5 de out. de 2013

MARINA NO PSB – QUEM PERDE?



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Ao ter recusado o registro de seu novo partido, a Rede Sustentabilidade, Marina Silva escolheu uma via dentro dos padrões tradicionais para lançar sua candidatura ao Planalto: ir ao PSB – Partido Socialista Brasileiro.

Pode sair como cabeça de chapa ao lado de Eduardo Campos ou como vice.
Não importa. A derrota da direita será a maior da história.

PSDB, DEM e PPS estão fadados ao fracasso diante do quadro que se apresenta, com Dilma largando com enorme vantagem mas, com a presença quase garantida de Marina, dificilmente levará no primeiro turno.
É muito provável que tenhamos um segundo turno entre PT e PSB. Um partido trabalhista e outro, socialista.

Para piorar ainda mais para a direita, suas bancadas federais irão se esfacelar; a representatividade poderá diminuir ainda mais. O DEM, que já vem minguando há tempos, corre sério risco de desaparecer!
O PPS, que tentou atrair Marina ao lhe oferecer a sigla, morre na praia: seu cacique Roberto Freire, pernambucano como Eduardo Campos, afundará agarrado em José Serra!
O PSDB é, talvez, o único com alguma chance de sobrevida. Apoiado por uma classe média saudosista, e reacionária, fará uma bancada pequena, e verá Aécio Neves enterrar definitivamente o liberalismo econômico do período FHC. Não sobrará nenhuma liderança tucana após a derrota que se anuncia.

E a mídia fundamentalista terá sido a maior prejudicada.
Os colunistas de veja, estadão, folha e globo* perderão a referência de nomes capazes de retornar ao poder central. Os Mervais, Nunes, Leitões, Azevedos e outros, terão diante do próximo governo eleito um dilema: render-se à vontade popular ou continuar a mentir! Em favor de quem? 

Dificilmente Eduardo Campos e Marina, em caso de vitória, mudarão o rumo dos investimentos sociais no Brasil nem trarão de volta os velhos índices de desemprego, pobreza e exploração da mão de obra. A tendência é seguir em frente. Para desespero dos perdedores.

O segundo turno da eleição presidencial de 2014, se houver, será o primeiro entre dois candidatos à esquerda! Será a consolidação da expressão da democracia, a vontade popular de optar  pela via progressista.

O Brasil amadureceu nos últimos 20 anos.
Fomos capazes de quebrar as correntes que nos prendiam aos dogmas neoliberais, às mãos de ferro das potências capitalistas ocidentais que durante séculos nos mantiveram sob controle: o pensamento único que vigorou até o século passado quebrou-se e nos permitiu vislumbrar um novo tempo, um tempo de distribuição de renda, geração de emprego e cidadania.

Ao que tudo indica, o rumo é sólido e irreversível.

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* Este blogueiro recusa-se a grafar os nomes dos jornais folha, globo e estadão, e da revista veja, com as iniciais maiúsculas.

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19 de set. de 2013

STF: A DECISÃO SEM VERGONHA



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Min Celso de Mello, durante exposição a favor dos Embargos Infringentes.

Está se configurando um atentado à ordem constitucional brasileira.
A decisão da Corte Suprema, ontem, 18 de Setembro de 2013, pode ter sido o primeiro sinal de um tempo obscuro e perigoso para a democracia.

Quem ouviu ou leu o voto do Ministro Celso de Mello no plenário do STF sobre os Embargos Infringentes, e sua exposição clara a respeito do recurso, poderá concluir facilmente que ele apoiou sua decisão na Constituição Federal e, portanto, na LEI.

Não é preciso lembrar que Celso de Mello não é simpatizante deste governo, do Partido dos Trabalhadores ou de algum réu. Pelo contrário, durante o julgamento da AP470 foi um dos juízes que mostrou mais dureza nas condenações e aplicação das penas.

