31 de ago. de 2010

ARMADILHA DA REDE GLOBO.

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O blogueiro e jornalista Luis Nassif classificou de "jornalismo de pegadinhas" o que a Globo tentou fazer, ontem, com a candidata do PT, Dilma Rousseff. Clique aqui para ler o texto de Nassif.

Discordo de Nassif. Profundamente.

A tentativa de entrevista no Jornal da Globo foi uma ofensa descarada a uma candidatura que tentam derrubar a qualquer custo. Ao estilo sem caráter de Ali Kamel, o editor do Jornal, os apresentadores Waack e Pelajo procuraram de todas as formas arrancar uma resposta que os satisfizesse; pior, queriam provocar uma reação irritada de Dilma. Ela, entretanto, soube se controlar com categoria, muito acima da Globo.

Em nenhum momento perguntaram à respeito de programas de governo. O estilo das perguntas deixou claro quais eram os objetivos da entrevista. Medíocres, tentaram cercar a candidata com um ar de superioridade que quase ninguém mais acredita que possuem.

Listo as perguntas abaixo. Cada leitor deste blog poderá formar seu próprio juízo.

Waack - Disse que Dilma passou por uma transformação fisica. Cabelo, roupa, jeito de falar. Foi dificil?

Pelajo - Mencionou José Dirceu como um dos petistas envolvidos no mensalão. Quis saber qual papel ele terá em seu eventual governo. "... mas a senhora não vê problemas em trazer de volta à politica uma pessoa que teve direitos politicos cassados?" perguntou.

Waack - Provocou uma resposta de Dilma sobre quem seriam os integrantes de seu ministério, argumentando que "vai deixar um monte de gente decepcionada ..."


Pelajo - Referiu-se ao vazamento das informações fiscais de dados de tucanos, semana passada. Pediu garantias a Dilma de que em seu governo isso não vá acontecer.

Waack - Falou da história politica de Dilma, de sua prisão e tortura no regime militar. Quis saber qual seu sentimento em relação ao comentário de Lula sobre os presos de consciência cubanos que foram comparados a bandidos.

Pelajo - Perguntou a razão de Dilma hesitar em tratar as FARC como narcoguerrilha.

Waack - Afirmou que o governo do PT é acusado de ter colocado a militância petista na máquina federal, e provocou: "essa politica prossegue? ".


Pelajo - Ao dizer que o Brasil investe muito pouco, que é a Petrobras quem investe mais, perguntou porquê Lula não conseguiu investir.

Waack - Decretou que precisamos fazer um severo ajuste fiscal e que as contas externas estão piorando.

Como se vê, uma entrevista recheada de afirmações que interessam apenas a Globo. O arremedo de jornalismo que praticam visa unicamente firmar questões que pouco interessam ao eleitor. Acusam Dilma enquanto o povo a apóia, segundo pesquisas do Ibope.

O jornalismo da Globo anda a passos rápidos para a perda total de credibilidade. Porisso, de pegadinha a entrevista não tinha nada. Foi um interrogatório descarado e tacanho, baixo como a editoria de jornalismo da empresa.

Dilma saiu-se bem do fogo inimigo. Deixou bastante claras suas posições, a contragosto dos apresentadores Waack e Pelajo. Vale lembrar que Dilma Rousseff tem pouquissima experiência em aparições televisivas como esta e, mesmo na casa do inimigo, soube se defender com a competência necessária para que este tipo de gente passe a respeitá-la.

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28 de ago. de 2010

LUTA ELEITORAL ACIRRADA: SERRA OU MARINA?

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A eleição presidencial 2010 está ficando emocionante.

A despeito de terminar no primeiro turno, com vitória arrasadora de Dilma Rousseff do Partido dos Tralhadores, a luta cada vez mais franca pelo segundo lugar fica empolgante.

Marina Silva, do PV, esboça uma incrivel reação e mostra fôlego para encostar em José Serra, do PSDB, até então canditatissimo à segunda colocação.

José Serra despenca nas pesquisas; parte de seus votos migram para Dilma e parte, para Marina.

Conseguirá Marina Silva ultrapassar o candidato da direita até o dia 03 de outubro?

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26 de ago. de 2010

PSDB em queda livre.

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A estratégia politica traçada pelo Presidente Lula para alavancar a candidata Dilma Rousseff, era polarizar a eleição presidencial.

Tudo levava a crer que, ao comparar o governo tucano ao petista, o eleitor optaria por aquele que se mostrou mais eficiente. Lula acreditava que, com esta proposta, levaria Dilma ao 2º turno.

A oposição, temerosa com a comparação, tratou, desde o inicio, de seduzir o eleitorado com a idéia de que o governo Lula era a continuidade de FHC, o nefasto. A midia repetiu essa balela à exaustão, querendo fazer crer que a tucanada nos havia colocado na rota do desenvolvimento com distribuição de renda e geração de emprego.

Pois bem, a pouco mais de um mês para o pleito de 03 de Outubro, percebe-se que a campanha não está polarizada. PT X PSDB não aparece no programa eleitoral de Dilma. Pelo contrário. O tucano Serra, entretanto, tenta se colocar na garupa de Lula, e chega ao cúmulo de prometer dobrar o Bolsa-Família, outrora desqualificado por ele mesmo ao ponto de ser chamado de Bolsa-Esmola.

O que se está vendo é uma gigantesca transferência de popularidade, movimento nunca antes visto na história deste país!

Acredito que nem o próprio Lula tinha capacidade de prever seu real poder de influência ao tratar de votos. Nem bem começa o horário eleitoral e o Datafolha de hoje mostra Dilma com 20 pontos à frente de Serra, e 40 pontos de Marina Silva, do PV. É óbvio que a postura e capacidade de comunicação de Dilma também influi no processo, mas até muito pouco tempo ela era uma ilustre desconhecida do eleitor que não acompanha a vida politica nacional. Em resumo, o mais pobre e menos politizado acaba de ser apresentado à candidata do Partido dos Trabalhadores.

Mesmo entre os eleitores de José Serra, conforme matéria da Folha.com disponivel aqui, 15% afirmam votar no candidato de Lula, demostrando desconhecimento do processo.

A rota descendente da candidatura da direita está ficando cada vez mais consolidada; revertê-la será um milagre. A possibilidade de vitória do PT no 1º turno passa a ser uma variável absolutamente possivel. A oposição está em franco declinio. Hoje, José Serra perde, inclusive, em seus redutos eleitorais mais cativos, como Rio Grande do Sul e São Paulo. Dentre todas as Capitais do Brasil, Serra vence apenas em Curitiba e, mesmo assim, por uma pequena margem.

