25 de set. de 2010

Voto 13 por você, minha filha.

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Domingo, dia 03 de Outubro próximo, ao digitar na urna eletrônica meu voto, estarei pensando em você, Gabriela. Porisso, escolherei Dilma Rousseff do Partido dos Tralhadores. Número 13.

Sabe por quê? Pelo teu futuro e pelo futuro de centenas de milhares de outras crianças brasileiras; para que vocês cresçam num pais mais justo – apesar das desigualdades que ainda existem – e mais desenvolvido.
E quem será o condutor do crescimento com distribuição de renda, que é o que proverá justiça e desenvolvimento, é o PT e seus aliados. Tenho absoluta convicção disto, principalmente pelo que  já foi demonstrado nestes últimos anos.

Gabriela, quando eu tinha tua idade, 6 anos, viviamos num regime de opressão comandado pelos militares da extrema direita que dirigiam o país como um quartel. Não havia a liberdade que temos hoje; era um Brasil controlado pela elite branca e rica que não enxergava além do próprio umbigo. Cresci ouvindo e lendo noticias fabricadas pela imprensa que apoiava os ditadores militares assassinos. Tive amigos e professores que desaparaceram. Fui preso duas vezes por pensar diferente do governo, e por querer manifestar meus pensamentos e ideais.

Esta mesma gente, que tanto prejudicou o Brasil, continua ativa na vida politica, e esteve no poder até bem pouco tempo. As mesmas familias, sete ou oito, que controlavam a imprensa na época, são as mesmas que hoje editam seus jornais e revistas. Quando você nasceu, Luis Inácio Lula da Silva já era Presidente da República e o Brasil começou a mudar. Em todos os sentidos. E essa mesma gente, a parcela mais podre da sociedade, não se conforma com as conquistas sociais que o Partido dos Trablhadores trouxe com muita luta e muito trabalho. E democracia. Fazem de tudo para voltar ao poder; abusam das mentiras e da falta de caráter para não ceder ao desejo da população.

Minha filha, você nasceu de uma familia de classe média que nunca precisou dos benefícios de qualquer governo. Estudamos e evoluimos; sempre trabalhamos, sua mãe e eu, procurando driblar os problemas que a vida nos impõe. Mas, você sabe, que uma imensa parcela da população não tem o minimo necessário para sobreviver. Já vi teus olhinhos emocionados quando somos abordados, na rua, por uma criança pobre e suja, que pede um trocado. Já te ouvi sussurrar para que dê uma moeda àquela criança como você. A tristeza que sentimos diante de um ser desprotegido nos faz sentir uma dor que se origina da culpa. A culpa de não termos podido impedir as injustiças.

É nisso que penso quando te digo que vou votar 13. Para que o Brasil siga na rota do crescimento e que, sobretudo, promova a ascensão social das classes menos privilegiadas, sempre mal tratadas pelos governos de direita que dominaram este país por séculos. Tenho absoluta certeza que, erradicada a miséria, cada brasileiro tendo a oportunidade de trabalho e renda, teu futuro como  ser humano será melhor, mais igual e mais justo. E que nunca mais será necessário ver lágrimas contidas em teus olhos por causa de uma criança pobre na rua.

Me emociono ao imaginar como este país pode se transformar, e sei que você fará parte de uma sociedade mais honesta e sadia, uma vez que as diferenças sociais e econômicas tem o poder de transformação pela via do desenvolvimento social, econômico e intelectual.

Você, Gabriela, e centenas de milhares de outras crianças, terão pela frente um caminho mais suave, não menos dificil, mas com muito mais instrumentos nas mãos para elevar nossa condição de cidadania ao patamar de equilibrio. E isto passa, necessariamente, pela inclusão social.

Você irá comigo, domingo, dia 03 de outubro, até a cabine de votação, e, com tua própria mãozinha, digitará a tecla “confirma” ao aparecer a imagem de Dilma Rousseff. Terá sido esta tua contribuição para que o Brasil seja um país mais humano.

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24 de set. de 2010

FALHA DE S. PAULO

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O Sandálias não costuma colar videos no blog por achar que tornam a pagina mais lenta.

Mas este é exceção. Vale a pena.

Está no site da FALHA DE S.PAULO.

Mostra como se pode montar uma verdade contando só mentiras.

Bom divertimento!




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22 de set. de 2010

A CHANTAGEM DE SERRA.

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A candidatura da direita está usando um artificio perigoso em sua campanha: a chantagem.

Ao prometer salário minimo de 600 reais e 13º salário do Bolsa-Familia, está cometendo um ato deplorável, numa eleição praticamente perdida.

Torna-se, com tais argumentos, um franco atirador sem qualquer compromisso com a realidade do país que pretende governar.

Logo Serra, que se diz economista, defensor do ajuste fiscal e da ordem nas contas públicas, logo aquele que se diz preparado para ser Presidente da República do Brasil, faz promessas que não pode cumprir.

Pior, promete na reta final da campanha o que poderia ter prometido desde o inicio!

Este comportamento, que cheira a desespero, só atrapalha a democracia na medida que coloca na cabeça do eleitor a ilusão do aumento de renda. Aquele que recebe salário minimo, e sabe das dificuldades, pode acreditar que é possivel um salário 20% superior.

A ilusão é pior que a mentira!

Na infeliz – e improvável – hipótese de Serra vencer as eleições, terá de cumprir suas promessas. A dúvida, que sua campanha não esclarece, é de onde sairá o dinheiro para bancar este aumento de despesas; o Governo Federal terá que socorrer milhares de prefeituras Brasil àfora para que possam quitar suas folhas de pagamento.

José Serra e a direita brasileira são um engodo.

Daí a enorme vantagem de Dilma Rousseff.

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17 de set. de 2010

Informação de caráter duvidoso.


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Fartamente divulgado pela midia corporativa, o affair Erenice Guerra, ex-Ministra da Casa Civil, está passando dos limites do jornalismo. Sob pretexto de produzir conteúdo para rechear suas matérias, veículos se afundam em seus próprios delirios persecutórios.


Prender seus rabos a informações de caráter duvidoso só leva a um final: a falência total da credibilidade.

A queda da Ministra Erenice, tratada como braço direito da candidata Dilma Rousseff, tomou contornos de novela mexicana. Usam qualquer subterfúgio para associar o nome de Dilma a um escândalo, nem que para isso sirvam-se da voz de um criminoso recém saído da prisão.


Veja abaixo a reprodução da condenação de Rubnei Quicoli, denunciador do "esquema" da Casa Civil, tratado como galã pelos telejornais, acusando Erenice Guerra e sua familia e envolvendo o nome de Dilma Rousseff, para regozijo da canalha midiática.


Diz a juíza, Dra Carla dos Santos Fullin Gomes, na sentença:

... o réu coagiu testemunha ... incompatibilidade de sua personalidade com regime prisional mais brando ... pena de 02 (dois) anos de reclusão...



Entre seus crimes, está o flagrante de roubo de um BMW e o porte de sete notas falsas de R$ 50. Também foi condenado por receptação de carga roubada e coação de testemunha. Gente boa, hein?




Imagem retirada do blog Tijolaço.com.


