16 de set. de 2012

EJACULAÇÃO IMORAL.

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O regozijo quase ejaculatório da velha midia noticiando o dia-a-dia do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470, vulgo "mensalão", confirma o que já estamos carecas de saber: o jornalismo rasteiro do Brasil é a única forma de oposição política nos tempos do Partido dos Trabalhadores!

Esta tese está claramente demonstrada diante do atual quadro eleitoral, onde a oposição consegue vitórias - apertadas - pontuais e perde espaço mesmo com o bombardeio de notícias contra tudo o que remete a Lula, Dilma e o PT.

A sede de destruição do que foi conquistado na última década, leia-se, geração de emprego com distribuição de renda, leva ao contra senso de tratar o eleitor como intelectualmente incapaz somente quando este elege os partidos não-alinhados com o atraso.

Para ser claro: para a imprensa, quem não vota em demo-tucano é burro!

A imoralidade de certos veículos de comunicação abusa da mentira e da ironia, mesmo sabendo que seus leitores, cada vez mais escassos, não decidem seu voto baseado em suas reportagens.

Dois bons exemplos são a edição de hoje da revista veja* e a coluna de Josias da folha*.
Não vou comentar sobre o conteúdo da veja* por julgá-lo perda de tempo.
Sobre a coluna de Josias, o simpático sujeito da imagem ao lado, deixei mensagem em sua página virtual, como se pode ler na montagem.

Seu texto, numa tentativa irônica de ser bem humorado, pretende que o sistema carcerário deva ser melhor equipado para receber políticos e empreiteiros que serão condenados pelo STF, para oferecer mais conforto aos ilustres prisioneiros do colarinho branco.

O ejaculador imoral da folha* quer nos fazer acreditar na santidade da oposição; nunca antes na história deste país o risco de condenação de políticos foi tão passível de ocorrer mas, esqueceu-se o ejaculador de lembrar que seus parceiros - políticos, jornalistas e anunciantes - também poderão acabar atrás das grades. O precedente aberto pelo STF de J. Barbosa não será capaz de poupar outros atores da corrupção.

Ou será? O tamanho do corporativismo e do poder da velha é midia seria tão mais forte que a jurisprudência criada pelo STF?
Ou a oposição e o jornalismo brasileiros não são corruptos, corruptores e imorais?

Quando sua hora chegar, os ejaculadores de hoje talvez precisem usar fraldas de incontinentes...

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* Este blogueiro recusa-se a grafar os nomes dos jornais folha, globo e estadão, e da revista veja, com as iniciais maiúsculas.

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9 de set. de 2012

O poder SUPREMO da LEI.

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A Constituição do Brasil é bastante clara quanto ao poder de cassar um mandato político: cabe ao Congresso Nacional esta tarefa, depois de recebida a denúncia, devidamente analisada nas comissões internas e votada em plenário.

Uma hipótese possível de acontecer na Ação Penal 470, vulgo "mensalão, após a condenação do Deputado Federal João Paulo Cunha, é a cassação de seus direitos políticos. E, ainda, o mesmo ocorrer a José Dirceu.

No caso de JPC, Deputado Federal eleito, a cassação deverá obrigatoriamente passar pelo Congresso, nos trâmites e ritos de todos os anteriores depois de mera denúncia no Conselho de Ética pela oposição. É bem provável que seus pares sigam a decisão do STF. Seria desgastante demais inocentá-lo e permitir que circule nos corredores da Câmara, caso não seja preso.

Mas, e se JPC não for cassado? A oposição entraria com ação no STF? E o STF, reverteria decisão do Congresso, mesmo contra a Constituição? Contra a LEI?

No caso de Dirceu, a situação parece ainda pior.
Ao imaginar que seja condenado pelo STF - leia abaixo opinião* deste blog a respeito do resultado do julgamento - e tenha seus direitos políticos cassados, por já ter sido cassado pelo Congresso Nacional quando ainda Deputado, e hoje ser um cidadão comum, não será legalmente possível instaurar processo político no Congresso Nacional.

O STF terá como condenar o mesmo réu duas vezes pelo mesmo crime?
Ou, caso não seja cassado pelo STF, José Dirceu poderá ser candidato em 2014, ser eleito e passar a ter voz?

Como se vê, o poder SUPREMO da LEI, ao ser respeitado, pode escancarar um absurdo jurídico não imaginado.
A midia vai pirar!
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* Este blogueiro acredita que o STF não irá condenar José Dirceu. As provas são muito tênues, não há qualquer indício de sua culpa a não ser testemunhos esporádicos e comprometidos com a oposição, além de que, na análise das razões do fatiamento da AP 470, o Ministro Relator Joaquim Barbosa oferece maior chance de inocentar José Dirceu que se todos os Ministros julgassem todos ao mesmo tempo; ainda, por não ter permitido ao Ministro Cezar Peluso oferecer seu voto sobre Dirceu.


5 de set. de 2012

JABOR: UMA AULA DE CINISMO.

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Arnaldo Jabor saiu em defesa do nestafo FHC e seu infeliz artigo publicado domingo.
Aliás, foi o único.

Tangenciando o tema, começa acusando o marketing político de perverso; diz que as campanhas eleitorais são insinceras; num delírio intelectual chama Lula de "showman". E por aí vai destilando seu veneno, típico dos ressentidos.

O alvo é a eleição municipal de São Paulo e a derrota iminente de seu eterno candidato, Zé $erra.
Atira, é claro, contra o PT de Haddad e, principalmente, contra Celso Russomano, lider isolado nas pesquisas de opinião.

Jabor abusa das palavras ofensivas e não demonstra o menor respeito ao cidadão paulistano quando, em tom crítico, afirma que Russomano é o candidato da Igreja Universal. " ...pode ser que em 2013 a cidade de São Paulo seja governada por Edir Macedo, o rei dos supermercados da fé ...", ele escreveu.

Assim, pretende lincar os não-simpatizantes de $erra àquilo que denominou "islamismo caboclo".

Então, quase que sem querer, chega onde queria: FHC, o nefasto.

Começa o festival de cinismo com arroubos de arrogância. Mais para o desespero, diante do silêncio das vozes que o deveriam defender.

"Tudo começou em 2002 quando, diante dos meus pobres olhos perplexos, Serra não defendeu o governo FHC diante dos ataques de Lula no debate ... nunca entenderei isso". É o que Arnaldo Jabor pensa.

Pobre ex-cineasta!
Sua pobreza mental se escancara diante da evidência mais óbvia, mais trivial nos tempos de democracia: o desejo individual de cada eleitor no instante de depositar o voto na urna! Ou de teclar "confirma"!

É possível que ele acredite nas coisas que escreveu, o que o torna ainda mais perigoso. Se não entendeu a razão de $erra não ter defendido FHC, o nefasto, no debate, não foi por causa dos marqueteiros, do semianalfabetismo do brasileiro, mas por medo do eleitor que não concordou com o reinado tucano que arrasou o Brasil durante todo o mandato. Vide a taxa de desemprego e juros deixada para Lula!

Já é hora de cínicos desonestos, do tipo cheirosos e limpinhos, resignarem-se com a nova ordem brasileira. Ou adaptam suas bandeiras às conquistas do início deste século ou seguirão amargando derrota sobre derrota. Até em São Paulo, seu curral eleitoral mais cativo.

Culpar a Igreja Universal é cinismo! É falta de vergonha na cara! Os seguidores de Edir Macedo merecem o mesmo respeito daqueles que admiram o Padre Marcelo Rossi, cabo eleitoral de $erra e FHC. Não li nenhuma linha de Jabor acusando a Igreja Católica de "islamica".

Apenas para esclarecer: este blogueiro não acredita em nenhuma religião.

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1 de set. de 2012

A ARMADILHA DO HOLOFOTE.

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 Entrevista com o Presidente do STF, Gilmar Mendes, em 30 de abril de 2009

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Quem tem mais de 40 anos vai lembrar como era o Brasil no fim do século passado.
Os mais jovens podem recorrer ao bom e velho google para pesquisar.

Uma busca pelos índices de desemprego, de crescimento do PIB, da taxa SELIC, de qualquer outro indicador econômico, vai demonstrar a clara melhora do Brasil do século XXI.

