28 de mai de 2010

PROPAGANDA ELEITORAL TUCANA PODE?

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Foi ao ar ontem, em rede nacional de TV, a propaganda do partido DEM.

10 minutos de lero-lero, como fazem todos os outros partidos, mas ontem algo diferente aconteceu.

Por mais de 7 minutos, quem deitou falação foi o Coroné Zé Serra, que fez discurso e promessas, mostrou imagens de suas realizações como governador, pessoas do povo falando bem dele, enfim, fez campanha.

Ao invés dos DEMos aparecerem, o candidato deles tomou a palavra.

O lado engraçado da história é que fizeram exatamente o que vinham combatendo e criticando da candidata da situação.

Ameaçaram, através de uma procuradora eleitoral e de um Ministro do TSE, impugnar o lançamento da candidatura do PT e, em caso de eleição, juraram cassar o mandato. O Deputado federal Brizola Neto (PDT/RJ) lançou campanha pela legalidade das eleições, que está reproduzido no alto deste blog.

E fazem justamente igual!

Como ficam, agora, diante das bravatas de alguns Coronéis do PSDB/DEM/PPS que entraram na justiça contra a "propaganda" do Partido dos Trabalhadores?

Se o que apareceu na TV ontem não é propaganda eleitoral, será o quê? Conversa de bêbado em botequim?

Se estão querendo nos fazer de imbecis e usam a justiça para isso, vão pagar caro. Usar o tempo do Ministério Público Eleitoral e dos juízes envolvidos na repreentação contra o PT é atrasar o país!

Abaixo, imagens que não deixam dúvidas. Coroné Zé Serra com dedo em riste e fazendo biquinho, todo empolgado, sob logo do DEM ao fundo.

Mais interessante seria, para todos, que os partidos politicos fossem mais capazes de mostrar suas propostas.

Exibir, em programa alheio, a cara do Coroné não o levará a lugar nenhum.

Mostra o grau de desespero da oposição agora que até as pesquisas da midia comprometida mostram Dilma em ascensão.

E, por falar em midia, parece que a coordenação de campanha do Coroné não acredita mais na força dos veiculos de comunicação que o apoiam. A Globo começou uma campanha para não permitir que candidatos que façam propaganda antes do tempo sejam aceitos. Do jeito que fizeram ontem, não acreditam que a midia esteja com a bola cheia.

E não está!

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27 de mai de 2010

SERRA FALA GROSSO, MAS SEM CORAGEM.


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O candidato da direita às eleições presidenciais, do alto de sua coronelidade, em entrevista a uma rádio, acusou o governo boliviano de ser cúmplice do tráfico de cocaína.

A Bolivia reagiu, exigindo provas da acusação. Por mais que Serra não goste do indio Evo Morales, presidente eleito da Bolivia, não pode afirmar uma idiotice dessas. Afinal, o tráfico de drogas Bolivia/Brasil existe há décadas, desde quando a Bolivia era representada pela direita daquele país.

Para quem não entendeu, a guerra eleitoral sugerida pelo presidente do PFL, um certo Bornhausen, começou. Se a oposição não pode atacar o Presidente Lula, insinua que seus amigos são traficantes.

Coisa típica de quem não tem discurso mas precisa aparecer.
 
O comando da campanha tucana alertou o Coroné Serra que era chegado o momento de falar mais grosso.

Não estava dando resultado sua meiguice em relação Lula; o ataque deveria começar.

Mas, cadê a coragem?

O tema politica externa, com certeza, não estará presente na campanha eleitoral; o brasileiro é muito pouco interessado nas questões internacionais. Mesmo assim, Serra cutucou mas sem citar Lula.
O que será tema de campanha, então, para que a oposição possa falar grosso?

- Corrupção? - A oposição teve um governador preso por desvio de dinheiro; o mensalão tucano foi fartamente divulgado e o mensaleiro mor, Roberto Jefferson (PTB/RJ), acaba de aderir a Serra.

- Economia e Investimentos? – Nunca antes da história do Brasil crescemos de forma tão consistente; Dilma terá dezenas de obras, portos, ferrovias, refinarias, estaleiros, para mostrar.

- Desemprego? – O governo do PT criou mais de 12 milhões de empregos formais.

- Educação? – Encontra-se em estado deplorável a educação no estado mais rico do país, São Paulo, nas mãos do PSDB há mais de 16 anos.

- Saúde e segurança – esses, sim, são pontos que podem ser abordados na campanha, mas não se deve esquecer que são atribuições dos estados da federação.

Convenhamos que, se for para falar grosso, Dilma tem muito mais coisas a falar.

Só para exemplificar a ineficiência administrativa do PSDB: Serra e midia falaram maravilhas da nova marginal Tietê, na capital paulista, obra que iria acabar com os congestionamentos e melhorar a vida dos cidadãos paulistanos. Gastaram 1,3 bilhão de Reais.

Dinheiro jogado no ralo. Abril passado bateu o recorde de congestionamento na marginal!
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25 de mai de 2010

PALAVRAS VAZIAS DE BARACK OBAMA.

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Interessante artigo de Roger Cohen, no The Herald Tribune, dia 21/05, chamado America Moves the Goalposts, trata do acordo nuclear assinado por Irã, Brasil e Turquia.

