26 de jun. de 2011

CRÔNICA DA TRAIÇÃO NA FAVELA

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 Diz que Seu Fernando andou se engraçando com Dona Miriam no tempo em que ele ainda nem era secretário da Associação de Moradores do Morro da Realeza, no subúrbio. Era bastante conhecido, na época, bem casado e pai zeloso de três filhos. Um exemplo de bom marido na comunidade.

Ao se ver embuchada, Dona Miriam correu para o patrão. Pediu ajuda, ameaçou. Seu Roberto, dono do jornal do bairro, se enfureceu. Ele não queria que ela abrisse o bico; devia favores a Seu Fernando e chamou Dona Miriam para um conversório no particular. O encontro foi no barraco de Seu Itamar, presidente da Associação.

Vizinhança ouviu gritos e xingamentos, depois, o choro de uma mulher. Lá pelas tantas, Dona Miriam foi vista saindo do barraco com uma pequena mala, pouca coisa. Nunca mais apareceu por aquelas bandas, foi embora sem nem levar o jogo de sofá que havia acabo de comprar à prazo.

Seu Fernando ligou para compadre Roberto, que atendeu em sua pequena sala, ao lado da pilha de papel jornal. Espaço apertado, não podia falar como queria. Havia mais gente na redação e estavam fechando a edição semanal.

- Fica calmo, tudo vai dar certo. Daqui não sai nada. Cuida pra teu povo se calar também.

Recado dado. Seu Fernando sentiu alívio. Podia confiar. Desceu o morro e foi beber com os amigos. Ficaram no pagode até de manhã, quando a luz do sol bateu no beco de entrada da favela. Seu Fernando subiu para casa.

No cômodo das crianças, entrou em silêncio. Passou a mão no cabelo de Bia e de Lu, suas filhas, que dividiam o mesmo colchão; parou para olhar o rosto de Paulo Henrique, seu filho, que dormia profundamente no colchonete, no chão. Por um instante, quase chorou. Conteve a lágrima e saiu sem fazer barulho.
 
- Já acordada, Rutinha? Vê se dorme, mulher. – disse para a esposa que abria os olhos.
- Vou levantar. Tenho roupa pra lavar! – ela respondeu, bocejando.

Depois de ter sido secretário de Seu Itamar, Fernando acabou conquistando a cadeira de Presidente da Associação. Foi uma festa grande, com muita cerveja, muitos amigos, muita badalação; ele sempre soube que teria esse cargo, fazia por merecer. Tinha trazido luz elétrica para o Morro da Realeza através de um amigo vereador. Seu Roberto ajudou muito fazendo propaganda em seu jornal.

Assim foi que Seu Fernando ficou famoso. Até reformou o barraco que vivia e mandou os filhos estudarem em colégio do centro da cidade. Rutinha, que não gostava de aparecer, era quem preparava os discursos do marido quando ele, lá do alto do Morro, falava para a comunidade.

O tempo foi passando.
De vez em quando, um recado do compadre Roberto o deixava nervoso. Era sempre a mesma coisa. Dizia que o açougue e a lavadeira cancelaram a propaganda no jornal do bairro, que estava passando necessidade e mal dava pra pagar o papel e a tinta. Lá ia Seu Fernando mandar algum anúncio da Associação, nem que fosse apenas para dizer que no dia da Padroeira do Morro da Realeza a Associação faria uma macarronada coletiva para todos os moradores. Ficava incomodado com a situação, mas sempre cedia.

Uma noite, poucos dias antes de morrer, seu Roberto quis que seu compadre conhecesse o filho de Dona Miriam. Foram de ônibus por mais de 200 km até chegar num vilarejo onde Dona Miriam vivia. Era um casebre simples, mas não faltava nada nem a ela, nem a Tomás, o filho deles.

Depois da morte de Rutinha, Seu Fernando se entristeceu. Já não era mais tão importante na comunidade; seus filhos estavam crescidos e seus amigos, muitos deles, o haviam esquecido. A comunidade do Morro da Realeza, agora, vivia tempos de mais prosperidade; o novo presidente trouxera água e asfalto; até um posto de saúde havia sido construído por lá. Seu Fernando sentia-se velho e abandonado; pouca gente costuma ficar no alto do Morro para ouvir seus discursos.

Foi atrás de Tomás quando o garoto se formou no colégio. Dona Miriam ficou feliz. Decidiu assumir o menino; queria, de novo, ser chamado de papai. Contou para todo mundo da favela que tinha um filho. Disse que não tinha contado antes para não magoar Rutinha. Já não fazia muita diferença na comunidade o que ele tinha a dizer.


Os filhos de Seu Fernando não gostaram da notícia. A casa de três cômodos que eles moravam teria mais um dono. A TV de 32 polegadas e a geladeira duplex era só deles.

Ameaçaram ir ao programa do Ratinho pedir exame de DNA. Seu Fernando não gostou. Seus poucos amigos deram conselhos; era melhor fazer o tal exame para que Dona Miriam não ficasse mal vista. Ele concordou. Foi ao posto de saúde. Marcaram para apanhar o resultado em quinze dias.

Chovia na tarde em que Seu Fernando sentou na parte mais alta do morro. De lá, podia ver o tamanho da comunidade e a quantidade de novos barracos que chegaram com o progresso. A cobertura sobre sua cabeça deixava gotas de água molharem seu parco cabelo. Ele lembrou de Rutinha e dos discursos que ela escrevia quando ele subia para falar para seu povo. Era um tempo bom, quando seus amigos o admiravam e ele era querido.

Rasgou o envelope que acabara de buscar no posto de saúde. De dentro, retirou um papel. Havia muita coisa escrita; esfregou os olhos e colocou os óculos para começar a ler. A chuva quase molhou o papel, mas ele se inclinou para apanhar a luz que vinha do poste acima dele e desviou da água. Sentiu um nó na garganta e vontade de chorar. O papel dizia que Tomás não era seu filho.

Levantou dali e, silenciosamente, a passos lentos, foi descendo os degraus que o levariam para casa. Precisava beber aquela cachaça que estava escondida na penteadeira.

Ouviu um grito vindo da casa de Dona Joana, a faxineira do Posto de Saúde. Virou-se para olhar e viu a boca desdentada dela, que sorria, e dizia sem bem alto e sem parar:

- Olha o corno, gente, olha o corno ali!

Todo mundo na comunidade riu dele. A cada degrau que descia, mais vozes repetiam o que Dona Joana acabara de dizer. Velhos e crianças que ali estavam também riam dele, apontavam o dedo enquanto ele passava. Até que ele entrou em seu barraco de três cômodos e bateu a porta.

Seu Fernando precisava ficar só.

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18 de jun. de 2011

A desonestidade de parte da elite intelectual.

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 A QUEM PERTENCE A DEMOCRACIA

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A julgar pelos comentários de alguns personagens da ciência política, o dono da DEMOCRACIA é o ex-presidente FHC, o nefasto!