E, mesmo assim, rendeu-se ao princípio fundamental do direito moderno, explícito na coleção de leis brasileiras e nos tratados internacionais os quais o Brasil é signatário. Votou pela aceitação dos embargos. Votou pelo direito amplo de defesa, por uma segunda instância, como está previsto em qualquer manual de estudante de direito de países democráticos.

O que assusta é a falta de vergonha daqueles que votaram pela não aplicação do direito em sua plenitude. Foram 5 magistrados que tomaram posição político-partidária, confrontando a LEI perante as câmeras de TV, com total apoio da mídia fundamentalista.

São eles, os doutores Joaquim Barbosa, Luis Fux, Carmem Lúcia, Marco Aurélio Melo e Gilmar Mendes.

Nenhum desses ilustres doutores teve a capacidade de basear seu voto contrário aos embargos infringentes como fez Celso de Mello, a favor; nenhum usou a LEI para justificar a razão da derrubada do recurso, não souberam – ou não quiseram – aplicar a legislação para definir posição. Assumiram compromisso com a ilegalidade diante do aplauso de interessados diretamente com a AP470.

Devemos estar atentos, toda a sociedade, para o fato do Judiciário do Brasil estar trilhando um caminho perigoso, que poderá trazer sérias consequências. Não se trata, apenas, do direito dos réus da AP470, como quer fazer crer parte da imprensa de comportamento oposicionista, mas da validade do texto constitucional. Decisões da Suprema Corte servem para todas as ações que se seguem, com força de LEI, como jurisprudência para as próximas ações e para os próximos réus. Achar que se pode julgar um grupo de réus de modo excepcional, como pretenderam este 5 juízes citados, é o mesmo que criar um Tribunal Especial de acordo à cara do freguês!

Não podemos concordar que a Justiça se apoie na Política; este governo e estes juízes passam, mas os resultados dos julgamentos permanecem e servirão de base para condenações futuras. O risco de perpetuarmos a injustiça da forma que o STF quis, coloca em cheque nossa democracia.

Porque amanhã outras ações serão apresentadas e, caso o voto do Ministro Celso de Mello não fosse favorável à democracia, outros réus tampouco teriam direito ao cumprimento da LEI e à ampla defesa!
Assim se instalaram os tribunais da Inquisição, assim agem os tribunais paralelos do crime organizado. Assim se age nas ditaduras e nos períodos de exceção!

E, por favor, aquele que acredita que as decisões da justiça devem estar alinhadas aos anseios das “ruas”, estará apoiando o atentado contra as liberdades individuais. A voz das “ruas” deve ser ouvida pelos candidatos eleitos pelo voto popular. 

A justiça, bem, este conceito talvez ainda esteja fora do alcance de grande parcela da sociedade, da imprensa e dos que desejam a quebra da Constituição Federal.

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24 de jun. de 2013

A CULPA É DE LULA. E MINHA TAMBÉM.




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Em 1.961, o recém-eleito Presidente da República Jânio Quadros renunciou a seu mandato após sete meses no cargo. Em sua carta-renúncia, alegou crer que “não manteria a própria paz pública”. Este gesto desencadeou o golpe militar de 64 e o mergulho num tempo obscuro da vida política nacional. Até hoje há quem diga que a estratégia de Jânio foi o chamamento para voltar aclamado nos braços do povo.

A QUEM INTERESSA ESTA OPINIÃO?
Em 2.003, ao tomar posse no Palácio do Planalto, Luis Inácio Lula da Silva iniciou uma revolução silenciosa no Brasil. Com carisma e forte apelo popular, foi capaz de inserir na agenda política brasileira a transformação social.
No comando de uma Nação capitalista, soube usar as ferramentas disponíveis para começar, de uma vez por todas, a inserir o brasileiro na cidadania: através do emprego e da geração de renda, com crédito barato, projetos sociais de amplo alcance, investimento em educação e saúde para o mais pobre dos cidadãos.
Até mesmo a oposição, partidária e midiática, não é capaz de citar qualquer outro mandatário que retirou tanta gente da pobreza e da miséria; nunca antes na história deste país tivemos tantas pessoas na classe média como hoje. Quem negar isto, não conhece o Brasil.
  