Vai a fundo na questão beligerante norteamericana e afirma que acreditava que Obama se comportaria de modo diferente em relação ao Irã. Em tom decepcionado, diz que a reação exacerbada do governo americano e das outras potências, em relação ao acordo, afunda Obama no fracasso.

Em seu ponto de vista, Hillary Clinton foi "rápida no gatilho" ao disparar contra as posições dos emergentes (que continuarão emergindo) Brasilia e Ankara; o Ocidente não é mais capaz de impor soluções globais ao resto do mundo; os EUA se envolveram em duas guerras sangrentas e não conlcuídas contra países muçulmanos, e não podem começar uma terceira.

Na Turquia, o sentimento é de traição. Incentivados por Obama, os turcos fizeram todos os esforços para "arrancar" de Teerã o acordo proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica, nos mesmos moldes estabelecidos desde outubro entre os técnicos.

O ministro das relações exteriores turco, Ahmet Davutoglu, disse estar com raiva pela posição americana, e acreditava estar construindo uma frágil ponte de segurança mundial.

Cohen termina dizendo que, ano passado, Obama disse na ONU que começava uma nova era de repartir responsabilidades. "Juntos devemos construir coalizões que superem as divisões". Brasil e Turquia fizeram sua parte, e foram esnobados (... and got snubbed. Obama has just made his own enlightened words look empty…)... Obama só fez suas palavras iluminadas parecerem vazias …

Enquanto isso, no hemisfério sul, a imprensa subdesenvolvida tece criticas à diplomacia brasileira por causa do acordo. Que pena que poucos jornalistas sejam isentos!

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AÉCIO SÓ PRESTA SE FOR VICE.


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Esta é a avaliação que seus correligionários fazem, neste momento da campanha.

Interlocutores do mineiro afirmam que Aécio Neves, diante da insistência do grão-tucanato para que aceite a vaga de vice na chapa de Serra, teria reagido, indignado: Se sou tão relevante, seria o presidenciável, não o vice!.

Não deixa de ter razão.

Afinal, tinha colocado seu nome para ser o candidato da direita antes de ser derrotado por Serra.

Sua avaliação é que sua força em Minas Gerais deve ser usada para alavancar seu candidato ao Governo do estado que, hoje, tem apenas 17% das intenções de voto, contra mais de 50% do candidato do PMDB, Hélio Costa, ministro de Lula.

Além do mais, segundo entendimento de alguns, ele é pouco conhecido fora de Minas, colégio eleitoral com pouco mais de 11% dos votos nacionais, e, caso faça crescer em 20% o percentual de Serra em seu estado, não representaria mais que 2 pontos na campanha tucana. Vale lembrar que Lula é muito querido pelos mineiros da capital e do interior.

Aécio ainda é jovem o bastante para poder esperar pelo próximo pleito; Serra, nem tanto, ainda mais se levado em consideração que o próximo Presidente poderá optar por ser candidato a re-eleição. Aécio pode esperar mais 8 anos. Serra, não.

De qualquer modo, a campanha tucana está favorecendo, e muito, a candidata Dilma Rousseff do PT, que cresce nas pesquisas com bastante consistência e pode levar no primeiro turno.
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23 de mai de 2010

CHEIRO DE GOLPE?


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Não dá para acreditar que se esteja planejando um golpe contra a eleição da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Me recuso!

No blog Cidadania, há postagem se referindo a um possivel Plano B da oposição que, diante da derrota iminente do Coroné Zé Serra; levada em consideração que a pesquisa Datafolha já aponta para o empate, estaria pretendendo melar o jogo no tapetão. O próprio autor do blog, Eduardo Guimarães, diz não acreditar que seja possivel. Mas lembrar que possa acontecer já é um fato grave.

O SANDÁLIAS DO PIRATA tampouco acredita que seja possivel o golpe, nem pela via legal da impugnação da candidatura de Dilma no STE.

Primeiro, porque sempre existe a possibilidade de se colocar outro candidato caso Dilma seja impedida de participar. A democracia prevê representatividade, e o partido do Presidente da República terá, certamente, o direito de competir pela vaga pela via legal.

Segundo, e talvez esta seja a razão mais importante, é que a oposição estará colocando o gosto de sangue na boca da militância e do próprio partido. Não podemos esquecer que Lula continua presidente até o último dia do ano de 2010, e terá o direito de convocar quantas cadeias de rádio e TV quiser para se dirigir aos eleitores de seu partido, para explicar, para apontar e, sobretudo, para denunciar o golpe.

Qualquer brasileiro sabe – e a direita mais que ninguém – que a militância petista é a mais bem organizada do país; o poder de mobiização é enorme e a capacidade de fazer barulho, proporcional.
Não haverá golpe "legal" ou ilegal, o Partido dos Trabalhadores terá um representante na urna da eleição de outubro.

O que preocupa é o fato de ainda se pensar na possibilidade de golpe nos dias de hoje.
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22 de mai de 2010

ASCENSÃO E QUEDA – O HARAQUIRI.

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Instituto Datafolha divulgou hoje pesquisa eleitoral colocando Dilma Rousseff empatada com o Coroné Zé Serra, em 37%.

A mesma pesquisa aponta para diminuição do indice de rejeição de Dilma – 24 para 20% - e crescimento da rejeição Serra – 24 para 27%.

Na projeção de segundo turno, Dilma aparece tecnicamente empatada com seu oponente, mas acima dele pela primeira vez – 46 a 45.