Se a idéia de Lula era polarizar, não foi preciso. Sua simples presença ao lado de Dilma na TV ou nos comicios já está desmonstrando força suficiente para elegê-la sem maiores dificuldades. A continuar neste ritmo crescente do PT, é enorme a possibilidade de Serra ter que competir com Marina Silva pelo segundo lugar.

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Enquanto isso, a velha midia, diante do quadro de total fracasso de suas estratégias manipuladoras, escolheu praticar o terrorismo. Divulga, como que num ato desesperado, quem serão os nomes que irão compor o Ministério de Dilma Rousseff. Busca, em vão, exibir nomes associados ao mensalão para que parcela da sociedade tenha medo.

Não funcionou em 2006 e não funcionará em 2010.

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24 de ago. de 2010

ENTREVISTA: César Maia.


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Uma das lideranças mais expressivas da oposição, o ex-Prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao Senado Federal pelo DEM-RJ, César Epitácio Maia, concedeu entrevista a este blog por e-mail na semana passada.

Nascido em 18/06/1946, César Maia, como é conhecido, já foi membro do Partido Comunista Brasileiro, o Partidão. Optou pela direita depois da ditadura militar que o exilou, alegando que toda a esquerda assim o fez. É pai de Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM e foi ele quem trouxe o nome de Indio da Costa para a chapa tucana, apesar de não assumir.

É um dos maiores criticos da postura tucana nesta eleição. Antes da escolha de José Serra como candidato de sua coligação, não escondia sua preferência por outro tucano, Aécio Neves; chegou a afirmar que o mineiro teria maiores chances de vitória que o paulista Serra.

Nesta entrevista, César Maia mostra um certo ar derrotista. Afirma, por exemplo, que sua coligação deveria ter antecipado o processo de exposição na TV e reclama que a postura eleitoral adotada pelos tucanos não é bastante clara. Já fez criticas ao marketeiro de Serra e, depois desta entrevista, a midia noticiou o rompimento de relações entre Rodrigo Maia e José Serra.

Abaixo, a integra da entrevista.

SANDÁLIAS DO PIRATA - Como estudioso e analista de pesquisas de intenção de voto; diante do quadro atual para a eleição presidencial, como o senhor avalia as chances do candidato que seu partido apóia, José Serra? Ainda acredita, como disse há poucos meses atrás, que Serra tem chances de vencer no primeiro turno?

CÉSAR MAIA - O método da campanha do Serra está fortemente linkado ao horario de TV. A probabilidade de vencer no primeiro turno dependeria de se antecipar esse processo.

SdoP - O senhor pensa que o Presidente Lula já transferiu todos os votos possiveis para a candidata do PT, Dilma Rousseff, ou ainda, com o inicio da campanha no rádio e TV, ele conseguirá influir ainda mais na sua sucessão?
CM - Na TV se verá com a presença intensa dele.

SdoP - O senhor acredita que a postura de ataques à candidata Dilma, por parte de José Serra, será intensificada daqui por diante, por ser, segundo seu ponto de vista, mais produtivo que apenas abordar programa de governo, como afirmou em seu ex-blog?
CM - Não me lembro de ter dito isso. O que disse é que a linha de oposição deve ficar bem clara.

SdoP - Era notória a preferência do DEM pela candidatura Aécio Neves antes da convenção do PSDB. Seu partido não teve influência suficiente para barrar o projeto do PSDB Paulista ou Serra era seu plano B?
CM - O PSDB escolhe seu candidato e assim o fez.

SdoP - Qual a expectativa de seu partido, o DEM, ao indicar o deputado Indio da Costa para o lugar de vice na chapa de José Serra, visto que é um nome pouco conhecido e com nenhuma experiência em campanhas deste porte?
CM - Foi o proprio Serra que escolheu pelas virtudes do Indio.

SdoP - Há boatos que o candidato José Serra não conversa com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, seu filho. É verdade? O senhor tem conhecimento da estratégia do PSDB para a campanha da oposição? Rodrigo Maia tem? Vocês participam das decisões?
CM - Isso nunca ocorreu. As divergencias foram na escolha do candidato.

SdoP - Em seu ex-blog o senhor faz uma análise da postura do PT em relação ao trabalho que o Presidente Lula vem fazendo no sentido de aumentar a base de apoio no Senado Federal. Sua crítica remete ao fato de que uma maioria governista no Senado tornará os senadores "submissos" e acusa Lula de preparar um "kit Chavez" para mudar a Constituição. O senhor acha possivel governar um país sem base parlamentar sólida? Ou acredita que a maioria legislativa deve estar sempre na mão das oposições?
CM - O ponto não é esse: é mudar a constituição no sentido de um regime chavista. Hoje Lula tem ampla base mas não para isso. 

SdoP - Em sua campanha ao Senado pelo Rio de Janeiro, o senhor apóia explicitamente Fernando Gabeira do PV para governador. Por qual razão o senhor não apóia a candidata Marina Silva, do mesmo PV, para a Presidência da República? O senhor acha que o eleitor compreende esta distinção?
CM - Decisão dos partidos nacionais.

SdoP - Em sua trajetória politica, o senhor já foi do PCB e do PDT; foi perseguido, exilado e preso pelo regime militar; foi Secretário de Fazenda de Leonel Brizola. O quê o motivou a fazer parte do partido politico que sustentou a ditadura, oriundo da velha ARENA, depois PDS, depois PFL e agora DEM?
CM - Toda a esquerda caminhou para o centro no mundo todo. O governo Lula com uma politica economica monetarista é exemplo disso.

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Comentários deste blog:
  • É visivel o pouco envolvimento do DEM nacional na campanha de Serra. Desde o inicio das negociações para escolha do nome que enfrentaria Dilma Rousseff, a maioria do DEM colocou-se contrária à escolha do tucano paulista. Tentaram, sem sucesso, lançar Aécio Neves como vice. Outro fracasso. Acabaram cedendo a Serra diante da impossibilidade de lançar um nome do próprio DEM.
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  • Nota-se o imenso temor da direita conservadora brasileira diante da possibilidade de Dilma Rousseff conseguir maioria folgada no Senado Federal, como postado ontem aqui no SANDÁLIAS DO PIRATA. A imprensa corporativa está, diariamente, trazendo este assunto à pauta, o que demonstra certa resignação com a vitória do Partido dos Trabalhadores e tentam, pelo menos, manter o que lhes resta de poder.
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  • O temor do aumento de popularidade de Dilma Rousseff com o inicio do horário eleitoral pela TV está se materializando. Isto já foi tema de diversos artigos de César Maia em jornais e agora, com os números das pesquisas confirmando esta tendência, o DEM fica cada vez mais isolado no cenário das oposições por não fazer parte da montagem da estratégia de marketing eleitoral dos tucanos.
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  • Existe o sério risco da falência total do DEM. Suas bancadas na Câmara e Senado deverão diminuir consideravelmente e, se nas próximas eleições municipais, daqui a dois anos, não tiverem capacidade de fazer aumentar sua rede de prefeitos e vereadores do interior, estará extinta a agremiação politica derivada da ARENA, a base legislativa dos generias que ocuparam a Presidência da República depois do golpe de Estado de 1964.
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  • Este blog não concorda que politica econômica monetarista seja guinada à direita. A proposta do Presidente Lula, ao publicar a Carta aos Brasileiros em 2002, era manter os contratos, o que significa não romper com o modelo vigente. A demonstração cabal que a politica econômica de Lula manteve-se na esquerda é a crescente distribuição de renda entre os mais pobres, o que deverá ser continuado num eventual próximo governo petista, apesar do monetarismo relativo. O que se viu foi um movimento para o centro do espectro politico com a aliança com o PMDB. Esta foi a via encontrada para manter a governabilidade e implementar as politicas sociais tão necessárias no Brasil.
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23 de ago. de 2010

SENADO: A chave da eleição 2010.