Sua origem operária lhe serviu de referência assim como seus confrontos com o empresariado, enquanto líder sindical, para montar um discurso moderado, mas progressista. Não deixou de atender aos maiores grupos econômicos, que o olhavam com desconfiança, cumprindo os contratos e pagando a dívida pública pontualmente ao mesmo tempo que engajava parte do patrimônio financeiro do Brasil em obras de combate à miséria e à fome.
A OPÇÃO DA CLASSE MÉDIA

Este novo foco rendeu-lhe a reeleição em 2.006, apesar do bombardeio originado na CPI dos Correios, um ano antes, contra todos os simpatizantes do Partido dos Trabalhadores. E a sequência dos atos de seu governo levou Dilma Rousseff a derrotar, pela terceira vez consecutiva, os candidatos preferidos da parte mais conservadora da sociedade.

Passados dez anos desde o start para um novo modelo de desenvolvimento do Brasil, faço um mea culpa. Este blog, por inúmeras ocasiões, postou em concordância com membros do PT que acreditavam mais nas pesquisas de sondagem de opinião que no poder de convencimento dos apeados do poder.
Lula errou e levou algumas dezenas de milhões de pessoas a não se dar conta de que a direita não aceitaria os novos rumos, a inclusão, sem reagir.

Sou obrigado a reconhecer que fomos avisados. Outros blogueiros alertavam desde há muito tempo que era preciso assumir postura mais direta com a opinião pública; a mídia fundamentalista nunca deixou de atacar, nunca repercutiu as virtudes deste governo, pelo contrário, empenharam-se todos os maiores veículos de comunicação, como uma organização criminosa, na tentativa de desqualificar Lula, Dilma e o PT como o mais corruptos dos governos da história.

Foram vários os episódios explorados pela velha imprensa. O mais simbólico de todos foi o “mensalão”. Este blog sempre acreditou que a contrainformação, através das novas mídias sociais, seria capaz de levar o outro lado ao leitor. Bobagem! Os “blogs sujos” se perderam  ao acreditar que a via democrática, a eleição através do voto, seria suficiente para manter em evidência o progresso econômico e social que vivemos, a despeito da grave crise que varre o mundo dito desenvolvido.

Não reagimos no momento oportuno. Lula não reagiu e Dilma, também. A postura do Planalto foi ineficiente em sua comunicação; manteve alocação de recursos públicos nas redes de TV que mais os ofendiam, permitiu ataques baixos e caluniosos sem oferecer resistência; deixou-se desqualificar sem provas, não respondeu às capas de revistas que estampavam mentiras e ofensas pessoais, como no caso de uma revista semanal que publicou uma imagem de Lula com a marca de um pé em seu traseiro. Não houve, sequer, registro formal junto aos editores. Muitos disseram que a oposição partidária sumira e a mídia tomara seu lugar. Era verdade.

Estamos próximos a um ponto de ruptura institucional que poderá custar caro à democracia.
É possível que ainda haja tempo para reagir, mas talvez seja tarde.
A cobertura das manifestações, impressa, virtual e televisiva da maior parte da imprensa, trabalha unida no objetivo de uma década atrás: a retomada do poder. Está sendo eficiente ao esconder os protestos contra a própria mídia e capitaliza as imagens apoiando as “manifestações pacíficas”, colocando no ar opiniões de analistas alinhados a seus anseios; está obtendo êxito ao jogar a massa contra o Governo Federal mesmo quando as “urgentes necessidades do povo” sejam apenas de âmbito municipal!