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Milagre?

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A cara de pau do instituto DATAFOLHA parece ter chegado ao limite.

Não se sustentou, do alto de sua arrogância.

Em pouco de mais de um mês, manipulou 12 pontos percentuais em sua pesquisa; tirou 5 do Coroné e "deu" 7 a Dilma.

A desculpa foi a hiper exposição da candidata de Lula na TV, nas inserções da semana que termina e no programa do PT. Como se apesas isso fosse suficiente.

A incongruência dos resultados comparados é tamanha, e tão clara, que na pesquisa de abril, quando o Coroné ainda tinha larga vantagem na sondagem estimuluda, na espontânea Dilma já estava na frente. E continua, na de maio.

Outro dia, recebi email da ombudsman da Folha, Suzana Singer, que argumentava não ser a falta de credibilidade do jornal que levava à queda na tiragem. Ora, o Datafolha, braço estatístico do jornal(eco) tucano, está cometendo um erro grave ao tentar mascarar a mentira que tentou plantar.

Recolocar ordem na estatística eleitoral, desta forma, sem qualquer pudor ou vergonha, levará o instituto – e seu jornal, e seus donos – à perda total do crédito perante o leitor/eleitor.

É o que Suzana Singer chamou de HARAQUIRI.

A espada, que já estava na garganta da imprensa mais comprometida do planeta, está sendo empurrada pelos próprios manipuladores da opinião pública. Começam a sangrar com a tentativa de reparar a verdade.

Pode ser tarde.

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20 de mai de 2010

OBSCENIDADES IRRESPONSÁVEIS.


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A oposição no Brasil está se tornando, definitivamente, obscena. Sua torpeza é tamanha, que beira a falta de caráter.

Seus movimentos politicos irresponsáveis são baixos, próprios de gente que não merece crédito; pior, brincam com a opinião pública escondidos pela midia que os apóia.

Travestidos de politicos e usando máscaras para não revelar suas verdadeiras intenções, parlamentares do PSDB, PPS e PFL abusam da boa fé do brasileiro. A repetição de mentiras entranhadas em seus curriculuns é o mote para a volta ao poder. Uma vez lá, esperam recolocar o Brasil na condição subalterna perante a comunidade internacional . Para o povo, está reservado o desemprego.

Dois fatos me levam a chamar a oposição demo-tucana de torpe:
  1. O empenho para o fim da CPMF;
  2. O empenho para o fim do Fator Previdenciário.
O primeiro, chamado de Imposto do Cheque, foi criado na gestão maligna do nefasto FHC;

O segundo, fator de redução do reajuste dos aposentados, foi criado na gestão maligna do nefasto FHC.

Então, para compreender com mais clareza, os parlamentares travestidos de vestais, enquanto governo, criaram a CPMF e reduziram o reajuste do aposentado. Enquanto oposição, agiram no sentido extamente contrário, visando unicamente prejudicar a imagem do Presidente Lula que, certamente, vetará o fim do Fator Previdenciário.

O fim da CPMF retirou mais de 40 bilhões de Reais dos cofres públicos e, ainda pior, a CPMF era uma ferramenta de controle de movimentação de capitais lícitos e ilícitos.

Com o aumento do reajuste aos aposentados, o rombo da previdência crescerá e o Tesouro Nacional arcará com o prejuízo.

Quer dizer, o que é bom para eles não é para os outros. Da mesma linha de raciocínio, pode-se esperar que retirem o Brasil do rumo do desenvolvimento com distribuição de riquezas.

Porque a oposição não sabe administrar. Não gosta de trabalhar. Não pretende distribuir.
Fala em choque de gestão, mas a Previdência no municipio de São Paulo está à beira da falência, assim como a Previdência Estadual. Irão recorrer ao Tesouro para cobrir o rombo, como se fosse a mãe de todos os incompetentes !

Ser irresponsável é uma das característica do neoliberalismo pregado por Serra e companhia.

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19 de mai de 2010

ESTRATÉGIAS DE CAMPANHA

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A Copa do Mundo de Futebol está batendo à porta e, como já comentei anteriormente, as campanhas politicas serão interrompidas. As atenções voltarão para a seleção brasileira e, só depois da vitória ou eliminação do Brasil é que a agenda politica voltará ao normal

E com a corda toda!

Mas, desde já, pode se notar quais são as estratégias dos dois principais candidatos. Dilma Rousseff, pelo PT, e Coroné Zé Serra pela coligação da direita.

A candidata de Lula está em fase de aquecimento. Aparece um pouco aqui, um pouco acolá; dá entrevisitas a rádios e TVs e mantém o tom moderado em seus discursos. Sua coordenação de campanha sabe que o início, prá valer, será com a propaganda eleitoral gratuita da TV, em agosto.

O candidato tucano-PFL, ao contrário, está na ofensiva. Aparece muito mais na midia que o apóia, os grandes grupos corporativos com os quais tem compromissos. Todas as suas aparições são positivas e mostram um candidato firme e preparado. Quando derrapa em alguma resposta, o escondem para não causar danos. Como foi no caso de um discurso numa igreja evangélica, quando disse que quem fuma tem parte com o diabo! Putz! Este blogueiro tem parte com o cão e nem sabia!