O aspecto fascista da cobertura eleitoral, produzido pelos grandes veiculos de comunicação, beira a irresponsabilidade. A falta de honestidade em assumir suas preferências, aliada à perda da noção de ética, gera distorções desastrosas para a Democracia.


Em troca do desejo de criar instabilidade politica, cujo único objetivo é levar a eleição presidencial ao segundo turno, abusam de mentiras e calúnias. Acusam, sistematicamente, qualquer pessoa ligada ao Partido dos Trabalhadores; a Lula e Dilma Rousseff. Enfiam, sempre que possivel, com um tom de culpabilidade, o ex-Ministro José Dirceu, cassado pelo Congresso Nacional mas ainda não julgado, nas reportagens que tratam do PT. Até os blogs de apoio a Dilma foram taxados de sujos.


Chegam ao cúmulo de escrever editoriais, como este recorte ao lado, retirado do jornal Folha de São Paulo de hoje, exigindo que parem as ações de um grupo politico, o Partido dos Trabalhadores, cuja candidata representa a vontade popular expressa pelo voto, conforme atestam as pesquisas de opinião. Como se fossem os donos da verdade, imputam a si próprios o dever de resguardar os interesses do Brasil, relegando a população à condição de estúpidos e incapazes.


Se não for mais possivel aceitar o resultado das urnas; se o voto popular não puder mais representar o desejo da sociedade, que se mude o regime. Mas, enquanto vivermos num Estado democrático, os desejos de cada cidadão, de cada eleitor, devem ser respeitados. Nem que estes desejos sejam diferentes daqueles que a midia escolheu como certos.


Nem que tenhamos que colocar a midia comprometida com interesses obscuros em seu lugar, junto a sua credibilidade. Ao nivel do chão, onde ela se arrasta esbravejando um poder que não tem mais.


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16 de set. de 2010

As fichas na mesa.

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A Democracia não existe para satisfazer o interesse privado, nem este ou aquele jornalista.

Democracia pressupõe liberdade, em sua mais ampla forma, e inclui o respeito às leis e à Constituição.

Entretanto, alguns pretendem usufruir da Democracia como um bem, um produto de suas vontades, em benefício próprio à despeito da coletividade.

O projeto Ficha Limpa está no Superior Tribunal Federal e pretende impedir que candidatos acusados de crimes sejam eleitos. A imprensa noticia que a unamidade da população quer a lei aprovada já nestas eleições.

É um imenso paradoxo afirmar que o povo quer uma lei que impeça alguém de ser eleito. Afinal, sendo o voto um exercício de cidadania com total liberdade, como é o caso do Brasil, não há razão de se promulgar uma lei que diga quem pode e quem não pode ser votado. Não faz sentido algum este raciocínio. Basta não eleger o candidato e pronto!

Se, como quer a midia, a lei Ficha Limpa é uma realidade repugnante e necessária, esta deve seguir o conceito básico da Constituição Brasileira que é o direito amplo à defesa e a presunção de inocência. Mas parece que parte da elite intelectual brasileira prefere que se tape os olhos da justiça para o mais básico dos direitos civis do cidadão. E, até onde se pode notar, é a elite do sul e sudeste do Brasil querendo "determinar" como devem votar os brasileiros em geral.

Impedir um candidato, qualquer um, de qualquer partido, de participar do pleito e ser empossado antes do trânsito em julgado do processo a que está submetido, é uma afronta à Constituição. O STF não é capaz de sustentar a viabilidade do Ficha Limpa sob pena de estar rasgando a Carta a que está proposto a defender. A função do STF é fazer cumprir a lei, e não ajustá-la ou modificá-la a seu bel prazer.

Este blogueiro não apóia – nem concorda – com a eleição de candidatos envolvidos em qualquer tipo de crime, seja ele comum ou eleitoral. Mas não posso aceitar que meus direitos de escolha sejam prejudicados por desejo de uma pequena parcela da sociedade. Nem que estes desejos sejam confirmados pelo Supremo Tribunal Federal.

Se a maioria da população quer eleger um candidato suspeito de crime, ainda não julgado em última instância, deve ter todo o direito de exercer sua liberdade fundamental, que é o voto.

Que se danem os que querem o Ficha Limpa já.

Se permitirmos que o STF interprete a Constiuição a gosto do freguês, corremos o risco de abrir a cova onde seremos soterrados por interesses inconfessáveis.


 

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15 de set. de 2010

Males a extirpar.


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Dilma Rousseff é um fenômeno eleitoral que incomoda algumas pessoas. Poucas, mas barulhentas.

Editoriais da Folha de São Paulo e do Estadão revelam o verdadeiro compromisso desses veículos de comunicação com o que há de mais reacionário e atrasado na vida politica brasileira; atacam a candidata Dilma e o Partido dos Trabalhadores com frases de efeito que, imaginam, podem mudar o rumo da eleição de 03 de Outubro.

 Não mudarão nada. Absolutamente nada. Pela simples razão de que a grande midia já não é levada a sério – a não ser por aqueles que ela trata de apoiar: a direita caduca tupiniquim.
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Alguns blogueiros progressistas analisam a atual corrida eleitoral, recheada de denúncias e acusações contra a candidata lider nas pesquisas, Dilma Rousseff, como um sinal de alerta à campanha do Partido dos Trabalhadores.

Este blog não vê a menor sombra de risco para a vitória. Pelo contrário, a reação desmedidamente agressiva da midia – e de seu candidato preferido – denuncia que Dilma será eleita em primeiro turno.

Tentar, a qualquer custo, colar uma imagem de guerrilheira, assassina, autoritária, ou qualquer outra, em Dilma Rousseff é a demonstração cabal do desespero que acomete a direita. Diante da curva ascendente nas pesquisas, não resta outra possibilidade à oposição que não seja atirar para todos os lados, com ou sem responsabilidade, na esperança de provocar alguma reação no eleitorado.
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Li, também, sobre a tal bala de prata. Como última tentativa, como uma carta na manga, a direita lançaria, via web, calúnias terriveis sobre a vida privada de Dilma Rousseff.

Balela.
O marketing eleitoral da oposição é uma peça decorativa da campanha. Desde a escolha do candidato, de seu vice, das locações do programa de TV, dos textos lidos no teleprompter à postura do candidato nos debates, tudo é decidido pelo próprio candidato. Até a inserção da imagem do Presidente Lula em seu programa gratuito na TV.

Falar em bala de prata no Brasil, a esta altura do campeonato, é ingenuidade ou excesso de cautela. O eleitor não é aquele que em 1.989 votou em Collor, nem o que elegeu FHC, o nefasto, duas vezes. O eleitor de Dilma Rousseff é a parcela da sociedade que ascendeu, que progrediu, que teve a carteira assinada, que comprou uma geladeira à prazo, um carro financiado, uma casa.

Quem vota em Dilma Rousseff espera a continuidade do que está sendo feito hoje, por Lula e pelo PT; não quer arriscar eleger um conhecido que já esteve lá e pouco fez. É fácil constatar essa realidade. Basta sair às ruas e conversar com as pessoas.