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Talvez por já ter se dado conta da derrota iminente, a oposição brasileira está travando outra luta, desta vez, no Legislativo.

Correndo silenciosamente por fora, a base da oposição espera eleger senadores o suficiente para continuar a colocar pedras no caminho do governo.

É de se compreender o posicionamento demo-tucano. A única frente que lhes resta, provavelmente, será o Senado Federal. Sem ele, tendem ao desaparecimento.

Algumas lideranças da direita – que preferem não assumir ter jogado a toalha – andam espalhando boatos que Dilma Rousseff, uma vez eleita Presidenta, com maioria (folgada) na Câmara e um Senado controlado, se tornaria um Chavez de saias. Sussuram a Venezualização
do Brasil.

Puro terrorismo.

Mas faz sentido esta pregação, sobretudo em se tratando de arrecadação de fundos para a campanha. Hoje, o PT consegue duas vezes mais recursos que o PSDB/DEM, e tende a crescer ainda mais a diferença. A contribuição é diretamente proporcional ao desempenho nas pesquisas.

Lançar dúvidas na cabeça do empresariado, que é quem financia o jogo, pode trazer beneficios e, em última instância, sobrevida politica à direita. O que se vê na midia – sempre a velha midia – é a amplificação do medo que demo-tucanos tratam de disseminar.

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19 de ago. de 2010

” BLOGS SUJOS”


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José Serra, o rufião melancólico, candidato da direita brasileira, saiu-se com uma pérola de campanha eleitoral. Não bastasse exibir favelas fakes na TV, e usar vozes parecidas a de gente famosa, que logo o desmentiu, agora resolveu ser mais agressivo.

Em discurso durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais, acusou o Governo Federal de financiar "blogs sujos" que dariam "norte do patrulhamento" a jornalistas.

Esta acusação é grave. Tão grave, que não teve coragem de apontar quem seriam tais blogues. Apontou o dedo para o vazio sem dizer quem são os "patrulhadores".

E mais. Acusa o governo Lula de usar recursos públicos para esta finalidade. Disse: "(...) boa parte desta estratégia não deixa de ser alimentada por recursos públicos, como por exemplo da TV Brasil, que não foi feita para ter audiência (...)", segundo informação da Folha.com/eleições.

Quando o Supremo Tribunal Federal julgou a Lei de Imprensa como inconstitucional, e extinguiu a necessidade do uso do diploma de jornalista, abriu-se a possibilidade para qualquer cidadão ou cidadã, de posse de um computador e um sinal de internet, começar a produzir conteúdo e informação. A web é um canal privado que não depende de concessão pública, portanto, pode e deve ser usada para fins privados.

É isso que faz este e tantos outros blogues; ao usarmos nosso tempo disponivel para escrever o que pensamos, estamos contribuindo para a democracia. Seja qual for a tendência politica, a liberdade de expressão está garantida para qualquer um.

Mas não é isso que quer a direita. O candidato Serra fala em censura e liberdade de imprensa, mas esquece que o cidadão também tem seu direito assegurado a difundir conteúdo. Serra – e seus amigos – querem manter o monopólio das comunicações para uso em benefício próprio, como tem acontecido até agora, gerando noticias que o beneficiam enquanto politico.

Qual a razão de uma revista semanal, por exemplo, a Veja, receber recursos públicos e atacar, agredir, ofender o governo? Onde estava o rufião melancólico que não apontou seu dedo para os Civita quando publicaram capa de revista com uma montagem de um pontapé no traseiro do Presidente Lula?

José Serra está ficando cada dia mais patético diante da queda anunciada de sua candidatura.

Melhor faria se recolhesse sua lingua para dentro da boca, ou usasse o cérebro para produzir idéias ou planos de governo. Agredir, sem qualquer prova ou evidência, que blogues estariam recebendo dinheiro do governo para falar mal dele é um delírio. Do tamanho de sua derrota moral e eleitoral!

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Esta semana (22 e 23/08) acontecerá o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, em São Paulo, onde deverão ser discutidos temas como estes. Liberdade de imprensa e opinião é prerrogativa de todos os cidadãos, e não apenas daqueles que se consideram os donos da verdade.

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Este blog já foi chamado de "Portal do Inferno" por um dito jornalista da Folha. Fiquei lisonjeado, pela ofensa ter partido de quem partiu.

Chamar o SANDÁLIAS DO PIRATA de blog sujo será outra ofensa deliciosa, pelo nivel intelectual dos companheiros que escrevem em outros "blogs sujos"como este.

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17 de ago. de 2010

A ESTÉTICA DO FRACASSO.



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Serra: o rufião melancólico

Como cenário, uma favela fake, montada num estúdio, com artistas que simulam uma roda de samba. Muita gente pobre, para sensibilizar o telespectador.


Fazer-se chamar de . De fundo, um jingle que diz quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá.

O candidato da oposição parece um rufião melancólico.


O primeiro programa eleitoral gratuito tucano na TV mostrou hoje, com bastante clareza, quem é a direita no Brasil. O que pretende e a quem pretende manipular e iludir.


O rufião melancólico, personagem do escritor argentino Roberto Arlt (1900-1942 - a quem tive o prazer de ser apresentado recentemente), é aquele que, ao ver uma mulher, a primeira coisa que lhe passa pela cabeça é: "na rua, ela não renderia mais que 10 ou 20 pesos. Nada mais!" É um ser deprimido que não vê nada além de seu pequeno mundo; não conhece as pessoas que o cercam e nem tem vontade de mudar. Fecha-se em suas próprias crenças como se tudo se resumisse ao seu redor. Agencia mulheres num prostíbulo e não é capaz de ser feliz. Porisso, a melancolia.


