposição. E a derrubou.

José Serra poderia ter saido de cabeça erguida do pleito, mas escolheu o caminho mais sujos, rastejando pelo submundo da mentira e da calúnia. Como os ratos!

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30 de out. de 2010

Debates são inúteis.

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Candidato, vá até o painel!
O senhor tem 2 minutos para responder!
Seu tempo acabou! 


Se você precisa decidir seu voto à partir de debates como estes todos que vimos nas TVs, alguma coisa está errada. Se, para dizer o que se pretende fazer na área da agricultura, por exemplo, em apenas dois minutos, for suficiente para um eleitor decidir por este ou aquele candidato, é sinal que se dá pouca importância a quem vai dirigir este país.

Estamos elegendo um Presidente da República, não quem vai para o paredão do reality show.

As emissoras de TV - a imprensa, de modo geral - querem transformar a democracia em teatro, cujos personagens, reais, devem ter uma performance diante das câmeras que atraia o voto do indeciso para ocupar o cargo mais alto da República.

Para isto, bastaria colocar dois atores que falassem em nome de seu candidato, ou dois pugilistas de boxe,conforme o caso. Não é assim que se constrói uma democracia sólida.

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A banalização do debate cronometrado de idéias, com um mediador-pop-star que corta o som quando expira o tempo, tem um propósito: desviar o foco das reais necessidades e transformar o processo eleitoral num espetáculo que gera audiência e tráz anunciantes.

A finalidade da grande midia corporativa brasileira, comprometida com interesses os mais escusos, é fazer o telespectador adotar um padrão de comportamento manipulável; o eleitor passa a ser um mero consumidor daquilo que o diretor de TV deseja.

Se não é isso, compare este processo midiático-eleitoral a qualquer BBB da vida, onde o "poder" do jogo está nas mãos de quem escolhe quem deve ir ao paredão; criam a sensação, dando um ar de importância, a quem escolhe uma das duas opções oferecidas: Disque 080013 para eleger Dilma, ou 080045 para Serra!

O que está em jogo é muito maior que os pontos de ibope que a emissora terá.

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Nesta eleição, particularmente, estão colocados dois projetos bastante distintos. E fáceis de identificar.
São duas propostas já testadas no país: a proposta neoliberal tucana-pefelê e a continuidade do capitalismo social lulista. As diferenças, gritantes, estão claras nos números de um e de outro

Se é progresso que queremos, quem mais contribuiu para o desenvolvimento do Brasil nos últimos 16 anos?

Reside nesta constatação a forma manipulada que a imprensa corporativa transformou o processo eleitoral. Ou, tentou transformar em espetáculo cinematográfico um debate de idéias muito mais sério e decisivo, mas que não interessa aos donos de jornais. Preferem cooptar a consciência do eleitor-consumidor para que ele escolha esta ou aquela marca de sabão em pó!

Entretanto, o salto econômico social produzido pelos 8 anos de governo Lula, do PT, produziu consequências que deverão ser percebidas amanhã, domingo 31. A população, mesmo a mais pobre e menos intelectualizada, tem os instrumentos necessários para escolher seu candidato com menos intuição - como querem as Globos - e mais racionalidade. E assim o fará.

Estamos a um passo de nos tornar independentes da vontade de meia dúzia de familias que controlavam as mentes dos telespectadores. Daqui em diante, continuem a fazer novelas, mas  deixem em paz a consciência individual do eleitor.

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27 de out. de 2010

SERRA: UM POLITICO GENÉRICO

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É de se compreender que, em campanha politica, o candidato, sob pressão das pesquisas, faça promessas que não pode cumprir. Não é correto. Apenas, compreensivel.

Mas mesmo promessas têm limites. Serra está fora de si, numa viagem sem volta que só pode trazer prejuízos para o Brasil, pois o que ele promete vai além do habitual, do exagero. Ele - e sua coordenação de campanha, seus gurus e aliados - estão partindo para uma perigosa aventura.

Salário Minimo de R$ 600,00 em 01 de Janeiro de 2011; aumento de 10% nas aposentadorias e pensões; décimo-terceiro salário para os beneficiários do Bolsa-Familia; desmatamento zero da Amazônia, entre outras idiotices que beiram à irresponsabilidade.

O que mais ele pode prometer?
Sem nada a mostrar, além de metade de seus 30 anos de vida pública - pois a outra metade ele largou pelo caminho ao renunciar a todos os cargos executivos para os quais foi eleito - ele apela para a estupidez.

