Ameaçaram ir ao programa do Ratinho pedir exame de DNA. Seu Fernando não gostou. Seus poucos amigos deram conselhos; era melhor fazer o tal exame para que Dona Miriam não ficasse mal vista. Ele concordou. Foi ao posto de saúde. Marcaram para apanhar o resultado em quinze dias.26 de jun. de 2011
CRÔNICA DA TRAIÇÃO NA FAVELA
Ameaçaram ir ao programa do Ratinho pedir exame de DNA. Seu Fernando não gostou. Seus poucos amigos deram conselhos; era melhor fazer o tal exame para que Dona Miriam não ficasse mal vista. Ele concordou. Foi ao posto de saúde. Marcaram para apanhar o resultado em quinze dias.18 de jun. de 2011
A desonestidade de parte da elite intelectual.
15 de jun. de 2011
RISCO BRASIL EM QUEDA LIVRE.
10 de jun. de 2011
Sobre Cesare BATTISTI.
A DERROTA DA MIDIA
Se, na postagem abaixo, à respeito de Antonio Palocci, a midia brasileira comemorou vitória, desta vez esta mesma imprensa chora uma derrota.
Grande parte do jornalismo brasileiro comprometido com o atraso atacou a decisão do Supremo Tribunal Federal, que libertou o ativista italiano Cesare Battisti. As considerações dos Ministros que votaram à favor da liberdade, e venceram pelo placar de 6X3, foram claras: o governo italiano não pode interferir na alta corte para rever uma determinação do Presidente da República.
Parece bastante óbvio. Como bem explanou o Ministro Joaquim Barbosa, apreciar o pedido de anulação do decreto presidencial seria como, numa comparação com o asilo concedido pela Embaixada Brasileira em Honduras, quando do golpe militar daquele país, ao Presidente deposto, Manuel Zelaya, que algum país latinoamericano entrasse com pedido de revisão do asilo junto ao STF, na esperança de impugnar a medida.
Ficou claro, portanto, que a soberania do governo brasileiro deve ser respeitada. Seja pela Itália, Honduras, ou qualquer país que decida se intrometer em nossos assuntos internos. O STF, em vista da decisão por maioria, expediu o mandato de soltura de Battisti, que ganhou a liberdade logo após o encerramento da sessão.
O lado cômico da história foi a repercussão que a midia derrotada deu ao resultado.
Continuam a tratá-lo como terrorista e demostram um rancor incabível, mesmo diante da decisão da alta corte. Pode se esperar que continuem os ataques ao ativista que, mesmo em liberdade, deve continuar a ser perseguido.
Este blogueiro sujo teve a oportunidade de assistir, ao vivo, trechos do julgamento através da TV Justiça. Vi e ouvi as considerações dos advogados de defesa, que pareceram bastante convincentes em seus argumentos. Vi e ouvi a exposição do ministro Gilmar Mendes e, também, de Cesar Peluso (não acompanhei Elen Grace), e seus olhares fulminantes aos demais colegas demonstravam a iminente derrota de suas posições. Tanto Mendes quanto Peluso, cada um a sua vez, discorreram sobre a necessidade de o Presidente da República ter seus atos julgados - o que é prerrogativa do Judiciário - mas não levaram em conta o pedido feito por nação estrangeira, o que é completamente diferente.
Fica, aqui, o registro do histórico momento da libertação de Cesare Battisti pelo STF.
Uma vitória da democracia e dos direitos individuais. Há que se reconhecer a atitude dos 6 Ministros que votaram à favor da verdade.
Apesar da midia.
7 de jun. de 2011
Sobre Antonio PALOCCI.
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A VITÓRIA DA MIDIA
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Bombardeio diário em todos os jornais e TVs ligadas à direita.
O alvo: um possivel candidato ao governo do estado de São Paulo em 2014 e, posteriormente, ao cargo de Presidente da República em 2018.
Antonio Palocci já foi vítima desta armação midiática no primeiro mandato de Lula. Foi derrubado por ter supostamente quebrado o sigilo bancário de um caseiro. Agora, através da quebra de seu sigilo fiscal – provavelmente feito pela Prefeitura de São Paulo, cujos dados sobre seu faturamento geraram Imposto Sobre Serviços (ISS) - cai outra vez.
O erro de Palocci está em ceder à pressão da parte da imprensa comprometida com o projeto neoliberal que manteve o Brasil no atraso. Renuncia ao cargo de Chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff por não suportar as acusações.