Instalados à direita, certos pensadores parecem ter perdido a memória. A recente História do Brasil produziu, nos últimos 30 anos, momentos conturbados na vida política. Entretanto, os nomes citados abaixo querem nos fazer acreditar que seu guru máximo foi um estadista.

José Arthur Gianotti disse que FHC deixou um legado indiscutível.
José Augusto Guilhon de Albuquerque disse que FHC trouxe para a política a elite intelectual.
Celso Roma disse que as críticas ao governo FHC são retórica.
Marco Antonio Villa disse que FHC produziu um legado que só está sendo redescoberto agora.
Leôncio Martins Rodrigues disse que FHC conseguia aglutinar e organizar os colegas e, ainda, que fez uma coisa extraordinária ao dar posse a Lula, seu grande rival político.
José Álvaro Moysés disse que FHC é responsável pela recuperação da dignidade da política na forma aberta e tolerante com adversários.

Enfim, entre os amigos sociólogos, historiadores e cientistas políticos, a afirmação é de que FHC, o nefasto, criou a moeda forte (Plano Real) e a Democracia.

Vamos lá, cavalheiros da elite intelectual brasileira. Vamos à biblioteca reler um pouco da História do Brasil pós ditadura. Procurem pelas DIRETAS JÁ e encontrarão centenas de nomes que organizaram um dos maiores movimentos populares do século XX. Ulysses Guimarães, o símbolo das diretas, talvez tenha sido o ícone da luta para instalação de eleições livres. Entre eles, Dante de Oliveira, Tancredo Neves, Orestes Quércia, Luis Inácio Lula da Silva, Mario Covas, Franco Montoro, Miguel Arraes, Leonel Brizola, Eduardo Suplicy, José Genoino ... e tantos outros que nunca se disseram donos da Democracia.

Aliás, o nefasto FHC é uma das figuras mais apagadas do movimento contra a ditadura militar. No pior momento dos anos de chumbo, ele esteve exilado no Chile e na França, onde mergulhou na vida acadêmica. Saiu dos bastidores apenas em 1978, quando o General João Batista Figueiredo estava no poder e iniciava o processo de abertura política.

Continuem a busca, nobres representantes da elite intelectual comprometida com o atraso. Leiam como FHC foi eleito Senador nas costas de Mário Covas e passem a ler sobre o período em que o nefasto, presidiu o Brasil. Para facilitar-lhes o trabalho, foi de 1995 a 2002.

Teve como vice a figura de Marco Maciel – Governador biônico de Pernambuco, presidente da Câmara dos Deputados no período do General Ernesto Geisel, presidente da Petrobras no governo do General Emilio Médici, Ministro da Cultura e Chefe da Casa Civil de José Sarney.

Em seu primeiro mandato, foi aliado de Antonio Carlos Magalhães, José Sarney – que hoje é apontado pelos tucanos com corrupto, ao estar do lado do PT – Luiz Otávio, José Roberto Arruda, Jorge Bornhausen, Agripino Maia, Ronaldo Caiado, e tantos outros pouco amantes da Democracia.

Caso não lembrem, foi o nefasto FHC quem criou a emenda para sua reeleição, sob acusação de compra de votos; foi quem inventou o PROER – programa de ajuda financeira a bancos; quem superdesvalorizou a moeda logo após assumir o segundo mandato; quem trouxe para o governo parte da intelectualidade mas deixou de fora os movimentos sindicais e sociais; quem foi acusado pelo jornal alemão Der Spiegel de receber 200 milhões de dólares de propina para a concessão da Usina Hidrelétrica de Itá ... quem arquivou dezenas de pedidos de abertura de CPI por corrupção em seu governo.

Lembram-se do dia 26 de Agosto de 1999, data conhecida como a MARCHA DOS CEM MIL? A manifestação de milhares de pessoas em Brasília protestando contra a corrupção que uniu todos os partidos de esquerda e Sindicatos?

Podem elogiar FHC por sua produção literária.
Mas é desonesto colocá-lo na lista de democratas só por ter passado a faixa presidencial ao vencedor das eleições de 2002, Luis Inácio Lula da Silva, ou por ter mantido a estabilidade econômica do Brasil. Todos nós sabemos o custo da manutenção do Real como moeda estável; conhecemos os caminhos neoliberais escolhidos pela turma do Consenso de Washington; a Nação brasileira foi terrivelmente prejudicada pelas privatizações irresponsáveis planejadas e executadas pelos amiguinhos de FHC e a sangria deliberada do patrimônio brasileiro resultado desta farra desmedida.

O hoje octagenário e nefasto FHC já tem seu lugar reservado na História do Brasil. Ao lado dos menos democratas, na galeria dos medíocres que mantiveram o país no atraso social.

Felizmente, esta era já acabou!

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15 de jun. de 2011

RISCO BRASIL EM QUEDA LIVRE.

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O Ministro da Economia, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira que a taxa de risco do Brasil é menor que a dos Estados Unidos. Pela primeira vez!

Investidores estrangeiros avaliam o risco à partir do CDS  Credit Defalut Swaps – uma espécie de seguro contra o risco de devedores não pagarem suas dívidas. O CDS brasileiro fechou 2010 em 41,2 pontos, enquanto norteamericano, em 49,7.

No capitalismo, o risco do investimento é a alma do negócio. Quanto menor, mais rentável é o retorno. O desempenho e a administração de nossa economia, nos últimos anos, tem mostrado a capacidade deste governo de manter nossas contas equilibradas, proporcionando crescimento econômico e confiabilidade.

Não é à toa que nossa economia segue crescendo, apesar dos problemas vindos de fora. As crises na Europa parecem afetar muito pouco nosso país; o projeto de inclusão interna, trazendo para o mercado consumidor milhões de brasileiros, marca do governo Lula do PT, mostra que a escolha está correta.

O “segredo” da distribuição de renda e geração de emprego está fortalecendo o Brasil. A Presidenta Dilma Rousseff, atenta à sociedade, mantém e amplia os projetos do governo anterior, na linha do crescimento interno. Apesar do mau agouro da turminha do contra – imprensa aliada à direita conservadora.

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10 de jun. de 2011

Sobre Cesare BATTISTI.

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A DERROTA DA MIDIA
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Se, na postagem abaixo, à respeito de Antonio Palocci, a midia brasileira comemorou vitória, desta vez esta mesma imprensa chora uma derrota.

Grande parte do jornalismo brasileiro comprometido com o atraso atacou a decisão do Supremo Tribunal Federal, que libertou o ativista italiano Cesare Battisti. As considerações dos Ministros que votaram à favor da liberdade, e venceram pelo placar de 6X3, foram claras: o governo italiano não pode interferir na alta corte para rever uma determinação do Presidente da República.

Parece bastante óbvio. Como bem explanou o Ministro Joaquim Barbosa, apreciar o pedido de anulação do decreto presidencial seria como, numa comparação com o asilo concedido pela Embaixada Brasileira em Honduras, quando do golpe militar daquele país, ao Presidente deposto, Manuel Zelaya, que algum país latinoamericano entrasse com pedido de revisão do asilo junto ao STF, na esperança de impugnar a medida.