O significado da evolução da saúde financeira da sociedade brasileira, em pouco mais de uma década, evidencia o rumo escolhido pelos brasileiros: geração de empregos com distribuição de renda.

No campo político, as seguidas pesquisas de opinião apontam para a satisfação popular do atual momento do Executivo: desde Lula, e agora com Dilma, os índices de aprovação só crescem. A razão principal, e óbvia, é a sensibilidade do pesquisado em relação a seu bolso.

O que mudou foi a postura do Judiciário.
Para citar o caso recente mais importante, o impeachment do ex-Presidente Collor, vale lembrar que o processo que tramitou no Supremo Tribunal Federal sobre os casos de corrupção não deu em nada. Fernando Collor foi inocentado judicialmente e só cumpriu a pena imposta pelo Congresso Nacional, a perda do mandato e dos direitos políticos por 8 anos.

É provável que os Meritissimos Ministros do STF tenham baseado a sentença nas provas e documentos apresentados, o que é louvável. É o que se espera de um julgamento de qualquer cidadão, embora a opinião pública se sentisse contrariada. O Supremo, como guardião da Constituição do Brasil, não pode se curvar ao papel de agradar a um ou outro. Só deve cumprir a lei.

Mas, hoje, parece que as regras mudaram e os Ministros da Alta Corte vestiram o manto  da vontade própria. Em decisões recentes, palpitaram sobre uso de células tronco, de união homoafetiva, e outros temas de competência exclusiva do Legislativo. Como resultado, os juízes foram expostos em transmissões "ao vivo" pela TV, e seus rostos estamparam primeiras páginas de periódicos nacionais.

Fica a dúvida sobre a independência de um julgador ao ser tratado como celebridade, entrevistado, levado a emitir opiniões fora dos autos do processo.
E mais: escaneados pela midia, submeteram-se deliberadamente às pressões comuns em casos delicados, como este em que analisam a Ação Penal 470, apelidado de "mensalão".

É preocupante. Principalmente quando sabe-se que milhares de processos estão à espera de pareceres definitivos que podem mudar a vida de pessoas e empresas brasileiras.

Afinal, trata-se apenas de cuidar para que não nos surpreendamos com a armadilha que se colocou. A imagem do início deste post poderia muito bem representar a entrevista de um jogador de futebol depois da partida, nunca daquele que precisa estar sereno para decidir se a Constiuição está sendo cumprida.

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26 de ago. de 2012

CLÓVIS ACREDITA EM MAGIA.

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Clóvis Rossi, colunista da folha*, escreve a frase:

"(...) os governos supostamente de esquerda e suas políticas pró-pobres não foram capazes de tirar a América Latina do papel de campeã mundial da desigualdade. Ou ela é inoxidável ou eles precisam reinventar-se."

Baseado em dados do Relatório Gini, divulgado pela ONU, Clóvis afima que a desigualdade no Brasil não diminuiu de verdade, apesar de constar do relatório redução do índice - de 0,52 para 0,47 entre os anos de 1999 a 2009, sendo que o índice igual a zero significa perfeita igualdade.

O citado acima está na própria coluna do cidadão que acredita em magia. Clique aqui para ler a integra.

É espantoso quando um sujeito, de posse de números colhidos por organismos que ele mesmo acredita serem confiáveis, busca, na essência destes mesmos números, a realidade que ele quer que os outros acreditem!

É, até certo ponto, burrice.

A ONU mostra que houve diminuição no nivel de desigualdade no Brasil em dez anos - 10% conforme se nota - mas o colunista que acredita em magia não é capaz de admitir que esta melhora, ainda que pequena, ocorreu para pessoas de verdade, de carne e osso, que migraram para a classe média e hoje estão aptos a comprar uma geladeira.

Fica fácil dizer que ainda somos desiguais. A esquerda sabe disso, senhor Clóvis, pois tivemos os piores indicadores sociais durante 500 anos. Coincidentemente, quando éramos governados pela direita ...

Hoje, entretanto, não só no Brasil mas nos demais países citados na coluna, pessoas de carne e osso passaram a ter acesso ao consumo, ao emprego, ao salário. Dizer que o Bolsa-Familia consome apenas 0,4% do PIB pode não lhe parecer muito, mas para quem recebeu a ajuda, é!. Mesmo que o senhor Clóvis não seja capaz de imaginar que existem pessoas reais que sobrevivem com este auxílio!

Para ilustrar o que pretendo dizer basta observar os niveis de popularidade dos governantes de esquerda da América Latina. Não os niveis medidos nos bairros mais nobres, não, mas entre os mais pobres, os mais desiguais, que se notará a evidente melhora.

Queria, o senhor Clóvis, que a esquerda, depois de eleita na América Latina, extinguisse a miséria e a pobreza num passe de mágica; a exploração do trabalho pelo capital foi tão nociva no século XX, sobretudo no terceiro mundo, que foi capaz de produzir uma miséria crônica em países subjugados como o Brasil.

Não existe magia. Não existe milagre. O senhor Clóvis deveria aplaudir um governo que em 10 anos retirou mais de 30 milhões de brasileiros da pobreza e os incluiu na classe média, oferecendo oportunidade de trabalho, renda e consumo. E seguem incluindo mais e mais pessoas, para desespero de alguns que se vêem obrigados a dividir poltrona de avião com pobre ...

Deve ser difícil para um colunista da folha* imaginar que existam pessoas de carne e osso, de verdade, que, apesar de estarem fora de seu campo visual, sintam-se melhores por poderem comprar uma geladeira.

Ou, como deve ser o desejo mais secreto deste tipo de jornalista, melhor seria voltarmos as governos de direita, aumentar a miséria e a desigualdade e, assim, esconder estes números da população ...e dane-se o leitor!

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* Este blogueiro recusa-se a grafar os nomes dos jornais folha, globo e estadão, e da revista veja, com as inicias maiúsculas.

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21 de ago. de 2012

D. MAINARDI: vagabundo e mentiroso.

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Vagabundo é a definição que ele mesmo se atribui ao dizer que "só trabalho 8 minutos por semana".
Mentiroso, sou eu quem diz!

No programa Roda Viva, da TV Cultura de SP, ontem, em entrevista ao vivo, o playboyzinho tentou passar uma imagem diferente daquela que sempre teve: repetiu a palavra "amor" inúmeras vezes ao se referir ao filho com paralisia cerebral. Provavelmente, como estratégia para incrementar as vendas de seu livro, lançado recentemente.

Filho do publicitário Enio Mainardi, enfant gâté, escrevia uma coluna de política da revista veja* sempre atacando o Presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores de forma geral.

No programa de ontem, entretanto, revelou não ter qualquer interesse por política; afirmou que pensava em atacar o ex-presidente e nefasto FHC no inicio de seu mandato mas, por falta de meios, não o fez! Perguntado sobre qual sua posição politica, respondeu: "não faço a menor idéia".
Acusou os blogs que apóiam Lula e Dilma de receberem recursos públicos, e afirmou que "todos os internautas são otários".
Cara de pau!

Em 09 de março de 2011o site www.portaldaimprensa.uol.com.br revelou documentos vazados pelo WikiLeaks que comprovam a relação de Mainardi com o consulado dos EUA. E sua ação política ao lado do candidato derrotado na eleição presidencial, José Serra.

Um trecho do documento diz:

"24) CABLEGATE DE HEARNE
246840/ 2/2/2010 19:13/ 10RIODEJANEIRO32/ Consulate Rio De Janeiro/ NCLASSIFIED//FOR OFFICIAL USE ONLY
Excertos dos itens "não classificados/para uso exclusivamente oficial" do telegrama 10RIODEJANEIRO32.
(...)
NO RIO, ANALISTAS DISCUTEM ALTERNATIVAS PARA A VICE-PRESIDÊNCIA

2. (SBU) Em almoço privado dia 12 de janeiro, o importante colunista político da revista Veja Diogo Mainardi disse ao cônsul dos EUA no Rio de Janeiro que a recente coluna [de Mainardi] na qual propõe o nome de Marina Silva como vice-presidente na chapa de Serra foi baseada em conversa entre Serra e Mainardi, na qual Serra dissera que Marina Silva seria a "companheira de chapa de seus sonhos".
 
Se o sujeito não faz a menor idéia de sua posição politica, apesar de atacar sistematicamente todos os membros do governo Lula, e seus simpatizantes, com qual intenção se reuniu com Serra?
 