A campanha de Serra trata o eleitor como se fossemos todos estúpidos, como se nenhum de nós fosse capaz de entender que se trata de um embuste o que ele diz. Quer nos fazer acreditar que é possivel cumprir promessas absurdas. Desmatamento zero? tenha paciência!

Um pouco mais de nobreza de alma seria melhor para seu fim de carreira; um pouco mais de hombridade para poder olhar nos olhos dos brasileiros, ganhando ou perdendo as eleições, sem despertar um sentimento de asco.

Tratar uma eleição importante como esta, num período de franco crescimento do país, com geração de emprego e distribuição de renda, de maneira infantil e mentirosa é um desrespeito. Cheira mal.

Serra é um politico genérico de péssima qualidade.

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25 de out. de 2010

Quem quer dividir o país?

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A quem interessa, e qual a finalidade de 
dividir o Brasil em ricos e pobres?

Parece muito nítido que à direita lhe é mais importante um país recortado, como sempre foi, aliás. A desigualdade foi a marca de nossa latinidade tropical.

Os currais eleitorais, o voto de cabresto, a troca de votos por um punhado de comida era prática costumeira em época eleitoral, quando "donos da cidade" diziam em quem o eleitor deveria votar. Os votos nas urnas eram apenas checados para se ter a confirmação de que o candidato do Coronel foi eleito.

A elite econômica brasileira sempre esteve no Governo Federal, no centro das decisões mais importantes da Nação; as políticas econômicas que eram praticadas nunca visavam o bem-estar da coletividade, mas de uma pequena parcela da sociedade, a mais abastada e, portanto, com maior influência política.

Até 2002, quando elegemos um operário para o cargo máximo da República.

E os interesses começaram a surgir. Milhões de cidadãos antes sem voz, passaram a ter representatividade e tornaram-se o centro das decisões políticas e econômicas do Governo Federal. Miseráveis passaram a deixar de ser miseráveis; pobres ascenderam às classes médias; o relacionamento externo brasileiro voltou-se à busca de parceiros que pudessem fazer crescer o comércio externo. Enfim, o governo Lula "descobriu" a fórmula do crescimento com distribuição de renda, nunca antes praticada neste país.

A direita não concorda com as politicas econômicas, sociais e externa do Brasil de hoje. Os partidos da aliança tucana não aceitam o diálogo com Nações como Venezuela e Irã, nem concordam que formemos um bloco comercial com a China e outros emergentes, nossos maiores parceiros atuais. A direita prefere que continuemos ajoelhados perante os Estados Unidos e que façamos a guerra contra vizinhos latinoamericanos.

Para o candidato José Serra - que faz questão de se dizer do bem* - a elite precisa retornar ao poder com urgência, sob pena de perder o direito a decidir os rumos que o país deve seguir. Os rumos que serão escolhidos pelos eleitores no próximo domingo, 31.

Abaixo, um recorte do Folha.com que exemplifica perfeitamente o antipetismo criado e difundido pela direita; a sensação que prevalece na elite é que o que deve ser feito obrigatoriamente deverá passar pelas decisões da própria elite, como diz o professor João Francisco Sauwen Filho, na matéria da jornalista Laura Capriglione. Clique na imagem abaixo para ler a matéria completa.

Aos tucanos interessa repartir o Brasil entre ricos e pobres; entre quem tem direitos e quem tem obrigações; entre quem pode e quem não pode.

O PSDB quer dividir o Brasil em duas categorias bem distintas: quem manda e quem obedece!

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* Na propaganda de TV Serra insiste em repetir que é do bem. Você, leitor deste blog sujo, conhece alguém do bem que precisa dizer a todos que é do bem? Quem quer te convencer apenas com palavras, em geral, são as pessoas do MAL.

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24 de out. de 2010

ALERTA: sangue na TV.

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Um "profeta" me disse ter tido um sonho ruim.
Tão ruim que acordou com medo, pois havia sangue espalhado no asfalto. Foi assim:

Milhares de militantes agitavam bandeiras para seu candidato, que passava pela rua acompanhado de amigos. Todos sorriam, felizes, acenando para a multidão que gritava seu nome.

No fim da rua, um homem digita um número em seu celular. A pessoa que o atende pergunta se está na hora; o homem diz que se aproxima o momento e que todos devem estar preparados. De outro celular, liga para outro homem e este lhe pede 2 minutos para que todas as câmeras estejam ligadas. 2 minutos é o tempo de contagem regressiva.