Ficou claro, portanto, que a soberania do governo brasileiro deve ser respeitada. Seja pela Itália, Honduras, ou qualquer país que decida se intrometer em nossos assuntos internos. O STF, em vista da decisão por maioria, expediu o mandato de soltura de Battisti, que ganhou a liberdade logo após o encerramento da sessão.

O lado cômico da história foi a repercussão que a midia derrotada deu ao resultado.

Continuam a tratá-lo como terrorista e demostram um rancor incabível, mesmo diante da decisão da alta corte. Pode se esperar que continuem os ataques ao ativista que, mesmo em liberdade, deve continuar a ser perseguido.

Este blogueiro sujo teve a oportunidade de assistir, ao vivo, trechos do julgamento através da TV Justiça. Vi e ouvi as considerações dos advogados de defesa, que pareceram bastante convincentes em seus argumentos. Vi e ouvi a exposição do ministro Gilmar Mendes e, também, de Cesar Peluso (não acompanhei Elen Grace), e seus olhares fulminantes aos demais colegas demonstravam a iminente derrota de suas posições. Tanto Mendes quanto Peluso, cada um a sua vez, discorreram sobre a necessidade de o Presidente da República ter seus atos julgados - o que é prerrogativa do Judiciário - mas não levaram em conta o pedido feito por nação estrangeira, o que é completamente diferente.

Fica, aqui, o registro do histórico momento da libertação de Cesare Battisti pelo STF.

Uma vitória da democracia e dos direitos individuais. Há que se reconhecer a atitude dos 6 Ministros que votaram à favor da verdade.

Apesar da midia.

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7 de jun. de 2011

Sobre Antonio PALOCCI.

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A VITÓRIA DA MIDIA

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Bombardeio diário em todos os jornais e TVs ligadas à direita.

O alvo: um possivel candidato ao governo do estado de São Paulo em 2014 e, posteriormente, ao cargo de Presidente da República em 2018.

Antonio Palocci já foi vítima desta armação midiática no primeiro mandato de Lula. Foi derrubado por ter supostamente quebrado o sigilo bancário de um caseiro. Agora, através da quebra de seu sigilo fiscal – provavelmente feito pela Prefeitura de São Paulo, cujos dados sobre seu faturamento geraram Imposto Sobre Serviços (ISS) - cai outra vez.

O erro de Palocci está em ceder à pressão da parte da imprensa comprometida com o projeto neoliberal que manteve o Brasil no atraso. Renuncia ao cargo de Chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff por não suportar as acusações.

De certa forma, assume o crime. É como se estivesse confessando ter praticado malfeitos.

De nada adiantou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ter arquivado todos os pedidos de abertura de processo contra o Ministro da Casa Civil, alegando falta de provas, falta de indícios concretos da prática de crime.

Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio prestando, segundo ele próprio disse, consultoria privada. Não há qualquer relação de seus ganhos com o dinheiro público; empresas pagaram por seu trabalho e ele declarou seus ganhos e recolheu os impostos. Onde está o crime? Onde está a falta de ética?

Palocci mostrou-se fraco! Deveria ter resistido e assumido o bombardeio. A desculpa que sua permanência enfraqueceria a Presidenta Dilma não serve; ela se enfraquece ao ter que mudar seu quadro de colaboradores antes de seis meses de mandato, e permite que se cole na imagem de seu Ministro a fama de corrupto.

Parte do Partido dos Trabalhadores colocou-se à favor da demissão de Palocci. Entre outros, deputados da bancada paulista do PT divulgaram posições contrárias à permanência do Ministro no governo federal.

Medo de competição em 2014?

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6 de jun. de 2011

CQC EM PÂNICO - humorismo covarde.

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O texto abaixo é de autoria de Ruy Castro, publicado no blog de Marcelo Tas como comentário.
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Eu me encontrei por acaso com Marcelo Tas semanas após a badalada estreia do CQC, há uns três anos. Na despedida, brinquei: diante do sucesso, cuidado para não entrar em pânico. Ele não gostou da piada.
Talvez porque ele fosse o alvo da brincadeira, talvez por não gostar da ironia alheia. Tanto faz, é a mesma coisa. O fato é que o trocadilho era bom. E se mostrou muito pertinente.

Logo de cara, não me deixei levar pelo entusiasmo dos que viam no programa da Band um exemplo de juventude e inteligência a serviço do humor e do jornalismo.

Primeiro, porque nem as duas primeiras nem os dois últimos costumam se misturar. Segundo, porque nada disso prospera na TV. Foi questão de tempo para que a máscara caísse.
Não a máscara de palhaço, porque esse nobre papel a notória vaidade dos integrantes do programa jamais permitiria assumir. Eles não estão lá para divertir ninguém, mas para se divertirem. Custe o que custar.
Parafraseando Ferreira Gullar, o humorismo não foi feito para humilhar ninguém. Eu, particularmente, não vejo graça em pessoas serem expostas ao ridículo. Fico indignado, apenas.

E o CQC repete esse truque à exaustão. É sempre a mesma piada, com os mesmos personagens, semana após semana. Um porre, portanto. Há quem viva bêbado, e os que gostem de se sentir assim, bem sei. Ainda mais se as vítimas dessa embriaguez forem pessoas poderosas. Já que políticos nos ferram tanto, eles que se ferrem também. Poderia até ser, mas não é o caso.

Seria, se esses paladinos do humor brasileiro realmente enfrentassem os corruptos, os demagogos e os canalhas. Mas não. Tirando raríssimas exceções, quem vai para o cadafalso são insignificantes figuras do terceiro escalão das mazelas deste país.

Funcionários públicos de carreira, prefeitos de cidadezinhas, assessores e aspones, sub-celebridades que merecem mais piedade que desprezo. É essa a fauna que alimenta o apetite do programa em parecer inovador e corajoso.

Lamento, mas acho que o humorismo que eles fazem é covarde. E o jornalismo é de tocaia. Induções a erro, armadilhas. Caçadores de cabeça, quase mercenários.

Sintomática é a profusão de merchandisings. Todos muito bem feitos, criativos, dinâmicos. Diria até que é o que há de mais ousado. Talvez saibam fazer dinheiro mais do que provocar risadas.
Ok, normal. Hoje em dia, todo mundo quer ganhar uns trocados. Milhões de trocados, de preferência. Ainda mais tirando uma da cara dos outros.

A edição, não há dúvidas, é o que dá sustentação ao programa. Moderna, ágil, esperta. Aqueles narizes de Pinóquio, as bochechas vermelhas, as marteladas na cabeça, quase sempre são esses efeitos gráficos que nos levam a esboçar algum sorriso.