É notório seu envolvimento com a direita politica e midiática do Brasil. A ponto de decidir publicar sugestão de nome para a vice-presidência na chapa tucana após encontro com o candidato.
 
Sua coluna na veja*, diferentemente do que ele pretende desmentir, é um panfleto politico-partidário em favor das velhas oligarquias brasileiras.

Nada contra. Desde que assuma.
Mentir só para ver crescerem as vendas de seu livro é infame, sobretudo quando o tema central é próprio filho.

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* Este blogueiro recusa-se a grafar os nomes dos jornais folha, globo e estadão, e da revista veja, com as inicias maiúsculas.

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19 de ago. de 2012

A VERDADE SOBRE JULIAN ASSANGE

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Além de fundador do Wikileaks, é a pedra no caminho dos EUA. Porisso, a fúria em detê-lo.
Os bretões, servis e humildes, estão  prontos para o serviço sujo: invadir a embaixada do Equador e resgatar o "perigoso"Julian.

Mas, por trás deste episódio, há muito mais coisas a esconder. A verdade, principalmente.

Das centenas de milhares de documentos vazados pelo Wikileaks pode-se compreender as razões da ação contra o jornalista. A CIA - central de inteligência dos EUA - age como verdadeira célula terrorista, espalhando o medo entre seus inimigos e o pavor entre cidadãos inocentes nos paises considerados "hostis".
Da guerra ao terror, desculpa para invadir o Iraque, revelam-se protagonistas de massacres sangrentos.
Por esta razão encontra-se preso o militar americano Bradley Manning, acusado de vazar o video do ataque a inocentes civis no Iraque, que executou, inclusive, um jornalista da Reuters.

Manning está preso há mais de dois anos e meio sem direito a defesa, sem julgamento, e será condenado a prisão perpétua. Vale lembrar que as leis norteamericanas não permitem a prisão por mais de 120 dias sem julgamento.

Julian Assange, se extraditado, será enviado para os EUA. Lá, poderá ser condenado a morte. Esta é razão dele ter pedido asilo politico ao Equador, aceito pelo Presidente Correa.

O Reino Unido, por sua vez, sempre dispostos ao serviço sujo, estão sinalizando com a possibilidade de invadir a embaixada equatoriana. Caso aconteça, terão rasgado o Tratado de Viena. Só a ameaça de invasão já demonstra o medo  da independência do jornalismo de Assange.

O engraçado é que não vemos na imprensa ocidental a revolta ao gesto do país da Rainha. A mesma imprensa que divulgou as notícias que o Wikileaks revelava...

A democracia, bem tão valioso que o ocidente o impõe pela força, quando julga necessário, está num impasse: ou somos democratas e libertamos Julian Assange e Bradley Manning, ou assumimos a condição de imperialistas. Cabe a nós, ocidentais, decidir.

Assange e Manning são apenas vitimas.
Sinalizam para onde deveremos seguir. As consequências das penas a que serão submetidos pode mudar a geografia do poder. O mundo não aceitará calado e, certamente, milhares de Assanges surgirão.

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13 de ago. de 2012

DILMA E A CONDENAÇÃO DE ZÉ DIRCEU.

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Que a velha midia no Brasil é dona de um poder imenso - o quarto - estamos carecas de saber;
Que os maiores veículos de comunicação foram forjados nas entranhas da alta burguesia paulista e carioca, financiados com dinheiro público - sobretudo, no período ditatorial - de origem duvidosa, formando verdadeiros impérios da "notícia" de interesse dos governos desde Cabral, também não é nenhuma novidade.

O que mudou, de Lula para cá, foi, exatamente, o próprio Lula ter sido eleito. A contragosto daquela gente mas pelo voto livre e democrático.

É também sabido que o poder ainda continua nas mãos daquela meia dúzia de oligarcas donos de TVs e jornais; nas mãos de não mais de uma centena de jornalistas comprometidos até o pescoço com seus patrões. Nem sei se se pode denominar quem escreve para a veja*, globo*, estadão* ou folha*, de jornalista. Enfim.

O que há de diferente, hoje, é a relação governo-imprensa.
O Presidente Lula inaugurou uma fase até então inédita na vida institucional do Brasil: mais ou menos como se o governo assumisse sua condição de governar independente das manchetes do Jornal Nacional.

O preço foi caro. O próprio Lula previu as consequências e assumiu o papel de interlocutor com a população: inúmeras aparições do Presidente da República em contato com o povão, trocando abraços e beijos e afagos, foram registradas pela velha midia sem saber o que se passava.

A astúcia política do lider operário, "acusado" de analfabeto, cachaceiro, amante do futebol, etc etc etc, ficou demonstrada no drible espetacular que ele passou na imprensa: ao ser registrado como um homem comum, aproximou-se do eleitor.

Tentaram, de várias formas, acusá-lo de ser povão; a cada ataque, sua popularidade crescia. E é neste ponto que se tornou vencedor. Parece que o monopólio midiático do Brasil nunca entendeu bem essa história. Do controle absoluto sobre os rumos do país, passaram a ser coadjuvantes!

A marca mais importante da vitória de Lula sobre a velha midia, na minha opinião, é a vitória de Dilma Rousseff. O poste, como a chamavam durante a campanha. Nela, a população optou pela continuidade à despeito de todas as manchetes e acusações que pipocaram durante os oito anos de mandato de Lula. Contra ele, contra o Partido dos Trabalhadores e contra seus membros, sobretudo, contra José Dirceu. 

Hoje, em pleno julgamento, pelo STF, da ação denominada "mensalão", José Dirceu já está condenado. Independente da sentença dos Ministros da Corte. Sua imagem está manchada para sempre por obra das familias mafiosas da imprensa do Brasil. Ele sabe, todos sabemos.

Entretanto, é dificil aceitar o desmonte da imagem de um homem. Por mais crimes que alguém cometa, por maior que seja a culpa, a pena de José Dirceu é absurdamente alta. Pior, sentenciada por editores de cadernos de política de alguns jornais e TVs.

Dilma, por sua vez, demonstra indiferença quanto ao julgamento e seus desdobramentos. Até aqui, não se viu qualquer ação politica para influir no veredicto. Está empenhada em trabalhar para continuar a fazer o pais seguir sua rota de crescimento com distribuição de renda. Exatamente para a missão que lhe foi incumbida na eleição presidencial.

De estilo diferente de Lula, age da mesma forma que ele agiu: ignora as manchetes; aposta no resultado positivo de seu governo, e no sucesso econômico do país.

José Dirceu está condenado, a velha midia não vai desistir de atacar o governo e o PT; blogues e twiteres como este, por mais que tratem de desmascarar certos veículos nunca terão a repercussão que a imprensa corporativa tem. Dilma sabe, todos sabemos.


A aposta - que deu certo com Lula - é em seguir em frente, incluir mais e mais cidadãos; investir na geração de emprego e renda até elevar o país ao status de desenvolvido. Ignorar os movimentos que a oposição faz para desestabilizar o governo.

A verdade deixou de ser privilégio da elite econômica com seus editoriais que eles acreditavam formar opinião. Nunca formou. Nem formará. A experiência de ser cidadão é infinitamente mais poderosa que imaginam e nada tem a ver com o julgamento dos 38 réus acusados de corrupção.

Instituto de pesquisa divulgou que mais de 80% da população não sabe o que é o "mensalão". Porisso, a posição acertada de Dilma Rousseff.

A velha midia perdeu o bonde da história ao não compreender que Dilma e Lula são povão!

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Para ilustrar este post, não posso deixar de comentar o que li sobre a festa de encerramento das Olimpiadas, ontem.
As criticas de certos jornais foi que as Olimpiadas do Rio 2016 serão um fracasso! Até a aparição dos artistas brasileiros na festa de ontem foi motivo de critica.

Londres teve John Lennon e nós, teremos passistas mulatas de escolas de samba ... incrível querer negar nossa cultura, nossa beleza, nosso samba ... queriam que quem subisse no palco da festa olimpica, loiras de olhos azuis ???

Não é complexo de vira-lata, como dizia Nelson Rodrigues, mas maldade pura e sem sentido,
 
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* Este blogueiro recusa-se a grafar os nomes dos jornais folha, globo e estadão, e da revista veja, com as inicias maiúsculas.

