28 de mai de 2011

Quanto vale uma palavra?


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Resposta para a pergunta acima: Depende de quem a pronuncia.

Nos últimos dias o noticiário politico não fala de outra coisa a não ser o "caso Palocci".

Acusam-no de multiplicar seu patrimônio por 20.

Através de vazamento de dados vindos da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, cujo prefeito, Gilberto Kassab, apadrinhado de José Serra, arqui-inimigo do Partido dos Trabalhadores, teria divulgado informações sigilosas à respeito de recolhimento de ISS da empresa Projeto, de propriedade do Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

Deixemos de lado o vazamento. Ilegal, vindo de quem veio, é contumaz.

Não sei qual o tamanho do patrimônio do ex-Presidente Lula, nem interessa. Mas li, repetidas vezes, que ele anda cobrando até 500 mil reais por palestra, além das despesas. Contratado por grandes empresas brasileiras e estrangeiras, muitos querem ouvir o que Lula tem a dizer. Porisso, o valor elevado – até absurdo para o padrão brasileiro.

Mas isso é assunto de quem paga; ninguém tem nada a ver com isso.

Outro ex-Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o nefasto, também é chamado a palestrar. É certo que por valores bem inferiores aos de Lula, talvez por ter menos a dizer ou por suas palavras já serem conhecidas e seus verbos, retóricos.

Vários ex-Ministros da Fazenda do Brasil; ex-Presidentes de Banco Central, até assessores da pasta da Economia são palestrantes recorrentes. E remunerados. É de se compreender o interesse de empresas privadas em ouvir o que eles têm a dizer. Conhecem as entranhas do governo e podem, cada um a seu modo, apontar caminhos e indicar tendências. Se honesto, sem divulgar informações privilegiadas, é plenamente lícito.

Então, qual a razão da enxurrada de acusações que a midia tupiniquim derrama sobre Palocci, uma vez que ele declarou seu faturamento, pagou os impostos devidos e, antes de assumir a Casa Civil, consultou a Comissão de Ética da Presidência da República que recomendou a mudança do objetivo social da empresa Projeto?

Até onde se sabe, num regime democrático lastreado numa Constituição aprovada pelo Congresso Nacional de forma livre e soberana, há que se provar que Palocci cometeu ilícitos, ou nada poderá ser dito. É a presunção de inocência, garantia de nossas liberdades individuais.

Só posso concluir que as acusações inconsistentes que a midia produz contra membros do governo do PT, desde a primeira gestão, tem apenas o foco do ataque. Esta midia não é apenas uma adversária do governo popular de Lula – e agora, Dilma. É inimiga, e usa suas armas baixas para atingir objetivos obscuros e inconfessáveis.

Por exemplo?

Pérsio Arida, ex-Presidente do Banco Central no nefasto período FHC, foi indiciado pela Policia Federal em agosto de 2010, acusado de formação de quadrilha, evasão de divisas e fraude de gestão quando diretor de uma instiuição finaceira, o Opportunity Asset Management.

Qual a variação do patrimônio de Arida? E a de Francisco Lopes, igualmente ex-Presidente do Banco Central, acusado de envolvimento com o ex-banqueiro Salvattore Cacciola? E tantos outros? Por que a midia não foi hostil com eles também?

Uma palavra vale tanto ela possa produzir.

O que não vale, na regra do jogo capitalista, é margear a lei ao acusar baseado em suposições.

Querem derrubar Palocci, Dilma e o Partido dos Trabalhadores? Arranjem argumentos e provas concretas. Caso contrário, a credibilidade dos meios de comunicação corporativos continuarão em curva descendente. Até acabar no esgoto!

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Um comentário:

Fátima disse...

Muçulmano enterra o defunto.
Pq os EUA informaram que fora sepultado no mar?
bin Laden morreu em 2001 segundo outra fonte.