Mas esses recursos de pastelão são também essencialmente desonestos. O entrevistado não tem como se defender. Pode estar falando algo digno, mas que sucumbirá a uma torta na cara. E as piadas, convenhamos, são tristes. Alguns exemplos:

“Será que o Lula, como pai solteiro do PAC, vai molhar a chupetinha numa pinga pra relaxar a criança?”
“É aqui a reunião da máfia? “, perguntam a um parlamentar, na porta da festa de aniversário de José Dirceu, que “deu o primeiro pedaço de seu bolo de aniversário a Belzebu.”
“Cid Moreira é um dinossauro vivo da TV brasileira.”
“Ronaldo Ésper incendeia a rosca”.
Ao vivo, o jogador santista Paulo Henrique Ganso não confirma sua ida ao Corinthians antes da transferência para a Europa. Um dos moços da bancada diz, soberano:
“É como se falassem para o príncipe William: Tudo bem, você pode casar com a gostosa da Kate, mas primeiro tem que dormir seis meses com a Regina Casé”. Não é hilariante chamar uma mulher de feia?
Numa festa, o “repórter” fica esculachando anônimos alcoolizados. Quando chega a Andrea Beltrão, lambe a atriz como se fosse um fã. Diante do ator Paulo Cesar Pereio, fica miudinho. Quanta rebeldia, né?
Não é justo esquecer as pérolas que Danilo Gentili e Rafinha Bastos desovaram em seus respectivos twitteres. São perversidades antológicas:
“Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que chegaram perto de um metrô, foram parar em Auschwitz”.
“Aê, órfãos! Dia triste hoje, heim?”, em pleno Dia das Mães.

Sem comentários. Eu não consigo rir de nenhuma dessas maldades. Para mim, isso tudo simplesmente não é engraçado. É mau gosto, grosseria, apelação ou deselegância. Apenas.

Não é o caso de fazer patrulha contra esse anedotário chinfrim. Se alguém quer sintonizar na deles, bom proveito. Deve haver quem goste, com certeza.

Mas já deu tempo de colocar algumas coisas em seus devidos lugares. O CQC é um programa reacionário, despolitizante, preconceituoso, repleto de piadinhas infantis.

Não por acaso, deu voz ao extremismo de Jair Bolsonaro, quando foi distorcida uma de suas respostas. Conseguiu insultar até Renan Calheiros (ao compará-lo canhestramente a Fernandinho Beira-Mar). Aposta na incivilidade. Criou monstrinhos que saem por aí fazendo molecagens.
Não é verdade que se pode fazer humor a qualquer preço, custe o que custar. O próprio lema já é de dar calafrios. E não é nem um pouco engraçado.
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Diz tudo. A nós, audiência, resta mudar de canal.
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Só para deixar registrado: hoje, este blogueiro sujo deixou duas mensagens no blog do Tas, ambas assuntando se ele seria homem de postar sobre a Slut Walk - Marcha das Vadias -, ocorrido semana passada em frente ao teatro onde Rafinha Bastos se apresenta, em São Paulo.

Meus dois comentários foram censurados, até este momento.
É bão quando é no dos outros ...
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28 de mai. de 2011

Quanto vale uma palavra?


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Resposta para a pergunta acima: Depende de quem a pronuncia.

Nos últimos dias o noticiário politico não fala de outra coisa a não ser o "caso Palocci".

Acusam-no de multiplicar seu patrimônio por 20.

Através de vazamento de dados vindos da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, cujo prefeito, Gilberto Kassab, apadrinhado de José Serra, arqui-inimigo do Partido dos Trabalhadores, teria divulgado informações sigilosas à respeito de recolhimento de ISS da empresa Projeto, de propriedade do Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

Deixemos de lado o vazamento. Ilegal, vindo de quem veio, é contumaz.

Não sei qual o tamanho do patrimônio do ex-Presidente Lula, nem interessa. Mas li, repetidas vezes, que ele anda cobrando até 500 mil reais por palestra, além das despesas. Contratado por grandes empresas brasileiras e estrangeiras, muitos querem ouvir o que Lula tem a dizer. Porisso, o valor elevado – até absurdo para o padrão brasileiro.

Mas isso é assunto de quem paga; ninguém tem nada a ver com isso.

Outro ex-Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o nefasto, também é chamado a palestrar. É certo que por valores bem inferiores aos de Lula, talvez por ter menos a dizer ou por suas palavras já serem conhecidas e seus verbos, retóricos.

Vários ex-Ministros da Fazenda do Brasil; ex-Presidentes de Banco Central, até assessores da pasta da Economia são palestrantes recorrentes. E remunerados. É de se compreender o interesse de empresas privadas em ouvir o que eles têm a dizer. Conhecem as entranhas do governo e podem, cada um a seu modo, apontar caminhos e indicar tendências. Se honesto, sem divulgar informações privilegiadas, é plenamente lícito.

Então, qual a razão da enxurrada de acusações que a midia tupiniquim derrama sobre Palocci, uma vez que ele declarou seu faturamento, pagou os impostos devidos e, antes de assumir a Casa Civil, consultou a Comissão de Ética da Presidência da República que recomendou a mudança do objetivo social da empresa Projeto?

Até onde se sabe, num regime democrático lastreado numa Constituição aprovada pelo Congresso Nacional de forma livre e soberana, há que se provar que Palocci cometeu ilícitos, ou nada poderá ser dito. É a presunção de inocência, garantia de nossas liberdades individuais.

Só posso concluir que as acusações inconsistentes que a midia produz contra membros do governo do PT, desde a primeira gestão, tem apenas o foco do ataque. Esta midia não é apenas uma adversária do governo popular de Lula – e agora, Dilma. É inimiga, e usa suas armas baixas para atingir objetivos obscuros e inconfessáveis.

Por exemplo?

Pérsio Arida, ex-Presidente do Banco Central no nefasto período FHC, foi indiciado pela Policia Federal em agosto de 2010, acusado de formação de quadrilha, evasão de divisas e fraude de gestão quando diretor de uma instiuição finaceira, o Opportunity Asset Management.

Qual a variação do patrimônio de Arida? E a de Francisco Lopes, igualmente ex-Presidente do Banco Central, acusado de envolvimento com o ex-banqueiro Salvattore Cacciola? E tantos outros? Por que a midia não foi hostil com eles também?

Uma palavra vale tanto ela possa produzir.

O que não vale, na regra do jogo capitalista, é margear a lei ao acusar baseado em suposições.

Querem derrubar Palocci, Dilma e o Partido dos Trabalhadores? Arranjem argumentos e provas concretas. Caso contrário, a credibilidade dos meios de comunicação corporativos continuarão em curva descendente. Até acabar no esgoto!

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11 de mai. de 2011

A TUCANAGEM TUCANOU!

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Avenida Angélica esquina com Rua Sergipe. Endereço nobre da capital de São Paulo.

Bairro rico chamado de Higienópolis - de higiene? - onde vive gente VIP.

O governo do estado idealizou uma estação da linha 6  - laranja - do metrô no local, provavelmente para atender os trabalhadores domésticos da região. Empregadas, porteiros de prédio, faxineiros, enfim, gente que não usa carro para seu deslocamento.