De certa forma, assume o crime. É como se estivesse confessando ter praticado malfeitos.
De nada adiantou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ter arquivado todos os pedidos de abertura de processo contra o Ministro da Casa Civil, alegando falta de provas, falta de indícios concretos da prática de crime.
Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio prestando, segundo ele próprio disse, consultoria privada. Não há qualquer relação de seus ganhos com o dinheiro público; empresas pagaram por seu trabalho e ele declarou seus ganhos e recolheu os impostos. Onde está o crime? Onde está a falta de ética?
Palocci mostrou-se fraco! Deveria ter resistido e assumido o bombardeio. A desculpa que sua permanência enfraqueceria a Presidenta Dilma não serve; ela se enfraquece ao ter que mudar seu quadro de colaboradores antes de seis meses de mandato, e permite que se cole na imagem de seu Ministro a fama de corrupto.
Parte do Partido dos Trabalhadores colocou-se à favor da demissão de Palocci. Entre outros, deputados da bancada paulista do PT divulgaram posições contrárias à permanência do Ministro no governo federal.
Medo de competição em 2014?
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6 de jun. de 2011
CQC EM PÂNICO - humorismo covarde.
28 de mai. de 2011
Quanto vale uma palavra?
Nos últimos dias o noticiário politico não fala de outra coisa a não ser o "caso Palocci".
Acusam-no de multiplicar seu patrimônio por 20.
Através de vazamento de dados vindos da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, cujo prefeito, Gilberto Kassab, apadrinhado de José Serra, arqui-inimigo do Partido dos Trabalhadores, teria divulgado informações sigilosas à respeito de recolhimento de ISS da empresa Projeto, de propriedade do Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.
Deixemos de lado o vazamento. Ilegal, vindo de quem veio, é contumaz.
Não sei qual o tamanho do patrimônio do ex-Presidente Lula, nem interessa. Mas li, repetidas vezes, que ele anda cobrando até 500 mil reais por palestra, além das despesas. Contratado por grandes empresas brasileiras e estrangeiras, muitos querem ouvir o que Lula tem a dizer. Porisso, o valor elevado – até absurdo para o padrão brasileiro.
Mas isso é assunto de quem paga; ninguém tem nada a ver com isso.
Outro ex-Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o nefasto, também é chamado a palestrar. É certo que por valores bem inferiores aos de Lula, talvez por ter menos a dizer ou por suas palavras já serem conhecidas e seus verbos, retóricos.
Vários ex-Ministros da Fazenda do Brasil; ex-Presidentes de Banco Central, até assessores da pasta da Economia são palestrantes recorrentes. E remunerados. É de se compreender o interesse de empresas privadas em ouvir o que eles têm a dizer. Conhecem as entranhas do governo e podem, cada um a seu modo, apontar caminhos e indicar tendências. Se honesto, sem divulgar informações privilegiadas, é plenamente lícito.
Então, qual a razão da enxurrada de acusações que a midia tupiniquim derrama sobre Palocci, uma vez que ele declarou seu faturamento, pagou os impostos devidos e, antes de assumir a Casa Civil, consultou a Comissão de Ética da Presidência da República que recomendou a mudança do objetivo social da empresa Projeto?
Até onde se sabe, num regime democrático lastreado numa Constituição aprovada pelo Congresso Nacional de forma livre e soberana, há que se provar que Palocci cometeu ilícitos, ou nada poderá ser dito. É a presunção de inocência, garantia de nossas liberdades individuais.
Só posso concluir que as acusações inconsistentes que a midia produz contra membros do governo do PT, desde a primeira gestão, tem apenas o foco do ataque. Esta midia não é apenas uma adversária do governo popular de Lula – e agora, Dilma. É inimiga, e usa suas armas baixas para atingir objetivos obscuros e inconfessáveis.
Por exemplo?
Pérsio Arida, ex-Presidente do Banco Central no nefasto período FHC, foi indiciado pela Policia Federal em agosto de 2010, acusado de formação de quadrilha, evasão de divisas e fraude de gestão quando diretor de uma instiuição finaceira, o Opportunity Asset Management.
Qual a variação do patrimônio de Arida? E a de Francisco Lopes, igualmente ex-Presidente do Banco Central, acusado de envolvimento com o ex-banqueiro Salvattore Cacciola? E tantos outros? Por que a midia não foi hostil com eles também?
Uma palavra vale tanto ela possa produzir.