É exatamente a falta de conversa com o povo que acomete a campanha da oposição de um mal irreversivel: a soberba! Eles acreditam que ainda podem tutelar o povão. Engano crasso.
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O discurso de ontem do Presidente Lula em Florianópolis, quando se pronunciou para uma multidão que o aguardava ansiosamente, foi um golpe no fígado da direita.

A frase de Lula "... DEM, que nós precisamos extirpar da politica brasileira." provocou reações de todos os veículos de comunicação comprometidos com a candidatura tucana*.

Foi uma espécie de vingança de Lula contra os Bornhausen, coronéis de Santa Catarina. Em 2005, o então presidente do PFL, hoje DEM, Jorge Bornhausen, declarou : "... vamos nos ver livres desta raça (PT) durante pelo menos 30 anos".

Tivessem tido capacidade, teriam se livrado desta raça com certeza.
Não tiveram.
Tudo indica que Dilma Rousseff terá.
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* Cláudio Lembo, ex-governador de São Paulo, em entrevista a Bob Fernandes, do Terra Magazine, declarou que: "a midia se engajou na campanha, a midia tem candidato: José Serra." Clique aqui para ler a entrevista.
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14 de set. de 2010

EDIÇÃO DO DEBATE NA GLOBO: Dr Roberto gostou!


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José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, todo poderoso manda-chuva da Rede Globo, deu entrevista no Roda Viva da TV Cultura ontem, segunda-feira.


O homem que anda em seu próprio helicóptero de 14 lugares, tem casa em Nova York e oferece vinho de 5 Mil Reais a garrafa, se disse infeliz. Ou pouco feliz. Foi assim sua confissão à apresentadora do programa, Marilia Gabriela: a vida é maravilhosa, mas não vale a pena!



Classificou os reality-shows de programas imbecis, que não retratam a realidade, apesar do nome; diz que a TV não elege candidato mas que pode influir. Seu sonho é dirigir uma TV voltada apenas ao jornalismo.


Foi perguntado sobre a famosa edição global do último debate presidencial de 1989 entre Lula e Collor e, sem qualquer pudor, disse como tudo aconteceu.


Boni e seu colega, Armando Nogueira, estariam em Angra dos Reis, porisso, não participaram da edição. Segundo Nogueira teria dito, o debate foi vencido por Collor pelo placar de 3 X 2.


A edição que teria ido ao ar no dia seguinte ao debate, no Jornal Hoje, apresentado ao meio-dia, segundo lhe disseram, foi 0 X 0. Roberto Marinho, dono da Globo, não gostou e foi feita nova edição do mesmo debate para o Jornal Nacional, da noite. Era a véspera da primeira eleição de um Presidente da República civil depois de mais de duas décadas de ditadura militar.


Boni assumiu, no Roda Viva, que a edição do Jornal Nacional foi 3 X 0 para Collor, e que Dr Roberto (Marinho) gostou.


A edição que foi ao ar em 1989 no maior jornal da época, com audiência superior a 60%, foi uma farsa, uma mentira montada pela Globo para desqualificar o candidato Lula.


Segundo o mais poderoso diretor da emissora, a TV tem influência, mas não manipula.
Se não manipula, o que é então que foi feito? Diversão?


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12 de set. de 2010

CLASSE “C” VOTA DILMA-PT.




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Poucos analistas se deram conta da nova "cara" do Brasil e suas consequências politicas.

Resultado dos últimos 8 anos de governo de Lula, uma imensa quantidade de pessoas, antes marginalizada, entrou no mercado consumidor pela porta da frente. Até pouco tempo desprezados pelas politicas sociais dos governos neoliberais, alcançaram o status de classe média através do emprego e divisão de renda. Os três últimos anos foram decisivos para, pelo menos, 30 milhões de brasileiros.



Parece óbvio, mas admitir que o país melhorou não é tarefa simples para a direita. Via imprensa, as queixas são muitas, principalmente das viúvas tucanas e pefelistas, isoladas politicamente da população em geral. Jornalões e revistas comprometidas com a direita acusam, sistematicamente, o Partido dos Trabalhadores de não ter resolvido todos os problemas do Brasil. Como se governos passados os tivessem resolvido.

As mazelas no Brasil são muitas e antigas. É verdade que nossos problemas crônicos ainda estão longe de uma solução satisfatória, mas os primeiros passos foram dados. O caminho foi mostrado por Lula e, obrigatoriamente, passa pela presença do Estado na economia.

O peso das Instituições Públicas se mostrou necessário na crise de 2008/2009 e isto incomodou os 4% de descontentes (segundo todos os institutos de pesquisas). Mas este peso foi capaz de reduzir a pobreza e incluir, ao invés de marginalizar, milhões de brasileiros. Assim se criou a nova classe "C", esta que está elegendo Dilma Rousseff como a primeira Presidenta da República do Brasil.

Esta nova classe deveria ser alvo de estudos por parte da direita. Diante de uma derrota iminente, ainda maior do que as das últimas duas eleições, os candidatos oposicionistas deveriam se debruçar com mais atenção no exame deste fenômeno. Apesar dos graves problemas, a nova classe média ultrapassou a barreira do simples consumo; o que antes era a compra de produtos e bens básicos evoluiu para a compra de supérfluos e serviços e, hoje, está próxima de se tornar a camada mais exigente da sociedade. Seu poder de compra é um fato e já faz parte do planejamento estratégico de grandes empresas e conglomerados financeiros. Em breve, terá mais poder para determinar o que deve ser produzido, ditando o ritmo do crescimento do PIB.

A três semanas das eleições presidenciais, nota-se a presença da classe "C" nas pesquisas de opinião. Exemplo típico é, segundo Ibope, José Serra perder em seu maior reduto eleitoral. São Paulo, estado e capital, votam Dilma com uma margem bastante confortável à petista.

Mais exemplos?

O prefeito paulistano G. Kassab, sombra de Serra e único representante do DEM no cenário politico nacional, está de malas prontas para se filiar no PMDB; César Maia perdeu a liderança na corrida pelo Senado Federal no Rio de Janeiro para Lindberg Faria; matéria da Veja acusando a ainda Ministra Dilma Rousseff de corrupção foi desmentida pelo empresário citado na revista como suposto denunciante. E muito mais!

Se, diante deste fatos apontados por centenas de Blogs Sujos como este, mesmo assim as oposições continuarem com a postura de apenas criticar sem oferecer um programa de governo consistente, que possa fazer frente ao PT e aliados, que sirva de alternativa ao atual modelo de desenvolvimento econômico-social, estarão condenados ao desaparecimento, à extinção. E, junto, levarão a midia comprometida até o pescoço com o projeto neoliberal de concentração de renda.

A falta de neurônios da oposição é gritante e é divertido ver uma mulher como Dilma Rousseff estraçalhar a direita pela via do voto.


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10 de set. de 2010

Sim, há sujeira na web!

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Diante do fracasso eleitoral que a oposição está prestes a conseguir, mais uma vez o candidato José Serra acusou os blogs de "sujos".

Na sabatina para o jornal carioca "O Globo" o tucano voltou a se referir à blogsfera como "um negócio horroroso; vocês não imaginam a sujeira que é isso".