Mas a gente VIP do bairro fez pressão. O governador Geraldo, tucano, cedeu.

A Associação Defenda Higienópolis não gostou da idéia de movimentação de "gente diferenciada" pelas redondezas, alegando que o entorno se transformaria em camelódromo ...

O projeto inicial apontava grande demanda de passageiros no local, porisso a configuração da estação original prevista para a Avenida Angélica. Depois do abaixo assinado com 3500 assinaturas do "povo higiênico", mudaram o projeto para a Praça Charles Muller. Em frente ao Estádio do Pacaembu.

Não é a primeira vez que Geraldo tucanou.
Em 2005, ele mesmo mandou arquivar o projeto de construção da estação 3 Poderes da linha 4 - amarela - no bairro do Morumbi, também por pressão dos cheirosinhos.

Tucanagem corre solta, tucanando sem qualquer indicio de vergonha na cara!

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10 de mai. de 2011

Campeonato da ignorância.


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Quem é pior: árabe ou judeu?

O bom e velho manual da propaganda ocidental sempre tratou de demonizar o oriente médio muçulmano, apontando o dedo para o fundamentalismo religioso da gente que usa turbante e véu.

Costumeiramente chamados de XIITAS, aqueles que professam o islamismo tem cara e jeito de terrorista. Pelo menos, é assim que a imprensa ocidental trata de rotulá-los.

Mas, qual a diferença entre o fundamentalismo árabe ou judeu?

A resposta é bem simples: nenhuma! Ambos são atores do mesmo circo e se comportam do modo o mais atrasado possivel. Falo dos ultra-ortodoxos, os seguidores da parte mais reacionária do islamismo e do judaismo.

A prova está na imagem abaixo. Repare bem na foto colorida, feita na Casa Branca durante a ação de ataque ao local onde estava Osama bin Laden. Note que há duas mulheres na sala; uma delas, a Secretária de Estado Hillary Clinton, e uma outra mulher, atrás, de estatura menor que os homens a seu lado.

Depois, veja a reprodução desta mesma foto no jornal "Der Tzitung", editado pela comunidade hassidica de Nova York.



Encontrou a diferença? Pois é. Na publicação do jornal judaico as mulheres desapareceram!

A explicação da editoria é que o jornal não publica imagens de mulheres. Porisso, photoshoparam a imagem original.

De acordo ao que publicou o britânico The Guardian, os hassidim, como são conhecidos os ultra-ortodoxos judeus, "acreditam que as mulheres devem ser apreciadas pelo que fazem, não por sua aparência, e que as leis judaicas da modéstia são uma expressão de respeito às mulheres, e não o contrário".

Der Tzitung pediu desculpas formais à Casa Branca por ter manipulado a imagem sem autorização.

Que cara de pau! Que atraso moral! Que pobreza intelectual!

Em pleno século XXI, de posse de um software de edição capaz de alterar imagens e de um computador moderno, no coração da cidade de Nova York, um bando de ignorantes judeus se dispõem a perpetuar o machismo entre sua gente.

Lamentável. Imbecil e odioso em toda sua forma!

Fica a dúvida sobre quem será o vencedor do CAMPEONATO DA IGNORÂNCIA. A partida está empatada; de um lado, os radicais árabes que obrigam suas mulheres a usar burka. De outro, os radicais judeus que editam imagens para esconder mulheres da vista dos homens.

Só que a imprensa ocidental não dá importância quando se trata de Israel. Mas no mundo árabe...

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2 de mai. de 2011

Osama bin Laden vive! Os ícones não morrem.


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As batalhas do Século XXI e a guerra que nunca termina.
O vencedor sempre teve a prerrogativa de escrever a história. A seu modo; com as verdades que lhe convinha.

Neste século, entretanto, não há vencedores. As guerras não são mais como antigamente quando o ganhador subjugava o derrotado, tomava suas terras e riquezas, escravizava o perdedor. As guerras de hoje nunca terminam.

O grande produtor de guerras do presente, os Estados Unidos da América, está metido em diversas frentes de batalhas: Iraque, Afeganistão, Paquistão e também dentro de seu próprio território, em plena Fifth Avenue ou no subterrâneo de uma estação de metrô no Brooklin.

A "guerra contra o terrorismo", como definiu George Walker Bush, é contra um inimigo invisível e invencível; de nada serve o aparato militar norteamericano contra um único homem embrulhado em bananas de dinamite. O estrago que este homem-bomba produz é infinitamente superior aos bombardeios de caças supersônicos americanos, do ponto de vista custo-benefício. É trágico, mas é real.

Porisso a guerra do Século XXI não tem fim. Não há inimigos militares e todos são inimigos, desde que usem turbante ou leiam o alcorão – livro sagrado dos muçulmanos. Porisso nunca haverá vencedores, mas só vitimas civis e inocentes. Na contabilidade ocidental, mata-se um suposto terrorista e surgem três. Ou quatro. Ou cinco. Ou?

O atentado contra o local onde se escondia Osama bin Laden foi bombardeado cirurgicamente pelas forças dos EUA no Paquistão. O Presidente Barack Obama mostra a cara em cadeia de TV para comunicar o assassinato do lider da Al Qaeda. Com um sorriso contido, Obama anunciou a morte como se pudesse erguer a bandeira da vitória. Uma vitória que não aconteceu. Nem acontecerá.



O bilionário saudita Osama bin Laden pode ter morrido no mundo ocidental -cristão, mas permanecerá vivo no oriente médio-muçulmano. Já em Setembro de 2001, bin Laden tornara-se ícone da luta contra o imperialismo, e um ícone não morre.

Pergunto ao leitor deste blog se é capaz de imaginar quantos jovens muçulmanos, neste exato instante, sentem-se covardemente atingidos pela morte de bin Laden. E quantos deles serão capazes de tomar armas e atacar alvos ocidentais. Dezenas? Milhares?

Nesta guerra, cada lado tem a autoridade para escrever a história do jeito que lhe convém. Cada frase para descever uma batalha pode tomar a tendência que quiser; ambos os lados são perdedores, cada um na sua proporção de culpa. O alvo não pára de se mover. E de se multiplicar. Não há dinheiro capaz de encerrar esta guerra.


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30 de abr. de 2011

AS NOVAS CLASSES C, B e A.


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Depois de postar o texto de Verissimo, aí abaixo, com a piada da destruição da pirâmide social brasileira, tradicional monumento do conservadorismo tupiniquim, faço uma reflexão sobre as possiveis consequências que a criação de uma classe média mais forte trará no campo da politica, através da economia.



Começo pela classe A. Apoiada no crescimento robusto do Brasil nos últimos anos e diante da possibilidade de continuar crescendo forte. É cedo, ainda, para defini-la como nova classe, pois a ela ascenderam jovens empreendedores que não herdaram empresas familiares, mas criaram e desenvolveram meios de acumular capital pelo próprio esforço. Juntaram-se às familias tradicionais que já eram integrantes do topo da pirâmide. Há que esperar para ver resultados.