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29 de jul. de 2012

STF: O PODER INÚTIL DA JUSTIÇA.

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Vai começar o espetáculo que a velha midia aguarda há anos, aquilo que convencionou chamar de "mensalão".
Aparentemente, segundo alguns jornais, é desnecessária a reunião dos Ministros do Supremo Tribunal Federal para dar andamento legal ao processo: a sentença já foi dada!

De quebra, junto à condenação dos 38 réus do processos - ou, pelo menos, daquele que mais os interessa, José Dirceu - os quatro maiores veículos de comunicação brasileira decretaram também a INUTILIDADE do poder Judiciário, de sua mais alta Corte, de todos os seus membros e de todo o resto da população do Brasil.

Manchetes como as que se seguem, publicadas entre ontem e hoje, demonstram a real pressão exercida contra os Ministros que devem iniciar as sessões à partir da próxima semana. Para folha*, veja*, globo* e estadão*, será apenas um espetáculo para confirmar o desejo dos editores de economia desta midia podre.

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Engraçado é que estes mesmos jornais reclamaram, recentemente, das atitudes tomadas pelos réus e por aqueles que acreditam na absolvição por falta de provas. 

Acusaram o Ex-Presidente Lula, o próprio José Dirceu, a CUT, e nós, blogueiros sujos, de tentar influenciar a decisão do Supremo.

As manchetes não deixam dúvidas quanto à tentativa deliberada de colocar a faca no pescoço dos Ministros, juízes que, em teoria, devem analisar os fatos perante a Constituição, e emitir seus pareceres diante da Lei.

Mas a lei, ora a lei, segundo essa gente sem caráter - a velha midia - só deve ser seguida para alcançar o desejo de condenação de seus opositores, o Partido dos Trabalhadores, Lula, José Dirceu e, por tabela, a própria Presidenta da República, Dilma Rousseff.

Em breve saberemos se os Ministros foram capazes de rejeitar a pressão, seja de que lado tenha sido feita. Teremos a revelação de que o Supremo Tribunal Federal é tão inútil como quer parte da imprensa ou, pelo contrário, é um poder efetivo e real da República.

Saberemos se os Juizes que se preparam para analisar as mais de 50 mil páginas do processos são meros marionetes ou - é o que este blogueiro realmente espera - os verdadeiros guardiões da Constituição do Brasil.

Tudo o que  a sociedade quer é um julgamento limpo e justo.

A sociedade já não é mais refém dos poucos editores do caderno de política nem do poder econômico que seus anunciantes detém. A informação, hoje, é plural e será espalhada mesmo contra a vontade dos atores políticos mais reacionários do Brasil.

Estamos de olho.
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* Este blogueiro recusa-se a grafar os nomes dos jornais folha, globo e estadão, e da revista veja, com as inicias maiúsculas.

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24 de jul. de 2012

CENSURA TUCANA.

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Semana passada, o fascista José Serra acusou a militância petista de usar práticas nazistas em campanhas difamatórias pela internet, via redes sociais.

Ontem, seu partido entrou com representação na PGE - Procuradoria Geral Eleitoral, exigindo investigação sobre patrocínios públicos a blogs que fazem "elogios excessivos ao PT e ao Governo Federal".

Na peça da representação (clique aqui para ler a integra) há menção direta ao Ministro do STF Gilmar Mendes, usado para demonstrar que ele sofre "pressão" de blogs sujos por causa do julgamento do "mensalão".
Citam a revista veja* inúmeras vezes, como fonte de informação, como que para respaldar a "verdade" da "parceria" entre empresas públicas e blogueiros não alinhados à velha mídia.

A imagem abaixo é um recorte do repugnante blog de Reinaldo Azevedo, um homem a serviço das forças mais reacionárias deste país, que nutre um ódio mortal contra qualquer pessoa que se declare simpatizante do Partido dos Trabalhadores - um blog que nunca publicou um comentário sequer que este Pirata deixou, censurando sistematicamente todos que emitem opinião contrária aos ideais de seu patrão.
É fácil notar o banner com a publicidade da PETROBRAS.


O que querem os tucanos?
Exclusividade das verbas públicas?

Empresas privadas públicas patrocinam sites e blogs que alcançam seu público alvo, gente que escreve a favor e contra o Governo Federal; o caráter da publicidade estatal, neste caso, deve ser a busca pela divulgação da marca para o público em geral e, ao que a imagem acima demonstra, é o que a maior estatal brasileira está fazendo!

Então, diante do piti que os tucanos estão tendo, posso entender que recomeçou o velho jogo da direita, como em todas as eleições passadas, de querer posar de vítima, de coitados, de frágeis; de alvo de grupos organizados que atiram bolinhas de papel!

Ao buscar censurar o que blogs independentes querem dizer, os tucanos acusam o golpe: sim, a velha midia está perdendo a condição de "dona da verdade" e se sentem incomodados com aquilo que pessoas comuns dizem, sobretudo quando apontam suas mentiras em jogadas tramadas nos subterrâneos da vida política nacional.
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* Este blogueiro recusa-se a grafar o nome da revista veja com a inicial maiúscula.

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30 de jun. de 2012

O que a midia quer do Mercosul?

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Hoje pela manhã, o Presidente Hugo Chavez me telefonou para saber quais as razões da midia latinoamericana criticar tanto a entrada na Venezuela no Mercosul.

Primeiro, reclamei por causa do horário. Ele se desculpou mas, já que me acordou, engrenamos no assunto.

Disse a ele o que já sabemos há muito tempo, ele mais que ninguém, que os controladores da opinião na América Latina não admitem o sucesso de determinados governos. Ele riu alto! Resmunguei dizendo não ter entendido a piada. Chavez sugeriu, então, que eu lavasse o rosto e fosse tomar café para, em seguida, ligar de volta ... não era essa a resposta que ele queria ouvir de mim.

Neguei o pedido. Não vou gastar uma ligação internacional para a Venezuela e pedi, num tom chateado, para que explicasse o que queria saber.

Ao compreender o mal estar, foi direto ao ponto.
A imprensa nunca se preocupou com os assuntos do Mercosul. Desde sua criação, foram céticos; achavam que a ALCA era o melhor caminho para a integração dos hermanos do Hemisfério Sul. Quando nossos países se recusaram a fazer parte da sociedade com os EUA aí então é que a midia virou as costas para tudo o que se relacionava ao nosso Tratado de Livre Comércio. Por que então, agora, voltam a falar de algo que sempre fizeram questão de ignorar?

Não soube responder.
Ele continuou:
Se estavam felizes com o bloqueio à entrada da Venezuela no Mercosul por achar que o país não respeita as regras da democracia, deveriam, pelo menos, noticiar com mais vigor o rompimento da democracia no Paraguay. Mas fazem exatamente o oposto: defendem o ataque contra o Presidente deposto Fernando Lugo e escondem o ato golpista que o retirou do poder. E escrevem contra a Venezuela mais uma vez.

Num desabafo, Hugo Chavez ainda me lembrou de todos os plebiscitos que organizou e de todas as eleições que venceu. Fez questão de me dizer que os observadores norteamericanos sempre acompanharam os pleitos e que, caso houvesse qualquer indício de fraude, eles o denunciariam.
Quase gritando, relembrou do golpe que a direita venezuelana preparou contra ele; foi deposto mas voltou ao poder nos braços do povo ... ele fica bastante chateado quando toca neste assunto.

Se eles dizem entender de democracia -  e fazem até a guerra por ela - deveriam condenar o golpe contra Lugo, encerrou.

Tem razão, concordei. A imprensa oposicionista de nossos países - e da Argentina, Equador e Bolivia - não tem argumentos. Amparam-se na Constituição do Paraguay para justificar o golpe e ignoram as leis da Venezuela que admitem a eleição continuada de seu lider.

A democracia não é um boneco  nas mãos imundas da velha imprensa para ser manipulada assim, disse Hugo Chavez antes de me desejar um bom dia e desligar o telefone.

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14 de jun. de 2012

VIDA E OBRA DE CHARLES CASCATA

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Num local muito, muito distante, no Reino de Saiog, nasceu um menino chamado Charles Cascata, filho de Dona Maria José. Mulher simples, mas honrada, criou o filho como podia; a vida na região do Burgo de Ainaiog, capital do Reino de Saiog, nunca foi fácil.