O RECADO INVISÍVEL DAS RUAS
O avanço da retomada de poder se dará pela forma inconstitucional até o confronto. A força trabalhadora, os sindicatos, as uniões estudantis, os movimentos camponeses e urbanos em geral, ainda estão fora das ruas. Mas haverão, em certo momento, de se integrar às passeatas. De modo organizado e com claras reivindicações, como sempre foi. E então se dará o enfrentamento: os discursos serão diferentes aos que estamos assistindo e levará a mensagem de que não abrirão mão dos direitos conquistados, muitos deles contrários ao desejo dos reacionários: emprego, distribuição de renda, acesso aos bens de consumo, inclusão social, direito ao voto e à defesa de suas famílias.

Só então, quando toda a sociedade estiver engajada, o processo será concluído. Se de forma legal ou ilegal, só saberemos depois.

Mas que fique clara a lição desde já. Ou reagimos para dizer o que se passa de verdade, ou seremos cúmplices de um golpe anunciado em 2.005.
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A propósito de Jânio Quadros, não houve manifestações populares para seu retorno. Seu Vice, João Goulart, estava em missão oficial na China e voltou às pressas. Assumiu e foi deposto por um golpe militar financiado, hoje se sabe, pelos EUA e pelo poder econômico brasileiro por ser “comunista”.
Jango, como era conhecido, foi assassinado anos mais tarde por ordem direta da cúpula militar que se mantinha no poder pela força.
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21 de jun. de 2013

APELO AO BOM SENSO: PARA ALEX.

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Até os cachorros sabem, e a imagem não me deixa mentir, que o cunho político está infiltrado nas manifestações que vem ocorrendo pelo Brasil.

Alex é um homem de 26 anos com sonhos e ideais nobres. Deve ter puxado ao tio; tem posições políticas claras e luta por elas. Eu o admiro por causa disso. Talvez veja nele um pouco - ou tudo - do que eu era na sua idade.
Cibernético, como toda sua geração, esteve ontem no Campo Grande, em Salvador, para protestar contra aquilo que o ofende em seus direitos. Com o justo dever de dizer o quê o aflige.

Hoje, ele escreveu no Facebook:
"Não joguei pedra em nada. A única pedra que eu joguei foi tentando mirar um policial que tinha acabado de atirar no meu rosto, há uns 2 centímetros do olho. Mas passei o tempo todo tentando me controlar. Não queria virar um animal violento que nem os policiais. Felizmente, me orgulho de ter conseguido. Mas entendo quem não conseguiu. Não tava fácil."

Eu estive assistindo a cobertura feitas pelas TVs e pelo Twitter, em tempo real. Nem me atreví a chegar perto do local do confronto entre a polícia da Bahia e os manifestantes da Bahia. Passei da idade ... talvez, se tivesse 26 estaria lá com eles, como já estive tantas outras vezes em passeatas, greves e manifestações.

Lembro de uma vez, no centro de São Paulo, nas ruas de pedestres, eu acompanhava uma greve de bacários. As lojas fecharam por medo do vandalismo. Pessoas corriam de um lado pro outro e eu, ainda garotão, gritava junto aos grevistas. De repente, sem que ninguém soubesse de onde surgiam, a cavalaria montada, uns 50, 60 policiais vieram nos reprimir. A primeira bordoada me derrubou: não tive nem como ver de qual PM levei a borrachada.

Vi gente pisoteada pelos cavalos, gente que nunca tinha visto antes sendo arrastada pela camisa pelos milicos com os corpos tentando se desviar das patas dos cavalos ... foi um horror! A polícia não deu trégua até que todos nós fugissemos dali, às pressas, cada um por si. A gente sabia que se fossemos pegos, a coisa seria pior. Muitos grevistas foram parar no DOI-CODI, a repressão militar, naquela época, reprimia com balas de verdade e, se você caisse em cana ... já era!

Mais tarde, a "turma" se reunia em algum botequim para contagem dos "sobreviventes". E para cada um relatar como conseguiu fugir, para contar o que viu, para levantarmos juntos o troféu de estarmos vivos!