Sim, a web é suja. Acertou, candidato Serra!

Pelo que sei, pelo menos entre os participantes do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, não há financiamento público para aqueles que escrevem à favor de Dilma Rousseff. Há, sim, idealismo e inconformismo com o comprometimento da midia corporativa tupiniquim.

A sujeira que Serra reclama escorre pelas mãos de pseudo jornalistas que escrevem a mando de seus patrões; recebem salário para acusar, mentir, ofender, caluniar e ameaçar Lula e o Partido dos Trabalhadores, e todos aqueles que desejam que o Brasil siga crescendo e distribuindo renda e emprego.

Ou quer me convencer que Serra nunca leu a Veja, a Folha, o Globo, o Estadão, etcétera, e seus colunistas podres. José Serra nunca viu uma capa da Veja, uma charge da Folha ou uma coluna do Estadão. Nem assistiu ao Jornal Nacional.

José Serra é cego!

E mentiroso, porque acusa blogs de serem financiados pelo Governo Federal. E mais. Acusa o PT de quebra do sigilo de sua filha Verônica. Mas não é capaz de mostrar uma só prova do que diz.

A desfaçatez acusatória da direita é estratégia para maquiar seus próprios erros.

Está cada vez mais evidente que a campanha PSDB-DEM está submergindo rapidamente e corre o risco de sofrer a maior derrota eleitoral da história recente do Brasil.

Porque Serra não tem discurso nem bandeira; usa a imagem de Lula mas esconde a de FHC, o nefasto; ataca e depois elogia os programas sociais deste governo; compra livros da editora Abril - que sustenta mainardis e reinaldos - para as escolas paulistas mas não aceita críticas dos blogs progressistas.

Que fique claro, candidato Serra, que democracia é assim: enquanto os jornalões e TVs tratam de mostrá-lo como capaz, a web, de maneira livre e espontânea, oferece a contra-informação. Cabe ao leitor e eleitor decidir o que lhe é mais verossimel.

Pelo visto, diante do resultado das pesquisas de opinião, somos nós!

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Li matéria no UOL hoje que insinua que Dilma teria assimilado o golpe da denúncia do vazamento de dados da Receita Federal. O argumento esdrúxulo diz que, pelo fato de Lula ter ido ao programa eleitoral defender sua candidata, estaria sofrendo baixa nas pesquisas.

Não é verdade. O tracking Vox/Band/Ig mostra que Dilma oscilou dentro da margem de erro, desceu e hoje subiu, apesar da insistência da midia em querer colar o fato da Receita Federal ao Partido dos Trabalhadores.

Outra matéria no mesmo UOL lamenta a falta de debate sobre politica externa.

Entendam, senhores analistas de meia tigela, que o eleitor brasileiro pensa diferente do europeu! Aqui, vazamento de dados ou affair Irã não produz interesse na população em geral. Emprego e salário, sim.

Pior, é que deve ter gente indignada com os não-comentários sobre a Venezuela!

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1 de set. de 2010

Um candidato hilário.


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A direita, definitivamente, é hilária.

Seu candidato a presidência da República, José Serra, vem a público assumindo o papel de "dono da verdade" e acusa sua opositora – e lider isolada nas pesquisas, Dilma Rousseff - de complô.

Primeiro, apontou o dedo para os "blogs sujos" que estariam recebendo dinheiro do governo para falar mal dele. Não teve coragem que dar os nomes dos blogs; ficou na retórica.

Depois, com o caso da violação de sigilo fiscal, quando uma pessoa teria, supostamente, acessado a declaração de renda de Verônica Allende Serra, filha do candidato, através de uma procuração que a filha jura ser falsificada.

Serra insiste na hipótese de manipulação da Receita Federal pelo PT sob argumento de querer incriminá-lo de alguma coisa com fins eleitorais. Acusa sem provas.

Ontem, no Jornal da Globo, em entrevista, voltou ao assunto com uma insistência desproporcional. É preciso que alguém lhe diga que o comando de campanha de Dilma não precisa deste expediente para vencer. A candidata, quando aparece na TV ao lado de Lula, recebe espontaneamente os votos do eleitorado beneficiado pelo governo. Ou seja, uma legião enorme de pessoas reconhece em Dilma a continuidade de Lula. É tudo o que ela precisa fazer.

Os tucanos provocam risadas fartas quando abrem o bico.

Na mesma entrevista da Globo, ao ser perguntado sobre o mensalão do DEM de Brasilia, Serra saiu-se com uma pérola incrivel. Disse que era um mensalão pequeno, menor que o do PT, como se o tamanho fosse relevante. Ele esqueceu de dizer que o operador do sistema de corrupção de Brasilia, o ex-governador José Roberto Arruda, Zé como ele, ficou em cana e, porisso, não foi incorporado na chapa PSDB-DEM como seu vice-Presidente.

Candidatos palhaços existem aos montes. Alguns, assumidos. Como Tiririca, por exemplo. Outros, traiçoeiramente mascarados, tentam fazer seus eleitores de bobos.

José Serra se acha o "dono da verdade" só porque parte da midia o repercute.

É um candidato sem noção do que está fazendo, sem argumento e sem escrupulos.

José Serra é um candidato sem votos.
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31 de ago. de 2010

ARMADILHA DA REDE GLOBO.

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O blogueiro e jornalista Luis Nassif classificou de "jornalismo de pegadinhas" o que a Globo tentou fazer, ontem, com a candidata do PT, Dilma Rousseff. Clique aqui para ler o texto de Nassif.

Discordo de Nassif. Profundamente.

A tentativa de entrevista no Jornal da Globo foi uma ofensa descarada a uma candidatura que tentam derrubar a qualquer custo. Ao estilo sem caráter de Ali Kamel, o editor do Jornal, os apresentadores Waack e Pelajo procuraram de todas as formas arrancar uma resposta que os satisfizesse; pior, queriam provocar uma reação irritada de Dilma. Ela, entretanto, soube se controlar com categoria, muito acima da Globo.

Em nenhum momento perguntaram à respeito de programas de governo. O estilo das perguntas deixou claro quais eram os objetivos da entrevista. Medíocres, tentaram cercar a candidata com um ar de superioridade que quase ninguém mais acredita que possuem.

Listo as perguntas abaixo. Cada leitor deste blog poderá formar seu próprio juízo.

Waack - Disse que Dilma passou por uma transformação fisica. Cabelo, roupa, jeito de falar. Foi dificil?

Pelajo - Mencionou José Dirceu como um dos petistas envolvidos no mensalão. Quis saber qual papel ele terá em seu eventual governo. "... mas a senhora não vê problemas em trazer de volta à politica uma pessoa que teve direitos politicos cassados?" perguntou.

Waack - Provocou uma resposta de Dilma sobre quem seriam os integrantes de seu ministério, argumentando que "vai deixar um monte de gente decepcionada ..."


Pelajo - Referiu-se ao vazamento das informações fiscais de dados de tucanos, semana passada. Pediu garantias a Dilma de que em seu governo isso não vá acontecer.

Waack - Falou da história politica de Dilma, de sua prisão e tortura no regime militar. Quis saber qual seu sentimento em relação ao comentário de Lula sobre os presos de consciência cubanos que foram comparados a bandidos.