Não me refiro aos novos ricos ou àqueles que, por um lance de felicidade ou por alguma habilidade qualquer, tornaram-se milionários da noite para o dia. Uma grande quantidade de pequenos empreendedores, de familias de classe B ou C, com estudo universitário e muita disposição – aliada à capacidade – ganharam dinheiro através do trabalho. São importadores, agentes do mercado financeiro, empresários do ramo de diversões e turismo; consultores, comerciantes, construtores, enfim, uma série de indivíduos que enxergaram as portas se abrindo e, com competência, as atravessaram. Viram o risco diminuir com o crescimento do Brasil, e fizeram as apostas certas.



A classe B, a intermediária que se equilibra na onda positiva da economia e que viu alguns de seus sonhos realizados, igualmente inflou. Cidadãos que optaram por carreiras acadêmicas tradicionais – direito, engenharia, medicina, etc – muito provavelmente pelo esforço de seus familiares; funcionários públicos, profissionais autônomos e liberais, pequenos empresários, etc. Estudaram em escolas privadas de nivel médio e não passaram pelas mesmas dificuldades que seus pais para ingressar no mercado de trabalho. Um contingente imenso de pessoas que retirou do crescimento econômico sua sobrevivência, seu carro zero quilômetro de luxo, sua primeira viagem ao exterior.



Finalmente, a tão alardeada classe C, a massa de filhos de operários sem qualificação que ingressou no mercado consumidor. Não deve ser preciso defini-la , pois é o tema que mais se discute no Brasil pós-Lula; um dos resultados concretos mais positivos do projeto do Partido dos Trabalhadores: distruibuição de renda e emprego.



É evidente que o movimento inter-social, para cima, torna-se mais vigoroso quando as oportunidades são expostas. O crescimento econômico dos últimos anos foi capaz de levar renda a lugares antes esquecidos; nota-se claramente que as regiões Norte e Nordeste acabam sendo as mais favorecidas, visto que sempre foram relegadas ao esquecimento proposital dos governos anteriores; é onde havia maior necessidade de retirar da pobreza milhões de pessoas. Claro, ainda há muito a fazer para trazer à civilidade parcela da população. O ritmo deverá ser cada vez mais acelerado, pois a cada dia surgem novos empreendimentos e empresas que buscam mão de obra. É o que se chama, em economia, de círculo virtuoso.





Do ponto de vista meramente econômico, é preciso que o Brasil – e nossos parceiros comerciais – siga crescendo acima da média do resto do mundo capitalista. É o que se avizinha que dirá o quanto é forte nossa economia; ao mirar o mercado interno para crescer, o Brasil acertou, da mesma forma que, ao reduzir a dependência do capital externo (assim como fez a China, a India e a África do Sul. A Russia ainda é uma incógnita, mas demonstra vontade). Hoje, o Ministro da Economia impõe restrições à entrada de moeda estrangeira, sobretaxando aquilo que implorávamos, ajoelhados, num passado recente.



As altas reservas em moeda estrangeira nos coloca numa posição mais que confortável. Nossa politica desenvolvimentista nos dá credibilidade, junto à estabilidade politica, para dizer claramente quem queremos como parceiro. Em pouco mais de cem dias de governo, a Presidenta Dilma Rousseff visitou a Argentina e a China num claro sinal do que acabo de dizer.



Mas, se sob a ótica econômica estamos no rumo certo, e do ponto de vista politico, o que é que se pode prever?



Volto à classe C.



Sem dúvida, está se tornando o fator mais importante politicamente. Estabilizada e consumindo, essa fatia da população já é a maioria e é nela que devem se concentrar os agentes politicos daqui em diante.



Em recente entrevista, o ex-Presidente FHC, o nefasto, lembrou que as oposições devem adaptar seus discursos para esta nova classe, que serão eles os responsáveis pela eleição deste ou aquele candidato. Ele tem razão.



A inclusão no mercado consumidor já ocorreu. Agora, a classe C está à beira de começar a exigir mais. Com a prerrogativa que lhes compete, por representar o Brasil do presente, começam a dizer o que esperam de seus governantes.



O fenômeno das comunicações, sobretudo a internet, será o grande formador de opinião. Já está sendo. Se não, como explicar que a Presidenta Dilma Rousseff alcançou os niveis de aprovação mais altos da história recente, se, há pouco mais de cinco meses 44 milhões de pessoas votaram no candidato da oposição? 


Parece nitido que, apesar de votarem pela descontinuidade, estes eleitores que preferiram José Serra aderem ao governo do PT de forma a dar crédito ao projeto do Partido dos Trabalhadores. Era, neste raciocínio, um voto sem qualquer viés politico, mas apenas reflexo de um momento; a influência ostensiva da midia durante a campanha de 2.010 deve ter servido para isso. Foi o máximo que a direita conseguiu.



Tenho a certeza que o brasileiro é conservador por natureza. Apesar de termos uma imagem de povo festeiro, sem pontualidade ou compromisso com as coisas sérias; que só pensa em carnaval e futebol, somos atrasados do ponto de vista da liberdade individual. Poucos conhecem seus direitos – muitos nem lembram em quem votaram – e não dão o devido valor a sua voz. A seu voto. No momento da escolha solitária na cabina de votação, o que conta é o conservadorismo. As escolhas nem sempre são pensadas; quase nunca o bem comum é o alvo de seu voto.



Imagino como será o comportamento da classe média brasileira nos próximos 8 ou 12 anos, nas urnas. É muito provável que o discurso da direita, hoje esfacelada e quase sem representantes ativos ou merecedores de crédito, passe a fazer sentido. Uma vez erradicada a miséria, a segunda geração da nova classe C certamente terá diante de si o dilema da manutenção do status quo. Legítimo, mas aquém de seus direitos.



O discurso da exclusão, bandeira da direita conservadora, passará a fazer sentido? Garantir as conquistas será mais importante que ampliá-las? Acumular individualmente será melhor que repartir? O coletivo, terá sentido?


E o comportamento da midia – escrita e falada -, maior geradora de factóides, mentiras e boatos, que sempre esteve do lado das poucas vozes do topo da pirâmide social, será ela capaz de adaptar seus editoriais à nova realidade brasileira para satisfazer seus novos clientes da estável classe C?


Ao que tudo indica, muito em breve a pirâmide social não terá mais cara de pirâmide. Isso é fundamental.E terá valido a pena.


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29 de abr. de 2011

DIÁLOGO URBANO.

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DISTRIBUIÇÃO DE RENDA IRRESPONSÁVEL;
LULA DESTRUIU O QUE TINHAMOS DE MAIS SÓLIDO!

Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.

- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Esse caos. Todo o mundo com o carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá andar de avião. Até para o exterior - tudo lotado. Um inferno. Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria essa confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como se fosse manga na feira! É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delirio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda! É por isso que eu sou contra Lula, contra o que ele e o PT fizeram com esse país. Viver no Brasil ficou insuportável!