Assim é a oposição no Brasil de hoje. Não teve a capacidade de enxergar a alternativa oferecida pelo Partido dos Trabalhadores ao país, depois de oito anos de mandato de Lula. O projeto é simples e de fácil execução, porém depende de uma visão de Brasil que a direita nunca teve vontade de absorver: crescimento com distribuição de renda e emprego.


José Serra está melancólico. Nem seus aliados o citam em propaganda eleitoral. Entregue às manobras de seus marketeiros, não tem discurso, não tem bandeiras e se cerca de pessoas pobres para dizer a todos que é humilde também. Adoraria estar na garupa de Lula, o operário semi-analfabeto que sempre criticou. Suas chances se esvaem à medida que o tempo passa. E como passa depressa!


Falta coragem aos demo-tucanos para atacar o Presidente Lula, porisso o citam no programa numa mensagem que remete a Serra como seu sucessor.


É mentira.


Quando Lula da Silva sair, terá deixado um país melhor.



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16 de ago. de 2010

AGOSTO NEGRO.


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O mês de Agosto está sendo negro para o candidato da oposição a Presidência da República.

Os partidos que enfrentam o PT estavam certos que chegariam nesta fase da campanha à frente de Dilma Rousseff ou, pelo menos, empatados.

Todos os institutos de pesquisa colocam Dilma na liderança isolada. Até o Datafolha, velho manipulador de números, dá 8 pontos de vantagem ao PT.

Pior. O desempenho de Serra nas regiões Sul e Sudeste, considerado seu reduto eleitoral, está se esfacelando.

Bom exemplo disso é o município de São Paulo, tradicional curral da velha direita Udenista, onde Serra já foi prefeito e, hoje, Gilberto Kassab, sua sombra, do DEM, é o atual. No Datafolha, os números apontam para o empate técnico. Serra com 40% e Dilma, com 37%.

Há um mês atrás, o comando de campanha de Serra percebeu alterações no quadro, até então liderado com folga em algumas das mais populosas capitais brasileiras. Nada conseguiram fazer. A candidata Dilma se postou de forma impecável no debate da Band e na entrevista do Jornal Nacional da Globo, apesar do franco favorecimento que Serra foi brindado.

No quadro abaixo, nota-se a tendência de crescimento consistente de Dilma Rousseff em algumas capitais populosas, enquanto Serra despenca. O gráfico "em todo o país" dá clara noção do que está ocorrendo, quando em julho o placar era 37 a 36 à favor de Serra, e hoje, Agosto, inverteu-se. 41 a 33 para Dilma.
Ainda nem começou a propaganda no Rádio e TV, quando o Presidente Lula deverá dizer, com todas as letras, que Dilma é sua preferida. Sabe-se que uma enorme massa de eleitores, aqueles que não se interessam por politica, ainda nem desconfiam de quem é o voto de Lula; 26% dos eleitores ainda afirmam votar no candidato indicado por ele sem qualquer dúvida.

Em 03 de Outubro serão as eleições presidenciais. O tempo parece correr muito depressa para a direita brasileira. O prazo está se acabando com uma velocidade grande e não deixa margem de manobra para que possam tentar reverter o quadro. A ponto de, a assessoria de Serra, esperar que o desempenho da candidata Marina Silva possa tirar votos de Dilma e, assim, levar o pleito para o segundo turno.

Este blog, se tivesse que apostar no vencedor, jogaria todas as fichas em Dilma Rousseff no primeiro turno. Está parecendo barbada!
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13 de ago. de 2010

TIREM FHC DA MINHA CAMPANHA!


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José Serra sabe o que está dizendo. Deu ordem explicita a seus marketeiros para descolarem "completamente" a imagem de FHC da sua.

É um grande incômodo; um fardo que pesquisas qualitativas apontam como uma imagem negativa que, associada a Serra, o levará à derrota.

Serra conhece FHC e seus métodos. São fundadores do partido que os sustenta. Serra foi Ministro de FHC e seu candidato à sucessão de 2002. Serra e FHC perderam para Lula, o operário, e está em vias de perder novamente para Dilma, escolhida de Lula, o operário.

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Quinta-feira, 1º de Setembro de 1994. 23 horas. Toca o telefone na residência do Senador Pedro Simon, em Porto Alegre. Chega um fax endereçado ao candidato Fernando Henrique Cardoso. Era o conteúdo das declarações de Rubens Ricupero, então Ministro da Fazenda, que vazaram pelas antenas parabólicas do país inteiro, afirmando ao jornalista Carlos Monforte que " eu não tenho escrúpulos, o que é ruim, a gente esconde".

FHC diz a Simon que o Presidente deveria demitir o Ministro imediatamente. De lá, ligam para Itamar Franco, que dormia. A empregada, Raimunda, se recusa a acordar o Presidente. FHC insiste, mas só no dia seguinte, às 09 horas, ele consegue contato e manda Itamar demitir Ricupero. É atendido.

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Itamar Franco consulta seu ex-Ministro da Justiça, Mauricio Correa, que recomenda um nome para o Ministério da Fazenda: Ives Gandra Martins. FHC não aceita: "ele é liberal, votou no Maluf!", argumenta. Itamar diz que tentou Ciro Gomes, do PSDB, mas que este recusou. "Vou falar com Ciro", disse FHC e ligou para Fortaleza.

Ciro assumiu em 06 de Setembro de 1994, às vésperas da eleição. A promessa de FHC era nomeá-lo Ministro da Saúde quando assumisse a Presidência da República. Nunca o nomeou.

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Na campanha presidencial que culminou com o segund mandato de FHC, precisamente em agosto de 1998, a assessoria de comunicação de FHC, através da empresa Free Press, foi colocada a campo para produzir dossiês sobre os demais candidatos.

Jornalistas seguiram secretamente, e até tiraram fotos, da suposta amante de um dos adversários de FHC. A idéia era preparar munição contra possiveis ataques que pudessem fazê-lo perder.

A Free Press buscou informações detalhadas à respeito de um acidente de carro que matou o lider estudantil Luiz Travassos, em 1982, no Rio de Janeiro. Quem dirigia o carro era Aluizio Mercadante, candidato a Vice-Presidente na chapa do PT de Lula. Descobriu que o inquérito teria sido arquivado pelo Secretário de Segurança do RJ, Waldir Muniz, famoso por ter envolvimento no atentado a bomba do Riocentro, em plena ditadura. Muniz era tio de Mercadante.

A arapongagem tucana fez chegar este dossiê a um importante jornal carioca e esperava que a divulgação explodisse a campanha de Lula.

Não deu certo. O nome do tio de Mercadante era Wilson Muniz, ex-Reitor da USP, e nada tinha a ver com o acidente fatal de Travassos. Uma falha grotesca da assessoria de FHC.

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Em maio do mesmo ano, FHC participou de um encontro secreto com Orestes Quércia, também candidato ao Planalto. O encontro foi na casa de Luiz Gonzaga Belluzo.

