17 de mar de 2008

2008: COMEÇOU A FÓRMULA 1


O circo voltou. Domingo, madrugada de 17 de março, os carros voltaram a correr no circuito da Austrália, em Albert Park.
A pole, como já se esperava, ficou com a Mc Laren, com Lewis Hamilton; em segundo, o esforçado Robert Kubica, da BMW e em terceiro, o esquisito Heikki Kovalainen, também da Mc Laren. O Massa, coitado, largou em quarto e precisava, desesperadamente, cumprir as ordens da Ferrari e impedir que Kovalainen pulasse à sua frente; caso uma Mc Laren disparasse, com outra servindo de escudo, adeus corrida. Porisso, Massa tentou o terceiro lugar na largada .... e aí começaram os problemas.
Aliás, problemas não faltaram à Ferrari. Tanto Felipe quanto Kimi Raikkonen sofreram para tentar conseguir alguma coisa. Kimi conseguiu um pontinho, graças às bobagens da Honda de Barrichello, desclassificado ao sair do pit lane sob luz vermelha ... ingenuidade ou falta de profissionalismo? O mesmo já tinha acontecido com Felipe, ano passado, quando levou bandeira preta ... porisso não adiantou Rubens chegar em sexto (com louvor, diga-se). Não pontuou. Kimi, na pista em nono, ganhou uma posição e um ponto.
Mas a cena mais engraçada do GP foi a briga de Alonso e Kovalainen. Alonso resistiu o quanto pôde ao ataque da Mc Laren - mais veloz e mais equilibrada que a Renault - até que, a duas voltas do final, levou a ultrapassagem. Na reta, abrindo a última volta, eis que Kovalainen aperta o botão do redutor de velocidade "acidentalmente", a 200 km por hora, e Alonso passa com sua Renault como uma flecha para terminar a corrida em quarto - e honroso - lugar.
Para mim, Fernando Alonso é o melhor piloto em ação. Seu carro ainda é sofrível, mas sua categoria e experiência podem ajudá-lo a superar. Agora, com o fim do controle de tração, o piloto deverá ser cada vez mais "piloto", ter mais braço e inteligência durante a corrida, e isso, Alonso tem de sobra. Só não levou o terceiro título ano passado por causa das trapalhadas da turma do insuportável Ron Dennis.
As equipes continuarão a atrapalhar os pilotos em 2008, com certeza, como fizeram com Barrichello ao chamarem-no para o box quando o Safety Car entrava na pista (deve ter sido o Ross Brown, todo poderoso ex-chefe da Ferrari que planejava as estratégias de Schumacher, agora na Honda), mas os pilotos, alguns bons (Kubica, Glock, Heidfeld, Bourdais), farão a diferença. É acordar cedo para ver.

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