- A nova classe média nos descaracterizou?

- Exatamente. Nós não éramos assim, Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida e estruturada...

- Buuu para o Lula, então?

- Buuu para o Lula!

- E buuu para o Fernando Henrique?

- Buuu para o ... Como "buuu para o Fernando Henrique"?

- Não é o que estão dizendo? Que tudo o que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?

- Sim. Não. Quer dizer ...

- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.

- Claro que não! Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.

- Por que?

- Porque um é um e o outro é o outro, e eu prefiro o outro.

- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?

- Acho, mas ... Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.

Luis Fernando Verissimo.
Extraído do Jornal A Tarde.

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6 de jan. de 2011

A DÉCADA DA AMÉRICA LATINA.

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Pesquisa recente, entre empresários do mundo inteiro, proprietários e dirigentes de médias e grandes empresas, acaba de apontar para um dado bastante curioso e significativo.

O índice de OTIMISMO, em relação à economia, aponta que TRÊS EM CADA QUATRO lideres de empresa acredita nos países da América Latina.

O setor privado coloca o Brasil em 5º lugar na pesquisa realizada pela Grant Thornton. 79% dos empresários brasileiros dizem estar confiantes nos rumos da economia brasileira. No ano passado, eram 71%.

Em todo o mundo, os empresários mais otimistas são os chilenos (95%) e os executivos da India (93%). Em terceiro e quarto lugares vêm Filipinas (87%) e Suiça (85%). Veja quadro abaixo.


Segundo Jobelino Locateli, executivo da Grand Thornton, as economias emergentes estão atraindo a atenção do mundo empresarial. "O sucesso e o desenvolvimento alcançados pelo Brasil tem tido um grande impacto nos países vizinhos. O crescimento econômico sustentado do país está impulsionando a região", disse.

Não podemos esquecer que o Brasil passou historicamente por diversos ciclos de crescimento . Tivemos o ciclo do açúcar entre o século XVI e XVII; o ciclo do ouro e dos diamantes no século XVIII; o da borracha no século XIX e, no inicio do século XX, o ciclo do café. Todos foram períodos de grande crescimento econômico mas a população em geral não progrediu na mesma velocidade. A concentração de renda dava o tom do período.

Neste principio de século XXI, entretanto, temos pela frente o que poderá ser conhecido como ciclo do Petróleo. A exploração do Pré-Sal pode ser a definitiva porta de saída do subdesenvolvimento brasileiro, uma vez que as bases para a distribuição de renda foram lançadas pelo governo Lula.

Investimentos pesados em educação e saúde; melhoria da segurança pública e da malha viária; manutenção da estabilidade politica e crescimento econômico, metas deste novo governo, são as ações que podem nos levar ao almejado status de país desenvolvido. Não apenas a mesma meia dúzia de sempre, mas toda a a população deverá ter acesso ao crescimento e às riquezas geradas da exploração do Petróleo.

A erradicação da miséria e o fim da pobreza são os grandes desafios do governo de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Pela análise da pesquisa mencionada acima, as empresas acreditam que é possivel. Resta continuarmos com o projeto de Lula e seguir em frente com o mesmo propósito.

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5 de jan. de 2011

O estilo DILMA.


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A afirmação politica da Presidenta Dilma Vana Rousseff não passa, necessariamente, pelo bom desempenho diante das câmeras de TV e holofotes da midia; sua condição "técnica" e experiência ministerial lhe dão todas as ferramentas para levar àdiante o projeto iniciado por Lula – este, sim, um mestre das comunicações.



Tudo o que Dilma precisa fazer é manter o crescimento econômico ancorado na performance doméstica, com geração e distribuição de renda e emprego.



Ainda que a velha imprensa se esforce em tentar comparar estilos, Dilma tem sua própria personalidade, diferente da de Lula mas, nem por isso, menos decidida. Ou titubeante. O jeito Lula de fazer politica foi a marca de um governo que precisou se defender, ao longo de seu mandato, das armadilhas que (uma pequena) parte da sociedade armou; Lula usou os ataques que sofreu contra quem o atacou, criando uma identificação ainda maior com a massa da população brasileira.



Dilma, ao contrário, é mais reservada e menos explosiva que Lula. Nem melhor, nem pior. Diferente. Demonstrou em seu discurso de posse que assume o comando do país pensando no país, anunciando que estenderá a mão à totalidade da população. Este gesto, ainda que simbólico, demonstra um estilo próprio de atuação politica e a coloca na posição confortável de liderança a ser respeitada.



Lula, muitas vezes, deixou-se ofender. Muitos de nós, blogueiros sujos, exprimimos revolta ao ver capas de Vejas, editoriais de Estadões e Folhas; matérias de Globos e comentaristas mal intencionados agredindo sem medida o Presidente Lula. A estratégia não funcionou. A cada ataque, a cada tapa, Lula se fortalecia mais e mais e terminou seu mandato com mais de 85% de aprovação popular.



Com a Presidenta haverá de ser diferente. Ela não parece ser o tipo de pessoa que aceitará calada às mentiras e calúnias que a máfia midiática está acostumada a plantar. Os cafajestes, funcionários dos conglomerados da midia tupiniquim, terão que pesar melhor suas críticas. Não existe censura nem existirá sob este governo, mas respeito é bom e todos gostam.



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É engraçado ler e ouvir comentaristas politicos quando se referem a Dilma Rousseff. Na era Lula, acusavam-no de improvisar seus longos e enfadonhos discursos; insistiam em desqualificar sua aura de "povão" . Um semi-analfabeto operário elevado ao cargo máximo da República.



Agora, Dilma já foi criticada por ter em mãos o discurso que pronunciou no parlatório, no dia da posse. Não soube improvisar, disse um apresentador medíocre. Ela não demonstrou firmeza no discurso, emendou outro.



Em menos de uma semana de novo governo, a imprensa golpista já falou da roupa da Presidenta, do penteado e do cabelereiro que a atende; da esposa do Vice-Presidente Michel Temer, da saia levantada pela filha de uma Ministra no momento dos cumprimentos ... enfim, falta muito o que fazer para uma grande quantidade de jornalistas brasileiros!

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4 de jan. de 2011

BATTISTI: um refugiado politico europeu no Brasil.

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Um dos últimos atos do governo Lula foi negar a extradição do escritor Cesare Battisti, baseado em parecer da Advocacia Geral da União - AGU - respaldado no acôrdo assinado entre Brasil e Itália que prevê recusa de extradição a um indivíduo que corre risco de perseguição politica.

O chanceler italiano, Franco Frattini, pediu a Dilma Rousseff que reveja a decisão de Lula e ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal do Brasil e, até, a Corte Internacional de Haia.