A idéia da oposição é oferecer um produto de boa qualidade e confiável. Amparado a um forte apelo midiático, tenta vender um produto que já é velho conhecido do cliente/eleitor. Já foi governo, mas querem que acreditem que não foi. Já privatizou, mas dirão que não é privatista. É apoiado e representado pela direita mais retrógrada do Brasil, mas insistem em pintá-lo de esquerdista.

Seu slogan levará a mensagem do futuro. Que pode fazer mais. E melhor. Certamente terá um jingle animado, daqueles que dão uma cara "boa" ao produto. Sua assessoria de marketing passará a imagem de um politico competente, empreendedor, experiente, visionário e, sobretudo, de um candidato que nunca fala mal do atual Presidente. Óbvio, porque falar mal de Lula será um suicídio.

A grande desvantagem em relação à candidata do Partido dos Trabalhadores é a falta de garantia!

Todo produto que se preze tem que vir com prazo de garantia pré-estabelecido, e isso será impossivel no caso do Coroné Zé Serra. Sua aliança com o PFL o amarra ao que há de mais atrasado. O prende ao neoliberalismo econômico e à subordinação ao grande capital e aos Estados Unidos. Como foi no tempo de seu ex-chefe, o nefasto FHC, que se rendeu ao FMI e as famosas cartas de intenções que nos levaram bilhões de dolares.

Já a candidata Dilma Rousseff traz consigo o que há de mais importante no momento da decisão da opção do cliente/eleitor: a garantia de receber aquilo que se está escolhendo.

O cabo eleitoral de Dilma, Luis Inácio Lula da Silva, possuidor de um cacife de mais de 80% de aprovação entre os eleitores brasileiros – beirando os 95% em certas regiões – dirá a quem quiser ouvir que ela, sua candidata, dará continuidade aos projetos implantados pelo PT. Projetos sociais, de distribuição de renda através da criação de empregos, de oferta de crédito ao micro e pequeno empreendedor, de oportunidades no agronegócio e, sobretudo, Lula dará o aval a Dilma para que a politica econômica siga no ritmo de crescimento sustentável em que se encontra hoje.

O cliente/eleitor, diante das duas opções, certamente irá se comportar de acordo à sua realidade mais íntima. De um lado, a promessa de um produto sem garantia e, de outro, um produto comprovadamente eficiente, com a garantia oferecida por Lula. É certo que os petistas e simpatizantes da esquerda já fizeram a opção por Dilma. Assim como é certo que parte da classe média do sul e sudeste, também decidiu. Pela volta ao passado. Entretanto, a grande massa brasileira das classes C, D e E, aquelas que maiores beneficios tiveram nos 8 anos de governo Lula, será a responsável pela eleição do próximo Presidente da República.

A oposição sabe disso. Manobra para tentar chegar depois da Copa do Mundo com, pelo menos, 8 pontos de vantagem nas pesquisas. Para tanto, deveremos assistir a mais horrores na TV Globo quando falarem de Dilma. Quanto mais tentarem desgastar a imagem da candidata do PT, mais acreditam que podem cumprir a meta.

Lançar um produto no mercado envolve uma série de variáveis. Qualidade, confiabilidade, marca, preço, condições, etc.

Mas o mais importante é a percepção que o cliente tem diante do produto.

O cliente ter o sentimento de estar fazendo a escolha certa, não tem preço!

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REPERCUSSÃO DO ACORDO NO IRÃ.

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Para ser breve:

O acerto mediado por Brasil e Turquia com Teerã foi baseado nas conversações que a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) manteve, ano passado, com autoridades iranianas;

A China (e agora, aparentemente,a Russia também) colocaram-se à favor da negociacão mediada por Lula. Ambos os países tem direito a veto no Conselho de Segurança da ONU;

Jornais e TVs brasileiros deram destaque ao acordo como fato negativo para a diplomacia do Brasil, argumentando que a secretaria Hillary Clinton, depois do anuncio do acordo, produziu declaração conjunta insistindo nas retaliações contra o Irã.

Entretanto, o que ocorreu de verdade foi a confecção de um ESBOÇO, ou rascunho, de proposta de retaliação promovida pelo governo dos EUA, como não poderia deixar de ser, diante da falta de poder de intervenção no Irã. Estranho seria se Obama aceitasse o acordo.

Em seguida, China e Russia deram um tom de amenidade à declaração assinada, inclusive, por eles.

O embaixador chinês Li Badong disse à respeito do documento firmado: "as portas para a diplomacia não estão fechadas; as negociações são a melhor maneira de lidar com a questão" .

O ministro do exterior Russo, Sergei Lavrov, ligou para Hillary Clinton defendendo análise mais profunda no acordo Irã-Brasil-Turquia.

Como se pode perceber, a midia está tentando se aproveitar de um fato relevante para, como de costume, atear fogo no circo. Ontem, no Jornal da Globo, os debilóides Jabor, Waack e Pelajo não esclareceram que Hillary preparava um RASCUNHO de sanções que ainda devem ser aprovadas pela ONU. Sem vetos!

A parte brasileira neste affair foi cumprida com pleno êxito pela diplomacia nacional, capitaneada por Celso Amorim. O que se pode esperar, depois do acerto com Ahmadinejad, é que se dê sequência ao acordo e, caso Teerã descumpra sua parte, aí sim, sejam impostas sanções.

A imprensa tupiniquim, a parcela comprometida até o pescoço com interesses inconfessáveis, devia se preocupar mais em tentar dizer verdades. Confundir o público só piora sua credibilidade.