Desde pequeno Charles preocupava a mãe com as molecagens que fazia. Na escola infantil, roubava lápis e canetas dos coleguinhas; mentia para a professora ao fingir estar doente para justificar as faltas. Costumava pular o muro da escola para ir jogar futebol na rua com os vizinhos do Burgo de Ainaiog. Ele havia roubado uma bola na feira e, porisso, tinha o privilégio de escolher os melhores jogadores para seu time.

Adolescente, Charles passou a roubar galinhas e porcos. Não satisfeito, surrupiava cavalos e carruagens. Depois, baús com joias. Envolveu-se com o jogo ilegal de dados e fez muitos amigos no mundo do crime. Falsificava os boletins da escola para que sua mãe não soubesse de suas notas baixas. Formou sua quadrilha de bandidos aos 16 anos de idade, com uma turma barra pesada.

Aos 21 anos, já era temido nas ruas de Ainaiog. Sua rede de poder era composta por membros  influentes do Burgo. Apesar de plebeu, Cascata tinha fortes relações com nobres do Reino de Saiog e conhecia o ponto fraco de todos eles: Moedas de Ouro!

Fez de Demócrito Bispo, princeps senatus, seu representante no Senatum. Demócrito fazia discursos acalorados e acusatórios contra os membros do Reino de Saiog que não o apoiavam. Aos olhos do povo, era considerado herói e honesto. Admirava a forma inteligente e sagaz de cascata conseguir tudo o que queria.

Jumar Sandes era o judex supremus de Saiog. Membro da Alta Corte de Conselheiros do Rei e renomado defensor da justiça, Sandes era a base legal para impedir que o jogo de dados fosse denunciado pelos guardiões do Reino. Mantinha relações estreitas com Cascata, sempre às escondidas para não levantar suspeitas entre os demais nobres. Uma ocasião, a pedido de Cascata, mandou soltar o poderoso banqueiro Duncan Donuts aprisionado pelos guardiões. Por duas vezes, desceu à masmorra para fazer cumprir sua ordem. Era duro com seus inimigos mas dócil com os amigos.

Com o proconsul governatorius do Reino de Saiog, Otoni Cirillo, cuja influência era grande na região, tinha mais intimidade. Frequentava sua casa, estava presente nas refeições com outros membros da família Cirillo e, nas festas, fazia-se se passar por nobre. Comprou a casa de Cirillo numa operação fraudulenta que envolveu a soma de 14 moedas. Era visto frequentemente deglutindo assados e bebendo vinho, rodeado de mulheres e serviçais na casa que pertencera a Otoni Cirillo.

Com a ajuda dos nobres, Cascata fundou a Beta Construtorium, ferramentaria que se dedicava ao ramo da construção de casas no vilarejo de Ainaiog e, logo, passou a construir obras para o Reino. Claro, a preços muito mais elevados, tudo em comum acordo ao proconsul governatorius Cirillo. Assim, suas riquezas aumentavam e, com ela, seu poder.

Mas também estava às voltas com gente do povo, plebeus como ele, pessoas sem caráter e ambiciosas que Cascata sabia controlar.

Aliou-se a Idelbório Matoso, conhecido como Dedé, ex guardião do Reino, cuja audição era sua maior virtude; costumava se espreitar pelos corredores dos Palácios para ouvir conversas dos inimigos. Era rude e cruel, usava suas habilidades para chantagear qualquer pessoa que pudesse lhe render algumas moedas.

Para garantir que sua imagem não fosse manchada pelos malfeitos que fazia, Cascata usou a influência de Jumar Sandes, o defensor da justiça, para se tornar amigo do responsável pela  Vigiatum, uma espécie de informe escrito em pergaminho distribuído por todo o Reino, que gozava de certo prestígio até então. Metacarpo Filho era o diretor da sucursal Saiog da Vigiatum, quem ditava as regras e escolhia o que seria ou não escrito.

Costumava se encontrar com Cascata antes de mandar pregar os pergaminhos nos postes do Reino para saber o que deveria escrever. Era comum combinarem denúncias contra aqueles que não faziam parte da turma, inventavam mentiras e calúnias e, quando a notícia se espalhava pelos Burgos, o princeps senatus Demócrito subia à tribuna do Senatum para acusar os desafetos de Cascata.

Um perfeito teatro dramático.

Assim, com a ajuda de todas as pessoas de sua rede, Cascata esteve prestes a se tornar a pessoa mais importante do Reino de Saiog. Com as moedas que provinham do jogo ilegal de dados, pagava muito bem seus colaboradores, comprando sua fidelidade e silêncio. Era como se todas as portas se abrissem para Cascata e só ele pudesse escolher quem passaria por elas.

Todo este poder o fez perder a noção dos riscos que corria. Com o passar do tempo, os guardiões começaram a desconfiar que Cascata estava envolvido com gente perigosa e começaram a segui-lo. Por todo o Reino espalharam guardiões para ouvir o que se tramava atrás das portas dos castelos. 

O guardião Protóbius Quiroga, cujo raciocínio lógico era exemplar, denunciou Charles Cascata e toda a quadrilha ao Rei de Saiog assim que tomou conhecimento dos conchavos, subornos e atos de corrupção que Cascata operava.

Assim, deu-se a limpeza dos criminosos. Recolhidos à masmorra, todos eles foram condenados a prisão com trabalhos forçados.

Charles Cascata, Metacarpo Filho e Idalbório Matoso, plebeus, compartilham a mesma cela e passam os dias trabalhando na reforma das pontes elevadiças do Reino. Nos momentos de descanço, jogam dados e fazem apostas.

Demócrito Bispo foi mandado para um Burgo longínquo a mando do Rei. Trabalha na colheita de batatas e, enquanto as recolhe, recita os discursos que costumava fazer na tribuna do Senatum.

Jumar Sandes recusou-se a trabalhar, porisso o deixaram acorrentado pelas mãos e sobrevive a pão e água. Por causa do castigo, sua saúde está ficando frágil. Adora ofender os guardiões que lhe trazem comida; nem mesmo sua posição de condenado reduziu-lhe a arrogância.

Otoni Cirillo conseguiu perdão do Rei, mas teve o título de nobreza cassado e vive pelas ruas como mendigo. Há quem jura tê-lo visto andando com bêbados e roubando galinhas.

A Vigiatum deixou de ser distribuída e ninguém no Reino de Saiog sente falta.

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13 de jun. de 2012

O BOLSA-BANCO

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A dimensão da crise financeira na Espanha está deixando muita gente de cabelo em pé.
Com sua origem nos Estados Unidos em 2008, o furacão econômico já passou pela Irlanda, Portugal e Grécia, permanece rondando as noites - e os dias - dos investidores ao redor do mundo.

Não podemos esquecer que Barack Hussein Obama derramou mais de 1 trilhão de dólares na economia estadunidense assim que assumiu a Presidência. O objetivo era sanear o sistema bancário falido!

Não saneou.
Pior, gerou uma onda de insegurança tal que, no mundo globalizado, se espalhou contaminando todos os mercados. Até a China, que acusou o golpe da crise ao reduzir a meta de crescimento para 2.012.

O Fundo de Estabilização Europeu, criado com o objetivo de manter reservas preventivas para controlar o Euro, possui, hoje, algo em torno de 500 bilhões de Euros. É uma espécie de FMI caseiro, para conter as crises da zona do Euro.

Ao anunciar a liberação de 100 bilhões de Euros para saneamento dos bancos espanhóis, ontem, deu algum alívio ao mercado. Mas não durou. No dia seguinte, os investidores voltaram a exigir taxas de juros cada vez maiores da Espanha, fechando, ontem, em 6,7% ao ano. Uma monstruosidade!

O erro na conduta da solução da crise está na origem. Dificilmente será resolvido o problema financeiro mundial enquanto os bancos mantiverem total controle sobre a circulação de moeda no mundo, e não apenas da moeda, mas, sobretudo, nos títulos das dívidas dos governos dos países ocidentais!

O BOLSA-BANCO, instrumento inventado pelos gênios capitalistas de Harvard, só provoca adiamento provisório da crise, que volta revigorada e cada vez mais sedenta de recursos.

