13 de ago de 2009

TVs em pé de guerra.

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Foi declarada a guerra entre as Tevês brasileiras.
As duas maiores emissoras destilaram veneno uma contra a outra.

Primeiro, a Rede Globo de Televisão fez reportagem de 10 minutos em horário nobre. O Jornal Nacional acusou o "bispo" Edir Macedo, dono da Rede Record, de desviar recursos da Igreja Universal para suas empresas privadas.

Colocou no ar imagens de Macedo ensinando colegas a pedir doações para as igrejas. Estas cenas são antigas e a Globo já as havia exibido anteriormente.

Ainda, para dar um tom de seriedade na matéria, os âncoras do jornal disseram ter tido acesso ao processo movido pelo Ministério Público; dizem ter provas das irregularidades do dinheiro empregado na compra de emissoras de rádio e TV.

A Rede Record, no dia seguinte, produziu matéria de mais de 8 minutos no Jornal da Record acusando a concorrente de práticas desonestas para "montar o império" que se tornou monopólio.

Textualmente, o locutor diz que a Globo manipulou a opinião pública durante muito tempo; que a familia Marinho usa a emissora de TV para seu jogo de interesses, e que as rasteiras em Lula não são novas.

Mostrou imagens da campanha eleitoral de 1989 e acusou a Globo de manipular debate em benefício do candidato Fernando Collor, que saiu eleito ao cargo de Presidente da República.

As críticas foram duras. A Globo nasceu de uma ação ilicita de um governo ditatorial, disseram, e que democracia nunca foi o forte da Globo.

A Record lembrou de um direito de resposta conseguido na justiça pelo então candidato ao governo do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, e exibiu imagens do locutor do Jornal Nacional que, em 1994, narrou o texto de Brizola.


De todo este imbroglio, fica no ar a pergunta que a Record formulou: como a Globo teve acesso aos documentos do Ministério Público se o processo corre em segredo de justiça? Quais os métodos que a emissora lider de audiência usa para conseguir "provas" contra seus concorrentes?

Está claro que a imprensa brasileira é comprometida até o pescoço com seus interesses inconfessáveis. Agora, uma acusa a outra de práticas ilegais e corrupção. A opinião pública já percebe que estes velhos "formadores de opinião" já perderam credibilidade, e acredita cada vez menos nas "notícias" veiculadas diariamente.

Quando será que os donos de veiculos de comunicação vão assumir que seus interesses politicos é que dão a pauta de seus jornais?
É preciso coragem para isso. É preciso ir além do que contratar meros papagaios maquiados que repetem o que os donos mandam, como são os apresentadores dos telejornais.

Existem jornalistas sérios. O que não existe é seriedade na imprensa mais comprometida do planeta.

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3 comentários:

lucia dias - cascavel/PR disse...

Se existe jornalista sério, Julio, onde estão?
Desses que escrevem pro PIG nenhum deles se salva. Eu era ingenua e achava que voces inventavam coisas mas depois da briga da globo e da recorde a coisa esta ficando clara.

Anônimo disse...

SÓ SE FOR EM BEVERLY HILLS!

SENADOR ÁLVARO DIAS VENDEU FAZENDA DE 36 HECTARES POR R$ 5,3 MILHÕES.


Álvaro Dias vendeu fazenda por R$ 5,3 milhões, para apenas 36 hactares
O senador tucano Álvaro Dias, justificou a origem de R$ 6 milhões em aplicações financeiras não declaradas à Justiça Eleitoral, como fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá, Paraná, por R$ 5,3 milhões. As terras, presente de seu pai, foram vendidas em 2002, segundo o senador.

Essa venda tem o valor astronômico de R$ 350 mil por alqueire. E neste valor, só uma fazenda em Beverly Hills localizada no estado americano da Califórnia

Em 2004, o preço de mercado do alqueire na região de Maringá era R$ 50.000,00. Hoje tem fazendas sendo vendidas a R$ 16.000,00 o alqueire (de pasto).

fonte: http://casagrandeesenzala.blogspot.com/
Val | 08.15.09 - 3:13 am | #

jgn1957 disse...

O expediente é o mesmo: No ano da eleição da besta do apocalipse fhc, no mes de junho daquele ano , a tal revista "isto era", publicou uma curiosa ação comercial do carcamano, que vendeu uma fazenda que valia 100 por 6. Incrível: o assunto nunca mais voltou a pauta (no caso dele foi o banditismo da sonegação fiscal e caixa dois, três, quatro, cinco....). No do alvaro (lembra da música "tiro ao álvaro"...) é a prática de esquentar dinheiro. Credo in Crucis!