4 de mar de 2013

O Povão e o Pibinho.

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Refestelam-se os opositores do governo com os dados do PIB de 2012. Comemoram, partidos e midia, o baixo crescimento da economia do Brasil no ano que passou. Meros 0,9%.

Por outro lado, estes mesmos personagens não entendem que a atual administração, da petista Dilma Rousseff, goza de índices de popularidade superiores aos de FHC ou Lula, em seu segundo ano de mandato.

O raciocínio é pequeno: tucanos e imprensa fundamentalista julgam a economia pelo PIB, pela inflação, pela taxa de juros. O povão, pensa grande: empregabilidade, aumento real de salário, acesso a bens de consumo e sensação individual de bem estar.

Parece lógico que os índices econômicos reflitam a realidade do país. No caso da Europa do Euro, por exemplo, o caos econômico que se instalou em alguns países - Espanha, Grécia, Irlanda, Portugal - afetou diretamente a vida cotidiana de sua população, sobretudo com os cortes orçamentários que atingiram em cheio os programas sociais. Por isso, a grita é geral por aquelas bandas.

Aqui, ao contrário, diante da crise que teima em arrasar economias desde 2008, os gastos do governo aumentaram! Não houveram cortes das áreas sociais, ao contrário, foram incrementados. O PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - foi remodelado e o Governo Federal passou a investir cada vez mais em infraestrutura, que ainda precisa de muito investimento.

(Antes que qualquer desavisado venha resmungar que o governo gasta demais, é preciso esclarecer que, em 2012, o saldo de reservas para pagamento de juros - o tal superávit primário - ultrapassou e muito a meta fixada. Logo, não houve prejuízos na área financeira e o excedente da arrecadação pôde ser consumido no investimento social).

O resultado inequívoco do acerto é a contínua geração de emprego e renda, o que realmente interessa ao Povão. O fato de saber que parentes e amigos estão ocupados; seu salário cresceu acima da inflação e deu para comprar um carrinho, mesmo que usado, dá a sensação de bem estar que tomou conta da classe média-média emergente.

O PIB, que é a soma de bens e serviços produzidos no ano, foi fraco, é verdade. Mas boa parte da população obteve progresso em sua renda. A razão é, também, óbvia: aqueles que nunca consumiram passaram a consumir. Se medíssemos o PIB apenas da classe média-média para baixo, veríamos um número  bastante superior aos 0,9%.

Em realidade, o alarde com o Pibinho tem apenas um propósito: apontar erros na condução da economia e, por consequência, tirar proveito político do desgaste.
As críticas, fossem sérias e bem intencionadas, nunca poderiam deixar de citar a crise internacional que se sustenta há 5 anos, causando estragos pelo mundo. Há erros do Governo Federal? Claro! Mas os acertos são maiores e o rumo que escolhemos para o Brasil mantém sua rota de geração de emprego com distribuição de renda.

Se o dono do banco reclama da taxa de juros e pede a cabeça do Ministro da Fazenda; se a multinacional reclama dos impostos; se a oposição diz que está tudo errado, é parte do jogo.

O que não podemos é achar que o resultado do PIB é determinante para que a população realize seu direito de ascender socialmente, afinal, houve uma época em que o PIB era magnifico e nem porisso as pessoas viviam melhor.

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Apenas para constar - e para delírio de alguns: o PIB do último trimestre de 2012 foi de 0,6%, o que indica um movimento de recuperação. Espera-se, para 2013, algo entre 4 e 5%.
É pouco, visto que quanto maior o PIB maior pode ser o investimento social. Mas é o caminho disponível.

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