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18 de mai de 2010

ACORDO NUCLEAR.

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Recebi três emails de leitores que querem saber mais informações sobre o acôrdo mediado por Lula, com o Irã.

A história é bastante simples. Mas vista de ângulos diferentes, pode parecer trágica e perigosa.

Do lado iraniano, a história é energia elétrica. O país precisa de combustível para gerar energia, e o urânio enriquecido a 20% serve para usinas atômicas.

Do lado ocidental, mais exatamente Estados Unidos e Israel, o discurso é que o Irã pode, com urânio enriquecido, produzir bombas atômicas e atirá-las onde quiser.

Pode. Mas não fará. Pela simples razão que, se iniciarem uma guerra atômica, receberão de volta dezenas de bombas que se encontram em bases na Europa do Leste e Oriente Médio, prontas para o disparo. Inclusive, de Israel.

A missão do Presidente Luis Inácio tinha uma única finalidade: fazer cumprir a proposta do P-6 (Alemanha, EUA, China, França, Inglaterra e Russia), aliás, proposta pelos próprios iranianos e aceito pela cúpula, que era a troca urânio bruto  por urânio a 20%. Assim, não precisariam processá-lo e o temor ocidental seria diminuido.

É claro que o Irã pode esconder parte do urânio e enriquecê-lo, mas o fato de aceitar um acordo com a comunidade internacional é o elemento chave do sucesso para o controle das supostas armas nucleares iranianas.

Lula, como mediador do conflito, ao lado da Turquia, tinha aquilo que faltava para finalizar o acôrdo: confiança!

Em outubro do ano passado, a idéia de troca de urânio foi aceita pelos negociadores ocidentais, que pediram ao Irã detalhes, como quantidades, números e datas. O governo iraniano pediu um prazo e nunca respondeu a essas questões. Tinha medo. Não confiava. Acreditava que se enviasse urânio pobre nunca receberia seu equivalente enriquecido, nem teria de volta sua matéria prima.

Com a presença de Lula, a conversa foi diferente. Acôrdo fechado, apesar das desconfianças norteamericanas e israelenses.

Pode ser que nada dê certo neste acôrdo. Pode, até, ser que o Irã já esteja produzindo sua bomba atômica e a jogue sobre Israel. Pode ser que Ahmadinejad seja um ator digno de Oscar, ao comemorar, ao lado do Brasil e da Turquia, uma vitória.

O fato é que nunca antes na história deste país um Presidente da República teve tanta influência e credibilidade diante de conflitos internacionais desta magnitude.

Se alguém pensou que Lula pode ganhar o Nobel da Paz, acertou!
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DE VOLTA!

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Após um (nem tão) breve período afastado do blog, por motivos profissionais - sim, este blogueiro trabalha para ganhar a vida! - estou de volta.

Vou abordar alguns assuntos que me chamaram a atenção nesta semana que passou, rapidamente, para não parecer comentarista de casos passados.

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Começo respondendo ao comentário de um leitor amigo - mais amigo que leitor - que deixou a seguinte mensagem:
"... gozado e temeroso ver que o governo, pelo menos seu lider na bancada, quer adiar o projeto ficha limpa. Logo esse tão sofrido partido? Tão defensor da moral e dos bons costumes!!! "

Antes de mais nada agradeço a oportunidade de tocar no assunto ficha limpa.
O que se está querendo fazer já foi feito em passado recente. Disseminou-se a idéia que uma acusação, mesmo informal, originária de um veículo de comunicação, por exemplo, vale como peça jurídica.
Este país tem leis! Podemos, muitas vezes, não concordar com elas, mas elas existem e devem ser respeitadas enquanto não as mudarmos.

Ficha limpa equivale a não ter nenhum envolvimento com o crime. Crime de qualquer natureza.
Como está, o projeto pretende proibir que candidatos acusados de crimes de corrupção, entre outros, tenham validada sua inscrição como candidatos, à despeito de condenação.

O que não parece correto é impedir um cidadão brasileiro, maior de idade, de se candidatar acusado por ter o nome "sujo" em um processo ainda não concluido. A Constituição Federal de 1988 nos dá o direito de defesa até a última instância de poder quando, então, se é condenado ou inocentado. Só aí é que poderia se impedir um sujeito de lançar sua candidatura. Nunca antes. Sob pena de ferir a Constituição.

Aprovar o projeto como está não produz nenhum benefício ao eleitor. Pelo contrário, qualquer candidato impugnado pela lei da ficha limpa, se ainda não condenado em última instância, poderá recorrer e terá o direito de concorrer ao cargo.

Esta é a razão do posicionamento das lideranças do PT diante da urgência que a oposição quer criar para votar a ficha limpa. Jogo de cena. Jogo para a platéia!

Quanto ao PT ser o defensor da moral e bons costumes, não sei de onde o querido amigo tirou isso. Talvez ainda não saiba, mas politica, no Brasil, é coisa de gente grande! Moral e bons costumes é coisa da TFP e de meia dúzia de Cardeais do Vaticano.

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Através da interferêcia direta do Brasil, pelas mãos do Presidente Luis Inácio, foi costurado o acôrdo nuclear com o Irã, país tão temido pelo mundo ocidental, acusado de querer produzir bombas atômicas.