No entorno do candidato começa um empurra-empurra. Três pessoas, propositadamente, correm. Abre-se um vazio e, instantaneamente, todos os que estavam próximos ao candidato começam a correr. Alguns caem; outros gritam. Vários cinegrafistas, de todas as emissoras, procuram a melhor cena, a imagem de um suposto agressor. O candidato é amparado pelos seguranças e colocado num automóvel estratégicamente estacionado nas mediações.

2 minutos se passaram desde o inicio do tumulto. Relógios sincronizados, imagens prontas para serem captadas. Uma explosão forte sacode o asfalto a poucos metros de onde estava o candidato. Uma bomba, uma vitrine que espalha vidro moído por dezenas de metros. Pânico, feridos, sirenes.

Três rapazes foram filmados segundos antes do estrondo. Um deles vestia camisa vermelha com uma estrela branca; os outros dois estavam sem camisa. A imagem da TV não é nitida porque os capta pelas costas e eles desaparecem no tumulto causado pela explosão.

No jornal da noite, apenas uma emissora tem as imagens da tragédia. Todas as demais estavam no empurra-empurra do candidato, que escapou milagrosamente da morte, segundo a manchete do jornal da TV. A repercussão é imediata em todas as emissoras e nos portais de internet. Os culpados foram  filmados.

A imagem que encerra o jornal é trágica: uma marca de sangue no asfalto, sangue de uma criança que, feliz, acompanhava seus pais na caminhada do candidato que estava em segundo nas pesquisas.

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21 de out. de 2010

A ameaça da rede Globo.

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Aproximam-se as eleições e a Rede Globo começa a dar sinais mais claros de sua força.

Ontem, no Jornal da Globo, o ESPIRITO DE PORCO de Eraldo Pereira foi bastante enfático na ameaça. 

Logo na sua primeira aparição, chamado por Waack, surgiu na tela tendo ao fundo o Palácio do Planalto, em Brasilia. O assunto, claro, era a repercussão das investigações da Policia Federal no caso quebra do sigilo fiscal na Receita Federal.

Vou reproduzir literalmente o texto falado pelo ESPIRITO DE PORCO, Eraldo Pereira, o mesmo jornalista que recebe salário do Supremo Ministro do STF, Gilmar Mendes.

Não bastasse a manipulação grosseira de imagens no caso da bolinha na cabeça de Serra, a Globo ameaça entrar no jogo eleitoral de forma mais direta. No passado, recente, já usaram o expediente de editar matérias e debates para favorecer certo candidato. LLembram?

Notem que as palavras foram cuidadosamente escolhidas para que fique bem claro o que a Globo deseja. Que a verdade seja apenas a da emissora do Jardim Botânico e que não tentem mostrar outras verdades.
 
"E pensar que ainda tem espirito de porco querendo limitar o direito à informação, à liberdade de imprensa. Pois foi o trabalho da reportagem, tanto da Folha de São Paulo quanto da TV Globo, como vimos com César Tralli, que desvendou a história da quebra ilegal de sigilo.

E ninguém é capaz de acreditar facilmente que setores do PSDB, leia-se Aécio Neves, que nega veementemente, poderiam estar envolvidos nesta história de guerra tucana, como setores do PT tentam implacar.

Isso não cola.

Parece até história prá boi dormir. 

Melhor seria que a Policia Federal desse uma resposta definitiva ao caso, e antes das eleições. 

Senão, pode restar, aí, uma importante mácula.

(...)

Uma coisa é certa: essa história ainda pode render muito!

Aguardem os próximos capítulos, meus amigos."



Vira e mexe voltam com a ameaça à liberdade de imprensa. Desta vez, ele abre a fala dizendo que a Folha e a Globo é que desvendaram o "crime". Precisam de sustentação, perante sua audiência, para dar credibilidade à verdade que pretendem nos fazer engolir.

Em seguida, decreta que ninguém é capaz de acreditar na versão do Partido dos Trabalhadores, de que o jornalista Amaury Ribeiro preparou um dossiê a mando de Aécio Neves, em 2009, que pretendia se lançar candidato no lugar de Serra. Foi amplamente divulgada a tentativa de realização de prévias, por parte do PSDB mineiro, para escolha do candidato. Mas Serra - e sua turminha paulista - derrotou os planos do Governador de Minas Gerais.

O fato de Aécio Neves negar, veementemente, sua ligação com Amaury Ribeiro parece ter sido suficiente para Globo acreditar na versão tucana. E jogar toda a lama no colo da candidata Dilma Rousseff parece ter sido a estratégia global para vencer as eleições.