FHC pretendia selar um pacto com o PMDB de Quércia, onde um não atacaria o outro. Quércia concordou que o tom das campanhas deveria ser ameno.

O tucano confessou ter um "probleminha, uma bobagem": uma fazenda comprada em sociedade com Sérgio Motta, o Serjão, em 1989 mas só declarada no ano seguinte, pelo valor de 2 mil dólares, valor muito abaixo do mercado.

Quércia manteve o segredo.

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Na véspera da eleição que levaria FHC ao segundo mandato, ele estava nervoso e ansioso. À noite, em seu apartamento de Higienópolis, tomou um whisky para tentar relaxar. Precisava vencer a eleição no primeiro turno e sentia-se inseguro.

Assistia à reportagem sobre o famoso debate presidencial norteamericano de 1960, quando John Kennedy virou o jogo sobre Richard Nixon, quando o telefone tocou. Era o diretor de jornalismo da Rede Globo, Alberico Sousa Cruz, que lhe trazia números frescos da pesquisa Ibope sobre a eleição presidencial. FHC anotou num papel o placar. 48 a 21.

Sem qualquer modéstia, murmurou para si mesmo: "Na TV sou melhor que Kennedy!"

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No dia seguinte, FHC acordou cansado. Votou por volta da hora do almoço no bairro de Indianópolis e encerrou a campanha que o levaria de volta ao Planalto.

Uma campanha cheia de artimanhas, intrigas e dossiês; briga generalizada entre seus marketeiros e o marketeiro de Bill Clinton, James Carville, cujo pagamento pelos serviços prestados ao PSDB até hoje é incerto.

José Serra conhece muito bem FHC e cada um de seus métodos. Tem razões de sobra para querer mantê-lo distante de sua campanha.

Resta saber se conseguirá.

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8 de ago. de 2010

A DEBANDADA DO NINHO.

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Um pássaro, ao atingir a condição que lhe permita voar, abandona o ninho.

Entretanto, quando o ninho é atacado por predadores, ou sofre com intempéries, ou, ainda, quando há escassez de alimento, os pássaros também debandam.

Este não parece ser o caso de certas espécies de aves. Me refiro, é óbvio, ao politico que adotou o símbolo do pássaro Ramphastos tucanus, ou, apenas, o tucano

Este blog soube, através de fonte segura, que, após o desempenho no debate da candidata petista ao governo federal, Dilma Rousseff, uma grande quantidade de Ramphastos tucanus foi tomada pelo desânimo. Acreditavam que ela teria uma performance fraca, que seu comportamento pudesse ser aproveitado na campanha da oposição para aplicar-lhe um rótulo negativo.

Não foi isso que se viu. Nos primeiros minutos, ela até titubeou mas, com o passar do tempo, e diante das inquirições de seus adversários, foi tomando corpo e crescendo, até assumir uma posição bastante confortável e segura diante das câmeras da Band.

Não é este blog que está dizendo isso. São palavras de membros da oposição que pediram para ter seus nomes ocultados. Talvez por medo de retaliações. Quem sabe.

Parece que uma revoada está se preparando. Com a chegada do horário eleitoral na TV, com a presença do Presidente Lula ao lado de Dilma, a tendência será crescer ainda mais, com imensas e reais possibilidades de vitória no primeiro turno.

Pelo menos, é isso que pensam certos Ramphastos tucanus prontos a pular fora do ninho.
Mesmo sem, ainda, saber voar.

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30 de jul. de 2010

IBOPE: MARKETING DO EQUILIBRISTA.


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Novo levantamento realizado pelo Ibope para as eleições presidenciais mostram uma virada de jogo. Desta vez, Dilma aparece 5 pontos à frente de Serra. 39 a 34.

Instituto da Rede Globo, o Ibope parece estar querendo se manter em pé sobre numa corda de equilibrista. Suas pesquisas anteriores sempre combinaram resultados com o Datafolha, outro legitimo representante da direita colonialista brasileira; ambos confrontavam números distintos com Sensus e Vox Populi, que colocam a candidata do PT à frente nas últimas sondagens.

O Ibope tem diante de si um caminho muito perigoso a percorrer. Recolocar a verdade em suas pesquisas é o único caminho que resta para recuperar o equilibrio. O risco de queda é grande, porisso deverá tomar muito cidado com cada passo que der daqui em diante.

Ao tentar se ajustar à realidade, Ibope assume uma postura de marketing que pode lhe trazer problemas. Seus clientes privados, empresas que se utilizam da ferramenta de pesquisa para lançar produtos no mercado, poderão desconfiar da seriedade da empresa.

Numa situação hipotética, se um cliente pretende colocar no mercado um novo produto e encomenda uma pesquisa Ibope, correrá o sério risco de basear seu planejamento estratégico em números pouco confiáveis, e obter resultados imprevisíveis.

Se, de um lado, pesquisas de intenção podem servir de balisa para determinadas ações, seja no campo politico, seja no mundo dos negócios, por outro, a divulgação de números mentirosos pode levar a grandes erros de planejamento. Este blog, há tempos, não acredita nas divulgações das estatisticas publicadas pelo Ibope ou Datafolha, principalmente no campo da politica, onde a manipulação está cada vez mais evidente e à favor da direita conservadora brasileira.

Quem não lembra que o proprietário do Ibope, Carlos Montenegro, declarou, ainda no inicio deste ano, que Dilma Rousseff não seria eleita Presidenta da República? É assim que estes "empresários" atuam, criando e espalhando histórias inventadas ou sacadas de suas bolas de cristal!

Para ir um poco mais longe, em breve teremos o inicio da propaganda gratuita no rádio e TV e o maior cabo eleitoral da candidata Dilma aparecerá para dizer que a apóia. Se hoje, segundo o Ibope, o PT mantém 5 pontos de vantagem, essa distância deverá aumentar sensivelmente, pois é sabido que grande quantidade de eleitores ainda não sabe qual a preferência de Lula.

Assim se está construindo a democracia no Brasil. Enquanto uns, os de sempre!, insistem em manipular e mentir para a opinião pública, um novo meio de comunicação em massa está oferecendo a oportunidade de cada um escolher sua fonte de informação, a internet.

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27 de jul. de 2010

ESTRATÉGIA (TUCANA) DO TERROR.

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A esperança da oposição, neste final de julho, era chegar ao início de agosto com alguma vantagem nas pesquisas. Não conseguiram. Tudo indica, ao analisar o discurso do candidato Serra e de seu vice, Da Costa, que será reeditada a estratégia do terror de 2002.

O alvo é a parcela mais conservadora da sociedade brasileira; aqueles indivíduos que ainda temem o Partido dos Trabalhadores, os comedores de criancinhas e os comunistas. Pode parecer incrivel, nos dias de hoje, mas existem muitas pessoas que pensam desta forma.