Jornais do mundo todo noticiaram o fato. Alguns, céticos, foram moderados quanto aos resultados. Os periódicos americanos colocaram dúvidas quanto ao efetivo cumprimento dos itens acordados entre Irã, Turquia e Brasil. Acham que a Turquia, por ter maioria muçulmanda e ter "um pé" no Oriente Médio, poderá favorecer o Irã e enviar urânio enriquecido para a produção das bombas.

Jornais da Europa acenam com a possibilidade de não serem adotadas sanções contra o Irã, diante da assinatura do tratado. Israel, como não poderia deixar de ser, zombou do acôrdo e jura por Moisés que isso não vai funcionar.

Interessante como o jornal(eco) Folha de São Paulo se posicionou. Sua manchete de hoje diz "acôrdo nuclear com o Irã não convence potências". Engraçado. Quais potências? No próprio site do jornal(eco) há uma chamada que diz "China rompe ceticismo internacional e se diz favorável ao acôrdo com o Irã". Até onde sabemos, a China é super potência e tem direito a veto no Conselho de Segurança da ONU, em caso de paises ocidentais preferirem adotar sanções.

Mais uma vez a FSP se coloca numa posição mentirosa em relação à verdade. O Estadão, por exemplo, colocou na manchete de primeira página que o acôrdo não foi bom para os EUA. Vai ver a FSP acha que os EUA e Israel são as únicas potências mundiais. Depois reclamam da queda nas vendas ...

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O candidato-Coroné Zé Serra esteve no Ceará para fazer campanha. Recepcionado pelo Coroné local, Tasso Jereissati, perambulou pelo Cariri e até rezou ao pé da estátua do Padrinho Padre Cícero.

Seu objetivo é abocanhar os votos cearenses que iriam para Ciro Gomes. Não são poucos, porisso os Coronés beijaram criancinhas, abraçaram aposentados e donas de casa, distribuiram beijos e sorrisos.
Uma meiguice.

Para relembrar as eleições passadas, no Ceará, quando Ciro participou em campanha própria, apoiado pelo Coroné Tasso Jereissati:

No primeiro turno da eleição de 2002, os votos foram:
44% CIRO GOMES
39% LULA
8% SERRA

No segundo turno do mesmo 2002:
71% LULA
28% SERRA

Uma piada para o Coroné!
É preciso lembrar, ainda, que hoje, véspera da eleição de 2010, Lula tem no Ceará algo em torno de 80% de aprovação. Basta transferir metade disso para Dilma Rousseff.

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Entre sexta-feira e ontem, foram divulgadas duas pesquisas eleitorais. Pelos Institutos Vox Populi e Sensus.
Ambas colocam Dilma Rousseff à frente do Coroné Zé Serra. No primeiro e no eventual segundo turno.

O Datafolha promete sair à campo entre quinta e sexta para divulgar, no sábado, sua pesquisa.
Ibope não se manifestou.
É bom lembrar que o STE acatou denúncia contra os quatro institutos de pesquisas para averiguar quem mente. Dois deles, com certeza, manipulam números.
A Policia Federal foi acionada e deverá avaliar os critérios que levam a resultados tão diferentes.

Este blogueiro aposta que o resultado do Datafolha colocará Serra à frente de Dilma com, pelo menos, uns 8 pontos. Para não perder totalmente a credibilidade.

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8 de mai de 2010

Propaganda e politica.

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O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, escreveu artigo na Folha deste sábado referindo-se pesquisa sobre eleições presidenciais nos Estados Unidos.

O texto completo está aqui (apenas para assinantes).

A certa altura, Maia, especialista em factóides, diz que comerciais negativos são mais eficazes que comerciais defensivos, segundo Kathleen Jamieson, coordenadora da pesquisa nos EUA, sendo que comercial negativo é aquele que um candidato fala mal do outro, e o defensivo, é quando o candidato fala bem de si e do que fez.

César Maia faz um link destas afirmações com a cobertura que a imprensa dá às campanhas eleitorais, e afirma que " é possivel que campanhas negativas pela imprensa rendam mais leitores e audiência aos meios que as utilizam", mas conclui dizendo "... concluir que além da audiência e circulação isso afete o quadro político, há enorme distância".

Ora, supor que a imprensa faça campanhas negativas visando unicamente audiência é infantilidade! Fosse verdade, fariam com todos os candidatos, sempre, em escala crescente de acusações!

O ex-prefeito César Maia é inteligente o bastante para saber que parte da imprensa está comprometida até o pescoço com "sua gente", os liberais tucano-pefelistas que governaram este país durante 8 fracassados anos, sem qualquer benefício para a população em geral. mas com muitos agrados e benesses à meia dúzia de amiguinhos do rei!

A argumentação de Maia, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, parece mais uma tentativa de se esconder por trás da capa da mentira que é a cobertura da imprensa brasileira em relação às eleições. Do candidato de oposição pouco se fala; quando falam, retiram o que pode parecer errado. Mostram - ou tentam mostrar - um lado competente de José Serra que não é real. Da candidata da situação, Dilma Rousseff, entretanto, a imprensa a acusa até de arrumar os dentes para parecer mais agradável perante o eleitorado.

Ora, faça-me o favor!
Contos da carochnha são mais verdadeiros que a cobertura que a midia corporativa faz no Brasil!

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SERRA E A FARSA DO MERCOSUL.