Banco privado é como o urso, um predador que come de tudo e se adapta para digerir todo tipo de alimento.

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Já li tantas críticas ao Bolsa-Família que já nem me interesso mais em defender o programa criado pelo PT. De nada serve falar de seus benefícios para aqueles que partem do principio de que pobre não merece ajuda. É pura perda de tempo.

Mas, diante do sucessivo fracasso nas tentativas de resolver a crise nos países ricos; vendo que as medidas são sempre as mesmas, ou seja, ajuda incondicional aos bancos privados sem qualquer contrapartida, me pergunto se nunca passou pelas cabeças dos gestores capitalistas americanos e europeus que seria muito mais produtivo repassar recursos para geração de emprego!

Se a Espanha, por exemplo, cuja taxa de desemprego está na casa dos 25% - sendo mais de 40% entre os mais jovens - investisse os recursos visando criar postos de trabalho, a solução poderia estar mais próxima e com custos sociais muito menores.

É de espantar a forma de raciocínio imbecil de colocar dinheiro na boca do urso enquanto a população caminha a passos rápidos para o declínio social, moral e econômico!

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11 de jun. de 2012

O STF E AS SAÚVAS


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Macunaíma, o herói sem caráter de Mario de Andrade, disse que “pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são”. Isso foi em 1928, quando foi lançado o livro e o personagem.

De lá para cá, as saúvas já não representam mais tanto perigo, e os males do Brasil são outros.

Da segunda metade do século passado em diante, forças dominantes apoiadas pela mídia corporativa trataram de desconstruir a imagem dos políticos brasileiros. Desde Juscelino Kubitschek, tanto Executivo quanto Legislativo foram alvo de investidas pesadas no sentido de colocar todos no mesmo balaio: político é ladrão!, repete, insistentemente, o velho jornalismo comprometido com o atraso. Daí, o golpe militar de 64.

A instituição que parece ter sobrevivido até aqui, foi o Judiciário. Um ou outro fato pouco relevante, de juízes corruptos, de sentenças vendidas, foi noticiado sem alarde, com o devido respeito à classe de magistrados que atuam para garantir o cumprimento da Constituição. A mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal, nunca foi alvo de denúncias e suas resoluções sempre foram respeitadas.

Hoje, entretanto, o STF colocou-se numa posição prá lá de inconveniente.

O julgamento do “mensalão”, previsto para agosto, pode ser o marco da derrota da Justiça, seja qual for a decisão. O risco é enorme; a falta de garantias de que a lei será respeitada pode levar ao colapso o tribunal se nada for feito.

O processo é político, e cada membro do STF tem sua preferência partidária. Não podem negar. Ao mesmo tempo, a isenção deve ser total; a análise de cada um dos processos dos réus deve ser cuidadosa e baseada, exclusivamente, nas provas produzidas pelo inquérito. É assim que deve proceder o julgador. Sem pressão e sem pressa.

O alvo da oposição, neste processo, é o ex-Ministro da Casa Civil José Dirceu. São 36 réus, mas apenas um nome é o que aparece com frequência na mídia. O operador, o chefe, o articulador. Os demais, os jornalistas demonstram pouco ou nenhum interesse.

E é ai que está o grande nó: se Dirceu for inocentado, a oposição e a imprensa reacionária dirão que o governo exerceu pressão sobre os Juizes. Se, por outro lado, for condenado, o governo dirá que a pressão partiu da oposição e da manipulação da imprensa corporativa que influenciou os magistrados.

Não haverá meio termo; a imagem do STF sairá abalada qualquer que seja a decisão.

O risco de se formar uma divisão clara na sociedade existe, e nada foi feito pelos Ministros do STF para frear a onda de especulações sobre o julgamento. Pelo contrário, a exposição de certos membros do Supremo na TV provoca ainda mais a sensação de comprometimento de quem vai julgar!

Não haverá recurso da decisão; o STF deve refletir com muita calma sobre as consequências que irão provocar. O resultado não será unânime, com certeza, e vai gerar ainda mais desconforto para as partes que não vislumbrarem que foi feita a devida justiça.

A única solução será basear o andamento dos processos nas provas, nos documentos reais e nas denúncias comprovadas, se é que existem. Caso contrário, a desmoralização pode ser irremediável.

Ninguém quer Macunaímas vestindo toga!
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Um dos maiores interessados no julgamento é o próprio ex-Ministro José Dirceu.

Já declarou inúmeras vezes que aguarda, ansioso, pelo momento de se defender. Até agora, não obteve sucesso para expor suas razões à opinião pública, pois os meios de comunicação nunca pretenderam dar-lhe espaço.
Dirceu insiste que não há provas de que se montou um esquema de compra de votos no Planalto para aprovar medidas de interesse do governo Lula. É tão categórico ao afirmar sua inocência que sua postura incomoda seus opositores.

Até Roberto Jefferson, que criou o termo "mensalão" já afirmou que nunca existiu o pagamento mensal de propina a deputados.

Quanto ao risco de prescrição dos “crimes”, tão comentado pela imprensa, é de estranhar que não cobrem a mesma velocidade do STF para julgar o “mensalão” do PSDB, anterior ao do PT. 

Se é lei que exigem, deveriam ser mais honestos.


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21 de mai. de 2012

BRICS com Bê.

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O poder econômico global está mudando de mãos.
A causa, é o grupo de países emergentes que se apresenta no cenário econômico internacional, de 10 anos para cá, como um bloco sólido e consistente, que cresce a taxas vistosas ano após ano.

Liderados pela China, os BRICS apontam para a construção de um PIB mundial, em 2015, maior que os países ditos desenvolvidos. Veja gráfico abaixo:


É provável que já neste 2012 estejamos empatados, ou seja, o PIB dos emergentes deve ser igual - ou ligeiramente inferior - ao PIB dos ricos.

Deve-se a vários fatores essa mudança de eixo, mas, essencialmente, pelo fato de termos, nós emergentes, iniciado um período de crescimento interno. Com muita força na China e Índia, mas também no Brasil, Russia e África do Sul.

Essa reversão da curva de poder econômico explica-se, ainda, pelo fracassado modelo ocidental de capitalismo. Enquanto as Nações ditas desenvolvidas cultuaram o "mercado" como uma divindade, lançando-se em aventuras consumistas sem qualquer controle ou medida, os emergentes, todos, tangenciaram as regras neoliberais usando a força de seus Estados para gerir, dirigir e orientar suas economias.

Em outras palavras, a intervenção do Estado nas economias emergentes foi decisiva - e ainda é! - para o crescimento sustentável de nossas sociedades. A geração de riqueza está atrelada, necessariamente, à repartição dos ganhos, seja através de emprego, seja através de programas sociais. Assim é na China, na Índia, Brasil, Russia e Africa do Sul.

A imagem abaixo mostra o salto da China, Brasil e Russia no comparativo das 10 maiores economias do planeta em relação ao PIB mundial, enquanto as economias desenvolvidas se arrastam, com crescimentos irrisórios.

A França, por exemplo, despenca do 5º para o 8º lugar do ranking, enquanto o Brasil salta para o 5º  lugar, seguido pela Russia, em 6º.

Os piores dados ficam com USA, Japão e Alemanha, com perda no percentual do PIB mundial. São justamente estas economias que menos interferem no mercado; onde o consumo das famílias é a base de sustentação, agora, enfraquecidas.

É bom notar que estes dados, colhidos do FMI, estão exageradamente otimistas, pois com a crise na Europa do Euro, as economias desenvolvidas podem sofrer ainda mais danos, enquanto os emergentes ainda têm fôlego para crescer de forma equilibrada.

Resta saber o que seremos capazes de fazer com este poder que estamos conquistando.
O mundo desenvolvido está mudando de endereço. E de cara.

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18 de mai. de 2012

Revista veja* é uma farsa.

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Quando adolescente, ouvia a música Lucy in the Sky with Diamonds, de Lennon e McCartney, e sonhava com um mundo livre. Eram os anos de chumbo no Brasil e as iniciais do título da música - LSD - remetia ao mundo hippie, à liberdade de expressão, ao Faça Amor, Não a Guerra.

Semana passada, minha memória viajou algumas décadas, de volta aos tempos difíceis que passamos, desta vez, num ambiente totalmente livre e sem censura: o TWITTER.