O que não vale, na regra do jogo capitalista, é margear a lei ao acusar baseado em suposições.
Querem derrubar Palocci, Dilma e o Partido dos Trabalhadores? Arranjem argumentos e provas concretas. Caso contrário, a credibilidade dos meios de comunicação corporativos continuarão em curva descendente. Até acabar no esgoto!
11 de mai. de 2011
A TUCANAGEM TUCANOU!
Bairro rico chamado de Higienópolis - de higiene? - onde vive gente VIP.
O governo do estado idealizou uma estação da linha 6 - laranja - do metrô no local, provavelmente para atender os trabalhadores domésticos da região. Empregadas, porteiros de prédio, faxineiros, enfim, gente que não usa carro para seu deslocamento.
Mas a gente VIP do bairro fez pressão. O governador Geraldo, tucano, cedeu.
A Associação Defenda Higienópolis não gostou da idéia de movimentação de "gente diferenciada" pelas redondezas, alegando que o entorno se transformaria em camelódromo ...O projeto inicial apontava grande demanda de passageiros no local, porisso a configuração da estação original prevista para a Avenida Angélica. Depois do abaixo assinado com 3500 assinaturas do "povo higiênico", mudaram o projeto para a Praça Charles Muller. Em frente ao Estádio do Pacaembu.
Não é a primeira vez que Geraldo tucanou.
Em 2005, ele mesmo mandou arquivar o projeto de construção da estação 3 Poderes da linha 4 - amarela - no bairro do Morumbi, também por pressão dos cheirosinhos.
Tucanagem corre solta, tucanando sem qualquer indicio de vergonha na cara!
10 de mai. de 2011
Campeonato da ignorância.
Costumeiramente chamados de XIITAS, aqueles que professam o islamismo tem cara e jeito de terrorista. Pelo menos, é assim que a imprensa ocidental trata de rotulá-los.
Mas, qual a diferença entre o fundamentalismo árabe ou judeu?
A resposta é bem simples: nenhuma! Ambos são atores do mesmo circo e se comportam do modo o mais atrasado possivel. Falo dos ultra-ortodoxos, os seguidores da parte mais reacionária do islamismo e do judaismo.
A prova está na imagem abaixo. Repare bem na foto colorida, feita na Casa Branca durante a ação de ataque ao local onde estava Osama bin Laden. Note que há duas mulheres na sala; uma delas, a Secretária de Estado Hillary Clinton, e uma outra mulher, atrás, de estatura menor que os homens a seu lado.
Depois, veja a reprodução desta mesma foto no jornal "Der Tzitung", editado pela comunidade hassidica de Nova York.
Encontrou a diferença? Pois é. Na publicação do jornal judaico as mulheres desapareceram!
A explicação da editoria é que o jornal não publica imagens de mulheres. Porisso, photoshoparam a imagem original.
De acordo ao que publicou o britânico The Guardian, os hassidim, como são conhecidos os ultra-ortodoxos judeus, "acreditam que as mulheres devem ser apreciadas pelo que fazem, não por sua aparência, e que as leis judaicas da modéstia são uma expressão de respeito às mulheres, e não o contrário".
Der Tzitung pediu desculpas formais à Casa Branca por ter manipulado a imagem sem autorização.
Que cara de pau! Que atraso moral! Que pobreza intelectual!
Em pleno século XXI, de posse de um software de edição capaz de alterar imagens e de um computador moderno, no coração da cidade de Nova York, um bando de ignorantes judeus se dispõem a perpetuar o machismo entre sua gente.
Lamentável. Imbecil e odioso em toda sua forma!
Fica a dúvida sobre quem será o vencedor do CAMPEONATO DA IGNORÂNCIA. A partida está empatada; de um lado, os radicais árabes que obrigam suas mulheres a usar burka. De outro, os radicais judeus que editam imagens para esconder mulheres da vista dos homens.
Só que a imprensa ocidental não dá importância quando se trata de Israel. Mas no mundo árabe...
2 de mai. de 2011
Osama bin Laden vive! Os ícones não morrem.
Neste século, entretanto, não há vencedores. As guerras não são mais como antigamente quando o ganhador subjugava o derrotado, tomava suas terras e riquezas, escravizava o perdedor. As guerras de hoje nunca terminam.
O grande produtor de guerras do presente, os Estados Unidos da América, está metido em diversas frentes de batalhas: Iraque, Afeganistão, Paquistão e também dentro de seu próprio território, em plena Fifth Avenue ou no subterrâneo de uma estação de metrô no Brooklin.