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O candidato-coroné José Serra declarou que o Mercosul é uma farsa.
Depois, disse que deve-se "flexibilizar o Mercosul".

Este blog quer saber como se flexibiliza uma farsa!

Sabe-se que o Mercosul não é um acordo perfeito e que precisa inúmeros reparos. Mas isto não significa que deva ser extinto ou, pior, deixado de lado. Foi o que pretenderam os nefastos FHC-Menem, através de seus ministros da Fazendo Malan-Cavallo. Será que o Coroné Serra também quer?

No auge da crise internacional, em 2009, tanto Brasil como Argentina, principais protagonistas do Mercosul, sofreram pouco graças aos acordos que o tratado oferece. O comércio entre paises signatários fez com que a produção industrial não perdesse o fôlego. Vejam o que acontece com a Grécia, Espanha e Portugal, hoje, sofrendo reflexos da crise de um ano atrás!

Quem já ouviu alguma vez o Coroné Serra, ou qualquer de seus correligionários tucanos falar alguma coisa da ALCA, tratado de livre comércio das Américas, que o nefasto FHC quase assinou? Nunca!

A cara de pau desses tucanos neoliberais é vergonhosa, pois preferem falar do Mercosul mas não ousam desafiar o "chefe" norteamericano que insiste na ALCA. É o tal complexo de vira-latas!

O chanceler argentino Jorge Taiana declarou ao Pagina 12 que o Mercosul "não só está vivo como tem planos para o futuro", referindo-se ao que Serra andou dizendo por aí.

O periódico argentino cita algumas frases que o jornal tupiniquim Valor publicou, atribuídas ao Coroné:

"... segiur carregando o Mercosul da forma que está não tem sentido; a união aduaneira é uma farsa, exceto quando serve para impor barreiras..."

Não se sabe o que Serra, se eleito, fará com o acordo sulamericano de livre comércio. O que se sabe é que ele - e o PFL - é contra. Sabe-se que é simpático a ALCA.

Entretanto sabe-se que os brasileiros são simpáticos aos acordos com países latinoamericanos e preferem distância dos EUA.

O Coroné devia sair mais às ruas e ouvir o povo. Os mais e os menos cheirosos.
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7 de mai de 2010

JORNALISMO HOJE.

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Aqueles que conhecem algum jornalista, falo daqueles que trabalham em grandes veículos de comunicação, vai entender o que pretendo dizer.

Profissão cada vez mais segmentada, existem "experts" em todos os assuntos; desde futebol, ciências, passando por economia e, sobretudo, política.

É óbvio que existem jornalistas sérios e extremamente competentes, mas estes dificilmente terão espaço na midia para fazer suas matérias. O bom jornalista não pode trabalhar em Globos, Folhas ou Estadões; está condenado a ser independente. Mais ético, menos lido/ouvido.

Se existe um ser arrogante, certamente ele será jornalista no Brasil! E trabalhará na imprensa mais comprometida do planeta.

Costumo comparar jornalistas que cobrem futebol com os que cobrem politica. Chega a ser hilário ouvir um comentário de um "especialista" em futebol quando, depois do jogo terminado, aponta os erros do perdedor. É fácil! Qualquer um pode fazer assim. Mas, pior, quando amenizam os erros de seu time de coração - sim, porque todos temos um time de coração! - fica ainda mais ridículo.

O mesmo acontece com comentaristas de politica. Todos têm suas preferências, suas cores; tentar impor seus pontos de vista - e o de seus patrões - os coloca numa posição de total falta de ética e credibilidade.

O que se está vendo neste inicio de campanha politica pela eleição do próximo Presidente da República, na midia, é uma sucessão de fatos que deixam claras as posições ideológicas de grande parte da imprensa brasileira. Por um lado, grandes corporações televisivas e jornalisticas fazem de tudo para esconder os defeitos de seu candidato preferido, um certo Coroné, ou, como disse um leitor desse blog, o Coroné da Mooca.

Do outro lado, à favor da continuidade do projeto de governo atual, estão centenas de blogs independentes que tratam de revelar o "outro lado" da verdade que tentam nos fazer engolir.

O verdadeiro jornalismo não deve servir para apoiar este ou aquele candidato; usar dos meios de comunicação sem qualquer pudor em benefício de um projeto de poder que represente interesses de alguns patrões será, certamente, danoso para a democracia. Os golpes militares, principalmente da América Latina, foram, todos, ancorados numa midia vendida e amarrada aos militares de plantão. O retorno foi financeiro, para pequenos grupos. As perdas, imensas, foram distribuidas entre a população. Falo de vidas e de esperanças.

Uma empresa que pretende ser jornalistica deve tratar seu negócio de forma a fazê-lo progredir. Entretanto, o lucro será proporcionalmente menor à medida em que perder leitores/audiência, até a falência completa. É o que parece estar ocorrendo com, por exemplo, o grupo Globo. Quem se detiver a estudar os gráficos de evolução de audiência das emissoras de TV irá perceber que, gradativamente, a Globo perde pontos, até nos principais programas da rede, como as telenovelas. Sabemos que as tabelas de preços de anúncios variam de acordo à audiência de determinado programa - é lógico supor que anunciar no intervalo do Jornal Nacional custa mais caro que durante as madrugadas, por exemplo.