Repare, leitor deste blog sujo, na sutileza das palavras do ESPIRITO DE PORCO, quando afirma que a Policia Federal deve concluir com rapidez as investigações. Antes das eleições!

E, para arrematar, vem a ameaça: uma coisa é certa: essa história ainda pode render muito!

Está dado o recado.
Alguém duvida da capacidade maligna dos editores da Globo?
Vem chumbo grosso.

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Este blogueiro sujo já sabia da existência do dossiê de Amaury Ribeiro desde o ano passado, quando circulou pelos blogs sujos a noticia.  Dizia-se que seria uma bomba no colo da Serra; a promessa era a publicação do livro de Amaury Ribeiro antes do primeiro turno.

Não aconteceu. Talvez porque as pesquisas indicavam Dilma como vitoriosa por larga margem.

Depois, com o segundo turno, parece que a midia corporativa resolveu lançar a história antes que o jornalista mostrasse o que sabe. Ao transformar a investigação a mando de Aécio em história prá boi dormir, a imprensa podre se antecipou para comprovar que é, mesmo, a dona da verdade.

Resta a nós, mortais, provar que a verdade que sairá das urnas não depende das matérias da Globo!

E, para concluir, Eraldo Pereira, que recebe salário do Ministro Gilmar Mendes, está cada vez mais parecido com  Alexandre Garcia ...

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20 de out. de 2010

Pra quem acha que privatização é conversa ...

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No TIJOLAÇO, do Deputado Brizola Neto, li postagem sobre a mudança de nome da Petrobrás, e reproduzo, aqui, a imagem colhida no site da Folha de São Paulo.

Me apoderei, também, do titulo da postagem do Deputado, Prá quem acha que privatização é conversa ...

A publicação é de 27 de dezembro de 2000, no meio do segundo mandato de FHC, o nefasto, que tinha pleno conhecimento da mudança de nome da empresa. A justificativa era internacionalizar a marca. Como se fosse preciso.

Você, leitor deste blog sujo, conhece dezenas de produtos que mantém o mesmo nome, a mesma marca, durante anos e anos. Aliás, a grande dificuldade é construir um nome, este é o grande desafio das agências de propaganda.

Mudar o nome depois que todos já o conhecem, é uma estupidez ridicula. Ou, escondia outras intenções ...

Veja você mesmo, abaixo, como ficaria bonitinha a nova marca da Petrobrás.


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Recado de ANGELA , filha de CHICO MENDES:

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(...) quero pedir prá Marina que faça uma reflexão sobre seu apoio ... o Lula e a Dilma têm muito mais a ver com a gente que o Serra (...)


QUEM É DO BEM É A DILMA!

Angela Mendes

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18 de out. de 2010

NOTA DE SOLIDARIEDADE A MÔNICA SERRA.

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Diante da confirmação, por parte da coreógrafa Sheila Ribeiro, de que realmente ouviu de Mônica Serra, sua ex-professora, relato sobre o aborto que cometera no Chile, nos anos de exilio do marido, José Serra;

visto que, no inicio, a própria militância petista não quis divulgar o conteúdo da página pessoal de Sheila no Facebook, por acreditar ser uma armadilha do PSDB-PFL;

ao ler uma notinha do partido PSDB desmentindo o aborto, dias depois da circulação da declaração de Sheila, sem que a própria Mônica, ou seu marido e candidato, José, tivessem tomado a iniciativa de convocar a imprensa para desmentir a coreógrafa;

sabendo que Mônica Serra não compareceu ao debate na noite de domingo realizado na RedeTV!, onde poderia esclarecer se fez ou não o aborto,

este blog toma a declaração de Sheila Ribeiro como VERDADEIRA e se solidariza com a cidadã Mônica Serra, compreendendo o momento de dor pelo qual passou, vendo-se forçada, por sua consciência, a agir de forma agressiva contra seu próprio corpo, praticando um ato que nenhuma mulher faz por prazer, mas por absoluta necessidade.

Certos momentos na vida de um ser humano são extremamente delicados, principalmente quando envolvem decisões de caráter intimo. Porisso é preciso ter cautela; ninguém tem o direito de julgar outra pessoa por atitudes que esta tome de forma consciente, cujas consequências serão apenas suas.

O aborto, último recurso diante de certas situações, é uma destas atitudes que ninguém tem autoridade moral para recriminar. Mônica Serra praticou aborto sabendo das consequências e, com certeza, foi sua última opção. É de sua intimidade e só ela tem as razões para ter escolhido este caminho. Nem seu companheiro, nem ninguém, pode acusá-la de qualquer coisa.

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