Porque estou dizendo isso?
Não me lembro - posso estar enganado e sem memória - de algum de nós ter reclamado da ação das polícias militar e do exército. É claro que não gostamos de apanhar, evidente que tínhamos certeza de que a PM e a PE iriam aparecer; se não ficassemos expostos e se não houvesse repressão, nunca seríamos ouvidos!

Tínhamos exata noção do risco ao participar de um movimento com milhares de pessoas, sobretudo numa época em que a democracia não era o forte de nosso país. Para nós, naquela época, polícia era como jagunço. Hoje não é muito diferente, é da esseência do militarismo.

Ontem, além de Salvador, vi manifestações com extrema violência em Brasilia, Campinas e Rio de Janeiro. Com um olho na TV e outro no Twitter, vi e li imagens de ódio na cara de manifestantes. Não vou e nem tenho obrigação de defender nem um lado ou outro, mas as imagens da tentativa de invasão do Itamaraty me marcaram profundamente. Aí o pau comeu ... começou a correria e a polícia atacou impiedosamente meninos e meninas, sem dó, até dispersar.

Na minha época, éramos manobrados por movimentos que tinham siglas. Quase todas as siglas tinham a letra R, de Revolucionário ou P, de Popular. Tinhamos liderança organizada e os objetivos eram bastante claros: estávamos sempre ao lado do trabalhador do campo e da cidade. Sempre!

Mas, e hoje?
Não vejo no rosto das pessoas na rua uma unidade em torno de alguma coisa. Não vejo Sindicatos nem partidos, não há movimentos dos Sem-Teto ou Sem-Terra, Feminista, Negro, nada! Soube que nesta madrugada, na Avenida Paulista, queimavam uma bandeira do Movimento Negro no meio da rua!

O que é isso? Onde vocês querem chegar? Qual o plano, qual o desejo, quais os meios?
Por favor, se me falarem que querem impedir a Copa do Mundo vão estar sendo ingênuos ou mal intencionados! Aqui mesmo, em Salvador, os operários que levantavam a Fonte Nova fizeram greve, cruzaram os braços, e quem de vocês foi lá dar uma força? Quem?

O gigante acordou ... mas acordou há algum tempo atrás, não foi ontem.
Quem o queria dormindo se diz descontente. Até os cachorros sabem que há manobra, basta ler os sites da direita, basta assistir a cobertura nas TV. Ontem, a Globo suspendeu a novela para apresentar o show de democracia do décimo andar de um prédio da Paulista, com microfone sem o logotipo, a repórter dizendo que era um movimento lindo e as imagens mostrando o pau quebrando em Brasilia, Campinas e Salvador!

A "galera" pacífica - que reconheço ser a imensa maioria - está perdida por falta de organização. Os mal intencionados, criminosos, vândalos (ideio esssa palavra!!) estão super bem organizados. Basta ler nos comentários do Facebook de Alex um garoto dizendo assim:

"Soube ainda que tudo começou porque dois rapazes tentaram furar o bloqueio policial" 

à respeito de Salvador. DOIS RAPAZES!

Sim, há descontentes. Muitos deles. Em todos os lugares. Camuflados, com a cara pintada, com cartazes bonitinhos postados nas redes sociais. São minoria, mas estão levando o gigante de volta ao passado. Não tenho dúvidas de que as manobras são muito bem preparadas e, por enquanto, eficientes.

Minha opinião pode ser velha, fora de moda e desconectada. Mas eu insisto que, enquanto os verdadeiros movimentos populares não estiverem nas ruas, os sindicatos, as representações estudantis, os partidos políticos, os representates de bairros, favelas e periferias, o povão, se o interesse majoritário realmente popular não for convocado, quem vai ganhar é quem estiver melhor organizado no "front", como Alex se referiu. 

O front é a guerra.


Alex, te peço apenas bom senso para usar a inteligência e refletir.
Com amor,
seu Tio.

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