Esta deve ser a razão para os ataques mentirosos e agressivos que vêem fazendo contra a candidata Dilma Rousseff, preferida de Lula e da imensa maioria da população. O mesmo estão fazendo as Folhas, Estadões, etc., jogando calunias no ar para tentar fazer crescer a preferência por seu candidato.

A verdade não pertence mais a eles. Todos nós sabemos - e estamos a ponto de poder distribuir informação de qualidade a TODOS os brasileiros, através do programa de desenvolvimento da banda larga popular - que a verdade é infinitamente diferente daquilo que a imprensa corporativa brasileira está tentando espalhar.

Falta coordenação, ainda, para oferecer a TODOS os brasileiros a oportunidade de escolher sua própria verdade; a internet levada a todos os cantos do país poderá representar o fim do império da mentira, pois somente comparando informação é que se tem a verdadeira possibilidade de decidir de que lado se fica.

Antigamente, repórter bom era aquele que dava o "furo" de notícia antes dos outros. Hoje, é aquele que aceita repetir o que seu patrão ordena, em troca de miseros reais no fim do mês.

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Peço desculpas aos jornalistas sérios que conheço, e também aos que não conheço.
A idéia não é generalizar nem colocar todos no mesmo saco. Mas o fato de terem mais visibilidade aqueles que se vendem por trocados coloca a profissão em risco. Se eu fosse jornalista sério, teria vergonha de certos colegas de profissão.
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1 de mai de 2010

A BASE DO PT.

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Pouca gente se deu conta de que a História do Brasil está sendo escrita neste momento.
O quotidiano é tão cruel, que não percebemos que estamos construindo o país. A cada dia.
Mas o futuro é amanhã, e os livros contarão como se deu o desenvolvimento de um país como o nosso, cujas centenas de anos de exploração de seu povo nos colocaram em desvantagem em relação aos paises desenvolvidos.

Felizmente, estamos revertendo esta lógica: percebemos ter direito ao bem estar, ao trabalho, ao lazer e, sobretudo, à cidadania. Melhor, o custo não inclui guerras ou exterminios, nem exploração aos menos afortunados. Sim, porque a imensa maioria dos paises hoje considerados ricos, cresceram à base da exploração de colônias, inicialmente, e do dominio econômico, depois.

Paises como China, India, África do Sul, Brasil, Russia, entre outros, parecem ter acordado para sua realidade interna, cada uma com sua caracteristica particular, suas dificuldades, às necessidades de seus povos. E, com certeza, tudo passa por um projeto desenhado por suas lideranças.

Muito tem se falado à respeito do projeto de desenvolvimento do Brasil. As classes dominantes, leia-se, os mais ricos, devem olhar preocupados para o futuro, pois, nas regras do capitalismo, deverão passar a competir com mais gente, gente oriunda das classes sociais inferiores que começam a ter acesso à cidadania.

Não é preciso muito raciocinio para descobrir a razão que nos está levando ao primeiro mundo: a chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores, através de Luis Inácio Lula da Silva.

Antes, até 2002 (ontem!), o projeto neoliberal no mais puro modelo norteamericano era o único sistema econômico "disponivel" nos paises democratas.

O tal "Estado minimo" é fruto desse pensamento imoral, pois repassa para a iniciativa privada o crescimento econômico do pais, e deixa o Estado à margem das decisões estratégicas econômicas e sociais.

Ninguém com o juizo em dia pode negar que até FHC, o nefasto, era assim. Lembrem-se das privatizações, exigidas pelos EUA, Grã-Bretanha, e outros; das benesses aos bancos privados (PROER); dos financiamentos a grandes conglomerados estrangeiros. E muito mais. Acabou!

Podem falar o que quiserem de Luis Inácio. Podem acusá-lo de não ter diploma universitário, de não falar idiomas ou de não ser intelectual. Mas não podem negar que o projeto de desenvolvimento com distribuição de renda é o meio mais seguro de elevar a categoria do Brasil no plano interno e externo.

Passamos a ser mais respeitados lá fora. Nossa voz começa a ter força diante de situações internacionais delicadas, como o conflito no Oriente Médio, por exemplo. Ser brasileiro, hoje, não é mais ser o país do Carnaval e do Futebol. É ser o país do crescimento com alegria.

Aqui dentro, a sensação que se tem, ao sair às ruas, é de um povo lutador que trabalha em busca do bem estar de sua familia. Com imensas dificuldades, ainda, após anos de "esquecimento" do poder politico com as camadas mais pobres da sociedade. Mas o rumo parece estar correto.

Nos últimos 7 anos foram criados milhões de empregos. Nunca se produziu tanto com tanto consumo interno. A quantidade de bens duráveis, automóveis, imóveis, até iogurtes, consumidos no Brasil batem recordes atrás de recordes. Em apenas 7 anos, a politica social de Luis Inácio inclui milhões de brasileiros no ciclo de consumo.

A educação, o mais antigo problema crônico, aos poucos está se solucionando com a criação de bolsas de estudo para pobres e negros, os marginalizados de sempre. O paradoxo é ter sido feito por um semi-analfabeto eleito em seguida de intelectuais.

O rumo está traçado. Resta muito a ser feito, porisso o projeto do Partido dos Trabalhadores deve continuar.

Em outubro próximo teremos eleições gerais. É a oportunidade de escolhermos se queremos seguir rumo ao futuro ou voltar aos tempos que nosso presidente era intelectual mas não entendia nada de povo.

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