Foi @Lucy_in_sky quem provocou um tuitaço, cuja hashtag #vejatemmedo alcançou recorde de mais de dez horas na liderança dos TTs mundial.

Uma façanha!
Replicado por centenas, milhares de pessoas que pensam da mesma forma, que sabem que a revista veja* tem medo, sim! Este blogueiro, inclusive.

Em seguida, diante do barulho provocado, a veja* se manifestou, como não podia deixar de ser, através de seu mais ridículo emissário, um dos tipos mais medíocres do jornalismo brasileiro, verdadeiro capacho, Reinaldo Azevedo.

Pois o "tio Rei" - como gosta de ser chamado - postou em seu blog uma teoria estapafúrdia, a mando do patrão, de que o tuitaço tivera sido provocado por petistas, "robôs e peões que não têm convicções", afirmou o "tio".

De minha parte, posso garantir - e assumir - minhas convicções, sempre explícitas em minhas postagens, neste blog e no Brasil Mobilizado, desde muito tempo. E tenho absoluta certeza que os demais que tuitaram ao lado de @Lucy_in_sky, também.

O que a veja* precisa entender é que, apesar de não gostar, qualquer pessoa é livre para se exprimir; que o monopólio da verdade já não existe; que seu poder político e econômico está abalado, sobretudo depois das provas de envolvimento da quadrilha de Cachoeira com sua editoria política de Brasília.

Não foi divertido ler a tentativa de desqualificar @Lucy_in_sky, inclusive, como pessoa! Não a conheço pessoalmente, nem sei seu verdadeiro nome. Nem preciso saber para acreditar que ela existe ou, que não fosse esta pessoa, outra teria tido a mesma idéia.

No fim, ao pretender defender-se do público insatisfeito com sua revista, a veja* acaba criando outra farsa, mais uma dentre tantas outras, desta vez, sem qualquer sentido, ingênua e infantil, desmontada pela própria @Lucy_in_sky ao dizer: Ei, eu existo!

Quanto ao Reinaldo Azevedo - que se diz defensor da liberdade de imprensa, mas censura sistematicamente meus comentários em seu blog, e de todos aqueles que o criticam - fica a dúvida: ele é só mal intencionado ou é burro também?

Obrigado @Lucy_in_sky por ter me remetido aos anos 70.
E por não ter cometido tuiticídio!

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* Este blogueiro recusa-se a grafar o nome da revista veja com a inicial maiúscula.

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9 de mai. de 2012

A AMEAÇA DE ELIANE.

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Dona Eliane escreveu em sua coluna de hoje, no Folha.Com, texto bastante revelador à respeito da CPMI do Carlito Cachoeira.

Na verdade, ela está assumindo o papel de porta-voz da velha imprensa, fazendo ameaças ao Congresso Nacional e aos membros da CPMI.

Começa, irônica, referindo-se ao presidente da CPMI, Deputado Federal Vital do Rêgo (PMDB), queixando-se da limitação ao acesso aos documentos do processo pelos demais membros da comissão, inclusive, ao acesso da própria imprensa.

Como dona da verdade, diz que os bons repórteres investigativos (sic) de seu jornal têm, em seu poder, o "material todo" do escândalo, dos esquemas e ramificações de Carlito Cachoeira.


Segue em frente, pretendendo desmoralizar Vital do Rêgo ao afirmar que ele quer esconder algo que é de conhecimento do jornal onde ela trabalha.

A referência ao "arrombamento" é um sinal da colheita de documentos de forma ilegal?

Então, finaliza com a ameaça não só ao presidente da CPMI como a todos os demais membros da comissão que avalia o escândalo da promiscuidade entre a oposição e o "empresário, bicheiro, formador de quadrilha, chantagista, etc", Carlito Cachoeira.


Repare bem, leitor deste blog, que o último parágrafo começa com a partícula "SE". Demonstra o verdadeiro sentido de todo o texto ao impor uma condição. "Se tentar fazer isso, vai bater com a porta na cara (...)".

Dona Eliane está dizendo, em outras palavras, que não tentem jogar a culpa só na oposição. E, por tabela, na velha imprensa, que é quem assumiu a verdadeira oposição no Brasil desde que Lula assumiu seu primeiro mandato.

Diz claramente que jornalistas sabem de tudo e que podem - e vão! - levar adiante denúncias contra membros da própria CPMI. E contra quem se colocar em seu caminho.

É muito provável que a velha imprensa esteja guardando cartas na manga para, no momento oportuno, apresentar suas queixas. Porisso, faz chantagem desde já. Não querem que se denunciem as falcatruas que o jornalismo barato e marrom apronta desde 2003.

Quem não acredita que Folha, Globo, Estadão e veja* não possuem coleção de denúncias, conseguidas por sabe-se lá qual meio, contra este ou aquele, e que podem usá-las no momento em que estiverem acuados?

Conhecemos os métodos desta gente rasteira, bem exemplificado no elo de cachoeira com a revista veja*. Plantar notícias, repercuti-las à exaustão, mesmo sem provas, para saciar a fome da oposição parlamentar meia-boca.

Parece que a briga vai ser boa.
Pela posicionamento de alguns, já dá para perceber que muita sujeira vai aparecer.
Aposto que muito jornalista vai sair queimado da fogueira. Gente conhecida. Resta saber quem.

Para ler a ameaça na íntegra, clique aqui.

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* Este blogueiro recusa-se a grafar o nome da revista veja com a inicial maiúscula.

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5 de mai. de 2012

JUROS IMORAIS II

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Logo depois de ter postado JUROS IMORAIS, abaixo, li o que o ex-Ministro Mailson da Nóbrega disse sobre a queda da taxa de juros.

Não podia ser em outro local que não a revista veja*, onde é colunista.

Leia o que ele escreveu:




Para quem não lembra:



Mailson da Nóbrega foi Ministro da Fazenda do ex-Presidente da República José Sarney, entre janeiro de 1988 e março de 1989.
Em sua época à frente da economia do Brasil, a inflação alcançou 80% ao mês.


OITENTA POR CENTO AO MÊS!


É dono da Tendências Consultoria Integrada e trabalha para Instituições Financeiras. Para Bancos, para ser mais claro.

Em entrevista recente à Rede Globo, insinuou que estava sugerindo a seus clientes, os bancos, que não emprestassem dinheiro a juro baixo.

Este tipo de declaração, partindo de quem parte, só dá mais credibilidade à equipe econômica da presidenta Dilma Rousseff.


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Este blogueiro recusa-se a grafar o nome da revista veja com a inicial maiúscula.

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JUROS IMORAIS.

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Os editores dos cadernos de Economia da velha mídia precisam decidir, com urgência, o que querem.

Até bem pouco tempo, atiravam contra a equipe econômica de Lula e, mais tarde, de Dilma Rousseff, acusando-os de praticar as taxas de juros mais alta do planeta. Quem não lembra disso?

Qualquer economista recém formado sabe que taxa de juros e taxa de câmbio são ferramentas imprescindíveis no controle da inflação; não há um Ministro da Fazenda que não lance mão de todos os instrumentos para conter elevação de preços, mesmo que para tanto, pratique altas taxas de juros!

Neste espaço, já defendi tanto o Presidente do Banco Central quanto o Ministro da Economia, expondo razões bastante consistentes para a manutenção da SELIC em patamares elevados. Lula, às vésperas da eleição de Dilma, conseguiu reduzir a taxa de juros oficial para apenas um dígito - feito histórico nunca antes realizado neste país. Mas teve que voltar atrás, sob pena de ver a inflação recrudescer.

Agora, a presidenta Dilma vislumbrou nova oportunidade de reduzir a SELIC e, de acordo a sua equipe, baixaram a taxa para 9% ao ano. Diante do cenário de inflação e crescimento sob controle e, sobretudo, a contenção da sobrevalorização do Real, foi possível cortar um dos pontos frágeis da economia brasileira. Quanto mais alta a taxa de juros, mais caro é o custo de rolagem da dívida interna. Básico!

Para chegar a isto, Dilma Rousseff teve que usar seu prestígio político - representado pela alta popularidade medida recentemente - para iniciar o processo de reversão da SELIC.
Como primeira medida, tratou de usar os bancos oficiais que passaram a sinalizar taxas reduzidas para empréstimos a pessoa física e jurídica. Banco do Brasil e Caixa divulgaram reduções interessantes e praticamente obrigaram a banca privada a seguir o mesmo caminho.