A campanha da direita começou a identificar este tipo de eleitor e descobriu que uma boa parcela começa a aderir a Dilma Rousseff. O medo da oposição é perder estes votos, então partiram para o ataque.

Não é à toa que Serra citou, mais de uma vez, o MST – Movimento dos Sem Terra e o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Estes simbolos da esquerda apavoram o eleitor conservador, e Serra está tentanto amedrontar as pessoas com esta mensagem subliminar.

As palavras de Serra não soam muito agressivas, pois o limite entre a verdade e a mentira é tênue; Da Costa, o vice, por ser uma figura totalmente inexpressiva, foi incumbido de dar os golpes mais fortes na candidata da situação, porisso a menção às FARC e ao narcotráfico. Aliás, menção que irá lhe custar um processo, de tão fantasioso que é.

Foi assim quando a atriz Regina Duarte, simpatizante de Serra, foi à TV em 2002 dizer que tinha medo. Medo dos comedores de criancinhas, dos comunistas. Está se desenhando outra vez a mesma história.

Entretanto, ao se utilizar de um discurso terrorista, a direita corre o sério risco de despencar ainda mais nas sondagens de opinião. Passados oito anos de governo petista, com o operário Lula comandando a nação e trazendo crescimento com distribuição de renda, deverá ser dificil fazer acreditar que o país se transformará numa Cuba. O eleitor brasileiro, hoje, muito mais ligado aos acontecimentos, sabe da responsabilidade que Lula assumiu ao indicar sua candidata favorita. O risco de uma virada de mesa num próximo governo do PT é nulo.

Em 17 de agosto, Lula abrirá o programa do PT na televisão, como apresentador da candidata Dilma Rousseff. Com uma aprovação popular estratosférica, pedirá votos para seu partido. A continuar neste ritmo, Dilma estará consolidada na liderança da corrida, restando à oposição nada mais que atacar e meter medo. Não funcionou em 2002. Nem funcionará agora.

Como já disse neste blog outras vezes, é uma pena para a democracia termos uma oposição tão pifia, tão sem discurso e tão repleta de amadores.

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Muito se falou, nesta semana, sobre este ou aquele candidato participar, ou não, de debates. A oposição – e boa parcela do jornalismo corporativo – vem insistindo na realização de debates entre os candidatos para que o eleitor possa criar seu juizo à respeito de cada um.

Sabe-se que o debate ao vivo, seja pela TV, rádio ou internet, não dá votos a nenhum candidato. Não há vencedores; os simpatizantes de cada candidato sempre afirmam que seu preferido foi melhor. Historicamente, desde o debate entre Kennedy e Nixon, em 1960, as assessorias de cada partido preparam seu candidato para uma exibição teatral. Sorrisos, olhares para a câmera certa, timbre de voz, figurino de acôrdo ao cenário. Tudo é planejado, porisso não há grandes conquistas ou perdas de voto no debate.

O que há – e aí é que está a insistência da midia – é uma grande cobertura para o debate; indices de audiências que aumentam, cenas de bastidores, da chegada do candidato, dos assessores, entrevistas com os marqueteiros, enfim, a repercussão dada pela imprensa é que faz valer o debate.

Como se sabe, a edição de um debate ao vivo, no telejornal do dia seguinte, pode dar ou tirar votos. Como aconteceu em 1989, entre Collor e Lula, na famosa edição maldosa da Globo que elegeu Collor.

Mas nem isso será mais possivel, porque os candidatos sabem exatamente o quê falar, com quem, em que tom, olhando para quem. Isso já não funciona. Para desespero da midia golpista.

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26 de jul. de 2010

AS MULHERES E A ARMADILHA.


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ONDE ESTÁ A DIFERENÇA NAS PESQUISAS VOX POPULI E DATAFOLHA
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A diferença entre os resultados dos Institutos Datafolha e Vox Populi são enormes e, desconsiderando a possibilidade de algum tipo de fraude intencional, alguns números podem expressar a realidade.
O voto feminino.

O Datafolha faz sua pesquisa, basicamente, pelo telefone e em pontos de movimento de transeuntes, enquanto o Vox Populi sai a campo em busca de entrevistas, inclusive, nas residências. Pode estar aí a armadilha dos números. Talvez seja a intenção do Datafolha usar esta metodologia para obter um resultado desejado; a depender de como se formulam as perguntas e de como é escolhido o campo de trabalho, o resultado vai variar.

No Datafolha, o voto das mulheres é oito pontos percentuais maior para Serra. No Vox Populi, a diferença praticamente não existe. Provavelmente, ao atingir as "donas de casa", o Vox alcança mais amplitude e veracidade da situação de momento, pois as "donas de casa" também votam e são em número bastante expressivo!

Outro fator relevante na análise do voto feminino é o voto das mulheres em Marina Silva. A maioria das mulheres que a escolhem como candidata preferida são pessoas das classes A e B. As mulheres das classes C e D ainda não se manifestaram ou não foram ouvidas. Estas, por fazerem parte da camada da população atendida pelos programas sociais do governo, deverão votar em massa na candidata de Lula.

O esforço da oposição, para tentar anular esta condição, deverá se basear na união entre Serra e Marina. Um fará afagos no outro; ambos atacarão Dilma. Esta é a chance para levarem a eleição para o segundo turno.

Além desta constatação, é possivel afirmar que o empate técnico do Datafolha é favorável à candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff.

Isto porque, ao observar que a maioria dos entrevistados deste Instituto acredita que Dilma vencerá as eleições, pode-se entender que a campanha do PT está sendo mais eficiente, mais visivel, mais barulhenta do ponto de vista da percepção do eleitor.

E, ainda, aqueles que acreditam que a transferência de votos do Presidente Lula para sua candidata já atingiu seu limite, estão enganados. Isto deverá acontecer com maior intensidade quando começar a propaganda no rádio e na TV.

Portanto, mesmo com o Datafolha tentando empatar os candidatos; por maior que seja o esforço da midia em colocar seu candidato como favorito, sabemos que Dilma Rousseff tem chances reais de vitória até com certa margem de tranquilidade. Hoje, parece nitida a reeleição do PT para o cargo máximo do executivo federal.

E pensar que em Janeiro deste ano jornais publicaram matérias apontando a possibilidade de vitória da oposição, de Serra, no primeiro turno. Pretendiam que ele estivesse em vantagem depois da Copa do Mundo de Futebol. Deram com os burros n'água!

E terão que engolir mais 4 ... ou 8 ... anos de governo que gera renda e a distribui.
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24 de jul. de 2010

MAIS PESQUISA.

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MENOR DESEMPREGO E MAIOR RENDA

Análise mais apurada da pesquisa DATAFOLHA publicada hoje, mostra um quadro politico bastante diferente de todos até agora. Esta campanha eleitoral tem ingredientes nunca antes vistos na história deste pais.