Pelajo - Perguntou a razão de Dilma hesitar em tratar as FARC como narcoguerrilha.

Waack - Afirmou que o governo do PT é acusado de ter colocado a militância petista na máquina federal, e provocou: "essa politica prossegue? ".


Pelajo - Ao dizer que o Brasil investe muito pouco, que é a Petrobras quem investe mais, perguntou porquê Lula não conseguiu investir.

Waack - Decretou que precisamos fazer um severo ajuste fiscal e que as contas externas estão piorando.

Como se vê, uma entrevista recheada de afirmações que interessam apenas a Globo. O arremedo de jornalismo que praticam visa unicamente firmar questões que pouco interessam ao eleitor. Acusam Dilma enquanto o povo a apóia, segundo pesquisas do Ibope.

O jornalismo da Globo anda a passos rápidos para a perda total de credibilidade. Porisso, de pegadinha a entrevista não tinha nada. Foi um interrogatório descarado e tacanho, baixo como a editoria de jornalismo da empresa.

Dilma saiu-se bem do fogo inimigo. Deixou bastante claras suas posições, a contragosto dos apresentadores Waack e Pelajo. Vale lembrar que Dilma Rousseff tem pouquissima experiência em aparições televisivas como esta e, mesmo na casa do inimigo, soube se defender com a competência necessária para que este tipo de gente passe a respeitá-la.

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28 de ago. de 2010

LUTA ELEITORAL ACIRRADA: SERRA OU MARINA?

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A eleição presidencial 2010 está ficando emocionante.

A despeito de terminar no primeiro turno, com vitória arrasadora de Dilma Rousseff do Partido dos Tralhadores, a luta cada vez mais franca pelo segundo lugar fica empolgante.

Marina Silva, do PV, esboça uma incrivel reação e mostra fôlego para encostar em José Serra, do PSDB, até então canditatissimo à segunda colocação.

José Serra despenca nas pesquisas; parte de seus votos migram para Dilma e parte, para Marina.

Conseguirá Marina Silva ultrapassar o candidato da direita até o dia 03 de outubro?

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26 de ago. de 2010

PSDB em queda livre.

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A estratégia politica traçada pelo Presidente Lula para alavancar a candidata Dilma Rousseff, era polarizar a eleição presidencial.

Tudo levava a crer que, ao comparar o governo tucano ao petista, o eleitor optaria por aquele que se mostrou mais eficiente. Lula acreditava que, com esta proposta, levaria Dilma ao 2º turno.

A oposição, temerosa com a comparação, tratou, desde o inicio, de seduzir o eleitorado com a idéia de que o governo Lula era a continuidade de FHC, o nefasto. A midia repetiu essa balela à exaustão, querendo fazer crer que a tucanada nos havia colocado na rota do desenvolvimento com distribuição de renda e geração de emprego.

Pois bem, a pouco mais de um mês para o pleito de 03 de Outubro, percebe-se que a campanha não está polarizada. PT X PSDB não aparece no programa eleitoral de Dilma. Pelo contrário. O tucano Serra, entretanto, tenta se colocar na garupa de Lula, e chega ao cúmulo de prometer dobrar o Bolsa-Família, outrora desqualificado por ele mesmo ao ponto de ser chamado de Bolsa-Esmola.

O que se está vendo é uma gigantesca transferência de popularidade, movimento nunca antes visto na história deste país!

Acredito que nem o próprio Lula tinha capacidade de prever seu real poder de influência ao tratar de votos. Nem bem começa o horário eleitoral e o Datafolha de hoje mostra Dilma com 20 pontos à frente de Serra, e 40 pontos de Marina Silva, do PV. É óbvio que a postura e capacidade de comunicação de Dilma também influi no processo, mas até muito pouco tempo ela era uma ilustre desconhecida do eleitor que não acompanha a vida politica nacional. Em resumo, o mais pobre e menos politizado acaba de ser apresentado à candidata do Partido dos Trabalhadores.

Mesmo entre os eleitores de José Serra, conforme matéria da Folha.com disponivel aqui, 15% afirmam votar no candidato de Lula, demostrando desconhecimento do processo.

A rota descendente da candidatura da direita está ficando cada vez mais consolidada; revertê-la será um milagre. A possibilidade de vitória do PT no 1º turno passa a ser uma variável absolutamente possivel. A oposição está em franco declinio. Hoje, José Serra perde, inclusive, em seus redutos eleitorais mais cativos, como Rio Grande do Sul e São Paulo. Dentre todas as Capitais do Brasil, Serra vence apenas em Curitiba e, mesmo assim, por uma pequena margem.

Se a idéia de Lula era polarizar, não foi preciso. Sua simples presença ao lado de Dilma na TV ou nos comicios já está desmonstrando força suficiente para elegê-la sem maiores dificuldades. A continuar neste ritmo crescente do PT, é enorme a possibilidade de Serra ter que competir com Marina Silva pelo segundo lugar.

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Enquanto isso, a velha midia, diante do quadro de total fracasso de suas estratégias manipuladoras, escolheu praticar o terrorismo. Divulga, como que num ato desesperado, quem serão os nomes que irão compor o Ministério de Dilma Rousseff. Busca, em vão, exibir nomes associados ao mensalão para que parcela da sociedade tenha medo.

Não funcionou em 2006 e não funcionará em 2010.

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24 de ago. de 2010

ENTREVISTA: César Maia.


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Uma das lideranças mais expressivas da oposição, o ex-Prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao Senado Federal pelo DEM-RJ, César Epitácio Maia, concedeu entrevista a este blog por e-mail na semana passada.

Nascido em 18/06/1946, César Maia, como é conhecido, já foi membro do Partido Comunista Brasileiro, o Partidão. Optou pela direita depois da ditadura militar que o exilou, alegando que toda a esquerda assim o fez. É pai de Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM e foi ele quem trouxe o nome de Indio da Costa para a chapa tucana, apesar de não assumir.

É um dos maiores criticos da postura tucana nesta eleição. Antes da escolha de José Serra como candidato de sua coligação, não escondia sua preferência por outro tucano, Aécio Neves; chegou a afirmar que o mineiro teria maiores chances de vitória que o paulista Serra.

Nesta entrevista, César Maia mostra um certo ar derrotista. Afirma, por exemplo, que sua coligação deveria ter antecipado o processo de exposição na TV e reclama que a postura eleitoral adotada pelos tucanos não é bastante clara. Já fez criticas ao marketeiro de Serra e, depois desta entrevista, a midia noticiou o rompimento de relações entre Rodrigo Maia e José Serra.

Abaixo, a integra da entrevista.

SANDÁLIAS DO PIRATA - Como estudioso e analista de pesquisas de intenção de voto; diante do quadro atual para a eleição presidencial, como o senhor avalia as chances do candidato que seu partido apóia, José Serra? Ainda acredita, como disse há poucos meses atrás, que Serra tem chances de vencer no primeiro turno?

CÉSAR MAIA - O método da campanha do Serra está fortemente linkado ao horario de TV. A probabilidade de vencer no primeiro turno dependeria de se antecipar esse processo.

