11 de mai de 2009

Rio Grande: o desmanche I

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atualizado dia 12 de Maio de 2009 às 07h00.
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Referências a irregularidades na campanha de Yeda Crusius ao governo do RS estão levando ao afastamento da Governadora. É muito provável que, diante de fatos, seja inevitável retirá-la do poder. As denúncias foram feitas pelas revistas Carta Capital (foto) de Mino Carta, e pela Veja, dos Civita.

Depois do escândalo do DETRAN, comentado aqui no ano passado, agora as provas remetem ao CAIXA 2 da campanha da então candidata do PSDB ao governo gaúcho.

Há o registro de uma conversa entre Lair Ferst, um dos coordenadores de campanha, e Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda, morto em Brasilia, em fevereiro (teria, supostamente, cometido suicídio), onde Cavalcante admite ter recebido R$ 200 mil para a campanha, de empresas de fumo do estado do Rio Grande do Sul. Estes valores nunca foram declarados.

O dinheiro, em espécie, teria sido entregue ao marido de Yeda, Carlos Crusius. Rumores apontam que o dinheiro teria sido utilizado para a compra da casa onde Yeda vive.

Lair Ferst, empresário, é quem teria feito as gravações e entregue ao Ministério Público. Ele é acusado de chefiar a quadrilha que desviou milhões do DETRAN do RS.

Tanto Yeda, quanto as empresas de fumo (Alliance One e CTA Continental) negam tudo. É óbvio.

Mas aqueles que vivem mais de perto a realidade do Rio Grande já dão como certa a queda da Governadora do PSDB. O Senador Pedro Simon do PMDB, por exemplo, que inicialmente apoiava a governadora, já se coloca numa posição independente.

O desmanche do Rio Grande do Sul começou. Infelizmente para o bravo povo gaúcho, que pagará caro o desperdício de tempo e dinheiro que a governadora provocou. Uma CPI já comeca a ser articulada no RS para apontar os fatos da decadência do governo tucano em Porto Alegre.

Resta esperar que a queda seja rápida, para que os efeitos possam ser corrigidos sem muita dor.

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