No primeiro momento, a queda de juros privados não foi generosa. A Presidenta insistiu. Pediu. Quase exigiu. Logo, Bradesco, Itaú e Santander - as maiores instituições privadas no Brasil - acompanharam a baixa. Por lógica de mercado, a concorrência com os bancos públicos não lhes deu escolha.

Em seguida, o COPOM reduziu a SELIC de 9,75% para 9%, sinalizando viés de continuidade na queda. Tanto, que o mercado financeiro já projeta taxa de 8 a 8,5% até o final de 2012.

Diante do quadro de aproximação às taxas internacionais, agora, a imprensa volta a chiar!
Ao invés de elogiar o desempenho econômico que nos permitiu reduzir as taxas, a velha imprensa joga suas críticas sobre o risco da Caderneta de Poupança. Que estupidez! Que falta de caráter!

Basta fazer uma conta simples. De somar!

Levando-se em conta que a inflação anual no Brasil será de 3,50%, a taxa de juros real passa a ser
9,00 - 3,50 = 5,50.

Se a Caderneta de Poupança, por contrato, remunera em 6% ao ano (+ TR), está pagando mais que a SELIC!
Logo, os aplicadores fugirão do mercado de investimento para colocar tudo na poupança oficial.
Pela lógica, a taxa de remuneração da Poupança deverá cair para níveis aceitáveis, ou quebra tudo. É a providência que a equipe econômica está tomando.

O que quer a imprensa comprometida com a oposição?
Juros baixos e poupança alta?
Quem paga a conta?

Não dá prá entender.

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2 de mai. de 2012

LULA e a cachoeira.

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É difícil acreditar que pessoas letradas deixam-se pautar por publicações de quinta categoria, como a revista veja*. Desconfio que algumas pessoas preferem não pensar, refletir, analisar os fatos. Talvez por comodidade. Ou má-fé.

O episódio envolvendo o criminoso Carlos Augusto de Almeida Ramos, que usa a alcunha de Carlinhos Cachoeira, mostra de forma bastante clara qual a intenção de parte da velha imprensa. A começar pelo tratamento dado a Cachoeira. Leio e ouço veículos referindo-se ao sujeito como "empresário"ou "contraventor". Conversa mole. É bandido!

Milhares de horas de grampos autorizados pela justiça demonstram, de forma clara, que o meliante está ligado umbilicalmente a importantes políticos brasileiros, a magistrados, a arapongas, a gente da imprensa. Não dá para negar. O mafioso Cachoeira teceu uma rede de proteção em torno de seu negócio de dar inveja a Al Capone.

(Abro um parêntesis, aqui, para dizer que vi na imagem do rosto do senador Fernando Collor, membro da CPMI, ao ser entrevistado sobre o assunto Cachoeira, um ar de ingenuidade, do tipo: ... no meu tempo era PC Farias que fazia meu trabalho sujo. PC Farias, perto destes quadrilheiros, não passa de uma fada-madrinha!).

Voltando ao tema.
Quem antes era o probo, virou fumaça. Quem antes esnobava o governo com frases de efeito, se transformou em palhaço. A oposição brasileira, que já vinha minguando, sangrando lentamente, perdeu a única coisa que ainda lhes dava algum respeito: o gogó!

(Outro parêntesis, é irresistível: numa gravação vazada, o senador Demóstenes liga para Carlinhos Cachoeira que o atende com um "bom dia, doutor!". E o senador devolve o cumprimento com um "bom dia, professor!". É de morrer de rir, fala sério.).

O que temos hoje:
A velha midia tentando de tudo, usando todas as forças e os artifícios disponíveis, pretendendo transformar a CPMI do Cachoeira num evento de segunda linha; querem a todo custo que o PT e seus membros estejam envolvidos.
Agora, exigem que a Delta Construções (alguns afirmam que é de propriedade de Demóstenes) seja minuciosamente investigada pelas obras do PAC.
No início, colocaram Dilma Rousseff, a PresidentA, como temerosa com as consequências e, ainda por cima, queriam jogar Lula contra ela, pela declaração do "doa a quem doer" dada por Lula à imprensa.

Peraí!
Qualquer pessoa tem o direito de ter sua opinião. E expôr seus argumentos. Mas essa história prá boi dormir que Lula quer a CPMI à despeito de Dilma é absolutamente ridícula. Não faz o menor sentido.

Você, leitor deste blog, pode ser da oposição, da direita, ser tucano, ser funcionário da veja*, o que for. Mas ninguém pode negar as habilidades políticas que Lula colecionou durante sua longa trajetória, desde os tempos da ditadura, do sindicato, do Congresso e do Planalto. Não fosse um exímio político, não teria sido eleito, reeleito, suportado o bombardeio diário da velha mídia e da oposição, nem teria eleito seu "poste", como gostam de dizer os mal intencionados.

Será possível que Lula não falou com Dilma?
Alguém realmente acredita que Dilma tem medo da CPMI? Que Lula só está querendo uma vingancinha boba contra parte do jornalismo que sempre o perseguiu? Por favor, sejamos razoáveis!

Durante oito anos de mandato legítimo, Lula teve capacidade de lidar com as situações mais adversas. E não foram poucas. Goste ou não, ele venceu! Deixou o cargo para uma sucessora desconhecida, "abortista", "durona", "iniciante", etc etc etc ..., com popularidade na casa dos 80%. OITENTA POR CENTO! Isso é amadorismo político? Ora!

Lula, Dilma, Zé Dirceu, Palocci, eu e a torcida do Flamengo inteira sabe que a oposição - aquela que em 500 anos só esteve fora do poder na era PT - está até o pescoço de lama. São décadas de exploração econômica do povo e favorecimento daquela meia dúzia de sempre, eles mesmos, que sempre encheram as burras de dinheiro sujo, da corrupção crônica instalada na administração pública, financiada pelo grande capital.

A direita brasileira, bem representada, hoje, por Serra, Demóstenes, ACMNeto, FHC e outros, não tem bandeira, não tem discurso, não tem voto. E está diante de uma cachoeira de provas incontestáveis que os liga ao pior do submundo do crime: tipos como Dadá, o araponga, e Carlinhos Cachoeira, o "empresário do ramo de exploração ilegal do jogo, da droga e da prostituição. Ufa.".

Se reconhecem uns aos outros, ligam para pedir favores entre si, como vistos para a babá e para a sogra entrarem nos Estados Unidos! Cumprimentam-se nos aniversários, riem das manchetes de jornal que acusam o governo ... ah, as manchetes ...

A história acontece assim (e não sou eu quem a inventa, são os fatos que a comprovam):
O candidato da direita precisa vencer as eleições. A bandidagem se movimenta; é preciso criar factóides para iludir e confundir. Um Senador da República conversa com o simpático Carlito Cachoeira. Decidem criar um fato. Acostumado a grampos ilegais, Carlito aciona seu amiguinho em Brasilia, editor chefe da sucursal do semanário veja*. Ligam para o Presidente do Supremo Tribunal Federal, órgão máximo da justiça. A revista lança matéria de capa acusando o governo de ter grampeado uma conversa entre o Senador e o Ministro do STF. Sai às bancas no sábado à tarde.

Domingo, maior rebuliço! O Fantástico reproduz a capa da veja*, entrevista o Senador e o Juizão que, pasmem, confirmam o diálogo. As outras emissoras entram na onda. Durante a semana, os jornalõeszinhos Folha e Estadão repercutem o "crime do grampo a duas figuras ilustres e limpas". Atiram de todos os lados, acusam os membros do governo. Esperam reverter em votos a maracutaia.
Detalhe: em nenhum momento a gravação foi exposta. Pensam ter credibilidade o bastante para fazer os eleitores acreditarem.

Resultado: perdem as eleições. E segue o velório. Outras armações são meticulosamente planejadas.

Agora, a festa acabou.
Como disse Lula - e ele sabe o que diz - a CPMI vai apurar doa a quem doer. Se tiver gente do PT, vai pagar. Mas a direita e a quadrilha de criminosos vai acabar de se afundar na lama.

É uma cachoeira de esgoto.

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* Este blogueiro recusa-se a grafar o nome da revista veja com a inicial maiúscula.
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