Demagogias e mentiras à parte, jogo que a imprensa mais gosta de fazer, a chancelaria italiana está babando. Não pela não extradição, mas pelo que chamaram de "acordo prévio" costurado pelo embaixador brasileiro em Roma e o governo Berlusconi, de não questionar as decisões das Instituições italianas.

A AGU, entretanto, ao sugerir que Battisti poderia "ser submetido a agravamento da sua situação" em seu pais, correndo, inclusive, risco de morte por ter sido jurado por um sindicato de carcereiros, não interfere na soberania do País da Bota.

O fato de Cesare Battisti ter sido condenado à prisão por ter supostamente cometido 4 assassinatos; de ser chamado de terrorista pela imprensa brasileira e italiana; de ter permanecido na França por longos 10 anos com documento de refugiado politico, aponta claramente para a dúvida dele não ser um criminoso comum. E não é.

Nas condenações da Justiça italiana, Cesare Battisti é acusado te cometer "subversão contra o Estado". Não há menção a qualquer ato terrorista. Das inicialmente quatro mortes que lhe atribuem, pateticamente modificadas para 3 de "autoria direta" e uma de "autoria intelectual", estes atos criminosos foram forjados em depoimentos de Pietro Mutti através de delação premiada. Ou seja, Mutti acusou Battisti dos assassinatos para escapar de uma pena maior. Vale lembrar que Mutti estava preso e Battisti, foragido.

A Promotoria Italiana acatou a confissão de Pietro Mutti sem nem ao menos se dar ao trabalho de conferir datas e locais dos crimes. Alberto Torregiani conta, através da midia, ter sido obrigado a assistir, ainda criança, seu pai ser morto por Battisti, embora ele mesmo, Torregiani, tenha dito à agência ANSA que não fora Battisti o executor de seu pai. Constam nos autos do processo italiano que Battisti estaria "matando um açougueiro" numa cidade bem distante dali, ao mesmo tempo.

O que importa, de verdade, para o Brasil, depois que o STF jogou no colo de Lula a decisão sobre o futuro de Cesare Battisti, e da decisão do Ex-Presidente de mantê-lo como refugiado - com a concordância da então Presidenta-Eleita Dilma Rousseff - é que esta  atitude o mostra claramente o posicionamento politico brasileiro. Não é por tratar-se de uma Nação européia que vamos nos curvar. De nada adiantam as manifestações golpistas de jornais e TVs exigindo a extradição do "terrorista". Nossas decisões são baseadas na lei e, nela, gestamos nossa soberania.

Como o jurista italiano Norberto Bobbio disse, à respeito dos anos de chumbo na Itália:

A magistratura italiana foi então dotada de todo um arsenal de poderes de polícia e de leis de exceção: a invenção de novos delitos como a ‘associação criminal terrorista e de subversão da ordem constitucional’ (...) veio se somar e redobrar as numerosas infrações já existentes – ‘associação subversiva’, ‘quadrilha armada’, ‘insurreição armada contra os poderes do Estado’ etc. Ora, esta dilatação da qualificação penal dos fatos garantia toda uma estratégia de ‘arrastão judiciário’ a permitir o encarceramento com base em simples hipóteses, e isto para detenções preventivas, permitidas (...) por uma duração máxima de dez anos e oito meses"

Tanto aqui como lá, a supressão das liberdades individuais foi fartamente utilizada contra os que se opuseram ao regime de plantão. Os julgamentos, daqui e de lá, nesta época, foram meras peças de ação política contra aqueles que eram suspeitos de se opor aos regimes. Agora, pelo menos, parte da justiça histórica está sendo refeita.
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Citações e imagem retiradas do blog de Celso Lungaretti.
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3 de jan. de 2011

RECOMEÇOU (CEDO) A CRETINICE.

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Nem o Ano Novo deu uma folga aos cretinos da Folha de São Paulo.
A capa da edição de hoje é um exemplo da falta de caráter do editor chefe do jornaleco mafioso da Barão de Limeira.

Fico imaginando o momento da decisão da escolha da foto de primeira página; o gozo que o editor deve ter tido ao colocar, lado a lado, um sujeito insatisfeito com o trânsito caótico do retorno à capital paulista, e a imagem do Ex-Presidente Lula acenando de sua varanda, em São Bernardo do Campo.

O que terá passado pela cabecinha vazia do funcionário do Frias para tal escolha?
Que a capa do jornal exposto nas bancas é mais vista que o conteúdo do próprio jornal e, portanto, a imagem do polegar negativo, à esquerda, levaria a idéia de reprovação a Lula.

Quanta falta do quê fazer!


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1 de jan. de 2011

UMA MULHERZONA NO PODER.

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Nem a chuva conseguiu estragar a festa de posse de DILMA ROUSSEFF, hoje, em Brasilia.

Centenas de milhares de brasileiros foram ao Distrito Federal presenciar a chegada ao poder de uma mulherzona, uma pessoa lutadora e cheia de ideais, pronta para assumir o comando político deste país.

Dá orgulho ver a maturidade do brasileiro que, ao eleger uma mulher, aponta para um futuro de esperança e fé. Hoje, o brasileiro vê realizar um sonho iniciado em 2010, quando o então Presidente Lula sugeriu sua sucessão.

DILMA ROUSSEFF é a mulher que vai conduzir o Brasil rumo ao desenvolvimento com distribuição de renda e geração de emprego; que dará continuidade ao projeto do Partido dos Trabalhadores de inclusão social.

Ao assumir o maior cargo da República, tendo diante de si o desafio de seguir transformando o Brasil, DILMA estará diante da oportunidade única de elevar a condição deste pais ao status de Nação livre, independente e desenvolvida; a herança deixada pelo Presidente Lula, de crescimento e estabilidade, é a ferramenta básica para alcançar os objetivos tão necessários para retirar da miséria e da pobreza a parcela mais esquecida do povo brasileiro.

A história está sendo construída de forma tranquila e sem sustos, como sempre desejamos. Apesar dos descontentes, da pequena camada social que sempre criticou o Partido dos Trabalhadores, e de parte da imprensa corporativa, estamos seguindo em frente.

E continuaremos avançando nas conquistas, econômicas e, sobretudo, sociais.

Estes próximos 4 anos serão decisivos. A exploração do petróleo do Pré-Sal, nos moldes determinados por Lula e seu time, visando benefícios sociais desta riqueza, será determinante para colocar o Brasil no patamar de Nação desenvolvida, reduzindo drasticamente as diferenças através da educação.


Uma grande mulher entra para a história, ao subir a rampa do Planalto e substituir Lula, o Presidente mais popular que este país jamais teve, com a missão de trazer conforto à imensa Nação brasileira.

Desde já, agradeço ao imenso esforço que DILMA terá de agora em diante. Por seu tempo, seu trabalho, sua saúde, sua falta de privacidade, seus poucos momentos de folga, pelo seu compromisso assumido ao aceitar dirigir o Brasil e os brasileiros.

Sua recompensa, DILMA, está no rosto e no sorriso de cada um que acredita em você.

Uma mulherzona que me enche de orgulho e satisfação.

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