A "guerra contra o terrorismo", como definiu George Walker Bush, é contra um inimigo invisível e invencível; de nada serve o aparato militar norteamericano contra um único homem embrulhado em bananas de dinamite. O estrago que este homem-bomba produz é infinitamente superior aos bombardeios de caças supersônicos americanos, do ponto de vista custo-benefício. É trágico, mas é real.
Porisso a guerra do Século XXI não tem fim. Não há inimigos militares e todos são inimigos, desde que usem turbante ou leiam o alcorão – livro sagrado dos muçulmanos. Porisso nunca haverá vencedores, mas só vitimas civis e inocentes. Na contabilidade ocidental, mata-se um suposto terrorista e surgem três. Ou quatro. Ou cinco. Ou?
O atentado contra o local onde se escondia Osama bin Laden foi bombardeado cirurgicamente pelas forças dos EUA no Paquistão. O Presidente Barack Obama mostra a cara em cadeia de TV para comunicar o assassinato do lider da Al Qaeda. Com um sorriso contido, Obama anunciou a morte como se pudesse erguer a bandeira da vitória. Uma vitória que não aconteceu. Nem acontecerá.
O bilionário saudita Osama bin Laden pode ter morrido no mundo ocidental -cristão, mas permanecerá vivo no oriente médio-muçulmano. Já em Setembro de 2001, bin Laden tornara-se ícone da luta contra o imperialismo, e um ícone não morre.
Pergunto ao leitor deste blog se é capaz de imaginar quantos jovens muçulmanos, neste exato instante, sentem-se covardemente atingidos pela morte de bin Laden. E quantos deles serão capazes de tomar armas e atacar alvos ocidentais. Dezenas? Milhares?
Nesta guerra, cada lado tem a autoridade para escrever a história do jeito que lhe convém. Cada frase para descever uma batalha pode tomar a tendência que quiser; ambos os lados são perdedores, cada um na sua proporção de culpa. O alvo não pára de se mover. E de se multiplicar. Não há dinheiro capaz de encerrar esta guerra.
30 de abr. de 2011
AS NOVAS CLASSES C, B e A.
Começo pela classe A. Apoiada no crescimento robusto do Brasil nos últimos anos e diante da possibilidade de continuar crescendo forte. É cedo, ainda, para defini-la como nova classe, pois a ela ascenderam jovens empreendedores que não herdaram empresas familiares, mas criaram e desenvolveram meios de acumular capital pelo próprio esforço. Juntaram-se às familias tradicionais que já eram integrantes do topo da pirâmide. Há que esperar para ver resultados.
Não me refiro aos novos ricos ou àqueles que, por um lance de felicidade ou por alguma habilidade qualquer, tornaram-se milionários da noite para o dia. Uma grande quantidade de pequenos empreendedores, de familias de classe B ou C, com estudo universitário e muita disposição – aliada à capacidade – ganharam dinheiro através do trabalho. São importadores, agentes do mercado financeiro, empresários do ramo de diversões e turismo; consultores, comerciantes, construtores, enfim, uma série de indivíduos que enxergaram as portas se abrindo e, com competência, as atravessaram. Viram o risco diminuir com o crescimento do Brasil, e fizeram as apostas certas.
A classe B, a intermediária que se equilibra na onda positiva da economia e que viu alguns de seus sonhos realizados, igualmente inflou. Cidadãos que optaram por carreiras acadêmicas tradicionais – direito, engenharia, medicina, etc – muito provavelmente pelo esforço de seus familiares; funcionários públicos, profissionais autônomos e liberais, pequenos empresários, etc. Estudaram em escolas privadas de nivel médio e não passaram pelas mesmas dificuldades que seus pais para ingressar no mercado de trabalho. Um contingente imenso de pessoas que retirou do crescimento econômico sua sobrevivência, seu carro zero quilômetro de luxo, sua primeira viagem ao exterior.
Finalmente, a tão alardeada classe C, a massa de filhos de operários sem qualificação que ingressou no mercado consumidor. Não deve ser preciso defini-la , pois é o tema que mais se discute no Brasil pós-Lula; um dos resultados concretos mais positivos do projeto do Partido dos Trabalhadores: distruibuição de renda e emprego.
