10 de jul de 2009

O Coroné Zé Serra e a Mortadela.

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Ou: O MARQUETEIRO-CORONÉ
Muito se tem lido ultimamente à respeito de certos candidatos a candidato à Presidência da República. O caso mais notável é o do Coroné Zé Serra.

Seria normal que a imprensa cobrisse a agenda de cada um dos proponentes ao Palácio do Planalto. No mundo todo é assim. Não só na política; as pessoas em evidência chamam a atenção dos jornalistas que costumam reportar tudo o que fazem.

Com o Coroné Zé Serra não acontece assim.
A midia mais comprometida do planeta faz de conta que ele só existe nos eventos que lhe rendem homenagens. Como no caso do prêmio fajuto que ele recebeu na Suiça por serviços prestados na área da saúde. Prêmio, aliás, esquisito demais, oferecido por uma ONG cuja dona é brasileira. Mas deixemos isso prá lá. Este fato se deve ao excelente trabalho de marketing do governador paulista, que mantém seu curral eleitoral cativo e distante das manchetes negativas dos jornais. Ao passar desapercebido, deixa que a imprensa ataque os demais candidatos, enquanto sua imagem permanece impoluta.


Esta estratégia de comunicação é inédita.

A publicidade, de forma geral, acredita que mostrar as qualidades do produto é essencial para que se venda. Mas desde que o produto tenha qualidades!
Por exemplo, a MORTADELA.



A empresa que desejar vender este embutido deverá salientar o sabor e o aroma que se pode apreciar ao degustar a iguaria.


Sem propaganda não se vende mortadela. Por mais que os apelos da tradição nos levem a consumir o produto, na hora da compra, se ele não está presente em nossa memória, acabamos levando presunto.


O filósofo Emir Sader escreveu que um conhecido publicitário brasileiro disse, com toda sinceridade, que a publicidade não tem ética. E não deve ter mesmo. Pelo menos, no Brasil.
A construção da imagem de um homem público passa, obrigatoriamente, pelos atos deste homem. Com o Coroné Zé Serra, os atos parecem não existir. A mídia o esconde e protege.
Foi assim no caso do confronto das polícias civil e militar, no ano passado; no caso do sequestro e assassinato de Eloá Quadros pela polícia mal comandada de São Paulo; nos confrontos dos professores da Universidade de São Paulo; na compra de material didático com pornografia, distribuido nas escolas estaduais; na mentira de que, quando Ministro da Saúde de FHC, foi quem lançou os genéricos; no escândalo da redução de impostos estaduais para compra de iates e lanchas; na utilização do rolo compressor político para impedir a instalação de dúzias de CPI's na Assembléia Legislativa de São Paulo; no caso do diploma fajuto de economista ...
Se, diante de um balcão de frios, você cogitar comprar 100g de mortadela, e ela estiver visivelmente estragada, nem que o funcionário a corte bem fininha, dando um aspecto de frescor, você vai preferir outra coisa.
A mortadela estragada deve ser escondida, e só servida para enganar os que, cegamente, a compram?
É o tipo de falta de ética publicitária que produz dor de barriga!
O Sandálias do Pirata recomenda que se verifique a data de validade e a procedência dos produtos que pretendemos consumir. A qualquer sinal de engodo, recuse.
Não se deixe enganar pelo marketing da mortadela e da opinião.
Advertência: manipulação da informação faz mal à saúde!

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3 comentários:

cappacete disse...

Mas esse é um produto ruim de engulir viu... nem um limãozinho ajuda, nem com cachaça desse, sé aprazível ao paladar da elite paulistana, como aqueles patês de fígado de ganso podre...

jose carlos dias disse...

melhor mortadela que carne de tucano!

MARTINHA disse...

MAS NÃO É QUE OS TUCANOS FAZEM DE TUDO PARA PARECER OS BONS, OS INTECTUAIS, OS SABE-TUDO, É QUE TEM GENTE QUE ACREDITA QUE ELES SABEM DAS COISAS ...

ESSES COMEM MORTADELA E ARROTAM CAVIAR!