SdoP - O senhor pensa que o Presidente Lula já transferiu todos os votos possiveis para a candidata do PT, Dilma Rousseff, ou ainda, com o inicio da campanha no rádio e TV, ele conseguirá influir ainda mais na sua sucessão?
CM - Na TV se verá com a presença intensa dele.

SdoP - O senhor acredita que a postura de ataques à candidata Dilma, por parte de José Serra, será intensificada daqui por diante, por ser, segundo seu ponto de vista, mais produtivo que apenas abordar programa de governo, como afirmou em seu ex-blog?
CM - Não me lembro de ter dito isso. O que disse é que a linha de oposição deve ficar bem clara.

SdoP - Era notória a preferência do DEM pela candidatura Aécio Neves antes da convenção do PSDB. Seu partido não teve influência suficiente para barrar o projeto do PSDB Paulista ou Serra era seu plano B?
CM - O PSDB escolhe seu candidato e assim o fez.

SdoP - Qual a expectativa de seu partido, o DEM, ao indicar o deputado Indio da Costa para o lugar de vice na chapa de José Serra, visto que é um nome pouco conhecido e com nenhuma experiência em campanhas deste porte?
CM - Foi o proprio Serra que escolheu pelas virtudes do Indio.

SdoP - Há boatos que o candidato José Serra não conversa com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, seu filho. É verdade? O senhor tem conhecimento da estratégia do PSDB para a campanha da oposição? Rodrigo Maia tem? Vocês participam das decisões?
CM - Isso nunca ocorreu. As divergencias foram na escolha do candidato.

SdoP - Em seu ex-blog o senhor faz uma análise da postura do PT em relação ao trabalho que o Presidente Lula vem fazendo no sentido de aumentar a base de apoio no Senado Federal. Sua crítica remete ao fato de que uma maioria governista no Senado tornará os senadores "submissos" e acusa Lula de preparar um "kit Chavez" para mudar a Constituição. O senhor acha possivel governar um país sem base parlamentar sólida? Ou acredita que a maioria legislativa deve estar sempre na mão das oposições?
CM - O ponto não é esse: é mudar a constituição no sentido de um regime chavista. Hoje Lula tem ampla base mas não para isso. 

SdoP - Em sua campanha ao Senado pelo Rio de Janeiro, o senhor apóia explicitamente Fernando Gabeira do PV para governador. Por qual razão o senhor não apóia a candidata Marina Silva, do mesmo PV, para a Presidência da República? O senhor acha que o eleitor compreende esta distinção?
CM - Decisão dos partidos nacionais.

SdoP - Em sua trajetória politica, o senhor já foi do PCB e do PDT; foi perseguido, exilado e preso pelo regime militar; foi Secretário de Fazenda de Leonel Brizola. O quê o motivou a fazer parte do partido politico que sustentou a ditadura, oriundo da velha ARENA, depois PDS, depois PFL e agora DEM?
CM - Toda a esquerda caminhou para o centro no mundo todo. O governo Lula com uma politica economica monetarista é exemplo disso.

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Comentários deste blog:
  • É visivel o pouco envolvimento do DEM nacional na campanha de Serra. Desde o inicio das negociações para escolha do nome que enfrentaria Dilma Rousseff, a maioria do DEM colocou-se contrária à escolha do tucano paulista. Tentaram, sem sucesso, lançar Aécio Neves como vice. Outro fracasso. Acabaram cedendo a Serra diante da impossibilidade de lançar um nome do próprio DEM.
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  • Nota-se o imenso temor da direita conservadora brasileira diante da possibilidade de Dilma Rousseff conseguir maioria folgada no Senado Federal, como postado ontem aqui no SANDÁLIAS DO PIRATA. A imprensa corporativa está, diariamente, trazendo este assunto à pauta, o que demonstra certa resignação com a vitória do Partido dos Trabalhadores e tentam, pelo menos, manter o que lhes resta de poder.
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  • O temor do aumento de popularidade de Dilma Rousseff com o inicio do horário eleitoral pela TV está se materializando. Isto já foi tema de diversos artigos de César Maia em jornais e agora, com os números das pesquisas confirmando esta tendência, o DEM fica cada vez mais isolado no cenário das oposições por não fazer parte da montagem da estratégia de marketing eleitoral dos tucanos.
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  • Existe o sério risco da falência total do DEM. Suas bancadas na Câmara e Senado deverão diminuir consideravelmente e, se nas próximas eleições municipais, daqui a dois anos, não tiverem capacidade de fazer aumentar sua rede de prefeitos e vereadores do interior, estará extinta a agremiação politica derivada da ARENA, a base legislativa dos generias que ocuparam a Presidência da República depois do golpe de Estado de 1964.
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  • Este blog não concorda que politica econômica monetarista seja guinada à direita. A proposta do Presidente Lula, ao publicar a Carta aos Brasileiros em 2002, era manter os contratos, o que significa não romper com o modelo vigente. A demonstração cabal que a politica econômica de Lula manteve-se na esquerda é a crescente distribuição de renda entre os mais pobres, o que deverá ser continuado num eventual próximo governo petista, apesar do monetarismo relativo. O que se viu foi um movimento para o centro do espectro politico com a aliança com o PMDB. Esta foi a via encontrada para manter a governabilidade e implementar as politicas sociais tão necessárias no Brasil.
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23 de ago. de 2010

SENADO: A chave da eleição 2010.

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Talvez por já ter se dado conta da derrota iminente, a oposição brasileira está travando outra luta, desta vez, no Legislativo.

Correndo silenciosamente por fora, a base da oposição espera eleger senadores o suficiente para continuar a colocar pedras no caminho do governo.

É de se compreender o posicionamento demo-tucano. A única frente que lhes resta, provavelmente, será o Senado Federal. Sem ele, tendem ao desaparecimento.

Algumas lideranças da direita – que preferem não assumir ter jogado a toalha – andam espalhando boatos que Dilma Rousseff, uma vez eleita Presidenta, com maioria (folgada) na Câmara e um Senado controlado, se tornaria um Chavez de saias. Sussuram a Venezualização
do Brasil.

Puro terrorismo.

Mas faz sentido esta pregação, sobretudo em se tratando de arrecadação de fundos para a campanha. Hoje, o PT consegue duas vezes mais recursos que o PSDB/DEM, e tende a crescer ainda mais a diferença. A contribuição é diretamente proporcional ao desempenho nas pesquisas.

Lançar dúvidas na cabeça do empresariado, que é quem financia o jogo, pode trazer beneficios e, em última instância, sobrevida politica à direita. O que se vê na midia – sempre a velha midia – é a amplificação do medo que demo-tucanos tratam de disseminar.

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19 de ago. de 2010

” BLOGS SUJOS”


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José Serra, o rufião melancólico, candidato da direita brasileira, saiu-se com uma pérola de campanha eleitoral. Não bastasse exibir favelas fakes na TV, e usar vozes parecidas a de gente famosa, que logo o desmentiu, agora resolveu ser mais agressivo.

Em discurso durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais, acusou o Governo Federal de financiar "blogs sujos" que dariam "norte do patrulhamento" a jornalistas.