É evidente que o movimento inter-social, para cima, torna-se mais vigoroso quando as oportunidades são expostas. O crescimento econômico dos últimos anos foi capaz de levar renda a lugares antes esquecidos; nota-se claramente que as regiões Norte e Nordeste acabam sendo as mais favorecidas, visto que sempre foram relegadas ao esquecimento proposital dos governos anteriores; é onde havia maior necessidade de retirar da pobreza milhões de pessoas. Claro, ainda há muito a fazer para trazer à civilidade parcela da população. O ritmo deverá ser cada vez mais acelerado, pois a cada dia surgem novos empreendimentos e empresas que buscam mão de obra. É o que se chama, em economia, de círculo virtuoso.
Do ponto de vista meramente econômico, é preciso que o Brasil – e nossos parceiros comerciais – siga crescendo acima da média do resto do mundo capitalista. É o que se avizinha que dirá o quanto é forte nossa economia; ao mirar o mercado interno para crescer, o Brasil acertou, da mesma forma que, ao reduzir a dependência do capital externo (assim como fez a China, a India e a África do Sul. A Russia ainda é uma incógnita, mas demonstra vontade). Hoje, o Ministro da Economia impõe restrições à entrada de moeda estrangeira, sobretaxando aquilo que implorávamos, ajoelhados, num passado recente.
As altas reservas em moeda estrangeira nos coloca numa posição mais que confortável. Nossa politica desenvolvimentista nos dá credibilidade, junto à estabilidade politica, para dizer claramente quem queremos como parceiro. Em pouco mais de cem dias de governo, a Presidenta Dilma Rousseff visitou a Argentina e a China num claro sinal do que acabo de dizer.
Mas, se sob a ótica econômica estamos no rumo certo, e do ponto de vista politico, o que é que se pode prever?
Volto à classe C.
Sem dúvida, está se tornando o fator mais importante politicamente. Estabilizada e consumindo, essa fatia da população já é a maioria e é nela que devem se concentrar os agentes politicos daqui em diante.
Em recente entrevista, o ex-Presidente FHC, o nefasto, lembrou que as oposições devem adaptar seus discursos para esta nova classe, que serão eles os responsáveis pela eleição deste ou aquele candidato. Ele tem razão.
A inclusão no mercado consumidor já ocorreu. Agora, a classe C está à beira de começar a exigir mais. Com a prerrogativa que lhes compete, por representar o Brasil do presente, começam a dizer o que esperam de seus governantes.
O fenômeno das comunicações, sobretudo a internet, será o grande formador de opinião. Já está sendo. Se não, como explicar que a Presidenta Dilma Rousseff alcançou os niveis de aprovação mais altos da história recente, se, há pouco mais de cinco meses 44 milhões de pessoas votaram no candidato da oposição?
Parece nitido que, apesar de votarem pela descontinuidade, estes eleitores que preferiram José Serra aderem ao governo do PT de forma a dar crédito ao projeto do Partido dos Trabalhadores. Era, neste raciocínio, um voto sem qualquer viés politico, mas apenas reflexo de um momento; a influência ostensiva da midia durante a campanha de 2.010 deve ter servido para isso. Foi o máximo que a direita conseguiu.
Tenho a certeza que o brasileiro é conservador por natureza. Apesar de termos uma imagem de povo festeiro, sem pontualidade ou compromisso com as coisas sérias; que só pensa em carnaval e futebol, somos atrasados do ponto de vista da liberdade individual. Poucos conhecem seus direitos – muitos nem lembram em quem votaram – e não dão o devido valor a sua voz. A seu voto. No momento da escolha solitária na cabina de votação, o que conta é o conservadorismo. As escolhas nem sempre são pensadas; quase nunca o bem comum é o alvo de seu voto.
Imagino como será o comportamento da classe média brasileira nos próximos 8 ou 12 anos, nas urnas. É muito provável que o discurso da direita, hoje esfacelada e quase sem representantes ativos ou merecedores de crédito, passe a fazer sentido. Uma vez erradicada a miséria, a segunda geração da nova classe C certamente terá diante de si o dilema da manutenção do status quo. Legítimo, mas aquém de seus direitos.
O discurso da exclusão, bandeira da direita conservadora, passará a fazer sentido? Garantir as conquistas será mais importante que ampliá-las? Acumular individualmente será melhor que repartir? O coletivo, terá sentido?
E o comportamento da midia – escrita e falada -, maior geradora de factóides, mentiras e boatos, que sempre esteve do lado das poucas vozes do topo da pirâmide social, será ela capaz de adaptar seus editoriais à nova realidade brasileira para satisfazer seus novos clientes da estável classe C?