A começar pelo quadro econômico-social, o Brasil encontra-se, hoje, numa posição invejada por muitas nações, inclusive, as mais desenvolvidas. O nivel de desemprego despenca; hoje em 7%, um dos menores da série histórica do levantamento. O nivel de renda em crescimento - hoje é R$ 1.420,00 ao mês - é o maior registrado para um primeiro semestre.

Previsões realistas apontam para um crescimento do PIB, em 2010, da ordem de 7%, recorde das últimas duas décadas. Acredita-se que, com a atual politica econômica, é possivel diminuir ainda mais a pobreza e a miséria do Brasil, trazendo cada vez mais gente para a classe média. Aliás, esta foi uma afirmação de Dilma Rousseff em enrevista ao R7. Disse que pretende ampliar a classe média através dos programas sociais que têm dado resultado positivo.

Agora, as análises do Datafolha.

Apesar de apresentar um quadro de empate técnico, para a disputa à Presidência da República, todos os estratos da população pesquisada (sexo, idade, escolaridade e renda) acredita em vitória de Dilma Rousseff. Entre os mais ricos e escolarizados, inclusive, 51% acham que Dilma vencerá, enquanto apenas 30% acreditam em Serra.

A pesquisa mostra, ainda, melhor desempenho da candidata do PT, Dilma Rousseff, nas regiões mais pobres do Brasil, como ocorreu no primeiro turno da eleição de 2006 entre Lula e Alckmin. A região nordeste, principalmente, vota maciçamente no PT, provavelmente por ser mais beneficiada pelos programas sociais do governo federal, que diminui a pobreza pelos programas sociais. Em 2006, Lula obteve espetacular vantagem no Brasil mais pobre; Dilma deverá se beneficiar igualmente. Hoje, são menos pobres que há 4 anos, mas a "nova classe média" certamente votará no PT por ter tido oportunidade de ascensão.

É inegável que o aumento da renda através do emprego gerou melhores condições de vida para, pelo menos, 32 milhões de pessoas antes desassistidas. Esta legião de eleitores, com certeza, será decisiva na eleição de outubro.

Como disse Bill Clinton, certa vez, "é a economia que ganha eleição, estúpido!"
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PESQUISAS ELEITORAIS.

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Dois Institutos publicaram, esta semana, suas pesquisas de intenção de voto para Presidência da República.

Os resultados são bastante divergentes.

O VOX POPULI dá 8 pontos de vantagem a Dilma Rousseff. DATAFOLHA, aponta um empate técnico.

Um dos dois mente. É evidente a constatação que, num mesmo intervalo de tempo, uma diferença tão grande, um dos dois manipula resultado.

Mas um dado, divulgado pelo DATAFOLHA, mostra qual dos dois Institutos pode estar mentindo:
Na pesquisa espontânea, quando não é mostrada a ficha com os nomes dos candidatos, Dilma tem 21% das preferências enquanto Serra, 16%. Pode estar aí o conflito de resultados entre Vox Populi e Datafolha.

Quando o assunto é rejeição, a candidata do Partido dos Trabalhadores leva vantagem sobre seu adversário da direita. Serra é rejeitado por 26% dos entrevistados, enquanto Dilma, por 19%.

Todas as amostras de pesquisa apontam para a consolidação do crescimento de Dilma. Mesmo com manipulação de números, está cada vez mais proxima a vitória da situação.

Este blog acredita na vitória em primeiro turno de Dilma Rouseff.

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Foram divulgados pelo Datafolha os resultados de sondagens para Governador em alguns estados.

No Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul, os candidatos apoiados por Lula tem grande possibilidade de vitória no primeiro turno.

Em São Paulo e DF, a vantagem é dos candidatos apoiados por Serra.

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O indice de aprovação popular ao governo Lula do PT ficou em 77%.

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23 de jul. de 2010

MANUAL DO MENTIROSO.

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Passo a passo, aprenda a construir mentiras.
By Folha de São Paulo.

Lição #1 - Antes de mais nada, escolha o alvo. A FSP recomenda que seja, de preferência, o Presidente Lula.

Lição #2 - Pesquise um assunto que possa criar dúvidas na mente do leitor.

Lição #3 - Invente um título, uma "chamada", que atraia o leitor e, ao mesmo tempo, coloque dúvidas em sua cabeça. A imensa maioria dos leitores de jornal lê, apenas, a manchete. Porisso, dê ênfase à mentira.

Lição #4 - O texto correspondente ao título deve ser mais contido. A explanação da mentira precisa ser controlada sob pena de perda de credibilidade.

Lição #5 - Caso use números, prefira aqueles que possam ser usados a seu favor. Números contrários a seus ideais podem ser mencionados, mas com pouco destaque para não "derrubar" a mentira.

Lição #6 - Se perceberem a "barriga", defenda-se dizendo que foi erro de digitação.

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A Folha de São Paulo não tem jeito.
Mesmo depois de reafirmar sua independência editorial - clique aqui para ler o EMBROMATION DA FOLHA - o jornal não perde a linha mentirosa de ação.

Repare nas imagens abaixo, colhidas da edição eletrônica do portal UOL, de propriedade da FSP.
Ambas foram printadas na data de hoje, 23 de Julho.

As duas associam o ex-Presidente Collor a Lula. A manchete de uma mente ao atribuir "maioria". A outra, afirma que 23% dos alagoanos acreditam que Collor é o candidato de Lula.

A mentira consiste em afirmar que 23% é maioria.
Foi o que afirmou a colunista Mônica Bergamo. Entretanto, ao ler a matéria, o texto não repete a palavra "maioria" e diz, inclusive, que 17% dos mesmos alagoanos acreditam que Lula é o candidato preferido de Teotônio Vilella Filho, candidato da oposição.

Como se percebe, a maneira intencional de provocar dúvidas na mente do leitor seguiu à risca o Manual do Mentiroso da Folha.

Repare na imagem abaixo: 23% acham que Collor é o candidato de Lula.
(Clique na imagem para ampliar).


Agora vejam esta outra imagem, que afirma que Maioria dos alagoanos acredita que Collor é o candidato de Lula.
(Clique na imagem para ampliar).

Agora, cada um que tire suas próprias conclusões.
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22 de jul. de 2010

O PERTURBADO.

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UM VICE FALANTE

O candidato a vice na chapa da direita, Da Costa, está emocionalmente perturbado por causa da exposição midiática.

Nunca antes na vida este rapaz foi tão falado e apontado. Afinal, sua carreira politica, até ontem, resumia-se a absolutamente nada! Um completo desconhecido do Brasil. Tanto, que este blog o confundiu com um cacique de verdade, na postagem AMADORES.