Esta acusação é grave. Tão grave, que não teve coragem de apontar quem seriam tais blogues. Apontou o dedo para o vazio sem dizer quem são os "patrulhadores".

E mais. Acusa o governo Lula de usar recursos públicos para esta finalidade. Disse: "(...) boa parte desta estratégia não deixa de ser alimentada por recursos públicos, como por exemplo da TV Brasil, que não foi feita para ter audiência (...)", segundo informação da Folha.com/eleições.

Quando o Supremo Tribunal Federal julgou a Lei de Imprensa como inconstitucional, e extinguiu a necessidade do uso do diploma de jornalista, abriu-se a possibilidade para qualquer cidadão ou cidadã, de posse de um computador e um sinal de internet, começar a produzir conteúdo e informação. A web é um canal privado que não depende de concessão pública, portanto, pode e deve ser usada para fins privados.

É isso que faz este e tantos outros blogues; ao usarmos nosso tempo disponivel para escrever o que pensamos, estamos contribuindo para a democracia. Seja qual for a tendência politica, a liberdade de expressão está garantida para qualquer um.

Mas não é isso que quer a direita. O candidato Serra fala em censura e liberdade de imprensa, mas esquece que o cidadão também tem seu direito assegurado a difundir conteúdo. Serra – e seus amigos – querem manter o monopólio das comunicações para uso em benefício próprio, como tem acontecido até agora, gerando noticias que o beneficiam enquanto politico.

Qual a razão de uma revista semanal, por exemplo, a Veja, receber recursos públicos e atacar, agredir, ofender o governo? Onde estava o rufião melancólico que não apontou seu dedo para os Civita quando publicaram capa de revista com uma montagem de um pontapé no traseiro do Presidente Lula?

José Serra está ficando cada dia mais patético diante da queda anunciada de sua candidatura.

Melhor faria se recolhesse sua lingua para dentro da boca, ou usasse o cérebro para produzir idéias ou planos de governo. Agredir, sem qualquer prova ou evidência, que blogues estariam recebendo dinheiro do governo para falar mal dele é um delírio. Do tamanho de sua derrota moral e eleitoral!

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Esta semana (22 e 23/08) acontecerá o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em São Paulo, onde deverão ser discutidos temas como estes. Liberdade de imprensa e opinião é prerrogativa de todos os cidadãos, e não apenas daqueles que se consideram os donos da verdade.

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Este blog já foi chamado de "Portal do Inferno" por um dito jornalista da Folha. Fiquei lisonjeado, pela ofensa ter partido de quem partiu.

Chamar o SANDÁLIAS DO PIRATA de blog sujo será outra ofensa deliciosa, pelo nivel intelectual dos companheiros que escrevem em outros "blogs sujos"como este.

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17 de ago. de 2010

A ESTÉTICA DO FRACASSO.



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Serra: o rufião melancólico

Como cenário, uma favela fake, montada num estúdio, com artistas que simulam uma roda de samba. Muita gente pobre, para sensibilizar o telespectador.


Fazer-se chamar de . De fundo, um jingle que diz quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá.

O candidato da oposição parece um rufião melancólico.


O primeiro programa eleitoral gratuito tucano na TV mostrou hoje, com bastante clareza, quem é a direita no Brasil. O que pretende e a quem pretende manipular e iludir.


O rufião melancólico, personagem do escritor argentino Roberto Arlt (1900-1942 - a quem tive o prazer de ser apresentado recentemente), é aquele que, ao ver uma mulher, a primeira coisa que lhe passa pela cabeça é: "na rua, ela não renderia mais que 10 ou 20 pesos. Nada mais!" É um ser deprimido que não vê nada além de seu pequeno mundo; não conhece as pessoas que o cercam e nem tem vontade de mudar. Fecha-se em suas próprias crenças como se tudo se resumisse ao seu redor. Agencia mulheres num prostíbulo e não é capaz de ser feliz. Porisso, a melancolia.


Assim é a oposição no Brasil de hoje. Não teve a capacidade de enxergar a alternativa oferecida pelo Partido dos Trabalhadores ao país, depois de oito anos de mandato de Lula. O projeto é simples e de fácil execução, porém depende de uma visão de Brasil que a direita nunca teve vontade de absorver: crescimento com distribuição de renda e emprego.


José Serra está melancólico. Nem seus aliados o citam em propaganda eleitoral. Entregue às manobras de seus marketeiros, não tem discurso, não tem bandeiras e se cerca de pessoas pobres para dizer a todos que é humilde também. Adoraria estar na garupa de Lula, o operário semi-analfabeto que sempre criticou. Suas chances se esvaem à medida que o tempo passa. E como passa depressa!


Falta coragem aos demo-tucanos para atacar o Presidente Lula, porisso o citam no programa numa mensagem que remete a Serra como seu sucessor.


É mentira.


Quando Lula da Silva sair, terá deixado um país melhor.



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16 de ago. de 2010

AGOSTO NEGRO.


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O mês de Agosto está sendo negro para o candidato da oposição a Presidência da República.

Os partidos que enfrentam o PT estavam certos que chegariam nesta fase da campanha à frente de Dilma Rousseff ou, pelo menos, empatados.

Todos os institutos de pesquisa colocam Dilma na liderança isolada. Até o Datafolha, velho manipulador de números, dá 8 pontos de vantagem ao PT.

Pior. O desempenho de Serra nas regiões Sul e Sudeste, considerado seu reduto eleitoral, está se esfacelando.

Bom exemplo disso é o município de São Paulo, tradicional curral da velha direita Udenista, onde Serra já foi prefeito e, hoje, Gilberto Kassab, sua sombra, do DEM, é o atual. No Datafolha, os números apontam para o empate técnico. Serra com 40% e Dilma, com 37%.

Há um mês atrás, o comando de campanha de Serra percebeu alterações no quadro, até então liderado com folga em algumas das mais populosas capitais brasileiras. Nada conseguiram fazer. A candidata Dilma se postou de forma impecável no debate da Band e na entrevista do Jornal Nacional da Globo, apesar do franco favorecimento que Serra foi brindado.

No quadro abaixo, nota-se a tendência de crescimento consistente de Dilma Rousseff em algumas capitais populosas, enquanto Serra despenca. O gráfico "em todo o país" dá clara noção do que está ocorrendo, quando em julho o placar era 37 a 36 à favor de Serra, e hoje, Agosto, inverteu-se. 41 a 33 para Dilma.
Ainda nem começou a propaganda no Rádio e TV, quando o Presidente Lula deverá dizer, com todas as letras, que Dilma é sua preferida. Sabe-se que uma enorme massa de eleitores, aqueles que não se interessam por politica, ainda nem desconfiam de quem é o voto de Lula; 26% dos eleitores ainda afirmam votar no candidato indicado por ele sem qualquer dúvida.

Em 03 de Outubro serão as eleições presidenciais. O tempo parece correr muito depressa para a direita brasileira. O prazo está se acabando com uma velocidade grande e não deixa margem de manobra para que possam tentar reverter o quadro. A ponto de, a assessoria de Serra, esperar que o desempenho da candidata Marina Silva possa tirar votos de Dilma e, assim, levar o pleito para o segundo turno.