Ao que tudo indica, muito em breve a pirâmide social não terá mais cara de pirâmide. Isso é fundamental.E terá valido a pena.
29 de abr. de 2011
DIÁLOGO URBANO.
- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Esse caos. Todo o mundo com o carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá andar de avião. Até para o exterior - tudo lotado. Um inferno. Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria essa confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como se fosse manga na feira! É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delirio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda! É por isso que eu sou contra Lula, contra o que ele e o PT fizeram com esse país. Viver no Brasil ficou insuportável!
- A nova classe média nos descaracterizou?
- Exatamente. Nós não éramos assim, Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida e estruturada...
- Buuu para o Lula, então?
- Buuu para o Lula!
- E buuu para o Fernando Henrique?
- Buuu para o ... Como "buuu para o Fernando Henrique"?
- Não é o que estão dizendo? Que tudo o que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?
- Sim. Não. Quer dizer ...
- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.
- Claro que não! Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.
- Por que?
- Porque um é um e o outro é o outro, e eu prefiro o outro.
- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?
- Acho, mas ... Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.
Luis Fernando Verissimo.
Extraído do Jornal A Tarde.
6 de jan. de 2011
A DÉCADA DA AMÉRICA LATINA.
O índice de OTIMISMO, em relação à economia, aponta que TRÊS EM CADA QUATRO lideres de empresa acredita nos países da América Latina.
O setor privado coloca o Brasil em 5º lugar na pesquisa realizada pela Grant Thornton. 79% dos empresários brasileiros dizem estar confiantes nos rumos da economia brasileira. No ano passado, eram 71%.
Em todo o mundo, os empresários mais otimistas são os chilenos (95%) e os executivos da India (93%). Em terceiro e quarto lugares vêm Filipinas (87%) e Suiça (85%). Veja quadro abaixo.
Segundo Jobelino Locateli, executivo da Grand Thornton, as economias emergentes estão atraindo a atenção do mundo empresarial. "O sucesso e o desenvolvimento alcançados pelo Brasil tem tido um grande impacto nos países vizinhos. O crescimento econômico sustentado do país está impulsionando a região", disse.
Não podemos esquecer que o Brasil passou historicamente por diversos ciclos de crescimento . Tivemos o ciclo do açúcar entre o século XVI e XVII; o ciclo do ouro e dos diamantes no século XVIII; o da borracha no século XIX e, no inicio do século XX, o ciclo do café. Todos foram períodos de grande crescimento econômico mas a população em geral não progrediu na mesma velocidade. A concentração de renda dava o tom do período.
Neste principio de século XXI, entretanto, temos pela frente o que poderá ser conhecido como ciclo do Petróleo. A exploração do Pré-Sal pode ser a definitiva porta de saída do subdesenvolvimento brasileiro, uma vez que as bases para a distribuição de renda foram lançadas pelo governo Lula.
Investimentos pesados em educação e saúde; melhoria da segurança pública e da malha viária; manutenção da estabilidade politica e crescimento econômico, metas deste novo governo, são as ações que podem nos levar ao almejado status de país desenvolvido. Não apenas a mesma meia dúzia de sempre, mas toda a a população deverá ter acesso ao crescimento e às riquezas geradas da exploração do Petróleo.
A erradicação da miséria e o fim da pobreza são os grandes desafios do governo de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Pela análise da pesquisa mencionada acima, as empresas acreditam que é possivel. Resta continuarmos com o projeto de Lula e seguir em frente com o mesmo propósito.
5 de jan. de 2011
O estilo DILMA.
Tudo o que Dilma precisa fazer é manter o crescimento econômico ancorado na performance doméstica, com geração e distribuição de renda e emprego.
Ainda que a velha imprensa se esforce em tentar comparar estilos, Dilma tem sua própria personalidade, diferente da de Lula mas, nem por isso, menos decidida. Ou titubeante. O jeito Lula de fazer politica foi a marca de um governo que precisou se defender, ao longo de seu mandato, das armadilhas que (uma pequena) parte da sociedade armou; Lula usou os ataques que sofreu contra quem o atacou, criando uma identificação ainda maior com a massa da população brasileira.
Dilma, ao contrário, é mais reservada e menos explosiva que Lula. Nem melhor, nem pior. Diferente. Demonstrou em seu discurso de posse que assume o comando do país pensando no país, anunciando que estenderá a mão à totalidade da população. Este gesto, ainda que simbólico, demonstra um estilo próprio de atuação politica e a coloca na posição confortável de liderança a ser respeitada.