De uma hora para outra, do nada, seu nome é alçado às manchetes de jornais. Todos queriam saber quem era Da Costa. Holofotes e microfones apontaram para seu nariz. Então ele teve que se manifestar. Era tudo o que não contava a assessoria de campanha tucana. Um vice falante!

O desastre começou quando sua boca se abriu e ele, empolgadão, falou o que achava que deveria falar. Não tiveram tempo de prepará-lo, porisso ele proferiu bobagens. Bem a altura de sua capacidade intelectual; bem dentro daquilo que a direita é.

Acusou Dilma Rousseff de ligação com as FARC, o terrorismo e o narcotráfico; chamou-a de atéia (provavelmente visando ofendê-la); apontou seu dedinho para o Partido dos Trabalhadores e acusou todo mundo de ser tudo. Todos eram tudo!

Um discreto telefonema o convocou a ir a Higienópolis, bairro elegante de São Paulo, para uma conversinha no luxuoso apê de FHC, o nefasto. Curto e grosso: Mandaram-no calar a boca!

Como resultado da abertura de sua boquinha, o Ministério Público acatou denúncia por calúnia e difamação; Da Costa irá responder o processo em liberdade, mas corre o risco de condenação pecuniária. O PT ganhou o direito de resposta para apresentar no mesmo site onde Da Costa acusou Dilma.

Ficou evidente que a fama relâmpago do rapaz o perturbou.
Imagine, caro leitor deste blog, o sujeito assumindo a Vice-Presidência.

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18 de jul. de 2010

O EMBROMATION DA FOLHA.

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A Folha da Barão de Limeira publicou uma espécie de editorial, fora do espaço normalmente usada para esta finalidade, com o objetivo de embromar seus leitores. 

Assinante da FSP/UOL tem acesso aqui à integra do texto, publicado na edição impressa deste domingo e no portal UOL.

A cara de pau é tamanha, que chegam a firmar que "...diferentemente do que ocorre em jornais de outros paises (...) a Folha não apoia nenhuma candidatura".

Ora, se não apoia, como pretendem nos fazer acreditar, quais as razões para tantos ataques contra o Partido dos Trabalhadores e sua candidata, Dilma Rousseff? Qualquer pessoa pouco mais atenta verá, ao folhear as páginas do diário paulistano, que a quantidade de matérias que visam denegrir a imagem da candidata do PT é infinitamente maior que as contra o demotucano Serra.


Recentemente, um colunista do UOL, de nome Messias, Farias, Josias, sei lá, publicou charge de um cartunistas retratando Dilma Rousseff como prostituta. Isso, por acaso, é elogio a uma mulher?

A própria ombudsman da Folha, Suzana Singer, relata que "a maioria das reclamações politicas que recebo é sobre uma suposta proteção ao candidato do PSDB".

A falta de ética do jornal consiste na negação do apoio velado ao candidato da direita. Bastasse assumirem, como fazem os jornais dos EUA The New York Times e The Washington Post que, em seus editoriais, assumem apoio a um candidato. Seus leitores, pelo menos, conhecem o terreno onde pisam.

A Folha prima por fazer exatamente o inverso. Iludir, ludibriar, enganar, mentir.

O bom e velho EMBROMATION!

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17 de jul. de 2010

RECEITA DE VICE MANIPULADO.

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A desastrosa campanha presidencial da oposição começou a apelar.
Nem tanto pela escolha do inexpressivo Indio da Costa, mas pela forma de usá-lo, bem ao estilo de quem não tem nada a dizer.

Numa campanha onde o candidato principal da coligação da direita não pode atacar o Presidente Lula, por sua alta aprovação popular, usa a boca de Indio da Costa para dizer o que ele não tem coragem.

O Noticias Terra publicou hoje noticia de que Indio teria acusado o Partido dos Trabalhadores de ter ligação com as FARC e o narcotráfico. Clique aqui para ler.

Mais tarde, o vice de Serra teria dito no twitter que Dilma é atéia.

A receita é simples. Registra-se uma candidatura no TSE com um vice que não tenha nenhuma expressão politica. Dá-se a ele um roteiro de coisas a dizer quando surgir um microfone ou um holofote e ele segue o script. Qualquer problema, joga-se a culpa toda no sujeito, já que ele e nada é a mesma coisa.

Os delirios demotucanos afetaram, definitivamente, a sanidade de seus candidatos.

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DA AGONIA À QUEDA..

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Com o quê embrulharemos o peixe na feira?

Há mais de um ano ano que a redação do jornal do bairro do Rio Comprido, no RJ, agoniza diante de inúmeros problemas finaneiros. O Jornal do Brasil, fundado há quase 120 anos, caiu no último dia 29, quando seu proprietário, Nelson Tanure, anunciou o fim da tiragem impressa do periódico. Continuam apenas as edições pela web.


Com um passivo na casa do bilhão de reais, a empresa acumula dívidas trabalhistas e fiscais; teve suas receitas bloqueadas para quitação destes débitos e afugentou anunciantes. O resultado é esse. Jogar a toalha foi a solução.

Mais do que apenas a quebra de uma empresa, o fim do JB representa um sinal para a grande imprensa. Mostra como é possivel, mesmo para um ícone, perder consistência financeira quando falta capacidade de visão. Os veiculos de comunicação impressos estarão condenados ao desaparecimento à medida que o público leitor tiver acesso à informação instantânea; a banda larga é o caminho inexorável que irá fulminar o bom e velho jornal. Fica a dúvida de como será embrulhado o peixe na feira livre dali em diante.

O que impressiona, entretanto, é a manutenção do velho estilo de fazer jornalismo da grande midia. Não só o JB, mas todos os grandes jornais impressos do Brasil mantém a mesma postura editorial, alinhados à direita conservadora que lhes rendeu bom faturamento enquanto no poder. Quer dizer, sempre se postaram contra a presença do Estado na economia; fervorosos defensores do liberalismo econômico e da livre iniciativa, mantinham relações estreitas com o poder politico e, em troca de suas publicações favoráveis, recebiam maciços investimentos em publicidade oficial.

É notório o descontentamento da imprensa conservadora, principalmente a impressa, com o governo do PT que distribui verbas de publicidade para milhares de outras publicações, como pequenos jornais de bairro. A democratização da verba oficial nunca foi bem vista pelos grandes empresários do setor. Estranhamente, aqueles que são contra a presença do Estado na economia.

O cinismo da midia comprometida até o pescoço com a direita está evidente na cobertura inicial da campanha eleitoral que começou este mês. Pela volta da influência no poder, distribuem manchetes desfavoráveis à candidata do PT, Dilma Rousseff, na esperança de eleger seu candidato preferido.

Não se deram conta de que tecnologia aliada à falta de credibilidade os está levando pela mesma trilha do JB. A queda definitiva.
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