10 de ago de 2009

IMPRENSA-DRAG

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A tal “crise” do Senado Federal está nos oferecendo uma excelente oportunidade de desmascarar a imprensa mais comprometida do planeta.
Não vê quem não quer. Só acredita aquele que é ingênuo ou, igualmente, comprometido.
As amostras do comprometimento estão diariamente estampadas em jornais, revistas e sites controlados pela máfia midiática, conhecida como PIG; os que escrevem os textos o fazem cuidadosamente, competindo entre eles para fazer a mentira parecer verdade.
Essa campanha tem o único objetivo de construir uma imagem, destruindo outras, na esperança de retomarem o poder perdido em 2002 para Luis Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores. A imagem a ser construída, agora, é a de José Serra.
A IMPRENSA-DRAG.
parece uma coisa, mas é outra.


Travestidos de donos da moral e da verdade, uma quadrilha de “jornalistas” usa uma ferramenta que consideram eficaz na difusão de seus ideais: a mentira.
A história recente do Brasil está repleta de exemplos.
Na ditadura militar ergueu-se um império midiático chamado Rede Globo (1965) e, de lá para cá, vários outros veículos aderiram aos governos dominados pela direita.
Quem não lembra da construção da imagem de Fernando Collor, o caçador de marajás, que a midia transformou no primeiro Presidente da República civil eleito depois da ditadura? E da mesma forma que o elegeu, o destronou. Quem era seu opositor à época? Lula.
Em seguida, escolheram um ninho tucano para retirar um nome e empossá-lo Presidente. Cunharam FHC como o Pai do Real, como se ele fosse o homem que enfrentou a inflação e a venceu. Contra quem ele competia? Lula.
Ainda na metade do primeiro mandato, a imprensa apoiou a emenda da reeleição – escondendo a compra de votos -, uma lei feita exclusivamente para que FHC pudesse continuar no cargo e dar andamento nas privatizações que começara em seu primeiro reinado. A midia viabilizou sua segunda eleição privando a população das informações sobre a economia. Logo depois da segunda posse veio a mega-desvalorização do Real e o país mergulhou em profunda crise. Quem era seu oponente também na segunda campanha? Lula.
Finalmente, em 2002, diante de tantos fracassos, o povo decidiu votar no PT. Não houve meio de impedir, nem com as mentiras plantadas na midia de que Lula confiscaria a poupança. A Carta Aberta ao Povo Brasileiro foi decisiva para conseguir os votos necessários para empossar o primeiro Presidente operário do Brasil.
A midia não se conformou. Até hoje há um ranço preconceituoso em cada matéria que cita Lula ou o PT. O tratamento dispensado aos aliados do governo é francamente destrutivo. Sem qualquer pudor, a imprensa-drag mente, omite, inventa, aumenta e dá farta ênfase a suas matérias caluniosas; jornais, revistas e TV, de forma orquestrada, inventam argumentos falaciosos para tentar derrubar este governo. E produzem manchetes de dar vergonha.
Foi assim às vésperas da reeleição de Lula, em 2006; na difusão da mentira do “mensalão”; na perseguição implacável a nomes do partido, como, José Dirceu, Antonio Pallocci, José Genoino, entre outros; foi assim na divulgação da farsa da Febre Amarela, no exagero da gripe H1N1, e, agora, no que denominaram “escândalo do Senado”.
Todos sabemos que o alvo é o Presidente Lula, apesar dos ataques estarem sendo dirigidos a José Sarney. Não quero defender nenhum senador ou deputado, de nenhum partido, mas não é honesto apontarem o dedo a Sarney como se fosse o único responsável pelos “atos secretos”.
A imprensa-drag não diz que o mesmo partido de Sarney, o PMDB, era base de apoio de FHC nas suas duas gestões, e encobrem que outros presidentes do senado, à época aliados dos tucanos, editaram tantos ou mais atos secretos. Não apenas isso, mas um ex-ministro de FHC fraudou o painel secreto de votação do senado, tendo sido obrigado a renunciar a seu mandato por causa do escândalo. Antonio Carlos Magalhães, alguém lembra?
Como li no blog do Azenha de hoje, quando Collor sobe na tribuna e pede a Sarney que não renuncie, assim como Renan Calheiros, ambos ícones das más práticas politicas, eles estão certos! Assim como está completamente equivocado o senador pelo Rio Grande do Sul, Pedro Simon, ao pedir a cabeça de Sarney e cobrir de carinhos a governadora de seu estado envolvida em corrupção fartamente comprovada! Simon e a governadora Yeda Crusius estão sendo protegidos, enquanto os outros, acusados.
Os travestis da midia preferem o pior caminho, aquele que pretende nos devolver ao século passado. A imprensa-drag é à favor das privatizações que Lula e o Partido dos Trabalhadores nunca farão e, porisso, são perseguidos, julgados e condenados pelas familias mafiosas controladoras de parte dos meios de comunicação!
Maquiados de representantes da “opinião pública”, articulam suas campanhas sujas, agora, para derrubar a candidata à presidência, Dilma Rousseff, ligando seu nome a atos terroristas e, ainda pior, usando a oposição para instalar a CPI da Petrobrás. Lembremos que a Dilma Rousseff foi Ministra das Minas e Energias, e é o alvo da CPI.
Por essas razões é que a imprensa-drag está se tornando um eximio canal de comunicação entre os ratos do jornalismo tupiniquim. Seus rabos se prendem uns aos outros e o cheiro que exala é forte. Estão escrevendo o Manual da Contramão do jornalismo.
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Para deixar claro: o respeito que tenho por estes profissionais auto-denominados Drag Queen é infinitamente maior do que minha consideração pela midia comprometida.
O termo Drag, de dragão, é o mais apropriado que encontrei para qualificar parte da midia golpista.
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4 comentários:

La Pasionaria Ibarrure disse...

Muy bien Julio Pegna.
é bom refescar as memórias fracas dos brasileiros.
Mídia Drag, midia dragão, midia asquerosa.
Estão numa verdadeira cruzada orquestrada, entrando nos corações e mentes dos brasileiros, 24 hs. por dia.
Mídia esgoto.
Basta.
A cada armação orquestrada, temos que dar resposta à altura. Eles são muitos, mas nós podemos voar na blogsfera.

Ana Cristina Nadruz disse...

Julio , quando entrei pra faculdade de Artes Plásticas, a FAAP de SP, não pude marcar minha segunda opção, Jornalismo. Wladmir Herzog tinha sido assassinado na prisão e, como ele tinha dado aulas na FAAP, o curso foi sumariamente extinto. Eu já havia cursado 1 ano de jornalismo na PUC/RJ e tinha por essa profissão a maior admiração."O que foi feito , amigo, de tudo que a gente sonhou?" Que "jornalistas" são esses, comprometidos com a empresa e não com a notícia?A blogosfera é a solução? Pelo menos confio mais nas análises postadas por aqui, sem patrão no cangote do profissional.

Lucas Gaucho disse...

a cara dessa figura retrata bem a comédia que é o PIG!!

Cassia Pessoa disse...

No meu tempo, ser jornalista era profissao de respeito hoje nem profissao é mais.
Tem gente que faz cada coisa por dinheiro ...