Lula, muitas vezes, deixou-se ofender. Muitos de nós, blogueiros sujos, exprimimos revolta ao ver capas de Vejas, editoriais de Estadões e Folhas; matérias de Globos e comentaristas mal intencionados agredindo sem medida o Presidente Lula. A estratégia não funcionou. A cada ataque, a cada tapa, Lula se fortalecia mais e mais e terminou seu mandato com mais de 85% de aprovação popular.
Com a Presidenta haverá de ser diferente. Ela não parece ser o tipo de pessoa que aceitará calada às mentiras e calúnias que a máfia midiática está acostumada a plantar. Os cafajestes, funcionários dos conglomerados da midia tupiniquim, terão que pesar melhor suas críticas. Não existe censura nem existirá sob este governo, mas respeito é bom e todos gostam.
É engraçado ler e ouvir comentaristas politicos quando se referem a Dilma Rousseff. Na era Lula, acusavam-no de improvisar seus longos e enfadonhos discursos; insistiam em desqualificar sua aura de "povão" . Um semi-analfabeto operário elevado ao cargo máximo da República.
Agora, Dilma já foi criticada por ter em mãos o discurso que pronunciou no parlatório, no dia da posse. Não soube improvisar, disse um apresentador medíocre. Ela não demonstrou firmeza no discurso, emendou outro.
Em menos de uma semana de novo governo, a imprensa golpista já falou da roupa da Presidenta, do penteado e do cabelereiro que a atende; da esposa do Vice-Presidente Michel Temer, da saia levantada pela filha de uma Ministra no momento dos cumprimentos ... enfim, falta muito o que fazer para uma grande quantidade de jornalistas brasileiros!
4 de jan. de 2011
BATTISTI: um refugiado politico europeu no Brasil.
O chanceler italiano, Franco Frattini, pediu a Dilma Rousseff que reveja a decisão de Lula e ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal do Brasil e, até, a Corte Internacional de Haia.
Demagogias e mentiras à parte, jogo que a imprensa mais gosta de fazer, a chancelaria italiana está babando. Não pela não extradição, mas pelo que chamaram de "acordo prévio" costurado pelo embaixador brasileiro em Roma e o governo Berlusconi, de não questionar as decisões das Instituições italianas.
A AGU, entretanto, ao sugerir que Battisti poderia "ser submetido a agravamento da sua situação" em seu pais, correndo, inclusive, risco de morte por ter sido jurado por um sindicato de carcereiros, não interfere na soberania do País da Bota.
O fato de Cesare Battisti ter sido condenado à prisão por ter supostamente cometido 4 assassinatos; de ser chamado de terrorista pela imprensa brasileira e italiana; de ter permanecido na França por longos 10 anos com documento de refugiado politico, aponta claramente para a dúvida dele não ser um criminoso comum. E não é.
Nas condenações da Justiça italiana, Cesare Battisti é acusado te cometer "subversão contra o Estado". Não há menção a qualquer ato terrorista. Das inicialmente quatro mortes que lhe atribuem, pateticamente modificadas para 3 de "autoria direta" e uma de "autoria intelectual", estes atos criminosos foram forjados em depoimentos de Pietro Mutti através de delação premiada. Ou seja, Mutti acusou Battisti dos assassinatos para escapar de uma pena maior. Vale lembrar que Mutti estava preso e Battisti, foragido.A Promotoria Italiana acatou a confissão de Pietro Mutti sem nem ao menos se dar ao trabalho de conferir datas e locais dos crimes. Alberto Torregiani conta, através da midia, ter sido obrigado a assistir, ainda criança, seu pai ser morto por Battisti, embora ele mesmo, Torregiani, tenha dito à agência ANSA que não fora Battisti o executor de seu pai. Constam nos autos do processo italiano que Battisti estaria "matando um açougueiro" numa cidade bem distante dali, ao mesmo tempo.
O que importa, de verdade, para o Brasil, depois que o STF jogou no colo de Lula a decisão sobre o futuro de Cesare Battisti, e da decisão do Ex-Presidente de mantê-lo como refugiado - com a concordância da então Presidenta-Eleita Dilma Rousseff - é que esta atitude o mostra claramente o posicionamento politico brasileiro. Não é por tratar-se de uma Nação européia que vamos nos curvar. De nada adiantam as manifestações golpistas de jornais e TVs exigindo a extradição do "terrorista". Nossas decisões são baseadas na lei e, nela, gestamos nossa soberania.