Este blog, se tivesse que apostar no vencedor, jogaria todas as fichas em Dilma Rousseff no primeiro turno. Está parecendo barbada!
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13 de ago. de 2010

TIREM FHC DA MINHA CAMPANHA!


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José Serra sabe o que está dizendo. Deu ordem explicita a seus marketeiros para descolarem "completamente" a imagem de FHC da sua.

É um grande incômodo; um fardo que pesquisas qualitativas apontam como uma imagem negativa que, associada a Serra, o levará à derrota.

Serra conhece FHC e seus métodos. São fundadores do partido que os sustenta. Serra foi Ministro de FHC e seu candidato à sucessão de 2002. Serra e FHC perderam para Lula, o operário, e está em vias de perder novamente para Dilma, escolhida de Lula, o operário.

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Quinta-feira, 1º de Setembro de 1994. 23 horas. Toca o telefone na residência do Senador Pedro Simon, em Porto Alegre. Chega um fax endereçado ao candidato Fernando Henrique Cardoso. Era o conteúdo das declarações de Rubens Ricupero, então Ministro da Fazenda, que vazaram pelas antenas parabólicas do país inteiro, afirmando ao jornalista Carlos Monforte que " eu não tenho escrúpulos, o que é ruim, a gente esconde".

FHC diz a Simon que o Presidente deveria demitir o Ministro imediatamente. De lá, ligam para Itamar Franco, que dormia. A empregada, Raimunda, se recusa a acordar o Presidente. FHC insiste, mas só no dia seguinte, às 09 horas, ele consegue contato e manda Itamar demitir Ricupero. É atendido.

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Itamar Franco consulta seu ex-Ministro da Justiça, Mauricio Correa, que recomenda um nome para o Ministério da Fazenda: Ives Gandra Martins. FHC não aceita: "ele é liberal, votou no Maluf!", argumenta. Itamar diz que tentou Ciro Gomes, do PSDB, mas que este recusou. "Vou falar com Ciro", disse FHC e ligou para Fortaleza.

Ciro assumiu em 06 de Setembro de 1994, às vésperas da eleição. A promessa de FHC era nomeá-lo Ministro da Saúde quando assumisse a Presidência da República. Nunca o nomeou.

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Na campanha presidencial que culminou com o segund mandato de FHC, precisamente em agosto de 1998, a assessoria de comunicação de FHC, através da empresa Free Press, foi colocada a campo para produzir dossiês sobre os demais candidatos.

Jornalistas seguiram secretamente, e até tiraram fotos, da suposta amante de um dos adversários de FHC. A idéia era preparar munição contra possiveis ataques que pudessem fazê-lo perder.

A Free Press buscou informações detalhadas à respeito de um acidente de carro que matou o lider estudantil Luiz Travassos, em 1982, no Rio de Janeiro. Quem dirigia o carro era Aluizio Mercadante, candidato a Vice-Presidente na chapa do PT de Lula. Descobriu que o inquérito teria sido arquivado pelo Secretário de Segurança do RJ, Waldir Muniz, famoso por ter envolvimento no atentado a bomba do Riocentro, em plena ditadura. Muniz era tio de Mercadante.

A arapongagem tucana fez chegar este dossiê a um importante jornal carioca e esperava que a divulgação explodisse a campanha de Lula.

Não deu certo. O nome do tio de Mercadante era Wilson Muniz, ex-Reitor da USP, e nada tinha a ver com o acidente fatal de Travassos. Uma falha grotesca da assessoria de FHC.

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Em maio do mesmo ano, FHC participou de um encontro secreto com Orestes Quércia, também candidato ao Planalto. O encontro foi na casa de Luiz Gonzaga Belluzo.

FHC pretendia selar um pacto com o PMDB de Quércia, onde um não atacaria o outro. Quércia concordou que o tom das campanhas deveria ser ameno.

O tucano confessou ter um "probleminha, uma bobagem": uma fazenda comprada em sociedade com Sérgio Motta, o Serjão, em 1989 mas só declarada no ano seguinte, pelo valor de 2 mil dólares, valor muito abaixo do mercado.

Quércia manteve o segredo.

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Na véspera da eleição que levaria FHC ao segundo mandato, ele estava nervoso e ansioso. À noite, em seu apartamento de Higienópolis, tomou um whisky para tentar relaxar. Precisava vencer a eleição no primeiro turno e sentia-se inseguro.

Assistia à reportagem sobre o famoso debate presidencial norteamericano de 1960, quando John Kennedy virou o jogo sobre Richard Nixon, quando o telefone tocou. Era o diretor de jornalismo da Rede Globo, Alberico Sousa Cruz, que lhe trazia números frescos da pesquisa Ibope sobre a eleição presidencial. FHC anotou num papel o placar. 48 a 21.

Sem qualquer modéstia, murmurou para si mesmo: "Na TV sou melhor que Kennedy!"

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No dia seguinte, FHC acordou cansado. Votou por volta da hora do almoço no bairro de Indianópolis e encerrou a campanha que o levaria de volta ao Planalto.

Uma campanha cheia de artimanhas, intrigas e dossiês; briga generalizada entre seus marketeiros e o marketeiro de Bill Clinton, James Carville, cujo pagamento pelos serviços prestados ao PSDB até hoje é incerto.

José Serra conhece muito bem FHC e cada um de seus métodos. Tem razões de sobra para querer mantê-lo distante de sua campanha.

Resta saber se conseguirá.

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8 de ago. de 2010

A DEBANDADA DO NINHO.

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Um pássaro, ao atingir a condição que lhe permita voar, abandona o ninho.

Entretanto, quando o ninho é atacado por predadores, ou sofre com intempéries, ou, ainda, quando há escassez de alimento, os pássaros também debandam.

Este não parece ser o caso de certas espécies de aves. Me refiro, é óbvio, ao politico que adotou o símbolo do pássaro Ramphastos tucanus, ou, apenas, o tucano

Este blog soube, através de fonte segura, que, após o desempenho no debate da candidata petista ao governo federal, Dilma Rousseff, uma grande quantidade de Ramphastos tucanus foi tomada pelo desânimo. Acreditavam que ela teria uma performance fraca, que seu comportamento pudesse ser aproveitado na campanha da oposição para aplicar-lhe um rótulo negativo.

Não foi isso que se viu. Nos primeiros minutos, ela até titubeou mas, com o passar do tempo, e diante das inquirições de seus adversários, foi tomando corpo e crescendo, até assumir uma posição bastante confortável e segura diante das câmeras da Band.

Não é este blog que está dizendo isso. São palavras de membros da oposição que pediram para ter seus nomes ocultados. Talvez por medo de retaliações. Quem sabe.

Parece que uma revoada está se preparando. Com a chegada do horário eleitoral na TV, com a presença do Presidente Lula ao lado de Dilma, a tendência será crescer ainda mais, com imensas e reais possibilidades de vitória no primeiro turno.

Pelo menos, é isso que pensam certos Ramphastos tucanus prontos a pular fora do ninho.
Mesmo sem, ainda, saber voar.

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