Como o jurista italiano Norberto Bobbio disse, à respeito dos anos de chumbo na Itália:
“A magistratura italiana foi então dotada de todo um arsenal de poderes de polícia e de leis de exceção: a invenção de novos delitos como a ‘associação criminal terrorista e de subversão da ordem constitucional’ (...) veio se somar e redobrar as numerosas infrações já existentes – ‘associação subversiva’, ‘quadrilha armada’, ‘insurreição armada contra os poderes do Estado’ etc. Ora, esta dilatação da qualificação penal dos fatos garantia toda uma estratégia de ‘arrastão judiciário’ a permitir o encarceramento com base em simples hipóteses, e isto para detenções preventivas, permitidas (...) por uma duração máxima de dez anos e oito meses"
Tanto aqui como lá, a supressão das liberdades individuais foi fartamente utilizada contra os que se opuseram ao regime de plantão. Os julgamentos, daqui e de lá, nesta época, foram meras peças de ação política contra aqueles que eram suspeitos de se opor aos regimes. Agora, pelo menos, parte da justiça histórica está sendo refeita.
3 de jan. de 2011
RECOMEÇOU (CEDO) A CRETINICE.
A capa da edição de hoje é um exemplo da falta de caráter do editor chefe do jornaleco mafioso da Barão de Limeira.
Fico imaginando o momento da decisão da escolha da foto de primeira página; o gozo que o editor deve ter tido ao colocar, lado a lado, um sujeito insatisfeito com o trânsito caótico do retorno à capital paulista, e a imagem do Ex-Presidente Lula acenando de sua varanda, em São Bernardo do Campo.
O que terá passado pela cabecinha vazia do funcionário do Frias para tal escolha?
Que a capa do jornal exposto nas bancas é mais vista que o conteúdo do próprio jornal e, portanto, a imagem do polegar negativo, à esquerda, levaria a idéia de reprovação a Lula.
Quanta falta do quê fazer!
1 de jan. de 2011
UMA MULHERZONA NO PODER.
Centenas de milhares de brasileiros foram ao Distrito Federal presenciar a chegada ao poder de uma mulherzona, uma pessoa lutadora e cheia de ideais, pronta para assumir o comando político deste país.
Dá orgulho ver a maturidade do brasileiro que, ao eleger uma mulher, aponta para um futuro de esperança e fé. Hoje, o brasileiro vê realizar um sonho iniciado em 2010, quando o então Presidente Lula sugeriu sua sucessão.
DILMA ROUSSEFF é a mulher que vai conduzir o Brasil rumo ao desenvolvimento com distribuição de renda e geração de emprego; que dará continuidade ao projeto do Partido dos Trabalhadores de inclusão social.
Ao assumir o maior cargo da República, tendo diante de si o desafio de seguir transformando o Brasil, DILMA estará diante da oportunidade única de elevar a condição deste pais ao status de Nação livre, independente e desenvolvida; a herança deixada pelo Presidente Lula, de crescimento e estabilidade, é a ferramenta básica para alcançar os objetivos tão necessários para retirar da miséria e da pobreza a parcela mais esquecida do povo brasileiro.A história está sendo construída de forma tranquila e sem sustos, como sempre desejamos. Apesar dos descontentes, da pequena camada social que sempre criticou o Partido dos Trabalhadores, e de parte da imprensa corporativa, estamos seguindo em frente.
E continuaremos avançando nas conquistas, econômicas e, sobretudo, sociais.
Estes próximos 4 anos serão decisivos. A exploração do petróleo do Pré-Sal, nos moldes determinados por Lula e seu time, visando benefícios sociais desta riqueza, será determinante para colocar o Brasil no patamar de Nação desenvolvida, reduzindo drasticamente as diferenças através da educação.
Uma grande mulher entra para a história, ao subir a rampa do Planalto e substituir Lula, o Presidente mais popular que este país jamais teve, com a missão de trazer conforto à imensa Nação brasileira.
Desde já, agradeço ao imenso esforço que DILMA terá de agora em diante. Por seu tempo, seu trabalho, sua saúde, sua falta de privacidade, seus poucos momentos de folga, pelo seu compromisso assumido ao aceitar dirigir o Brasil e os brasileiros.
Sua recompensa, DILMA, está no rosto e no sorriso de cada um que acredita em você.
Uma mulherzona que me enche de orgulho e satisfação.











